Só não está comigo quem escolhe se apartar de mim.
Durante toda a minha vida procurei ser solícita, presente, atenciosa e disponível para aqueles que contaram comigo. Nunca deixei ninguém sem resposta, porque gosto de servir e de me sentir útil quando posso contribuir para a vida de alguém.
Porém, quando percebo que alguém não deseja me ouvir, não aprecia minha companhia, não quer me incluir ou recusa repetidamente minha aproximação, simplesmente respeito. Posso até tentar compreender os motivos, mas me retiro.
Entendo que também é minha responsabilidade me preservar, cuidar do meu equilíbrio emocional e respeitar os limites que o outro estabelece. Não faz parte de mim impor minha presença a ninguém, seja nas relações presenciais ou nas virtuais.
Quem me busca me encontra. Quem deseja estar comigo é recebido com alegria, porque foi assim que aprendi com meu Senhor: não rejeitar quem vem de coração sincero.
Pessoas não são nossa posse. Ninguém nos pertence. O amor não aprisiona, não força permanências e não exige o que não é dado livremente.
Por isso, às vezes, deixar ir também é um ato de amor. Um gesto de respeito pela liberdade do outro e uma forma de preservar a paz dentro de nós mesmos.
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