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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Papel ao vento


Uma lágrima cai

depois do bocejo...

Os olhos vagueiam tediosos...

olham e não acham,

mas também não sabem

o que procuram

Papel ao vento

destino incerto

Ele chega, me olha e não enxerga

seu coração também é míope

troquei o tédio pela frustração

domingo, 12 de outubro de 2008

Lavando os pés


Estamos limpos, assim disse Cristo.


Mas não somos nós que o traímos com nossas concupiscências, o negamos quando não nos convém assumí-lo e o abandonamos, quando ele diz que são poucos os trabalhadores?


“Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado” disse ele.


Todo o que caminha, carrega nos pés, o pó da jornada e cabe à nós, lavar os pés uns dos outros.


Nisto está minha justiça: Sigo limpa, apesar de ainda sujar os pés e não há homem que não os suje na caminhada.


O serviço mútuo é o maior sinal de humildade, não o ritual com água e toalha.


Assim, o significado do lava pés é imenso dentro do universo da graça, no qual todos estão limpos a não ser os pés. Deste modo olho para meu irmão como alguém que está limpo e caso seus pés estejam sujos eu não julgarei o corpo por isso, antes lavarei-lhe os pés.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Mazelas


To sentindo algo que não quero definir.
Não acho que o que eu sinto deva ter um nome;
Nem preciso definí-lo como algo que já exista.
Até porque não sei se quero o que os outros querem, quando sentem algo parecido.
Não me vejo fazendo promessas, tampouco cobrando outras,
só uma sede incontrolável, uma fome insaciável, um vazio que outra coisa não preenche... desejo de trocar, só isso.
Só queria viver um dia de cada vez... hoje, amanhã, depois... cada dia com sua ocupação, sem preocupação. Não tenho o direito de querer mais.
Li uma frase agora que dizia: "Duas coisas indicam fraqueza: calar-se quando é preciso falar, e falar quando é preciso calar-se."
Acho que não há forte nessa história! :(
Forte, só minha dor.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Metamorfoseando



Não quero me encaixar em padrões, esses malditos grilhões; Nem seguir cegamente tradições ou qualquer definição pré estabelecida.




Também não sinto necessidade de transgredir todas as normas, leis e estatutos. Não preciso desta auto afirmação. Não busco reconhecimento, nem estima alheia.




Quero apenas a liberdade de ser o que quiser, na hora em que decidir e mudar quantas vezes julgar necessário, sem ter que carregar na testa o rótulo de insana.




A voz que me molda, vem de dentro.




Para mim, o ser não é humano.




quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Tal como sou


Gosto de verdades nuas

gosto de palavras cruas

Máscaras são bonitas

mas nenhuma cabe em meu rosto...

Gostem ou não do que eu digo,

quem quiser andar comigo

vai me ver tal como sou

e vai provar do meu gosto:

às vezes mel e doçura,

às vezes fel e amargura,

fria ou quente, morna nunca.

Não perdi tempo

nada foi tarde ou cedo

tudo foi necessário

para no meu crescimento diário

aprender à lidar com o medo.

Errar, errei mais que tudo

mas não mudaria o enredo.


Sou a soma dos "sins" e "nãos"

nem as dores foram em vão

houve tempo de rir,

tempo de chorar

tempo de vencer e ser vencida

tempo de unir, tempo de se ausentar

não há atalhos para a vida!

sábado, 6 de setembro de 2008

21 anos de saudades, para meu pai

Tanto tempo se passou e a saudade me venceu
enraizou-se e cresceu dentro do coração
e alí, eternizou tua lição.
Ah, se o tempo voltasse...
te beijaria muito mais;
Demoraria em ser criança
para caber nos teus joelhos;
Contemplaria cada traço,
acariciando seus cabelos;
Ouviria e plantaria no peito
cada um dos teus conselhos;
Ah, se de novo adolescesse!
Não te sonegaria a atenção...
Nunca esqueci tua voz
nem as risadas, que pra nós,
brotavam até sem razão...
O que me leva é a esperança
que guardei no coração:
Um dia estaremos no céu
e a cena, já posso ver:
alí não haverá pressa
pra terminar as conversas
que hei de ter com você...
Haverá uma eternidade,
para esquecer a saudade
e passear segurando sua mão;
Debaixo de uma árvore
engrandecer nosso Deus
duetando uma canção...
Te olhando tão lindo,
louvando e sorrindo
dedilhando o violão!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Ágape

O amor eros e philos são meramente humanos, porém o Amor ágape, é o Amor com que nosso Deus amou o mundo.

Mesmo perdidos nas nossas concupiscências e pecados, Ele nos amou incondicionalmente e nos ensina através de suas palavras e atitudes, que é possível ao homem, amar desta forma.

O fruto que o Espírito produz é este, não o philos, que é o amor com que amamos nossos amigos e familiares, nem o eros, que é o amor entre homem e mulher.

Mas o ágape, que é o Amor incondicional, aquele que não busca retorno, aquele que não requer recompensa, aquele que apenas os filhos nascidos do Espírito, são capaz de sentir, porque provém do Senhor.

É este que nos estimula à servir ao próximo, ser útil na obra e colocar Cristo no centro de nossas vidas.
É este que nos permite perdoar setenta vezes sete, mostrar a outra face para ser esbofeteada, assim como Cristo sofreu toda a espécie de tortura, permanecendo firme no seu propósito.

Qual o proveito de amar nossos próprios amigos? Há algo extraordinário em amar aqueles que demonstram amor por nós? Os que convivem conosco ou à pessoa pela qual sentimos desejo físico?
O ágape, nos permite amar nossos inimigos, aqueles que nos perseguem e injuriam. Que recompensa há, em amar apenas os que nos amam? Qualquer perdido age assim.

Para sermos perfeitos, como perfeito é nosso Pai, temos que receber Dele essa capacidade.

1 Co 13 explica detalhadamente o Amor, de que Cristo estava falando: O Amor que se submete ao sofrimento, que não busca os próprios interesses, que busca a justiça, que suporta as falsas acusações, que crê e que sabe esperar... este é o amor que não falha. É o Amor que o Senhor recompensa.

Amor incondicional, é aquele que não depende de reciprocidade para existir. É aquele que de tão grande, ninguém consegue definir. O próprio Deus é Amor. Puro Amor ágape e somente os que são Dele, possuem como herança esta capacidade.

Quem não é nascido de novo, não consegue identificar o Amor ágape. Foi por isso que condenaram o próprio Deus encarnado à morte, foi por isso que os próprios cristãos se omitiram e Pedro negou a Cristo. Visaram seus próprios interesses, porque o Espírito Santo ainda não havia descido sobre eles, portanto, não reconheciam nem produziam este tipo de Amor.

Infelizmente a maioria dos que se dizem cristãos, não tem a mínima noção do que Paulo está falando, em 1 Coríntios 13.

Amém


Hoje, meu despertador foi minha própria voz, dizendo um sonoro Amém!

Ainda sonolenta, percebia sumir aos poucos, a doce voz que sussurrou no meu ouvido;

"Se você perseverar, me buscar e quiser dar frutos,

te abençoarei com cor, sabor e perfume!"

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O amor maior

Hoje, o relato da criação falou comigo como nunca.
Já o li trocentas vezes, porque dou aula pra crianças há alguns anos e sempre tenho que falar da criação.
Mas hoje, estava observando, o amor de Deus, enquanto fazia com que o homem reconhecesse seu erro.
Primeiro Adão. Alguém consegue se esconder da onipresença de Deus? Porém Ele pergunta: Onde estás? Pergunta, para que o homem caia em si e confesse seu erro, mas o homem, se justifica.
Quando Deus vai direto ao assunto, Adão põe a culpa em Eva e Eva na serpente... ninguém se arrependeu!
Mesmo assim, Deus tem um gesto de amor, quando faz para eles roupas de pele...
No caso de Caim, aconteceu a mesma coisa.
Deus o perguntou por seu irmão, para que ele confessasse, mas ele se esquivou, como Adão, ao invés de se arrepender.
Mesmo assim, por misericórdia, Deus o protegeu com um sinal, para que ninguém o matasse.
Lembrei das mães que visitam filhos presos.
Repararam a humilhação que elas passam, mas fazem por amor aos filhos?
Independentemente do que o filho seja, os pais não desistem deles.
E ainda que desistam, o Pai jamais desiste!
Depois lembrei que há um ano, aqui em Belo Horizonte, uma mulher tentou abortar aos 6 meses de gestação. A criança resistiu. Após várias doenças curadas, depois de dois meses de encubadora, recebeu alta e a mãe a levou...
Na Lagoa da Pampulha, apesar de bonita, quem passa perto tem que tampar o nariz, pois parece um esgoto à céu aberto.
E a "mãe", que premeditou o crime, colocou o bebê num saco de lixo e lançou na água poluída.
A madeira que ela amarrou no saco, para que ele afundasse mais depressa, funcionou como bóia e o saco veio pra perto da margem, onde um vigilante assustou-se com o chorinho da bebezinha, que estava na água fria e conseguiu trazê-la e salvá-la.
Alguém tem dúvida que essa menina vai ser uma bênção?
Deus ama seus filhos e os ampara, mesmo quando ninguém os quer.
No caso do pecado, Ele deu chance de arrependimento, mas o homem quando peca, nega, se esconde, sente culpa e vergonha, mas só confessa quando não tem pra onde escapar e nem sempre se arrepende.
Será que se houvesse arrependimento, a árvore da vida seria o antídoto pra consequência do pecado?

sábado, 26 de julho de 2008

Quando se reconhece um irmão

Digo te amo, sem esperar eco.

