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domingo, 27 de setembro de 2026

Território santo

Se quiser vir, venha sem as sandálias sujas
No meu território ninguém pisa de qualquer jeito 
Não aceito mais o lixo de ninguém 
Pessoas que usam minhas dores
Pra me atingir ou desrespeitar
Gente que me sangra por satisfação 
Como um tubarão que é atraído pelo sangue 
Gente perversa tem um limite
Fique afastado de mim

Porque agora eu me protejo
Ninguém vai me usar de novo
Ninguém vai minar minha energia 
Nem sujar minha paz
Ninguém vai me enganar,
Trair ou ser desleal
Nem vampirizar minha alegria 

Ninguém mergulha no meu sagrado 
Pra contaminar o que preservo
Ninguém profana minha confiança 
Ninguém transforma minha abertura
em oportunidade para me ferir.

Não  sou território público 
nem passagem livre.
Minha sensibilidade não é fraqueza.
E o meu amor não é autorização
para que alguém me destrua.

Acolhimento não é acesso 
Amor não aceita abuso 
Perdão não é permissão pra voltar 

Meu coração não é terreno baldio
Minha alma não é caçamba 
Cada um que carregue seus entulhos
E elabore suas dores
Se vier, venha descalço 

Ou vem com respeito 
Ou nem venha, nunca mais.

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