Quando Jesus reuniu os doze para a última ceia, instituiu a Igreja. Não a empresa religiosa, mas a consciência de sermos um só organismo vivo.
Pegou o pão e disse que era sua carne; pegou o vinho e disse que era seu sangue, repartindo-se com todos. A partir daquele momento, todos deveriam fazer o mesmo em sua memória. Não como um ritual, mas para se lembrarem sempre de se doar uns aos outros, porque faziam parte do mesmo Corpo.
Quem negligencia essa unidade está fora do propósito. Quem transforma essa consciência em um ritual vazio está equivocado e distante da verdade.
A verdadeira ordem é ir... Ir por todo o mundo anunciando que o preço foi pago e que já não há mais condenação. Para fora do arraial estão os campos brancos, apenas esperando os trabalhadores. Quem coopera com o Reino anuncia vida.
Jamais Jesus instituiu um lugar separado, uma construção sagrada, um conjunto de regras, ritos, estatutos e liturgias que consomem tempo e energia, enquanto distraem as pessoas com suas programações intermináveis.
Servir a Deus não tem fixação. É ir e pregar. É ir testemunhando como cartas vivas. É ir quebrando correntes e soltando amarras no mercado de escravos.
Servir a Deus é acolher e incluir a todos na família de Deus. É exercer o ministério da reconciliação. É ser semente espalhada para germinar e dar frutos até alcançar o mundo inteiro.
Onde ouvirem, haja regozijo. Onde não ouvirem, sacudam o pó das sandálias, sem força nem violência. E continuem a jornada, exalando o bom perfume de Cristo.
Viver o Evangelho não tem nada a ver com religião, muito menos com disputas sobre quem está mais certo ou mais errado. Tem a ver com descobrir-se verdadeiramente livre para ser, servir e amar.
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