Eu sou isso aqui: limitada fisicamente e psicologicamente pela neurodiversidade, desprovida de beleza, não graduada, desfavorecida financeiramente, sem apoio de nada nem ninguém. Não sou e nem tenho nada além de um Pai celestial que é tudo na minha vida. Aprouve a Ele arregalar meus olhos, o por quê ainda não sei.
Não acredito em coincidência, para mim, tudo o que a gente vive tem propósito. Não consigo compreender quando uma pessoa é tão racional, que só enxergue sentido no mundo material, palpável e num suposto livre arbítrio que define tudo.
Porque minha vida sempre esteve mergulhada em experiências místicas, desde que me entendo por gente. Seja acordada ou dormindo, o espiritual sempre me foi revelado como parte inseparável da minha vida secular.
Se for contar todas as experiências dá um livro, coisas que não se explicam com a lógica, mas que no fim contribuem com o que eu precisava no momento. Por essa razão, entendo perfeitamente o que significa "todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus". Nem de longe minha vida foi fácil, mas em absolutamente tudo vi sentido e aprendizado, como se tudo tivesse mesmo que ter acontecido assim.
Em tudo vejo sentido e propósito, desde meus primeiros anos onde tive uma cura milagrosa que me direcionou para a fé cristã, onde cresci e aprendi a teoria com diversos mestres e a prática com minha própria intuição, experiências e busca. Nada, nada, nada foi em vão, nem mesmo meus erros.
Quando olho para minhas faltas, percebo que elas atingem apenas minha carne, como um espinho que machuca mas não atinge o que de fato sou. Meu ser está preservado e meu espírito é sensível às coisas do Alto. Ainda que falte não sinto essa falta, porque sei o que de fato preciso para viver, está tudo bem.
Sei que a maioria vive como se estivesse no escuro, muitos vivem crises existenciais por não entender várias questões, mas para mim tudo está organizado em caixinhas, com seus respectivos rótulos e funções. E de fato tudo o que é necessário verdadeiramente, tive como suporte.
Nem preciso divagar, perder tempo com suposições, tudo se desvenda naturalmente e a própria vida se explica.
Talvez por não ter nada, Ele se fez meu tudo. O simples se revela na simplicidade e o que para muitos é insanidade, se traduz como visão de Águia num lugar de privilégio, onde a coerência impressiona mas não ensoberbece, porque reconheço que sou canal e logo passo.
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