Me basta ler-te para receber

gotas da tua alma, que dão sabor

ao que consigo ser.

Em um momento qualquer,

nossas linhas deram nó,

meu sangue ganhou um irmão.

DNA distinto do meu,

embora o Pai seja um só.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Quem pode definir Deus?






















domingo, 20 de julho de 2008

Diga quem é teu pai, te digo quem és.


Congregam-se alí, vários filhos, que testemunham sobre seus pais.

Alguém, com olhar arrogante, chega-se com pose de eleito, dizendo que seu pai é tão soberano, que decide até onde ele vai errar. Escolhe suas palavras, seus atos, seus desejos, como se ele fosse um robô programado. É tão amoroso e misericordioso, que não pensa duas vezes, antes de castigar quem contraria a família, pode parecer cruel, talvez parcial, mas acreditem, é amor.

Pergunto então: Se você erra, quem tem culpa? Ele diz: Eu!
Sério? Chama isso de soberania? Seu pai não é mais que um tirano, um ser cruel e orgulhoso. E você, por que se esconde atrás desse espírito covarde?

Alguém, concorda comigo. Vem com pose irreverente. Se diz dono de sua liberdade, pois seu pai pagou sua fiança... hoje decido o que faço, onde vou, o que quero, mesmo que meu pai diga não, mesmo que as escolhas dele sejam diferentes, eu já sei o que é melhor pra mim. E se ele mesmo pagou a fiança, é porque bem sabe que posso fazer minhas escolhas.

Eu digo então... seu pai deve ser mesmo um trouxa! Onde está sua autoridade? É você quem determina seus passos e ele paga sua fiança?
Onde está sua gratidão? Onde está o esforço para mudar de vida? Você não ama seu pai, ama seu próprio umbigo.
Seguramente, seu pai é um panaca, gerou filhos indisciplinados, sem noção de amor e justiça!

Os dois vieram à mim, perguntando sobre meu pai:

Meu coração se encheu de prazer, meu amor e gratidão são tão intensos, que preciso respirar fundo para descrevê-lo.

Meu pai é maravilhoso! Ele é bom, ele é justo, ele é grande e forte!
Me ensinou tantas coisas, que hoje sei que fazem toda a diferença! Eu errei e ele me abraçou, eu chorei e ele secou meus olhos, errei de novo e ele me mostrou, que minhas feridas só poderiam ser curadas, se eu evitasse aqueles caminhos.

Com muita paciência, ele me orientou, me recompensou, quando acertei. Me chamou a atenção, quando escolhi voltar atrás. Ele me fez colher o que eu plantei, para que eu pudesse escolher melhor minhas sementes.

Sei o quanto meu pai é justo e sei o quão grande é seu amor. Venho à ele e ele me ouve, me responde com sabedoria inigualável. Confio na sua verdade e justiça, sei que julga com imparcialidades. Entre meus irmãos, não há acepção.

Nosso pai tem prazer em nós, nós o amamos com gratidão e obediência.

Todos se calaram...

domingo, 13 de julho de 2008

Fiel


Obrigada, obrigada, obrigada!
Eu sei de onde vem meu socorro,
agora, ele também sabe!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

O desafio que tenho recebido


Não me bastam minhas dores?
Pedi para tornar-me cega,
Pedi para tornar-me surda,
mas o Senhor não me atendeu...
Presciência pra que, se continuo impotente?
O Senhor disse: acorda e ora, eu orei.
O Senhor disse: vai lá e fala, eu falei.
Quantas vezes ainda, terei que alternar
os lados da minha face?
Quantos perdões ainda terei que liberar?
Não me bastava saber que ele despencaria?
O vi subir, elevar-se e perder-se no próprio orgulho.
O vi negar-te, apontar-me e enganar-se.
Precisava eu ter visto o tombo?
Precisava testemunhar tua confirmação?
A vergonha dele, foi revelada no meio dos teus.
Se não pude impedir, por que me contastes?
Ele está nú e já não sustenta as máscaras.
Ele está só e ainda rejeita meu amor...
Nunca poderia vangloriar-me,
porque serei sempre pó!
Nada que eu tente, surte efeito algum
porque ele não quer me ouvir.
Se a dor que eu sinto agora,
servisse para aliviar a dele,
eu regozijaria e passaria por este corredor
sombrio, ainda iria louvando...
Se as lágrimas que embaçam meus olhos,
servissem para regar sua fé,
eu não cessaria mais de chorar.
Se fosse possível dividir com ele,
o que de Ti recebi...
repartiria, Pai, sem titubiar!
Se eu pudesse atrair para mim,
a sombra que sufoca aquele coração,
chamaria aquela dor, atrairia o vazio,
porque sei de onde vem meu socorro!
Mas ele não sabe... não sabe!
Derrete o gelo, Senhor!
Devolve-lhe o coração de carne.
Mostra-te à ele,
para que volte à viver!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Homenagem à um grande amor!

Minha eterna avozinha!
Ah, que saudade!


Mais perto quero estar,
Meu Deus de ti,
Inda que seja a dor
Que me una a ti.
Sempre hei de suplicar,
Mais perto quero estar,
Mais perto quero estar,
Meu Deus de ti.

Andando triste aqui,
Na solidão,
Paz e descanso a mim,
Teus braços dão.


Sempre hei de suplicar,
Mais perto quero estar,
Mais perto quero estar,
Meu Deus de ti.
Minh'alma cantará A Ti Senhor,
Cheia de gratidão,
Por teu Amor.

Sempre hei de suplicar,
Mais perto quero estar,
Mais perto quero estar,
Meu Deus de ti.
E quando , Jesus, enfim,
Me vier chamar,
Com Serafins nos céus,
Irei morar.
Sempre hei de suplicar,
Mais perto quero estar,
Mais perto quero estar,
Meu Deus de ti.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

O amor se esfriará da maioria...

Sempre soube que tem pessoas, que não conseguem demonstrar amor.
Nunca atinei para o fato, de que tem aqueles que não sabem nem receber.
Que triste!

sábado, 7 de junho de 2008

Exemplo de sucesso na vida!

Vale a pena, conhecer essa história! :)


Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Como na história de Jonas


Escolheu o Senhor, me chamar entre os servos, para pregar o arrependimento à Nínive. Cidade grandiosa, cuja maldade subiu até Deus. Mas fugi do Seu propósito, desejando ir para Tarsis.

Embarquei na vontade da minha própria carne, quando confundi o amor fraternal, com uma paixão descabida, uma ilusão infundada e quando esqueci o verdadeiro motivo, pelo qual fui designada. Ainda não tinha pisado em Tarsis, mas sofri as consequências da desobediência.

Tudo parecia normal. Já havia falado aos marinheiros, coisas que pesavam no meu coração. Desci ao porão e alí, dormi profundamente. Me interiorizei, à ponto de enxergar apenas o que eu sentia.

O Senhor enviou um grande vento, interferindo na minha vontade, mudando o rumo da minha viagem. Ainda assim, alheia à tudo, continuava dormindo meu sono de ilusão, de idealizações falsas. Em meio à tempestade que ameaçava aos marinheiros, houve um rebuliço; ninguém desejava morrer.
Começaram a questionar, se a culpa não seria minha...

Veio à mim, o Capitão, trazendo palavras fortes. Ele indagava-me: Vai continuar dormindo? Quem é o teu Deus? O que fizeste?

O Capitão me encorajava à buscar a Deus e clamar pela Sua piedade. Então, confessei minha culpa e num consenso, os marinheiros decidiram me lançar ao mar.

Sozinha, no meio do mar enfurecido, envolvida pelas águas agitadas, cercada pela correnteza, meu coração se quebrantou, desejei estar em Nínive... O grande peixe me engoliu e levou para o abismo, onde senti que iria morrer.

Alí, clamei ao Senhor, que passou a falar comigo, à mostrar a gravidade do meu erro. Tudo o que antes era mistério, foi-me revelado. Pedi uma nova chance e Ele me concedeu. Ordenou ao grande peixe, que vomitasse em terra firme e segui para Nínive.

Era uma cidade preciosa, a qual o Senhor amava e tinha misericórdia, apesar de sua maldade e de seus pecados de morte. Estavam ligadas à ela, milhares de vidas, importantes para o Senhor e também muitos rebanhos.

Então, percorri as terras de Nínive, pregando a mensagem que o Senhor me deu: "Daqui à determinado tempo, Nínive será destruída".

Porém, Nínive creu nesta palavra e voltou para Deus, arrependida do seu mau caminho. O rei de Nínive, proclamou um jejum e vestiu-se de pano de saco.

