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terça-feira, 21 de julho de 2026

Antes de tudo, coração transformado

Desde o Antigo Testamento, Deus falou por meio dos profetas que não desejava sacrifícios vazios, mas corações quebrantados e contritos. Os rituais eram símbolos que deveriam ser precedidos por uma disposição sincera do coração. 

Assim, os sacrifícios deveriam nascer do arrependimento. As cinzas sobre a cabeça e as vestes de pano de saco, usadas pelos judeus em tempos de jejum e lamento, deveriam expressar verdadeira renúncia. 

Os dízimos deveriam cumprir sua finalidade de socorrer aqueles que não possuíam herança na terra, e a Páscoa deveria ser uma autêntica celebração de comunhão e memória da libertação.

Embora algumas práticas da antiga aliança tenham encontrado seu cumprimento em Cristo — como os sacrifícios do templo, as distinções de pureza ritual e outros preceitos cerimoniais —, Jesus não veio abolir a Lei, mas revelar sua plenitude e denunciar a hipocrisia de quem reduzia esses sinais a meras aparências, esvaziando-lhes o verdadeiro significado.

Toda prática exterior só encontra sentido quando procede de uma fé viva, pois, como diz a Escritura: "Tudo o que não provém da fé é pecado."

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