Lutamos todos pelo direito de ter direitos.
E, se é assim, quem escolhe os amigos apenas pela posição política não está procurando diálogo; está procurando um espelho — alguém que pense como ele, confirme suas certezas e não lhe ofereça o desconforto da diferença.
Quando a divergência abre caminho para o desrespeito, a acusação, a tentativa de silenciamento e a castração do pensamento, talvez seja porque o carinho já tenha desaparecido. Porque quem ama não precisa concordar com tudo para preservar a dignidade do outro.
Respeito ao próximo não é favor, é dever.
O desrespeito muitas vezes nasce de espíritos complexados, que precisam diminuir o outro para conseguir enxergar algum valor em si mesmos.
Quem preserva a minha integridade sou eu. Portanto, sou eu quem decide com quem quero conviver, quais limites estabeleço e de quais relações escolho me retirar.
Não acredito que seja obrigação resgatar todo vínculo. Há relações que podem ser reconstruídas pela conversa, pelo perdão e pelo respeito.
Mas, quando o respeito acaba, talvez não reste mais nada a resgatar — apenas a coragem de reconhecer que é hora de partir.
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