Se quiser vir, venha sem as sandálias sujas
No meu território ninguém pisa de qualquer jeito
Não aceito mais o lixo de ninguém
Pessoas que usam minhas dores
Pra me atingir ou desrespeitar
Gente que me sangra por satisfação
Como um tubarão que é atraído pelo sangue
Gente perversa tem um limite
Fique afastado de mim
Porque agora eu me protejo
Ninguém vai me usar de novo
Ninguém vai minar minha energia
Nem sujar minha paz
Ninguém vai me enganar,
Trair ou ser desleal
Nem vampirizar minha alegria
Ninguém mergulha no meu sagrado
Pra contaminar o que preservo
Ninguém profana minha confiança
Ninguém transforma minha abertura
em oportunidade para me ferir.
Não sou território público
nem passagem livre.
Minha sensibilidade não é fraqueza.
E o meu amor não é autorização
para que alguém me destrua.
Acolhimento não é acesso
Amor não aceita abuso
Perdão não é permissão pra voltar
Meu coração não é terreno baldio
Minha alma não é caçamba
Cada um que carregue seus entulhos
E elabore suas dores
Se vier, venha descalço
Ou vem com respeito
Ou nem venha, nunca mais.
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