Se não houver impacto, se não virar do avesso, se não funcionar como um espelho refletindo o interior, não é Evangelho, mas qualquer coisa genérica, baseada em ilusão.
O verdadeiro Evangelho provoca vergonha, arrependimento e conversão de caminhos. Provoca o desejo de recomeçar, de abandonar o passado e de aprender o ensino de Jesus.
O Evangelho nos coloca diante da batalha entre o ego e o amor. Por isso, nos confronta diretamente. Afinal, vencer o próprio ego não é nada fácil.
Quando anunciamos o Evangelho, é a própria Verdade que confronta. Sem força, sem violência, sem coerção. Ainda assim, ela provoca diferentes reações em quem a ouve.
Talvez seja justamente por isso que eu sempre diga que a Graça é um espelho.
Ou você se enxerga e deseja mudar, ou quebra o espelho para não precisar encarar a verdade.
A Graça não humilha para destruir.
Ela revela para curar.
Não mostra nossas deformidades para nos condenar, mas para que finalmente reconheçamos aquilo que precisa ser transformado.
O problema é que nem todos querem ser transformados.
Alguns preferem quebrar o espelho.
É mais fácil destruir aquilo que revela a verdade do que permitir que a verdade destrua aquilo que precisa morrer em nós.
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