Para quem olha de fora, é claramente um transtorno. Não é porque imagina que tem, que passa a ter. Hormônios tanto masculino quanto feminino, podem mudar artificialmente os contornos do corpo, mas não tem o poder de transformar os genes de uma pessoa.
Mas se você diz que o gênero é definido pela genética, logo é chamado de homofóbico ou transfóbico. E o argumento principal é que existem mulheres biológicas que não tem útero ou não gestam. Que para um homem se tornar mulher, basta se sentir uma. Que não é a genitália que define o sexo, que o sexo é imposto ao nascer pela sociedade.
Se alguém impôs alguma coisa não foi a sociedade, foi a biologia pelos gametas femininos e masculinos. Nem o órgão sexual masculino de pano e nem um buraco construído pode mudar as células de um corpo. E toda a transformação externa, é feita de forma artificial, por mais que o resultado seja similar.
Daí se vêem aberrações como "homem grávido", "homem que menstrua", "mulher trans" exigindo consulta com ginecologista.
Não basta castrar um pênis e construir no lugar algo que se pareça com uma vagina. Ser mulher é muito mais complexo que isso, posto que durante um mês, uma mulher sofre oscilação de hormônios que um homem jamais experimentará. Além de uma capacidade pra realizar um mundo de coisas ao mesmo tempo que não é própria do homem. Ao passo que um homem trans, tem muito do instinto feminino, que reflete na relação dela com a família, porque nunca deixou de ser mulher, embora externamente pareça um homem.
E se alguém pensa ser o que nunca foi, é transtorno. É uma disforia a pessoa não se enxergar dentro do próprio gênero e se alguém não apoia esse transtorno, é criminalizado.
Fobia é pavor que impulsiona um ataque por aversão. Raramente alguém é assumidamente avesso a esse comportamento. Geralmente as pessoas só não enxergam essa obviedade que eles afirmam.
Então, se um homem que se transiciona para uma aparência feminina, ainda parece um homem, pela altura, pela força, pelo formato da mandíbula, dos braços e etc. Ainda causa desconforto em uma mulher, usar o mesmo banheiro.
Pensa bem, um homem com deficiência intelectual, com infantilização, se agarrar uma criança, conseguirá se relacionar sexualmente com ela porque o corpo continua sendo de um adulto. Ninguém em sã consciência permitirá isso, porque o instinto e a força é de um homem, embora intelectualmente é uma criança.
Uma pessoa que se identifica como animal, como criança, como outra raça que não é a sua, é automaticamente questionada. Por que uma mudança de sexo não pode ser questionada porque é crime equiparado ao racismo?
Homossexualidade sempre existiu e foi tratada muito tempo como doença mental, como marginalidade, como vergonha pra sociedade. Isso faz com que tentem hoje encaixar tudo dentro dos conceitos que já existem. Parece que querem saltar de um extremo ao outro, um tipo de reparação histórica, mas a aceitação vai passar por um processo.
Você olha um travesti e automaticamente você sabe que não está vendo uma mulher e nem um homem. O fenótipo dita o pronome que deve ser usado mas o desconforto está lá. Porque a pessoa não é plenamente o que tenta ser e todo mundo percebe.
Daí alguns diminuem o sexo feminino para um subgrupo dentro do próprio gênero para encaixar a trans como mulher e o trans como homem dentro do universo masculino.
Ou seja, se não quiser ser taxado como assassino de homossexuais, embarque nessa loucura e finja que está tudo certo. Não é nem questão de conservadorismo, é sanidade. Cada ano acrescentam uma letra no grupo lgbt etc+.
Querem uma sociedade hipócrita ou querem ser aceitos pelo que de fato são: pessoas que se atraem por pessoas do mesmo sexo e só? Porque mudar a nomenclatura não vai mudar o pensamento.
Nem roupas, nem hormônios, nem bisturi, nem comportamento aprendido mudam o que permanece no âmago: uma alma complexa e cheia de questões. Acho que o caminho ainda não é este.
Sobre o banheiro público, da mesma forma que a trans se sentiu cerceada, a mulher se sentiu invadida. Se não está bom pra ninguém, alguma coisa tem que ser feita. E se existem intersexos, nada mais justo do que ter banheiros neutros. Imposição nunca é bem aceita. Que fique cada um no seu quadrado.
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