Jesus é a chave hermenêutica para compreender toda a revelação bíblica.
A dificuldade de muitos cristãos é que nunca foram ensinados a ler as Escrituras como um todo. Em vez disso, é comum que doutrinas sejam construídas a partir de textos isolados, desconectados do contexto e da revelação plena em Cristo.
O Antigo Testamento é sombra das coisas que haveriam de se consumar no tempo oportuno. Jesus veio para cumpri-las. Veio, cumpriu e declarou: "Está consumado!"
Os Evangelhos revelam quem é Jesus: o que disse, o que fez, o que ensinou e o que priorizou. Aquilo que ensinou permanece como fundamento. O que considerou secundário jamais pode ocupar o centro. O essencial foi exposto com clareza e também por meio de parábolas, que falam ao espírito.
Atos narra a caminhada da Igreja nascente, com os desafios humanos que surgiram ao longo do caminho. As cartas apostólicas aplicam o Evangelho a situações concretas vividas por comunidades específicas, em determinado tempo e contexto. Por isso, precisam ser lidas à luz de Cristo, e não acima dEle.
O que foi estabelecido para Israel sob a Ordem de Aarão não deve ser confundido com a Nova Aliança, firmada em Cristo, Sumo Sacerdote segundo a Ordem de Melquisedeque.
A teologia é um campo legítimo para reflexão, diálogo e estudo. Porém, nenhuma corrente teológica pode substituir a sã doutrina que Cristo revelou. Ele mesmo resumiu o caminho: "Sejam um"; "Amem-se como eu vos amei"; "Guardem as minhas palavras, que são Espírito e Vida."
Quando Cristo deixa de ser o centro, multiplicam-se discussões intermináveis, alimentadas pelo ego, pelas preferências humanas e pelas divisões. Mas onde Cristo permanece no centro, o amor continua sendo o maior argumento.
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