Então o Senhor abandonou Sua ira, desistiu de destruir a cidade e a abençoôu grandemente!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Seria uma poesia se não fosse uma sentença

Encontrei esta sentença, numa comunidade de direito alternativo.

Libertação de Edna, a que ia ser Mãe
por João Batista Herkenhoff
Eis, pois, o despacho:"A acusada é multiplicadamente marginalizada: por ser mulher, numa sociedade machista; por ser pobre, cujo latifúndio são os sete palmos de terra dos versos imortais do poeta; por ser prostituta, desconsiderada pelos homens mas amada por um Nazareno que certa vez passou por este mundo; por não ter saúde; por estar grávida, santificada pelo feto que tem dentro de si, mulher diante da qual este Juiz deveria se ajoelhar, numa homenagem à maternidade, porém que, na nossa estrutura social, em vez de estar recebendo cuidados pré-natais, espera pelo filho na cadeia. É uma dupla liberdade a que concedo neste despacho: liberdade para Edna e liberdade para o filho de Edna que, se do ventre da mãe puder ouvir o som da palavra humana, sinta o calor e o amor da palavra que lhe dirijo, para que venha a este mundo tão injusto com forças para lutar, sofrer e sobreviver. Quando tanta gente foge da maternidade; quando milhares de brasileiras, mesmo jovens e sem discernimento, são esterilizadas; quando se deve afirmar ao Mundo que os seres têm direito à vida, que é preciso distribuir melhor os bens da Terra e não reduzir os comensais; quando, por motivo de conforto ou até mesmo por motivos fúteis, mulheres se privam de gerar, Edna engrandece hoje este Fórum, com o feto que traz dentro de si. Este Juiz renegaria todo o seu credo, rasgaria todos os seus princípios, trairia a memória de sua Mãe, se permitisse sair Edna deste Fórum sob prisão. Saia livre, saia abençoada por Deus, saia com seu filho, traga seu filho à luz, que cada choro de uma criança que nasce é a esperança de um mundo novo, mais fraterno, mais puro, algum dia cristão.Expeça-se incontinenti o alvará de soltura".

sábado, 10 de maio de 2008

Rafael


A dor física, não era pouca,

Mas a alma, doía mais...

Diante de mim, meu pequenino,

vitorioso, cumpriu o destino

e voltou para os braços de Deus Pai!


Quizera eu, também ir contigo,

para que hoje, não vivesse ao léo!

Meu peito pulsa, dizendo teu nome_Rafael...

Nos meus sonhos, ainda te vejo,

ali, eu pude te dar um beijo;

_Vai, filhinho...me espera no céu!


Não me cabe, entender os desígnios,

Daquele que sabe de tudo e de todos...

Um dia, estaremos no mesmo espaço...

Quem sabe, ali o nosso Deus permita,

que na morte, eu encontre a vida,

e te tenha, enfim, nos meus braços!!!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Minha Mãe


Pensei em homenagear minha mãe, uma pessoa que é meu maior exemplo de força e sabedoria. Foi excelente como filha, como mãe e como mulher. Em cada fase de sua vida, foi vencedora. Foi e continua sendo. Hoje, a vida é mais tranquila, os filhos são adultos e os netos a cercam cheios de amor. Eu não encontraria palavras que traduzissem, tudo o que ela representa pra mim... jamais!

Só sei amar... suspirar de orgulho... agradecer à Deus!

Quem é essa mulher maravilha? Deixarei que a própria se defina:


Segundo Zenilda mais especificamente: Quem sou eu? Eu penso que sou alguém, igual a todos e diferente de todos. Eu penso que penso também, que manipulo, convenço, argumento, tento persuadir (mas não sou boa com emoções, só com a razão!). Mas que também sou manipulada, persuadida, seduzida...Gosto de definir coisas, qualquer coisa, acho que deu pra perceber né? Adoro definir na verdade! Acho que isso vem a confirmar o conhecimento que temos sobre aquilo que venhamos a definir, sei também que para todas as coisas deve haver várias definições, e isso depende do ângulo que se tenha. Aqui por exemplo, eu estou me definindo sobre um determinado ângulo apenas, sobre coisas que penso e que são fundamentais para a minha formação como pessoa que sou, falo do que me compõe, do que penso, do que gosto. Pode ser besteira ou não, entendível ou não, lógico ou não.Retomando a minha definição sobre mim... eu gosto de ler, escrever, pensar, e pensar muito, sobre muitas coisas da minha vida, e das pessoas que integram o meu universo. Eu gosto de ameixa fresca. Eu gosto muito da minha cama, mesmo que não seja pra dormir. Gosto de ouvir música, em todos os momentos, prestando ou não atenção na letra, tem músicas que me animam e tem outras que me desanimam, é incrível o poder da música! Quando gosto de um texto eu gosto de ler e reler por várias vezes, gosto de anotar na agenda, tudo, se eu pudesse, eu tinha uma agenda do tamanho do mundo! Pra por todas as fotos, todas as músicas que gosto, todos os textos que li e que marcaram minha vida, tudo o que escrevi sobre todas as coisas, tudo que vivi, todas as pessoas que conheci e que não lembro mais, e também todas as pessoas que amo, as que não amo entrariam também numa seção lá atrás! E também eu anotaria todas as coisas que pensei, que quis fazer e não fiz, e as que não quis fazer e fiz. Os lugares onde quero ir também estariam lá... enfim, já deu pra notar o quanto eu gosto de anotar né? Definir quem sou eu, também não me compete completamente, porque tem aquela “eu” que eu sou e que nem mesma eu sei quem é, que só os outros enxergam em mim, tem também aquela que me aparece de vez em quando e depois logo vai embora, mas da “eu” que está no meu domínio é que falo um pouco agora através desse aspecto abordado nessas breves palavras.Alguém que pensa, logo existe pra este mundo onde ganha quem fala mais alto... Alguém que sente a necessidade de expressar sua opinião sobre várias coisas... Alguém que gostaria de compartilhar algumas coisas com pessoas que pensam também!


Feliz dia das Mães!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Egoísmo urbano

Hoje, ao chegar no ponto de ônibus, uma moça, portadora de deficiência visual, me pediu ajuda para embarcar, era justamente o ônibus que eu esperava. Quando ele veio lotado, entramos e como o corredor estava cheio, não conseguimos passar dos degraus. Olhei ao redor, esperando que alguém desse lugar à moça, mas os cidadãos todos, se mantiveram imóveis, pra variar, olhando pra rua ou sei lá pra que... fiz um esforço pra chegar ao cobrador e pedi à ele: _O senhor poderia pedir à alguém, que cedesse o lugar àquela moça, deficiênte visual?

Esperava que ele atendesse prontamente, mas ele me olhou com olhar de pouco caso e disse: _Aquela escurinha alí?

Respondi: _Aquela que está de frente pra porta.

Ele olhou as pessoas sentadas... olhou a moça... somente depois de vários minutos, pediu à duas meninas "distraídas", se alguma poderia dar lugar à moça. As duas se olharam com cara de insatisfação e uma se levantou. Finalmente a moça conseguiu sentar-se.

Misericórdia, Senhor!

sábado, 19 de abril de 2008

Cultura Guarani


Nós os Guaranis Mbya estamos em várias regiões da América do Sul. Há aldeias na Argentina, Paraguai e Bolívia. Estamos na região do litoral do Brasil, nos estados que vão do Rio Grande do Sul até o Espírito Santo. Há também aldeias no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins. Somos no Brasil a maior etnia indígena,somando aproximadamente 35 mil Guaranis.
Acreditamos que o planeta foi feito por Nhanderu, o nosso deus. Ele fez muita coisa bonita; a mata, as aves, os animais, as águas, a terra em que plantamos, tudo o que criou foi para que usufruíssemos. Nhanderu também criou o Sol, e para nós, ele não é só uma simples estrela de luz própria, como é para os juruas. O Sol é um ser muito representativo para nós, porque foi ele quem criou o primeiro Guarani. É ele que ilumina a Terra e fornece a energia para que o planeta tenha essa energia positiva que dá a vida.
Somos um povo bastante religioso. No nosso dia a dia, o guarani está sempre em busca ou ligado a essa força espiritual de Nhanderu, do Sol. Todas as coisas que fazemos - nosso trabalho, as brincadeiras das crianças - são voltadas para essa busca.
Nosso calendário não é como o do jurua, ele é dividido em ara pyau, tempo novo e ara ymã, tempo velho. Essa divisão está ligada à trajetória que o Sol faz. O ara pyau para nós é o período de primavera e verão, quando o dia é mais longo e o sol faz uma caminhada maior, e o ara ymã é no outono e inverno, no período de frio, nesta época em que o dia é mais curto.
Todos os dias nós nos encontramos na Opy, a Casa de Reza, para cantarmos e dançarmos, para rezar a Nhanderu e os mais velhos ensinam as crianças o nosso conhecimento ancestral. Na aldeia nossa principal liderança é o xeramoi, o nome do pajé Guarani. Aprendemos, no nosso cotidiano, a importância de todos os seres e que cada elemento da natureza tem um espírito. O Guarani acredita muito nesses seres porque são eles que dão a vida para nós. Nos manda a chuva, a água e tudo que precisamos para nos manter vivos. Desta forma, estamos muito ligados à natureza. Se este ambiente acabar o Guarani ficará sem estrutura, então lutamos para manter tudo isso que Nhanderu criou.
Com a vinda dos portugueses e a colonização, tivemos que nos fixar em territórios pequenos onde não podemos mais caçar e realizar outras atividades tradicionais. O Guarani vive porque mantêm essa força espiritual que faz com que ele fique em harmonia com a natureza e o faz se sentir forte.
Hoje, nós Guarani Mbya, buscamos parceiros para defendermos nossos espaços, que mesmo demarcados, sofrem algum tipo de pressão. Parceiros que possam nos ajudar em mantermos tudo que foi nos deixado de bom. O jurua está acabando com o planeta Terra e nós estamos preocupados com isso. (Marcos Tupã da aldeia Krukutu) www.culturaguarani.com.br


...
Antônio e Joana, meus bisavós.


