Pecar é como comer um fruto. A fome volta e, logo, procuraremos outro, depois outro e outro. Podemos arrancar os frutos, mas, se a raiz permanecer, a árvore continuará produzindo.
Deus não se limita a arrancar os frutos. Ele vai à raiz. Não quer apenas interromper determinados pecados; quer libertar o homem do domínio que o conduz a eles.
É isso que a Cruz anuncia àquele que crê: a carne já não precisa exercer domínio, porque o velho homem foi crucificado com Cristo, para que não sejamos mais escravos do pecado.
A Cruz não veio apenas tratar dos sintomas; veio tocar a origem da nossa escravidão.
E então Deus nos oferece um único Fruto — Cristo.
Nele não há apenas uma satisfação passageira para a fome da alma. Há plenitude. Há vida. Há uma fonte que não seca.
Quem continua procurando nos frutos aquilo que somente o Fruto pode oferecer permanecerá eternamente faminto.
Porque o pecado oferece sabores que passam; Cristo oferece uma vida que permanece.
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