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sábado, 25 de julho de 2026

Fóruns de ateus

É muita questão para pouco filósofo e muita lamentação para pouco Jeremias.

Em alguns grupos, questiona-se por que Deus é assim ou assado, como se uma mente humana pudesse delimitar o Sagrado. Questionar faz parte da busca; ridicularizar a fé alheia, não. 

Há uma diferença entre investigar e apenas querer desconstruir a esperança do outro.

Quem não crê tem plena propriedade para falar da sua experiência sem fé, do que encontra na razão e no que é palpável. 

Da mesma forma, quem crê tem propriedade para falar daquilo que experimenta na fé, da esperança que sustenta, da relação que vive com Deus.

Ninguém pode testemunhar honestamente aquilo que nunca experimentou.

Então por que o sentir e o intuir do outro incomodam tanto? Por que reunir pessoas apenas para ridicularizar aquilo que, para alguém, é fonte de vida?

Em outro grupo, alguém perguntou: "Se vamos morrer, para que nascer?"

Respondi: "Uai... para experimentar a vida. Nascemos para viver, aprender, amar, transformar e sermos transformados. Somos processo, sementes daquilo que ainda seremos. A morte não apaga a vida; apenas encerra um capítulo do caminho."

Para quem enxerga apenas a existência entre o nascimento e a morte, esse talvez seja o único horizonte possível. 

Para quem crê, porém, a vida não se resume à carne e ao sangue. O sentido não nasce apenas da duração da existência, mas daquilo que ela produz em nós: amor, crescimento, compaixão e esperança.

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