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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Remendo protestante


A reforma protestante foi um remendo que não deu certo. 

Quando algo está corrompido, empregnado de carne em putrefação, viciado, em trevas, o que Cristo faz? Transporta da morte para a vida. Quem deseja essa vida plena, precisa nascer de novo e não consertar algumas coisas. E renascer é começar do zero, novidade de vida, novo alvo, novas ações, novo desejo, nova motivação. 

Então um desgarrado excomungado e seus aliados se juntam pra separar o que era gritante do que achavam que deveria ser. Deu certo? Só até a primeira discordância. Depois a cada conflito nascia uma placa nova e é assim até hoje.

Não há amparo bíblico para nenhum tipo de reforma. Eis que tudo se fez novo!

Quando lemos o início da Igreja instituída por Jesus, não enxergamos uma religião, mas atitudes nos relacionamentos com Ele,  consigo mesmo e com o próximo. Nem a ceia é um ritual, mas o início da consciência de ser um com o outro e a lembrança da morte na Cruz que nos religa ao sagrado.

Daí nessa disputa sem fim entre religiões que se dizem a correta, porém uma é imitação da outra e todas perpetuam costumes e rituais, como se isso fosse servir a Deus. Se Jesus cumpriu a Lei e consumou a Obra salvifica, o que o homem pode fazer para completar isso? Absolutamente nada.

Cabe a nós esse encontro como Igreja, para celebrar o triunfo de Cristo e nos ajudar mutuamente. O resto, se foi inventando pelos séculos afora.

Se Jesus quisesse reformar alguma coisa, reformaria o judaísmo. Mas ao invés de consertar o que estava corrompido, Ele chamou os dele para fora do arraial.

A nova proposta costurada numa base completamente corrompida e longe da Igreja primitiva, só podia dar no que deu: filhotes de engodos pra todo lado. Distorções bíblicas para todos os gostos e um povo que perece por falta de conhecimento, mas dessa vez, porque escolhem se assentar diante de quem massageie seu ego e pregue para seu ventre.

Um pouco de fermento continua levedando a massa inteira, as tradições continuam sufocando a sã doutrina e as filhas são tão heréticas quanto a mãe corrompida em Roma.

Como poderia dar certo um movimento que provocou a morte de tanta gente, dos dois lados. Onde foi que Jesus instituiu isto? E por que perpetuatam o que Ele passou três anos e meio desconstruindo?

O Vinho Novo rompe os odres velhos, o pano novo destrói o tecido antigo. A Ordem de Melquisedeque que é eterna, não tem nada a ver com a Ordem de Aarão que é temporal e apenas tipificou o que Jesus consumiria. É outra aliança, a Lei inscrita no coração é o amor que nos move para todas as direções.

Ah, os remanescentes! Estes sim mantém o Evangelho sendo pregado nos encontros, nas trocas, nas relações, em todos os ambientes que alcançam com seu amor. Estes sim, sabem em quem tem crido porque Sua voz é inconfundível e seu amor incomparável.

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