Sou Janete, filha de Zenilda, filha de Francisca, filha de Joana, filha de Carlota, filha de Mariquinha, que foi uma indiazinha pega a laço lá na fazenda Guandú, onde habitava a Tribo dos botocudos, antigos Purís, que viviam fabricando alí, cerâmica de todo jeito. Eram mansos e recebiam todos os brancos com muita hospitalidade. Os índios acabaram todos mortos dizimados pelo surto de varíola, doença trazida pelos brancos. Daí, Vovó Mariquinha andava pelas matas sozinha e, teve a sorte de ser pêga a laço e, criada numa fazenda; e mais tarde se casou tendo uma larga descendencia de onde resultou nós estarmos aquí.
Toda essa história aconteceu em São Bento, Rio da Cobra interior de Afonso Cláudio no Espírito Santo.




"Todo brasileiro, mesmo o alvo, de cabelo louro, traz na alma, quando não na alma e no corpo, a sombra, ou pelo menos a pinta, do indígena e/ou do negro"

segunda-feira, 31 de março de 2008

Poema sem nome

Por Renato de Azevedo


Era tão pequeno que ninguém o via.

Dormia sereno enquanto crescia.

Sem falar, pedia - porque era semente -

ver a luz do dia como toda a gente.

Não tinha usurpado a sua morada.

Não tinha pecado. Não fizera nada.

Foi sacrificado enquanto dormia,

esterilizado com toda a mestria.

Antes que a tivesse, taparam-lhe a boca

- tratado, parece, qual bicho na toca.

Não soltou vagido. Não teve amanhã.

Não ouviu "Querido"... Não disse "Mamã"...

Não sentiu um beijo. Nunca andou ao colo.

Nunca teve o ensejo de pisar o solo,

pezito descalço, andar hesitante,

sorrindo no encalço do abraço distante.

Nunca foi à escola, de sacola ao ombro,

nem olhou estrelas com olhos de assombro.

Crianças iguais à que ele seria,

não brincou com elas nem soube que havia.

Não roubou maçãs, não ouviu os grilos,

não apanhou rãs nos charcos tranquilos.

Nunca teve um cão, vadio que fosse,

a lamber-lhe a mão à espera do doce.

Não soube que há rios e ventos e espaços.

E invernos e estios. E mares e sargaços.

E flores e poentes. E peixes e feras

as hoje viventes e as de antigas eras.

Não soube do mundo. Não viu a magia.

Num breve segundo, foi neutralizado com toda a mestria.

Com as alvas batas, máscaras de entrudo,

técnicas exactas, mãos de especialistas

negaram-lhe tudo ( o destino inteiro...)

- porque os abortistas nasceram primeiro.


Renato de Azevedo

sábado, 8 de março de 2008

Imagens...




quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Em algum lugar...



Estampidos no alto do morro...
A mãe deitava sobre os três filhos, como a galinha faz com seus pintinhos. Passado o susto, as crianças voltavam a brincar...
A menina do meio era estranha... cabelos lisos desgrenhados, pés descalços e pernas perebentas (porque os insetos daquele lugar eram contaminados pelo esgoto a céu aberto). Era estranha... ora encabeçava as traquinagens, ora se isolava no quarto, por horas à fio, perdida em seu mundo imaginário, onde era feliz.
Esse jeito tímido entre os estranhos, a tornavam uma excluída. Na escola, não participava de nada, não se enturmava, estava sempre com o pensamento longe, não conversava nem sobressaía. Só de ouvir a professora dizer seu nome, dava-lhe um frio no estômago! E a qualquer dificuldade, lágrimas inundavam a classe... às vezes, no meio da aula, recortava bonequinhos de papel e viajava...
Em casa era a "ovelha negra". Induzia os irmãos a praticarem as artes mais cabeludas... era agressiva, tinha unhas felinas. Num só golpe, três ou quatro fios de sangue! Era a prova do crime, o castigo era certo e quase diário.
Era agressiva... mas a vida também a agredia!
As brigas em casa eram cotidianas por causa do adultério do pai. A avó querida, sofria de uma doença incurável e a própria situação deprimente do lugar...tanta coisa junta!
Se perdia quando recebia carinho... parecia um gato! Tanto por ser arisca, quanto por ser chameguenta.
Os pais davam conta de dar-lhes o básico, mas não de realizar-lhes os sonhos, por isso, sonhavam pouco...improvisavam seus brinquedos.
Ela criou o péssimo hábito de fuçar no lixo dos vizinhos, catava cacos de brinquedos, principalmente bonecas. Foi punida várias vezes, mas não parou de procurar... no fundo, nem ela sabia o que buscava.
À noite, dormia ouvindo o miado dos gatos. Tinha medo do barulho, medo do escuro, medo das vozes internas... amanhecia gelada na cama molhada de urina... não sabia se explicar...
Menina estranha... não se encaixava no contexto! O mundo não a aceitava, ou ela não aceitava o mundo?
...
O espelho reflete uma balsaquiana de olhos tristes... pedacinhos de sua história, vêm como flashs involuntários... ela tenta encontrar a origem de seus medos, sua insegurança, sua dificuldade de se encaixar no mundo que a cerca... sua facilidade de se contentar com o pouco, de se conformar com o lixo...
As lembranças resistem, devem ter um propósito!
O tempo passa... a menina não cresce... continua estranha...


...


A menina presa no tempo

No mundo que existe dentro

tempo que não acompanha o relógio

mundo que não acha o futuro


O choro, se ouve no silêncio

do escuro da noite fria...

pequena no meio da cama,

tentando apagar as lembranças


Menina presa na história

história que não muda a página...

Menina que não acorda

do sonho ruim interminável...

Por fora, o tempo não pára,

por dentro, o tempo não passa...

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Nasceu Júlia!


Minha família está em festa!

Nasceu minha sobrinha Júlia e tudo indica que seja a última dessa geração...

Estamos todos apaixonados por ela!!! :)

Bem que a tia aqui, planejou assistir o parto, mas nossas agendas não coincidiram... rsrsrsrs

bom, melhor assim... acho que a tia daria trabalho pros enfermeiros!

Que Deus guie seus passos, princesa. Que você se permita ser guiada!

Toda sorte de bênçãos, sobre sua vida!

Seja bem vinda! beijinhos

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Tu me sondas


Só Tu sondas o mais íntimo do meu ser,

sabes que ainda que eu não consiga,

tudo o que mais almejo é te agradar...

Ah, pai... se meus pés vacilarem,

permita que eu consiga voltar!


Oh, Deus... não permita

que eu me perca nesses laços...

pois o bem que desejo, não posso fazer

e o mal que desprezo, esse faço.


Teu amor me constrange,

bem sei que não o merecia...

Presciente das minhas obras

desde o momento em que me tecia

no ventre, onde eu ainda não era

e alí, informe, já me escolhia...


Nenhum outro terei diante de mim

para render louvor e adoração,

pois somente em Ti, encontrei salvação

de graça, me favoreceu...

Deus tremendo que amou

um pequenino como eu!

sábado, 12 de janeiro de 2008

Poema para a Vida


Me encanta a beleza da Vida!

Esses olhos de inocência...

janelinhas abertas com cortinas azuis.

Lá dentro, a alma de anjo mirando o que a cerca,

adorando a escolha que fez...

Nasceu no meio de um sonho,

embalada nos braços de uma boneca!

Dorme ao som doce da flauta

e desperta com o aplauso de multidões!

Crescerá num palco de magia,

viverá a poesia, será parte das canções...

Vida...tão tenra e já tão querida...

Que te abençôe o Autor da Vida!!


sábado, 8 de dezembro de 2007

Haja luz



"Haja luz", disse Deus e houve luz...


Este milagre da criação repete-se na nossa vida passo a passo.


A permanente comunhão com Deus, dar-nos-á a direção certa.


Mesmo que em volta, haja trevas, o Pai iluminará suas passadas.


Neste momento, feche os olhos e pense no itinerário luminoso que o céu lhe dá!!


"Lâmpada para meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho." Salmo 119:105

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Dia de faxina


Quando se começa uma arrumação, demora bastante para as coisas tomarem formato. Aparentemente, tudo se transforma numa bagunça!


