A Ordem de Aarão é histórica e natural. Ela é essencial para que o homem compreenda sua incapacidade de justificar a si mesmo por mérito próprio. Imperfeita para aperfeiçoar, sua função é revelar a culpa, expor o pecado e preparar o caminho para algo maior.
Por isso, ela é primordial para entendermos a Ordem de Melquisedeque, que é transcendental e eterna. Nela, o único Sumo Sacerdote é Cristo, e a Lei do amor aperfeiçoa aqueles que creem.
De certa forma, é nessa transição que se resumem os dois Testamentos.
Israel recebeu a Lei mosaica segundo a Ordem de Aarão, para conhecer o pecado, compreender sua condição de réu diante de Deus e reconhecer a necessidade de um Salvador. Sob essa ordem, todo homem é culpado, pois a Lei revela a transgressão, mas não pode remover definitivamente sua condenação.
A Igreja, porém, é chamada segundo a Ordem de Melquisedeque, porque reconheceu em Cristo a revelação perfeita de Deus e o único Mediador entre Deus e os homens. Ele assumiu sobre si a culpa que era nossa, cumpriu aquilo que a Lei apenas apontava e nos reconciliou com o Pai.
Na Ordem de Aarão, o homem comparece diante de Deus como réu. Na Ordem de Melquisedeque, comparece como filho.
Na primeira, os sacrifícios precisavam ser repetidos. Na segunda, um único sacrifício foi suficiente para sempre.
Na primeira, a culpa era lembrada continuamente. Na segunda, a graça triunfa porque Cristo se fez culpado em nosso lugar.
Nele somos justificados, reconciliados e aperfeiçoados pela fé.
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