Meus armários, antes cheios de possibilidades imaginárias, serão ocupados apenas pelo necessário.
Minha alimentação será pensada para nutrir, e não para produzir a falsa sensação de um estômago cheio, que só compromete a saúde e sabota o corpo.
No lugar do prazer passageiro de receber pacotes ou carregar sacolas de shopping com coisas das quais nem me lembro depois, quero colecionar experiências. Quero conhecer lugares, viver encontros, trocar histórias, guardar fotografias e memórias em vez de objetos.
Em vez de ocupar meus espaços para me sentir abraçada, quero abraçar a vida, as pessoas, os caminhos, as culturas e tudo o que ainda me é novo.
Porque o tempo não me espera. A vida que me resta é, inevitavelmente, menor do que a que já vivi. E percebo que fiz muitas escolhas sem refletir, sem compreender o que realmente importava.
Hoje, quero viver de um jeito em que, quando olhar para trás, encontre menos coisas acumuladas e mais vida vivida.
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