Não creio num Deus temporal, que atrai, abençoa e depois desiste do filho vacilante. Antes, creio num Deus atemporal, que conhece o princípio, o meio e o fim de cada vida.
Se um dia me atraiu — na forma como compreendo essa experiência — foi amando-me apesar de quem eu sou; conhecendo o que fiz, o que faço e o que ainda farei. Afinal, o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo, para que os benefícios da Cruz alcançassem os seus filhos em todos os tempos, durante toda a sua existência.
Sob essa perspectiva, florear palavras serve apenas para alimentar a ilusão humana. O nosso coração está completamente exposto diante d'Ele. Deus sabe quem é quem.
Não depende da minha vontade para agir, nem do meu pedido para me abençoar. Não está limitado aos ambientes que chamamos de sagrados, nem me chantageia com desgraças para que eu frequente este ou aquele lugar.
Antes, deseja um coração quebrantado e contrito diante do que sou, e um coração verdadeiramente adorador diante de quem Ele é.
O que levamos desta vida é a essência. Diante de Cristo, permanecerá o amor que encarnamos. Somente os que amaram serão por Ele "conhecidos". E isso, desde sempre, nunca lhe foi oculto.
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