"Não deixeis de congregar" foi um conselho que o escritor de Hebreus deu, antes que houvesse qualquer Evangelho escrito, numa época em que a única forma de se manter informado era ouvindo, porque ninguém sabia ler. A fé literalmente vinha pelo ouvir a Palavra de Deus.
Antes disso, os judeus aprendiam ouvindo os escribas e fariseus, que perpetuavam a Lei, os Profetas e as tradições orais. Não tinha outra maneira de aprender e encucar o que se aprendeu.
Hoje o conselho é parte da manipulação. Faz parte do mesmo preconceito que carimba quem não participa como desviado. Ou você aceita tudo ou é desqualificado como cristão. Como a maioria só engole o que os líderes mastigam, isso mantém o rebanho dentro da cerca.
O que é estar congregado hoje? É estar. É rir com os que riem e chorar com os que choram, enxergando cada um como parte de si mesmo. Somos um organismo só, dependentes uns dos outros.
Num culto comum, a pregação do Evangelho está espremida entre outros entretenimentos e arrecadação de dinheiro. Isso quando o conhecimento não é tão minguado, que os 45 minutos precisam conter também um monte de bobagens.
Pouco se tem de comunhão nesses lugares. A maioria das pessoas nem se envolvem uma no cotidiano da outra para se servirem mutuamente. Entram, sentam, repetem e vão embora tão vazias quanto entraram.
Para ter comunhão verdadeira é necessário caminhar juntos, estar disposto e disponível, bater o ponto não é o suficiente. Ter o nome arrolado numa lista muito menos.
Não se filiar a nenhuma empresa religiosa não é pecado.
O que Jesus requer de seus servos é compromisso com o Evangelho e amor mútuo. O resto faz parte da loucura religiosa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário