Se o sal não se dissolver no meio do todo, não fará diferença alguma no mundo. Sal com sal não serve para nada. O cristão precisa se dissolver nos ambientes, não por aparência, religiosidade ou superioridade, mas porque sua presença deve trazer sabor, revelar sua essência.
E se não for no meio das trevas, a luz serve para quê? Se não for para iluminar caminhos, trazer clareza, apontar saídas, despertar esperança e sabedoria, qual é o seu propósito?
Por que então tantos religiosos não se misturam? Não se aproximam? Não caminham junto daqueles que mais precisam?
Jesus não andava apenas com quem o seguia. Era acusado de comer com pecadores, gastava tempo conversando com prostitutas, samaritanas e publicanos.
Exaltava a viúva, acolhia os pequeninos, os doentes e os marginalizados, enquanto confrontava os legalistas e os que confiavam na própria justiça.
Ele era luz no meio das trevas. Era sal onde havia falta de sabor. Não veio para se isolar dos perdidos, mas para alcançá-los.
Afinal, a luz só cumpre seu propósito quando brilha na escuridão, e o sal só faz diferença quando se mistura àquilo que precisa ser transformado.
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