Oração não é performance, é relação.
Não são suas palavras que Deus recebe, mas aquilo que existe por trás delas.
Um coração quebrantado e contrito fala mais alto do que vãs repetições.
Geralmente, as orações públicas são adornadas com palavras escolhidas para impressionar homens, mas, muitas vezes, vazias do verdadeiro desejo de se achegar a Deus.
Uma oração sincera, às vezes, é interrompida por lágrimas.
A sensibilidade é como um atalho: vai direto ao colo de Deus.
Nós precisamos de palavras.
Deus quer relação.
Assim como uma troca de olhares pode dizer o que nenhuma palavra consegue explicar, pensar em Deus, incluí-lo em tudo, lembrar-se dele no cotidiano e simplesmente permanecer em sua presença pode valer mais do que discursos cuidadosamente elaborados.
Talvez por isso Jesus tenha sugerido o quarto.
O lugar onde ninguém precisa impressionar ninguém. Onde não há plateia para a qual representar. Onde as máscaras perdem a utilidade e já não é possível parecer outra coisa além daquilo que se é.
Ali, no secreto, a oração deixa de ser discurso
e se torna encontro.
Porque Deus não está esperando uma apresentação. Ele está esperando você.
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