Todo mundo que sofre algum tipo de injúria, injustiça, calúnia e difamação, tem o ímpeto de tentar provar inocência diante das acusações. Calar é o mesmo que consentir com o que está sendo falado.
Porém, além da injustiça sofrida, também fui amordaçada. Todas as portas fechadas num isolamento cruel e desproporcional.
Eu sequer fui ouvida e quando tentava falar, fui chamada de doente, louca, perseguidora e perigosa.
Engoli a seco a verdade e aceitei me retirar. Mas da prisão emocional é algo que jamais vou me livrar completamente, porque os algozes estão livres, felizes e leves como quem virou uma página de ficção.
Sem se importar que até hoje o peito retalhado, embora cicatrizado, é a marca real do que se transformou em sombra nos meus pesadelos.
Falavam de amor, carregavam Amor no próprio nome, mas talvez o amor tenha ficado apenas no discurso e no sobrenome.
Nenhum comentário:
Postar um comentário