Eternidade não é um tempo sem fim, que começa na morte e se prolonga infinitamente.
Eternidade é uma realidade na qual cabem o antes, o durante e o depois, tudo ao mesmo tempo, como um sopro nas narinas.
É a consciência da história inteira, onde tudo acontece simultaneamente, e o conhecimento de tudo existe antes mesmo de tudo acontecer.
Tempo e espaço são limites da carne; o espírito contempla o propósito desde o princípio até a consumação.
O Cordeiro, imolado desde antes da fundação do mundo, é o arquétipo do que se manifestaria na história, porque, no tempo oportuno, a redenção haveria de ser revelada.
A Graça precede o homem, o pecado e até a consciência dos filhos resgatados.
Deus sempre soube. Nós nem sabíamos de nós mesmos. Antes mesmo de existirmos no tempo, já éramos conhecidos na eternidade.
O Cordeiro de Deus foi imolado antes que houvesse mundo. Assim, a Graça é atemporal e se manifesta a cada um no tempo oportuno.
A consciência do que sou e do que mereço despertou em mim em 1992, embora tudo já estivesse consumado desde sempre.
A Graça não é uma resposta improvisada ao pecado, é a vontade boa, perfeita e agradável de Deus para os filhos.
Assim acontece com cada um que, em determinado momento, descobre-se destituído de qualquer merecimento e, por Cristo, é reconciliado com Deus por causa do Seu amor.
O amor não nasce no coração do homem. Nasce na eternidade, em Deus. Atravessa o espaço e o tempo para nos alcançar. Então, despertados por esse amor, voltamo-nos para Aquele que nos amou primeiro e, como expressão desse mesmo amor, amamos também o próximo.
Assim, o amor que nasceu na eternidade continua sua obra no tempo, até que o tempo seja plenamente absorvido pela eternidade.
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