É um tal de pregações e músicas antropocêntricas... Um tal de: "O Senhor é meu Deus, mas quero minha vitória"; "sou servo, desde que seja abençoado"; "te sirvo, mas não aceito a dor"; "é vencer ou vencer".
Criou-se uma geração de barganhadores da fé, de crianças espirituais que leem, mas não compreendem; que se frustram porque lhes falta sabedoria; que não discernem as coisas espirituais e, por isso, não entendem a própria fé que professam.
Não há como caminhar na contramão de um sistema estabelecido sem passar pelas aflições que Jesus disse que enfrentaríamos. Não há como defender a sã doutrina sem experimentar perseguições e desprezo. Não há como viver em um mundo que jaz no maligno sem atravessar percalços e desafios.
Não há vida íntegra sem conhecer a dor.
Não há discipulado sem seguir os passos daquele a quem chamamos de Mestre.
E não haveria razão para desejar o Reino vindouro se a perfeição já estivesse aqui.
Nem tudo é o diabo. Muitas vezes, é apenas o ego gritando mais alto.
Busque primeiro o Reino e você descobrirá que nada do que realmente importa lhe faltará. Busque sabedoria e compreenderá o sentido das suas lutas. Busque ser um filho da obediência e encontrará propósito para sua existência.
Saia do centro.
Você perceberá que nem tudo gira em torno dos seus desejos, porque todas as coisas foram, são e serão conforme a soberana vontade de Deus.
O Evangelho prepara filhos para serem coerdeiros com Cristo; as distorções religiosas, porém, produzem pessoas voltadas para si mesmas. Alimentam-se de comida estragada vendida por um mercado que faz comércio da fé. Idolatram homens, repetem canções cuidadosamente moldadas para alimentar o ego e seguem líderes carnais que trocam a verdade por discursos inflamados.
Enquanto isso, apontam o dedo para aqueles que escolheram permanecer longe dessa insensatez.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
Se Jesus ainda não voltou, é porque este ainda é tempo de arrependimento, de conversão e de graça. Não desperdice esse tempo vivendo de ilusões.
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