O crescimento na Verdade é, na realidade, um decrescimento. Convém que diminuamos para que o amor cresça.
Quanto menos houver de nós, mais próximos estaremos do alvo. Então, altruísmo, perdão e empatia deixarão de ser esforço para se tornarem frutos naturais de uma vida transformada.
Já não será difícil negar a nós mesmos em favor do outro, porque o bem do próximo terá se tornado também o nosso próprio bem.
É quando o "eu" deixa de ocupar o centro, e o amor assume o seu lugar.
O caminho estreito e a porta estreita não diminuem a vida, mas o ego. Para atravessá-los, é necessário deixar para trás o apego excessivo a si mesmo.
O caminho largo desconhece o amor e toda renúncia, porque preserva o ego acima de tudo. Por isso, conduz à perdição: não porque Deus deseje perder alguém, mas porque quem nunca aprende a sair de si jamais aprende a amar.
O caminho largo alimenta o ego; o estreito o crucifica. Um conduz à perdição, porque o amor nunca frutifica onde o "eu" permanece soberano. O outro conduz à vida, porque somente quem perde a si mesmo encontra Cristo.
O Evangelho é um chamado à transformação do coração e não um sistema de méritos ou de regras externas. É vida e não uma religiosidade.
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