“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e domínio próprio.”
— Gálatas 5:22-23
Os atributos desse fruto são aperfeiçoados nos encontros, inclusive nas trombadas. É no atrito das relações, nas contrariedades e nas circunstâncias difíceis que nossas arestas vão sendo aparadas. Menos de nós, mais de Deus.
Quem reconhece e vive o amor, se nunca foi alvo do ódio?
Quem valoriza a paz, se nunca esteve em um ambiente hostil?
Quem pode aprender a ser bom, se nunca precisou escolher a bondade diante da maldade?
Quem pode exercitar a longanimidade, se nunca atravessou tribulações?
Quem pode permanecer manso, se nunca foi afrontado?
Quem pode exercer o domínio próprio, se jamais foi tentado?
É fácil parecer paciente quando nada nos incomoda, manso quando ninguém nos afronta, generoso quando nada nos é negado e pacífico quando tudo está em ordem.
Mas é quando somos contrariados que descobrimos o quanto ainda precisamos crescer.
Talvez por isso Deus não nos transforme retirando todas as dificuldades do caminho, mas nos ensinando a atravessá-las sem perder aquilo que Ele está formando em nós.
Viver é um exercício contínuo de esvaziamento de si mesmo e crescimento em Deus. Não se trata de nos tornarmos pessoas que nunca são feridas, contrariadas ou tentadas, mas de permitirmos que, em cada encontro, cada conflito e cada trombada, o Espírito produza em nós um pouco mais de Cristo.
Porque o fruto não amadurece longe da vida.
É no chão da vida que Deus poda, aperfeiçoa e faz frutificar.
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