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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Babilônia e suas filhas

A Grande Babilônia tem filhas tão corrompidas quanto ela. A grande meretriz ensinou suas filhas a profanarem o Evangelho e a enganarem multidões que se assentam diante delas.

"Ah, eles vendiam indulgências."

E vocês, não vendem prosperidade e vitórias? Quanto dinheiro entra em seus gazofilácios e movimenta seus negócios? Há muito tempo o que importa para vocês é a arrecadação, não as vidas.

"Ah, mas eles são idólatras."

E vocês, não têm suas pessoas especiais, que mediam sua adoração, oferecem cobertura espiritual e cantam canções que preparam corações para se renderem em seus teatros? Quantas celebridades, salas VIP, cachês milionários, shows, promessas vazias e egos lustrados? Quanta idolatria há nesse ambiente que vocês tanto amam frequentar?

"Ah, mas eles mataram milhares na Inquisição."

E quantos vocês matam com o dedo em riste, apontando pecados e lançando pessoas ao inferno em seus julgamentos, inclusive nas redes sociais? Quanto ódio em nome de Deus, quanta sentença mascarada de amor e zelo, quanta hipocrisia habita esses sepulcros caiados?

"Ah, mas os templos deles são suntuosos, cobertos de ouro, arte e propriedades."

E vocês, não fazem o mesmo com seus templos modernos? Cheios de conforto, design e estratégias para atrair pessoas que vivem de aparência?

"Ah, mas eles se corromperam com o Império Romano."

E vocês, não estão atolados até a garganta nessa lama podre que é a política? Conchavos, alianças com gente influente, troca do bom testemunho por poder e privilégios?

Os campos continuam brancos, mas os trabalhadores estão distraídos com entretenimento para a alma. O nome de Jesus é exposto ao vitupério, e o engano tomou o lugar da sã doutrina.

Quando o Filho do Homem voltar, achará fé na terra?

O tempo não volta


Não adianta voltar ao lugar onde você cresceu. Você já não é a mesma criança. As brincadeiras ficaram para trás, os quintais parecem menores, as ruas perderam a imensidão que tinham aos olhos da infância. Os amigos também cresceram, seguiram caminhos diferentes e carregam histórias que você não viveu ao lado deles.

Não se magoe se ninguém se esforça para estar com você como antes. Talvez eles também não reconheçam mais quem você se tornou. A verdade é que ninguém permanece igual. Mudamos de pensamento, de sonhos, de prioridades. Nem somos os mesmos de ontem; quanto mais depois de décadas.

Cada pessoa renovou seus ciclos, construiu novas relações, enfrentou suas próprias dores, acumulou experiências e aprendeu a enxergar a vida por outra perspectiva. Em algum ponto, os caminhos encontraram bifurcações. Não porque houve falta de amor ou importância, mas porque alguns encontros foram feitos para durar uma estação, não a jornada inteira.

Voltar ao lugar não é voltar no tempo. Reconhecer um rosto não significa conhecer a pessoa que ele se tornou. Muitas vezes encontramos apenas vestígios daquilo que existiu, fragmentos de uma história que continua viva apenas na memória.

Há alegrias que pertencem a um tempo específico e justamente por isso são preciosas. Não foram feitas para se repetir, mas para serem lembradas com gratidão. A vida não oferece replay. Ela segue adiante, transformando tudo o que toca, inclusive nós.

Talvez a maturidade consista em aceitar que algumas coisas não precisam ser revividas para continuarem sendo belas. Certas fases cumprem seu propósito, deixam suas marcas e se encerram. E isso não diminui sua importância.

Há lembranças que não existem para serem recuperadas, mas para nos lembrar de quem fomos e de quantas vezes renascemos ao longo do caminho. Afinal, o lugar pode até ser o mesmo, mas nós já nos tornamos outra pessoa. E isso também faz parte da beleza da vida.