Mas assim como num dia de faxina, quando é necessário arrastar as coisas do seu lugar, jogar fora as tralhas e limpar tudo, para depois arrumar e deixar tudo perfumado...começar requer uma dose de coragem.

O prazer de ver tudo no devido lugar, é maior do que a dor no corpo... a paz pelo dever cumprido, é melhor que a angústia de ver tudo errado... a alegria de estar num ambiente agradável, supera o medo de não dar conta...

Faxinar a alma, é mais que necessário. Abrir mão de tralhas antigas, que só fazem o peso aumentar, dificultando a caminhada e deixar vir as coisas novas, para o ambiente ficar leve e agradável...

Estou num momento desses... feliz... de alma lavada!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

22/11


Hoje, já amanheci chorando...
Mas desta vez, por outro motivo.
Não foram lágrimas desperdiçadas como as últimas,
Falaram mais que todas as palavras juntas
E lavaram a dor da minha alma!

Quisera voltar no tempo
E vir consertando os erros, um à um...
Quisera ter sido sua rainha,
Porém, consciênte da impotência,
Me camuflei atraz de um figurino;
Escolhi mal as palavras;
Não pesei as atitudes
Fui menos do que poderia ter sido.

Ah, filho! Quanto amor é possível sentir?
Às vezes acho que esse, é maior que o peito...

Se a vida se retirar de mim
E o último suspiro for hoje,
Fecho os olhos com paz
E sem relutar, me entrego...

Ainda que essas lágrimas
Deformem meu rosto
E confundam quem me vê,
Meu melhor sorriso, dá leveza à alma!
Hoje, ele me abraçou...
E me disse com todas as letras
que um olhar sabe dizer:
Te perdôo... e ainda:
Eu te amo, mãe!

domingo, 18 de novembro de 2007

O homem que vendia laranjas


O pastor Wanderley Miranda, certa vez contou uma estória no seu programa, que não esqueci e gostaria de compartilhar. :)


Um jovem viajava em seu carro e numa cidade do interior, passou numa estrada de terra, empoeirada e ali avistou um outro homem, de aparência bem simples. Este homem, vendia laranjas na estrada e o jovem parou o carro, comprou algumas e puxou conversa com o homem.


_ Que laranjas docinhas, deliciosas! Por que você não vende no centro da cidade?

_ Pra quê?

_ Porque lá, você vai vender mais, vai ganhar mais dinheiro.

_ Pra quê?

_ Daí, você pode comprar uma carroça e vender muito mais...

_ Mas, pra quê?

_ Ora, ganhando dinheiro, logo você compra um caminhão e vai poder vender para indústrias de sucos e vai ser rico, vai poder comprar o que quizer e quem sabe, vai exportar suco para outras cidades e até para fora do país.

_ Pra quê?

_ Porque ganhando bastante dinheiro, quando você for bem velhinho, vai poder desfrutar das coisas que conquistou com tanto sacrifício... vai poder viver tranquilo, em plena paz e...

O jovem foi interrompido...
_ Pra quê, meu jovem? Não é o que vivo hoje?


As pessoas correm atráz do vento, tentando conquistar coisas materiais, quando na verdade, precisamos de tão pouco para viver tranquilamente!


Nossa missão é conquistar pessoas!

As coisas, Deus nos concede à medida que necessitamos.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

"Em espírito e em verdade"



A adoração a Deus, envolve palavras de louvor, atitudes de vida, reverência ao Senhor e serviço ao próximo.



Adoração cura o sentimento de insegurança - Is 6:8 (Envia-me a mim)
Adoração cura o sentimento de culpa - Jo 3:5 (novo nascimento)
Adoração cura o sentimento de solidão - Lc 10:25-27 (ser útil no serviço ao próximo)
Adoração cura o sentimento de ira - Salmo 100 (Servi com alegria)
Adoração cura o sentimento de superioridade - Fp 3:3 ( A glória é Dele)
Adoração cura o sentimento de inferioridade - Sl 16:2 (Ele é a nossa riqueza)
Adoração cura inclusive, males físicos - Lucas 8:43-48 (prostrada, tocou-lhe e foi curada)



"Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e me buscar e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra." 2Cr.7:14

terça-feira, 23 de outubro de 2007

O Gemido da Terra


Vivemos num vale de lágrimas, onde a cada dia, contemplamos a dor, as desgraças e a morte. O responsável? Paulo afirma ser o próprio homem (Rom 8:20). Não só aquele lá no Éden, que fez a terrível opção pela vida alienada, mas também nós, com nossas escolhas, porque não somos melhores que Adão. Transformamos a criação em dor.


Visite um leprosário, um hospital de câncer, um manicômio; Olhe as desgraças desnudas nas ruas, em crianças indigentes, desnutridas, sem referencial de vida. Seres humanos disputam comidas putrefatas, com ratos e aves de rapina, nos lixões das grandes cidades.


Pense na extensão do pecado, que é reinventado e aprimorado a cada dia. Imagine o que acontece fora do alcance dos olhos, dentro dos corações, nas mentes. Nos ódios dissimulados, nas traições, na incapacidade de perdoar, nas perversidades que acontecem às escondidas.


Medite na extensão do pecado... tudo isso produz dor na criação e sobretudo no próprio Deus, o Criador, que não a projetou para os descaminhos do homem.


Deus há de restaurar toda essa desgraça e nos tirar desse vale de lágrimas, como Paulo pregou (Rom 8:21 e 22).


O projeto original de Deus, aniquilado pela opção humana, em breve será reconstruido. Será um projeto de bem-estar eterno. Essa é a esperança de todo Cristão!


"Ora, a esperança que se vê, não é esperança: pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos (Rom 8:23 a 25)


Esperamos um mundo melhor, pois esta é a única razão de sorrirmos neste vale de lágrimas. Não devemos sucumbir diante das tragédias. Mas precisamos nos permitir ser contagiados pela esperança redentora do nosso Deus.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Persistência na fé

O cego queria desesperadamente poder enxergar novamente, e ninguém conseguiu impedí-lo em sua tentativa de chamar a atenção do Mestre para reconquistar o dom da visão. Este milagre de cura é o último registrado em Marcos.

Embora os clamores de Bartimeu incomodassem as multidões, ele obteve a atenção de Jesus. Seus gritos podem ter aborrecido os circunstantes não porque fossem muito altos, mas porque tinham o toque do Velho Testamento: "Filho de Davi, tem misericórdia de mim!" Não está claro o quanto esse homem conhecia a respeito de Jesus, mas Bartimeu acreditava que podia receber a maravilhosa graça de Deus por meio de Jesus, a quem chamava "Filho de Davi".

Jesus perguntou-lhe o que desejava que Ele fizesse. Com uma resposta objetiva, Bartimeu não apenas expressou o que desejava, mas também demonstrou que estava confiante de que Jesus pudesse ajudá-lo. Jesus restaurou-lhe a visão.

Notamos um grande contraste: a fé de Bartimeu e a visão restituída, e a falta de fé dos líderes religiosos e sua contínua "cegueira". A cura de Bartimeu é parte da boa nova do Evangelho. Mas os líderes religiosos rejeitaram esta mensagem. Também hoje, há pessoas que vêem Cristo e são salvas, enquanto outros são cegos para com Ele e continuam a rejeitá-lo.

sábado, 6 de outubro de 2007

Religião Particular

Crianças e até adultos curiosos, costumam desmontar aparelhos na busca de algum defeito; depois não conseguem mais colocar todas as peças no lugar. No entanto, pior que montar um aparelho doméstico é tentar construir nossa própria religião.
O livro de Juízes fala de uma sociedade em crise. O problema? "Cada um fazia o que lhe parecia certo." Um filho furta o dinheiro da mãe. Mas, tendo sido restituída do roubo, ela pratica uma blasfêmia contra Deus: usa o dinheiro para fazer um ídolo de prata. Em seguida, após ver colocado o ídolo em sua casa, o filho, o que havia roubado, nomeia uns dos seus filhos para ser sacerdote do culto familiar!
Infelizmente, nossa cultura é bem parecida com a de Juízes. As pessoas fazem o que têm vontade, sem culpa. Há religiões para todo o tipo de gosto, e o emocional, miraculoso, sensacional, tangível, sobrepõem à fé e à obediência fiel aos preceitos de Deus para a vida.
Religião não é objeto de gosto, mas de verdade. Não se trata de algo que podemos conceber em nossas próprias mentes, mas crença, humildade, oração pureza do corpo e da alma, testemunho de fé. Acima de tudo, um compromisso de amor e lealdade a Deus, o que nos impede de fazer o que "dá na cabeça", para fazer sua vontade.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

A Graça de Deus

Desça do seu pedestal!
Não há superior,
não há inferior,
você é igual,
diante do Senhor.

Desça do pódium,
desça do trono,
desça do altar,
desça do palco,
A Graça de Deus te põe igual!

Levante-se do pó,
levante-se da miséria,
levante-se do preconceito,
levante-se da exclusão,
A Graça de Deus te põe igual!

Mude sua posição,
esta em que o mundo te colocou...
Tome a posição de adorador!

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O jardim trancado


Do outro lado do portão trancado,

eis que vislumbro com os olhos embaçados

de tanto chorar, de tanto chorar...

