segunda-feira, 1 de junho de 2026
Babilônia e suas filhas
O tempo não volta
Não adianta voltar ao lugar onde você cresceu. Você já não é a mesma criança. As brincadeiras ficaram para trás, os quintais parecem menores, as ruas perderam a imensidão que tinham aos olhos da infância. Os amigos também cresceram, seguiram caminhos diferentes e carregam histórias que você não viveu ao lado deles.
Não se magoe se ninguém se esforça para estar com você como antes. Talvez eles também não reconheçam mais quem você se tornou. A verdade é que ninguém permanece igual. Mudamos de pensamento, de sonhos, de prioridades. Nem somos os mesmos de ontem; quanto mais depois de décadas.
Cada pessoa renovou seus ciclos, construiu novas relações, enfrentou suas próprias dores, acumulou experiências e aprendeu a enxergar a vida por outra perspectiva. Em algum ponto, os caminhos encontraram bifurcações. Não porque houve falta de amor ou importância, mas porque alguns encontros foram feitos para durar uma estação, não a jornada inteira.
Voltar ao lugar não é voltar no tempo. Reconhecer um rosto não significa conhecer a pessoa que ele se tornou. Muitas vezes encontramos apenas vestígios daquilo que existiu, fragmentos de uma história que continua viva apenas na memória.
Há alegrias que pertencem a um tempo específico e justamente por isso são preciosas. Não foram feitas para se repetir, mas para serem lembradas com gratidão. A vida não oferece replay. Ela segue adiante, transformando tudo o que toca, inclusive nós.
Talvez a maturidade consista em aceitar que algumas coisas não precisam ser revividas para continuarem sendo belas. Certas fases cumprem seu propósito, deixam suas marcas e se encerram. E isso não diminui sua importância.
Há lembranças que não existem para serem recuperadas, mas para nos lembrar de quem fomos e de quantas vezes renascemos ao longo do caminho. Afinal, o lugar pode até ser o mesmo, mas nós já nos tornamos outra pessoa. E isso também faz parte da beleza da vida.
domingo, 31 de maio de 2026
Deixa ir
sábado, 30 de maio de 2026
Sobre machistas cristãos
Ando saudosa dos antigos fóruns de discussão dos quais participava. Eram espaços onde as ideias eram debatidas, confrontadas e aprofundadas. Com essa nostalgia, entrei em um grupo de discussão no Facebook esperando encontrar algo parecido. Encontrei muita superficialidade e, entre uma publicação e outra, um cidadão afirmando que, para ser salva, a mulher precisa ficar calada, ser submissa ao marido e levar todas as suas dúvidas para ele resolver.
É impressionante como textos bíblicos, quando arrancados de seu contexto, podem se transformar em ferramentas de opressão. Nas mãos de quem não busca compreender a mensagem por inteiro, a Escritura vira pretexto para perpetuar preconceitos antigos, como se Deus tivesse distribuído sabedoria, discernimento e capacidade espiritual apenas aos homens.
Durante séculos, muitas mulheres foram convencidas de que nasceram para ocupar um lugar inferior. Algumas sequer cogitam a possibilidade de estudar, interpretar, ensinar ou contribuir com profundidade, porque aprenderam que sua função é apenas repetir o que ouviram de alguma autoridade masculina. Não porque Deus as limitou, mas porque homens as limitaram.
O mais curioso é que ninguém questiona quando uma mulher ensina crianças. Ninguém questiona quando ela aconselha uma amiga. Ninguém questiona sua capacidade de compreender as Escrituras até o momento em que ela passa a expressar suas conclusões com segurança e coerência. Então surgem os comentários: "Você discute como homem", "Você fala como um teólogo", "É difícil encontrar uma mulher que entenda assim". Como se inteligência, reflexão e discernimento fossem atributos masculinos.
Mas a pergunta permanece: quem concede sabedoria? Quem ilumina o entendimento? Quem convence da verdade?
Se uma mulher é capaz de compreender o que lê, discernir o que ouve e produzir frutos compatíveis com a fé que professa, foi Deus quem a capacitou. O mesmo Espírito que habita no homem habita na mulher. A mesma graça que salva um salva o outro. O mesmo sangue que reconciliou judeus e gentios, escravos e livres, também derrubou toda pretensão humana de superioridade espiritual.
A salvação não vem do marido. Não vem de líderes religiosos. Não vem da aprovação de instituições. A salvação vem de Cristo.
E é justamente por isso que não deposito minha confiança em interpretações humanas. Nem todo marido é sábio. Nem todo líder é maduro. Nem todo pregador compreende aquilo que ensina. Há homens que conhecem versículos, mas desconhecem o caráter daquele que inspirou as Escrituras.
Minha instrução não vem de homem algum. Vem do alto. Vem daquele que prometeu conduzir seus filhos à verdade. O Espírito Santo me ensina de dentro para que eu testemunhe do lado de fora. Não para que eu me exalte, mas para que Cristo seja visto.
Minha única razão de glória não é o que sei, nem o que compreendo, nem o que consigo argumentar. Minha única razão de glória é conhecê-lo. Porque quanto mais o conheço, menos sentido fazem os cabrestos que os homens tentam colocar sobre aqueles que Deus libertou.
sexta-feira, 29 de maio de 2026
A paz é Tua presença
quinta-feira, 28 de maio de 2026
A Palavra não muda
quarta-feira, 27 de maio de 2026
Corrupção
terça-feira, 26 de maio de 2026
A Verdade entre nós
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Verdadeiros encontros
domingo, 24 de maio de 2026
Legalismo
sábado, 23 de maio de 2026
A renúncia não é romântica
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Cuidar de mim
Deus de encontros
quinta-feira, 21 de maio de 2026
Sobre dependência emocional
quarta-feira, 20 de maio de 2026
A fé é a lente
terça-feira, 19 de maio de 2026
Desenvolvendo a salvação
A noite fez-se dia
1Coríntios 1:27-29
"Mas Deus escolheu os que são loucos para o mundo a fim de envergonhar os sábios e os que são fracos para o mundo a fim de envergonhar os fortes. Deus escolheu as coisas insignificantes do mundo, os desprezados e as coisas que não são para invalidar as que são, a fim de que ninguém se vanglorie diante dele."