No Reino de Deus, nada se faz por obrigação. Dar fruto faz parte da nossa nova natureza. Não frutificar é tornar-se inútil, porque fomos criados para produzir vida naturalmente.
Ninguém faz favor ao cumprir aquilo para o qual foi chamado. Também não há mérito em fazer apenas o que nos foi designado, pois o Senhor mesmo disse: "Somos servos inúteis; fizemos apenas o que devíamos fazer."
Mas o chamado da graça vai além do simples dever. Quem foi agraciado é chamado a agraciar; quem recebeu abundantemente torna-se fonte para outros. Somos chamados a transbordar, a fazer infinitamente mais do que imaginamos, não por esforço da carne, mas pela vida que recebemos de Cristo.
A seiva vem da Raiz Santíssima. Nós somos os ramos. Nela temos todo o sustento necessário para crescer, florescer, frutificar e produzir sementes que deem continuidade à vida. Tudo o que nasce dessa união é abundante, porque a fonte é perfeita.
O ramo apenas permanece. É justamente esse "permanecer em Cristo" que torna a frutificação algo natural, e não uma obrigação religiosa.
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