Contemplo as cores do jardim regado

e me embriago no seu doce perfume...

Mas não posso entrar... nem tocar!

Erva daninha, espinheiro e abrolho,

Não sou bem vinda nesse jardim

que me encanta e me atrai como ímã,

porém, não se abre para mim!

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Busca da felicidade

A busca da felicidade, tem sido o alvo de muitas pessoas. Mas geralmente, são como cegos num tiroteio, completamente sem noção, andando de um lado para o outro, sedentos por algo que satisfaça a sua alma.

O materialismo, através do consumismo desenfreado por objetos, que muitas vezes são desnecessários, não preenche o vazio e muitas vezes trazem mais angústia ao coração.

Por um curto período, a ilusão de estar adquirindo um bem desejável, mas logo que o guardamos no armário, o vazio continua em nós, a necessidade não foi suprida... e quando vem as faturas, a felicidade vai por água abaixo.

Parece que a felicidade, consiste em carregar as sacolas...
...


Certo pastor, contava a história verídica, de um homem que viveu há muito tempo...
Ele era casado, tinha muitas filhas, até que finalmente, sua esposa deu à luz um menino. Tudo parecia bem, mas na adolescência, o menino adoeceu e veio a falecer.

Depois de longo período de sofrimento para aquela família, este homem resolveu proporcionar uma viagem de navio para sua família, sendo que ele mesmo, por motivos de trabalho, não pôde ir junto. Ele jamais viu sua esposa e filhas novamente, pois o navio naufragou com elas.

Nesta ocasião, este homem, compôs um hino, que até hoje cantamos em nossas igrejas... eu mesma já o cantei no conjunto e não entendia o porque da letra tão linda, ter uma melodia tão triste...

"Se paz a mais doce, me deres gozar
se dor, a mais forte sofrer...
Oh seja o que for
Tu me fazes saber,
que feliz eu serei com Jesus...
Sou feliz, com Jesus!
Sou feliz, com Jesus, meu Senhor!"

Naquele momento de imensa dor, aquele homem só, confessava com o seu dom, a razão de sua felicidade... a presença de Deus em sua vida era real!

Jamais encontraremos em outras fontes, algo que supra nossas necessidades e preencha o vazio.

O homem foi criado com um recipiente, para "conter" a presença de Deus. À medida que Deus ocupa nosso coração, nosso conceito de felicidade muda.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Blog do Paulão


Convido a todos os amigos que me visitam, à conhecer o Paulão e sua luta, contra a IMUNODEFICIÊNCIA COMBINADA GRAVE .

Se desejar, junte-se à nós, que oramos pela vidinha dele!

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Sou mesmo filho de Deus?

Os cristãos fazem essa indagação, quando deparam com os fracassos, fraquezas e pecados.

O que faz uma criança ser filha do rei? As boas maneiras? Cultura, bondade, sabedoria para tratar assuntos políticos? Se nada disso ele praticar, ainda assim será o filho do rei. Talvez um plebeu aja, como o filho do rei deveria agir, mas não é ele o filho do rei.

Somos cristãos, não porque agimos como cristãos, mas porque nascemos de Deus. João 1:12,13

Se ainda há algo em nós, que não condiz com as coisas de Deus, nosso Pai nos disciplina com amor; E não desistirá de nós, até que sejamos conformados à imagem do Filho primogênito e com esse propósito, Ele usará o tempo e as circunstâncias para nos moldar segundo a Sua vontade.


...


Toda impureza, até agora escondida,
como peça favorita dentro do coração,
rejeito-a na minha conduta,
rejeito-a dentro de mim!
Compadeça-te Senhor, das minhas fraquezas,
ainda que não as tenha praticado, as tenho
camufladas, hospedadas,
contemplo-as como se fossem inofensivas,
e elas, tem minado minha fé,
tem isolado minhas orações,
tem me impedido de chegar-me à Ti...
Estão agora, sob Teu sangue, Senhor Jesus!

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Pra registrar minha saudade


Por maiores que tenham sido os feitos de um herói, em qualquer história, os registros se resumem sempre em poucas linhas. Com meu herói, não é diferente.

Meia dúzia de objetos empoeirados, poucas fotos e uma gravação, ainda em k7, de uma música que compôs com minha mãe, dedilhando um violão... heis o acervo do que restou do meu pai, além é claro, das lembranças que insistimos em preservar, na tentativa de aliviar a saudade. Lembranças que com o tempo, vão perdendo os detalhes, o cheiro, o gosto... cenas embaçadas, mas que ainda me fazem rir e chorar.

Esse mês, completam 20 anos, que um acidente interferiu na nossa vida, nos deixando sem a presença do nosso pai. Seus 40 anos de história, ficaram resumidos em poucos flashs de memória. Muita coisa se apagou com o tempo. Já nem sei quais foram os sonhos interrompidos...

Quase nada de uso pessoal restou, além de alguns objetos que cada um de nós escolheu para guardar. Na minha casa, a única coisa que guardo dele, é um caderno, com seus manuscritos, letras de hinos que compunha.

Mas no coração, guardo todos os ensinamentos, todos os seus bons exemplos e todo o amor, que o tempo corrosivo, não foi capaz de matar.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Gosto amargo

O livre acesso à presença do Rei,
não me dá o direito
de ter a boca doce...
Tenho a boca amargando
enquanto o suor escorre,
enquanto as mãos calejam...

O amargo inspira...
O amargo fortalece...
O amargo gosto da minha vida
me faz ser doce aos outros
me deixa suave, enquanto
o Pai seca minhas lágrimas
e me faz descansar em Sua sombra.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

O amor se esfriará...

Como seguidores, imitadores de Cristo, deveríamos sentir pelo próximo, o que Jesus sentia enquanto homem. Amor pelas vidas, empatia, capacidade de sentir o drama do outro, doando-se sempre.
Mas parece que a quantidade de amor que brota em nós, é tão medíocre, que já vem com endereço certo... no máximo alcança quem está ao nosso redor!
É fácil ser bênção na vida de quem amamos, difícil é fazer o bem , sem olhar à quem... amar os inimigos, então...
Estamos tão habituados com a falta de amor, que tratar um estranho com indiferença, é coisa corriqueira. Às vezes, mesmo quem convive conosco, se torna invisível. Estamos tão insensíveis, que causamos sofrimento nos outros, até mesmo sem perceber.
Um simples silêncio, quando se deveria dizer algo, pode significar um "dane-se". Julgamos e condenamos, porque não estamos abertos à ouvir.
Por outro lado, um "oi" espontâneo, pode significar "me importo com você". Um sorriso, pode significar "te perdôo" e assim por diante.
O bem ou o mal que transmitimos, chega de forma multiplicada para quem recebe.
Doar, ceder minutos de nossa própria vida, em favor de outras pessoas, voluntariar, acolher quem precisa de nós, ajudar, ouvir, perdoar, aconselhar. Tudo isso é amor!
Que o próximo seja como meu espelho... que eu veja nele, o Deus que habita em mim!

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Envelhecer é ruim?

Difícil tarefa é encarar o espelho...
quem fugirá do inevitável?
Constatar que o rosto perdeu o viço
e os cabelos perderam a cor;
Tintas, plásticas, cremes; Nada devolve a juventude...

Mas se negar a envelhecer,
é desejar o lugar do outro, o que nasce.
É negar a esperança, o recomeço, o novo...
Por que envelhecer significa perder o lugar?

Não é a noção de nossas limitações
que nos impulsiona à andar pra frente?
Saber que logo morreremos,
não alimenta a pressa de saber?
Ler, buscar, viver intensamente, aprender,
tudo isso não é consequência dessa consciência?

Se é o que há de mais natural,
por que rejeitamos a velhice, a doença e a morte?
Não é compensação suficiente,
ser eternos diante de Deus?

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Seja música

Seja música...
alegre corações,
una vozes,
cause emoções,
dê prazer,
seja suave,
chame atenção,
faça falta,
inove sempre,
receba elogios,
faça a festa,
traga sorrisos,
promova alegria,
embale sonhos,
fortaleça romances,
arranque palmas,
acolha lágrimas,
aqueça almas,
incremente a vida,
marque momentos,
provoque saudades,
leve pensamentos,
relaxe corpos,
amenize a dor,
espante a solidão,
se permita tocar,
se deixe sentir,
fale de amor,
faça sucesso
e honre o Compositor!
Seja música...

Mais que vencedores!

Ainda de dentro do túnel tenebroso, eis que surge a luz, que meu coração anseia... Ainda há um tempo, para percorrer na escuridão, mas sinto-me aproximando da saída, finalmente!

