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sábado, 23 de maio de 2026

A renúncia não é romântica

A vida do cristão também é uma vida de renuncia.
Algumas pessoas acham que as virtudes caem como uma chuvinha e nos inundam. Do nada vem a sabedoria, o amor, a alegria, a fé, o domínio próprio, a bondade, a benignidade, a longanimidade, o instinto de pacificador, mas não é assim. Até os dons precisam ser buscados e aperfeiçoados com muita perseverança.

Nada nesse tempo e espaço é um morango não. Tudo o que se almeja é conseguido com esforço, com afinco, com dedicação, com dor e com experiências.

Até chegar a estatura de varão perfeito, é necessário matar o ego dia após dia. Tomar a Cruz dos nossos desafios, renúncias, entregas, obediência e guardando a fé sem tomar a forma do mundo, caminhando no limite da temporalidade, com a mente na eternidade.

A salvação é Graça, nos méritos de Cristo, mas para ser aplicada desde agora, num mundo que não absorve o sagrado porque jaz no maligno.

Onde há quebrantamento, há algo novo sendo gerado. Quando nos esvaziamos de nós mesmos, é que abrimos espaços para serem cheios. É diminuindo para que Ele cresça. E isso dói... Porque a carne quer prevalecer, quer ser reconhecida, quer valor. Negar-se é o início do processo.

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