O silêncio pode ser omissão quando alguém precisava de uma palavra, de defesa, de consolo ou simplesmente de presença.
Quem silencia quando deveria ensinar, não ensina.
Quem silencia quando deveria consolar, não consola.
Quem silencia diante da injustiça, não protege.
Quem silencia quando poderia despertar alegria, não alegra.
Quem silencia quando poderia proporcionar prazer, não oferece.
Há silêncios que são prudência, sabedoria e paz.
Mas há silêncios que são omissão.
Como é grave pecar pelo silêncio!
Porque também podemos ferir pelo que não dizemos, abandonar pelo que não fazemos e negar ao outro um bem que estava ao nosso alcance oferecer.
Às vezes, não fazer o mal não é suficiente.
O amor também nos chama a fazer o bem.
Há momentos em que calar é virtude.
E há momentos em que calar é uma forma silenciosa de pecado.
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