Romanos 8: 35 e 37

" Quem nos separará do amor de Cristo?
A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?"
" Mas em todas as coisas, somos mais que vencedores, por aquele que nos amou."

sábado, 16 de junho de 2007

De dentro do túnel

O coração angustiado, a cabeça trabalhando continuamente, procurando soluções para os problemas que tem me tirado a tranquilidade... estava eu num ônibus, no início da semana, mais olhando para dentro de mim, do que ao redor...
Mas vi uma garotinha (as crianças sempre me prendem a atenção) passei a observá-la.
Era pequenina, não aparentava mais de dois anos. Brincava e sorria, sentada no colo do pai. De vez em quando, olhava para ele, para garantir que ele a olhava também. Ficou de pé sobre os joelhos dele, sentou novamente, estava feliz...
Mas o ônibus entrou num túnel e a luz do Sol desapareceu; ela ficou imóvel e arregalou os olhos. Sentada do jeito que estava, ficou. E o medo era evidente em seu semblante.
Quando o ônibus saiu do túnel, a luz do Sol tocou-lhe de novo e imediatamente ela sorriu e voltou a brincar como antes...
Nessa hora também sorri. Me vi naquela criança!
Estou em plena escuridão do túnel; me sinto vulnerável; tenho os olhos arregalados; estou com medo sim, porém, estou nos braços do Pai!
E agora, a certeza me consola: Quando enfim acabar de passar pelo túnel, o Sol me tocará como antes!

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Questão de escolha...

Eu poderia escolher vestir o silêncio...
Como se nada houvesse acontecido,
conservando a silhueta admirável.

E se escolhesse vestir a omissão, tão em moda?
Como se só à mim importasse...
Receberia os mais calorosos elogios.

Talvez se escolhesse vestir a mentira,
Quem sabe, seria aceita,
pelos que me hostilizam...

Mas escolhi vestir a verdade,
já um tanto demodê... batida, descorada,
porém, me garante um sorriso no espelho...
A verdade é meu sobretudo!

Ainda que os olhos críticos me ridicularizem,
ainda que eu chame a atenção desaprovadora,
ainda que achem graça, quando eu passar,
a verdade é e sempre será,
o que vou preferir vestir!

quinta-feira, 7 de junho de 2007

O menino e a vitrine

O menino pobre ainda sonha
com os olhos fitos na vitrine...
Os brinquedos movem-se sozinhos
para ele, uma visão sublime!

Mas sua inocência é pouca,
já aprendeu o que todos sabem:
que entre o brinquedo e ele,
somente os sonhos cabem...

Não pode avançar um passo, pois,
o vidro frio, separa os dois...

Mas seus olhos não desistiram,
horas à fio, encantados...
Até que desperta e de uma vez, cresce!
A caixa de balas, espera ao lado...

sábado, 26 de maio de 2007

Liberdade

Quero a liberdade...
Mas não a liberdade distorcida
rejeito terminantemente
o que me tira a autonomia
quero vencer, não ser vencida!
Sonho com a liberdade
de dispor de mim e ter paz
e não apenas nostalgia...
Não quero a liberdade
que faz-me sujeitar
às vontades do meu corpo.
Quero a liberdade
de conseguir dizer não!
Dizer sempre sim à carne,
não passa de escravidão!
Não quero ser dependente do meu ser,
viciada no meu próprio prazer,
cativa dos meus desejos,
prisioneira dos meus anseios,
oprimida pelas minhas paixões...
Aparentemente livre,
trancada em internas prisões!
Penalizada pelas consequências
do mal uso do livre arbítrio,
que de todos, é o maior bem!
Quero a liberdade genuína
que no Espírito posso encontrar;
que somente em Cristo, se tem!!

sábado, 19 de maio de 2007

Violência

Uma situação atinge todas as classes sociais.
Nisto, conseguimos ser iguais:
A violência alcansa desde o milionário sequestrado,
até a senhora humilde que apanha do marido bêbado!

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Surpresas do cotidiano

Lucas me olhava...e sorria!
Havia algo de divino naquele olhar,
vidrado em meu rosto,
como se me invadisse o interior
e se comunicasse com meu espírito...
A paralisia cerebral, não o impediu de oferecer amor,
de demonstrar seu carinho, de me conquistar...
Não falava, mas se declarava com o olhar.
Não controlava os próprios movimentos,
mas entrou com tudo, no meu coração!
Acariciei seu rostinho, sua orelhinha, seu queixinho...
ele fechou os olhinhos, aproveitando cada carinho!
Apenas quinze minutos de troca,
mas depois que o vi sumir na multidão,
Senti que Deus esteve frente a frente comigo!

Lucas,obrigada!

terça-feira, 1 de maio de 2007

Tua Palavra

Tua Palavra, Senhor
é o que me sustenta
Nela encontro a verdade
que dia a dia me orienta

Posso todas as coisas
se o Senhor me fortalecer...
Sim, eu verei tua Glória,
se tão somente eu crer!

Eu sou mais que vencedor
Se eu estiver em Ti!
Nada será impossível
se te buscármos aqui!

Tua verdade é refúgio
e ilumina meus pés,
para que eu prove um pouco
de tudo aquilo o que És!

sábado, 28 de abril de 2007

Quebra cabeças

Formar a figura num quebra cabeças, requer vontade e paciência. Cada pedacinho é fundamental, pois a peça errada, ainda que pareça acerta, pode atrapalhar e atrazar todo o resto, pondo em risco o desfecho do trabalho.
Atenção, perseverança e cuidado... pronto, lá está a figura formada, proporcionando alegria pra quem conclui e admiração dos outros.
Assim é a FELICIDADE!
Ela é feita de pedacinhos... e formar esta figura não é fácil. Nem todos perseveram com gana e por isso não conseguem conquistá-la... ser feliz não é tão simples!
Abandonar a figura pela metade é perder... desistir de completá-la é fracassar!
O desafio da vida é este: Que cada um faça bem a escolha de seus pedacinhos, se quizer ter a figura da felicidade completa!
Sejamos felizes nas nossas escolhas!

Sobre a Maria Poeiras

Tudo referente ao relacionamento entre mãe e filho, me toca muito.
Deus concedeu que eu concebesse por duas vezes. Na primeira vez, com muito êxito, tive um filho lindo, saudável e enorme! Na segunda gravidez, não fui feliz... durou apenas 70 dias e sofri um aborto espontâneo. Experimentei o desespero de ver meu filho formadinho, porém sem vida
As duas experiências, me trouxeram sentimentos inexplicáveis: Tanto o amor para receber o Guilherme, quanto a dor por saber que Rafael não nasceria mais. Amor e dor, imensos e indescritíveis!
Estive visitando o blog da Maria Poeiras e a vi desabafando sobre uns comentários de críticas sobre seu blog. Acho que o que uma mãe se dispõe a fazer por seu filho, é sempre louvável e digno do nosso apoio!
Divulgar a deformidade, arrecadar fundos para seu tratamento, foi a forma que ela encontrou para receber apoio, afinal, imagino o quanto deve ser dificil conviver com a deficiência de um filho...
Quando se refere à um filho, tudo ganha proporções gigantescas!
Por um filho, nós mães, damos até a própria vida!

sábado, 21 de abril de 2007

Leia-me

Tudo o que sinto e sou,
está diante de você...
Saiba ler!
Está tudo exposto
em meu rosto,
não vou me esconder...
Meus olhos transparentes,
janelas do interior...
Leia-me!
E nas entrelinhas,
descobrirás quem sou!

Memórias

Estampidos no alto do morro...
A mãe deitava sobre os três filhos, como a galinha faz com seus pintinhos. Passado o susto, as crianças voltavam a brincar...
A menina do meio era estranha... cabelos lisos desgrenhados, pés descalços e pernas perebentas (porque os insetos daquele lugar eram contaminados pelo esgoto a céu aberto). Era estranha... ora encabeçava as traquinagens, ora se isolava no quarto, por horas à fio, perdida em seu mundo imaginário, onde era feliz.
Esse jeito tímido entre os estranhos, a tornavam uma excluída. Na escola, não participava de nada, não se enturmava, estava sempre com o pensamento longe, não conversava nem sobressaía. Só de ouvir a professora dizer seu nome, dava-lhe um frio no estômago! E a qualquer dificuldade, lágrimas inundavam a classe... às vezes, no meio da aula, recortava bonequinhos de papel e viajava...
Em casa era a "ovelha negra". Induzia os irmãos a praticarem as artes mais cabeludas... era agressiva, tinha unhas felinas. Num só golpe, três ou quatro fios de sangue! Era a prova do crime, o castigo era certo e quase diário.
Era agressiva... mas a vida também a agredia!
As brigas em casa eram cotidianas por causa do adultério do pai. A avó querida, sofria de uma doença incurável e a própria situação deprimente do lugar...tanta coisa junta!
Se perdia quando recebia carinho... parecia um gato! Tanto por ser arisca, quanto por ser chameguenta.
Os pais davam conta de dar-lhes o básico, mas não de realizar-lhes os sonhos, por isso, sonhavam pouco...improvisavam seus brinquedos.
Ela criou o péssimo hábito de fuçar no lixo dos vizinhos, catava cacos de brinquedos, principalmente bonecas. Foi punida várias vezes, mas não parou de procurar... no fundo, nem ela sabia o que buscava.
À noite, dormia ouvindo o miado dos gatos. Tinha medo do barulho, medo do escuro, medo das vozes internas... amanhecia gelada na cama molhada de urina... não sabia se explicar...
Menina estranha... não se encaixava no contexto! O mundo não a aceitava, ou ela não aceitava o mundo?
...
O espelho reflete uma balsaquiana de olhos tristes... pedacinhos de sua história, vêm como flashs involuntários... ela tenta encontrar a origem de seus medos, sua insegurança, sua dificuldade de se encaixar no mundo que a cerca... sua facilidade de se contentar com o pouco, de se conformar com o lixo...
As lembranças resistem, devem ter um propósito!
O tempo passa... a menina não cresce... continua estranha...

sábado, 14 de abril de 2007

Maratona

Lá vai ele...longe...
Meu sonho corre,
como um maratonista experiênte,
à passoa largos,
ganhando distância,
à minha frente...
quando dobra a esquina,
o perco de vista,
mas mesmo cansada,
continuo na prova,
até vê-lo de novo!
Não vou parar,
hei de alcansá-lo!

terça-feira, 10 de abril de 2007

A Rosa vermelha e eu

A gota de orvalho, ressalta tua beleza...
Mas não seria uma lágrima de tristeza?
Sim, porque nesse momento,
te vejo como um espelho me refletindo...
é estranha a comparação,
mas é o que estou sentindo...
sua imagem transmite dor!

