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sábado, 5 de setembro de 2026

Deus não se deixa monopolizar

Ninguém monopoliza Deus.

Não ter vínculo com o Cristianismo histórico não impede ninguém de ser servo de Cristo.

Aliás, estar arrolado no rol de membros de uma instituição pode ser apenas uma máscara para muita gente. Enquanto isso, uma consciência firmada no Evangelho dispensa a necessidade de transformar a fé em rotina, ritual ou cumprimento de regras. Quem compreendeu o amor aprende simplesmente a amar.

Para reconhecer os que são de Cristo, o fruto do Espírito é um critério muito mais revelador do que os dogmas. E isso não nos impede de servir dentro ou fora de qualquer endereço.

Porque Igreja não é endereço, e pertencimento institucional não é certificado de filiação a Cristo.

“Ah, você tem mágoa da religião?”

Não, amado.

Ter liberdade para falar sobre qualquer coisa sem temer perseguição, censura ou exclusão é maturidade espiritual. É aprender a discernir entre aquilo que está escrito e aquilo que fizeram do que está escrito — transformando-o em cabresto para inibir a liberdade.

Quem já não vive sob o véu da separação não precisa de intermediários para ter acesso à Fonte da sabedoria.

Eu sou livre.

E liberdade não significa desprezar quem escolhe viver de ilusões. Deus se revela a quem quer, como quer e quando quer. Não cabe a mim controlar esse processo.

Cabe-me apenas falar.

E eu falo porque sou livre.

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