Há uma competição velada por espiritualidade, por poder, por suposta intimidade com o sagrado. Uma justiça que apenas julga, mas não beneficia ninguém. Engana, ostenta soberba e arrogância, produz medo, culpa e pavor da punição.
E ainda atribuem a Deus essa opressão, essa tirania, essa castração do ser; essa perversidade que rouba a fé e semeia dúvidas, que torna a escravizar sob a aparência de santidade. Uma religiosidade que, por vezes, beira a megalomania, o sadismo e o narcisismo.
Mas a verdade liberta.
Se o que digo produz em você entendimento, paz, alegria, esperança e leveza; se desperta consciência das obras da carne — porque a repreensão também vem de Deus — se gera algo proveitoso, se faz nascer vida em seu interior, então Deus pode estar falando ao seu coração.
Mas, se causa apenas espanto, não encontra repouso na sua alma, não o torna uma pessoa melhor, não transforma sua mente para o crescimento; se apenas acusa, humilha, me faz parecer superior ou alimenta culpa sem esperança; se não desperta seu espírito nem amplia sua compreensão, então é carne. É falsidade. É mentira.
O Evangelho é boa notícia. É preço pago. É favor imerecido. É leveza. É o barro seguro nas mãos do Oleiro, sendo transformado de vaso de desonra em vaso de honra. É descanso nos braços do Pai. É co-herança com Cristo. É promessa de abundância de vida e de eternidade.
Quem assimila o Amor que existe desde a eternidade encontra paz, vive com alegria e anseia pela plenitude do porvir. Não se deixa ludibriar por pessoas mal-intencionadas, nem negocia a própria liberdade para alimentar o ego de falsos profetas.
Porque o que Jesus disse permanece verdadeiro:
"Meu jugo é suave, e o meu fardo é leve."
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