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terça-feira, 8 de setembro de 2026

A raiz e o fruto



Pecar é como comer um fruto. A fome volta e, logo, procuraremos outro, depois outro e outro. Podemos arrancar os frutos, mas, se a raiz permanecer, a árvore continuará produzindo.

Deus não se limita a arrancar os frutos. Ele vai à raiz. Não quer apenas interromper determinados pecados; quer libertar o homem do domínio que o conduz a eles.

É isso que a Cruz anuncia àquele que crê: a carne já não precisa exercer domínio, porque o velho homem foi crucificado com Cristo, para que não sejamos mais escravos do pecado.

A Cruz não veio apenas tratar dos sintomas; veio tocar a origem da nossa escravidão.

E então Deus nos oferece um único Fruto — Cristo.

Nele não há apenas uma satisfação passageira para a fome da alma. Há plenitude. Há vida. Há uma fonte que não seca.

Quem continua procurando nos frutos aquilo que somente o Fruto pode oferecer permanecerá eternamente faminto.

Porque o pecado oferece sabores que passam; Cristo oferece uma vida que permanece.

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