Que olhar não foi seduzido por sua cor?
Quem não se declarou,tocando suas pétalas aveludadas?
Quem não se perdeu sentindo seu perfume?
parece que ouço teus queixumes...
serei hoje, teu divã!
Quantas vezes o Sol te beijou pela manhã
e no entardecer te abandonou?
Quantas visitas te fez o beija-flor,
sugou seu nectar e depois se foi?
Quantas vezes o vento te tocou
e sem olhar para trás, seguiu sua trajetória?
Parece minha história...
Não há como negar!
Aprendemos a seduzir,
mas não sabemos conquistar!

Enquanto a Orquídea
simboliza o Amor, que sempre fica,
Você é símbolo da paixão,
que consome e logo se dissipa...
Seus espinhos, que te envolvem
somente para te proteger,
machucam e afastam
quem vem tocar em você!

Quantos sorrisos...quanta admiração...
tudo passageiro, como a paixão!
Todos se encantam, desejam tê-la
mas continuas só...como eu,
que ainda espero a chegada do amor!
Nos resta a visita descompromissada
do beija-flor!
Triste sina une a gente...
uma gota de orvalho,
desce no meu rosto quente...

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Corredor

Estou presa num kilométrico corredor
repleto de portas trancadas...
de um lado e do outro...
me sinto impotente, desorientada,
correndo de ponta à ponta
procurando incansavelmente a saída...
me sinto privada da vida,
não consigo esperar mais nada!
Ah! Se uma dessas portas
enfim abrisse pra mim...
sem titubiar entraria,
me arriscaria! Por que não?
O que eu perderia?
me livraria dessa prisão!
Não me importo
com o que há por tráz
pra mim, tanto faz...
Só penso em sair desse lugar
estar aqui é a morte!
Se tiver sorte,
uma delas se abrirá...
e por tráz dela, quem sabe...
seja eu livre, para ser e estar!

sábado, 24 de março de 2007

Dilema Cruel

Se ouve dizer que cada panela tem sua tampa... nesse caso, me sinto uma frigideira!
Se sou uma costela perdida, por onde andará o tal homem desnorteado?
Na minha idade, seria cômico, se não fosse tão trágico, essa busca incessante, por alguém que nem sei se de fato existe!
Às vezes aparecem umas figuras... só rindo!
Os da minha idade, já estão casados...
Os separados, estão sedentos por curtir sua reconquistada solteirisse...
Os muito novos, acham que depois dos 30, não passamos de professoras...
Os muito velhos... esses querem! ...Ah, mas esses eu ainda não quero!
Talvez o tal homem se dê conta e quem sabe, queira encontrar sua "costela perdida"!

sábado, 10 de março de 2007

Saudades de José Paulino

Uma viajem repentina,
te levou de volta pra Deus!
Não deu tempo de te abraçar...
Não deu tempo de dizer adeus...
Acordei e já não tinha meu pai
meu herói, meu abrigo
meu galã, meu orgulho,
o melhor de meus amigos.
Cada fato,cada momento
que formam sua história,
cada gesto, cada palavra,
se torna imensa na memória...
O tempo até trouxe consolo
e amenizou a dor...
mas não controlou a saudade
tampouco apagou o AMOR!
Não apenas porque é meu pai
que te eternizo em meus versos;
mas você se sobressai
entre os pais do Universo!
Saudades de sua filha Janete...

domingo, 4 de março de 2007

Maternidade

Uma noite, dormi menina e acordei mulher...mulher e mãe! O resultado positivo no teste foi um susto! Esse sonho, furou a fila...veio inesperadamente, mas foi um marco que dividiu minha vida em duas. Antes e depois de Guilherme!

Tinha apenas 19 anos. Trabalhava, estudava e construía meus sonhos...logo vi meus planos irem por água  abaixo. Haviam outras prioridades.

O espelho não refletia mais a menina sonhadora... agora, era uma mulher marcada, cheia de barreiras para transpor... gerava um ser distinto de mim... alguém que seria meu dependente por muito tempo!

Enquanto a barriga crescia, crescia junto o medo e insegurança. O pai, bem que tentou me apoiar, mas metia os pés pelas mãos e no final, trazia mais problemas que soluções! nenhum dos dois tinha estrutura, mas uma coisa, nasce antes nas mães, que nos pais: o amor! Ah... em meio a tantos sentimentos controversos, o amor me enchia de coragem! Sentir os movimentos fetais, era tudo o que eu precisava para relaxar e deixar acontecer.

Fisicamente, correu tudo bem, até passei do tempo estimado... precisei fazer uma cesariana, porque o bebê era grande demais e não encaixou na posição normal para nascer. Não entrei em trabalho de parto, por isso o médico resolveu me operar.

Durante a cesariana, tive momentos muito lindos com Deus! Orava, chorava e Ele me consolava... agradecia, pedia e Ele respondia... até que ouvi um chorinho meio engasgado, que virou um choro forte e sentido...

Quando aquele bebê robusto, saiu de dentro de mim, com 4 kilos e 53 cm, senti que quem nascia era eu! O enfermeiro encostou seu rostinho no meu e ele calou o choro sentido...e eu, quase me afoguei nas minhas próprias lágrimas...nunca havia sentido um amor tão grande assim! Seu cheirinho era pra mim, o melhor perfume e a pele, mais aveludada que um pêssego. Tudo o que até alí chamei de "amor", num instante ficou tão pequeno, diante do que estava sentindo por aquele serzinho!

Alimentá-lo no meu seio, era tão gratificante, que apesar da dor dos primeiros dias, quando as rachaduras arrancam lágrimas e gemidos, insisti e não consegui parar antes dos 3 anos e meio!

A cada dia, minha "torinha" me enchia de orgulho... vê-lo crescer, se desenvolver, aprender coisas novas a cada dia, incentivá-lo, amá-lo, apoiá-lo...tudo valeu muito a pena!

Houveram momentos de fraqueza, de dúvidas, de medo, de impotência e muito erros da minha parte; Mas as vitórias foram tão saborosas, que quando olho para trás, tenho certeza... foram muito mais sorrisos, que lágrimas!

Te amo pra sempre, Guilherme!

Por você, pra você (Guilherme Arantes)

Por você
Dei o melhor de mim o tempo todo
Com a garra e o tesão
de quem nunca se arrependeria

Por você
Eu apostei tudo o que eu tinha
Nem olhei pra trás
Fiz questão
de só escutar
o que a emoção dizia

E como resistir
Se há algo muito especial
Quando é pra acontecer
o amor
Vem
ao primeiro encontro

Você surgiu
no momento em que eu mais precisava
Sempre fui muito só
Não me abro com ninguém
mas com você não tem nenhum problema

Em você
Pude achar tudo o que eu quis
E saber que o amor existe
e a coisa que me deixa
mais feliz.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Palavras

Quero suas palavras!
Palavras que despertam
e acendem meu corpo...
palavras que acertam
o que quero ouvir...
palavras quase vivas,
que tocam, que envolvem,
como se você estivesse aqui!

Palavras que alegram,
apoiam, incentivam...
palavras que ensinam
e me ajudam a ser melhor...
mas por vezes repreendem,
se calam, castigam,
e até me assustam
me deixando tão só!

Meus ouvidos te buscam,
preciso ouvir tua voz!
Algo em mim se perdeu,
quando você se calou...
O silêncio incomoda
e a saudade me dói...
Vem, de novo, sussurrando
palavras quentes de amor!

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Rafael

A dor física, não era pouca,
Mas a alma, doía mais...
Diante de mim, meu pequenino,
vitorioso, cumpriu o destino
e voltou para os braços de Deus Pai!

Quizera eu, também ir contigo,
para que hoje, não vivesse ao léo!
Meu peito pulsa, dizendo teu nome_Rafael...
Nos meus sonhos, ainda te vejo,
ali, eu pude te dar um beijo;
_Vai, filhinho...me espera no céu!

Não me cabe, entender os desígnios,
Daquele que sabe de tudo e de todos...
Um dia, estaremos no mesmo espaço...
Quem sabe, ali o nosso Deus permita,
que na morte, eu encontre a vida,
e te tenha, enfim, nos meus braços!!!