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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Colecionadores de instantes

Não, ninguém vai te fazer feliz. Pessoa alguma tem esse poder. Todo mundo carrega defeitos, limitações e imperfeições que, em algum momento, exigirão renúncia e perseverança. Amar é justamente isso: negar a si mesmo em favor do outro.

Não, nenhum emprego ou lugar tem o poder de realizar completamente uma pessoa. Sempre haverá, junto das conquistas, o cansaço, o estresse ou uma saudade que nos chama para outro lugar, outra fase ou novos encontros.

Não, a ociosidade também não faz ninguém feliz. Há uma necessidade humana de produzir, crescer, aprender, sonhar e conquistar. É no movimento da vida que encontramos significado para continuar caminhando.

A felicidade não é um estado permanente. Ela acontece em instantes. Está fragmentada e espalhada por toda a existência, escondida em momentos simples e extraordinários. Mas somente cada um de nós pode transformar esses instantes em energia para viver.

Por isso, a felicidade vem mais de dentro do que de fora. Ela nasce da capacidade de viver plenamente o presente, compreendendo que somos protagonistas da própria história.

Muitas pessoas passam por nós, e nem todas permanecem. Lugares, empregos, oportunidades e entretenimentos surgem e desaparecem, deixando experiências, aprendizados e memórias. Mas uma vida feliz é aquela que aprende a colecionar instantes.

É na prática de amar e ser amado que o propósito da existência vai se revelando. E é também nela que compreendemos nossa responsabilidade: ninguém pode viver nossa vida por nós, ninguém pode colecionar nossos momentos, ninguém pode construir nossa felicidade em nosso lugar.

A felicidade não está em encontrar alguém ou alguma coisa que nos complete. Está em aprender a reconhecer e guardar os pequenos tesouros que Deus espalhou pelo caminho.

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