A verdadeira evolução humana, segundo o Evangelho, não é a do corpo nem a da inteligência, mas a da consciência. É o homem sair da condição egoísta representada por Adão e caminhar em direção ao amor revelado em Cristo.
Em Adão, o homem tira Deus do centro para atender aos desejos da própria carne, querendo ser como Deus, e encontra a desgraça.
Em uma decisão, porém, o homem pode renascer voltando os olhos para Cristo, a perfeita expressão da renúncia de si mesmo para fazer a vontade do Pai.
O amor encarnado que prioriza a necessidade do outro e, muitas vezes, nega a si mesmo para servi-lo. A caminhada humana consiste justamente nisso: sair do egoísmo em direção ao amor. Decida ser melhor.
Jesus não veio ensinar uma nova religião. Afinal, um pouco de fermento leveda toda a massa. Ele ensinou um modo de viver, um novo nascimento que se revela em novas atitudes.
Não se trata de mudar a agenda, mas de mudar o olhar. É nos encontros cotidianos que o Evangelho ganha forma.
O grande paradoxo das religiões é que, muitas vezes, o homem se ajunta para se separar. Cada grupo se fecha em seu próprio gueto, cuidando dos próprios interesses, dos próprios problemas e do próprio círculo de convivência. Assim, erra o alvo.
Quando Jesus falou sobre ser luz e sal, falava de ser no meio do todo.
A pessoa presa apenas à racionalidade permanece centrada no indivíduo: eu sou, eu posso, eu faço, eu realizo.
Mas a pessoa espiritual se reconhece como parte de um corpo. Sabe que é um com os demais. Por isso, chora com os que choram, alegra-se com os que se alegram, integra-se à criação, envolve-se com o bem comum e encontra propósito em tudo o que vive.
Expandir-se é deixar o ego perder espaço para o amor. É enxergar o outro como parte de si mesmo. É permitir que a essência de Deus se manifeste em nós.
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