Cristo veste o avental, e também a roupa gasta.
Está nas mãos que repartem o pão, e nos dedos cansados que o recebem.
É o abraço que consola, e o peito que precisa ser consolado. É o copo de água oferecido, e a sede que o torna necessário.
No Corpo que serve, Ele se derrama.
No pequenino que é servido, Ele se revela.
Quem pensa encontrar Cristo apenas no altar, talvez passe por Ele na calçada. Quem o procura somente na força, talvez não o reconheça na fragilidade.
Porque o Reino não separa quem ama de quem é amado. Cristo une.
Está tanto no Corpo que se inclina para servir, quanto no pequenino que levanta os olhos para receber.
E, quando um encontra o outro, já não existem dois.
Existe apenas o amor de Cristo circulando entre Seus membros, até que ninguém saiba quem estava dando e quem estava recebendo.
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