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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Cada um cuide da própria consciência

Quem é, continuará sendo. Quem não é, continuará não sendo. E talvez convenha que todos existam, coexistam e caminhem lado a lado, porque é justamente no encontro entre luz e trevas que aquilo que somos vai se tornando evidente.

O bem potencializa o contraste com o mal, e o mal, por sua vez, torna ainda mais evidente o valor do bem. Um revela o outro. Enquanto houver vida, haverá escolhas, quedas, recomeços, endurecimentos e transformações. Será assim até o fim.

Por isso, com fé ou sem fé, cada um cuide da própria consciência.

Não fomos chamados para ocupar o lugar de Deus, distribuindo antecipadamente títulos de benditos e malditos. Fomos chamados a viver de tal maneira que nossa própria vida testemunhe aquilo em que dizemos crer.

Porque haverá um dia em que todos estaremos diante de Deus. Não haverá máscaras, argumentos, reputações, títulos religiosos ou discursos ateístas que possam nos esconder de nós mesmos.

Estaremos à direita ou à esquerda.

E então não será a nossa boca a dizer quem somos.

Seremos chamados pelo que fomos.

Benditos ou malditos.

E talvez seja justamente por isso que devemos nos preocupar menos em decidir quem estará de cada lado e muito mais em perguntar, enquanto ainda há tempo:

De que lado as minhas escolhas têm me colocado?

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