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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Semeando santidade




O coração é como um campo e nós somos como agricultores. Colheremos aquilo o que for semeado nele. Há sementes que são para a carne e sementes que são para o Espírito. Nossa colheita dependerá de onde plantamos e do que plantamos.

Como esperar colher o fruto do Espírito, semeando para a carne? Se cultivamos nossas próprias paixões, cobiças, concupiscências, não é certo que acabaremos praticando as obras da carne, que é a natureza caída?

As sementes são principalmente pensamentos e atos. Tudo aquilo o que é filtrado pela nossa consciência e fica retido na peneira, mas que acabamos abrigando, acolhendo, acariciando, permitindo, tolerando, acalentando, gerará segundo a carne, impedindo a santidade.

Semear para o Espírito, é ocupar os pensamentos e atos com as coisas do alto e não com as da Terra. Se semearmos para a carne, colheremos corrupção. Mas semeando para o Espírito, colheremos vida eterna.

Para colher santidade, duas coisas são necessárias: ocupar a mente com as coisas do alto, enquanto arrancamos toda a erva daninha que começa a brotar na carne. Nos edificamos em Cristo, enquanto mortificamos a natureza terrena.

Cruscificar a carne e andar no Espírito. Não há outra maneira de crescer em santidade.

Ler também: Sementes

domingo, 30 de março de 2014

Hagar e Sarah




Já ouvimos tantas vezes leituras superficiais, onde se afirmava que Abraão se precipitou ao ter um filho com Hagar, a egípcia. Pois o filho da promessa deveria nascer de Sarah, sua esposa. Mas conhecendo a explicação de Paulo acerca da escrava e da livre, onde uma representa a Lei e a outra a Graça, vemos que nada do que acontece é em vão e que tudo está perfeitamente amarradinho ao plano de Deus, que era levantar um povo na Terra, para estabelecer Seu Reino Eterno.

Haviam promessas naturais para a descendência natural de Abraão, os hebreus. E haviam promessas sobrenaturais, para os que se faziam herdeiros da fé de Abraão, seus descendentes por meio de Cristo.

Depois que Abraão recebeu a promessa de que seria o pai de uma grande nação e que dele Deus suscitaria uma enorme descendência, tal como as estrelas do céu, e que através de seu descendente, todas as famílias da Terra seriam abençoadas, nasceu Isaque, o herdeiro da promessa e nele, o descendente Jesus, por meio de quem no tempo oportuno, Deus consumou a Obra Redentora.

A promessa foi feita antes da Lei, mas cumprida no Novo Testamento, em Cristo. Pois por meio da fé, todo homem que guarda Nele a esperança, será salvo.

Portanto, Hagar a escrava, é representada pelo Monte Sinai e a Lei. Antes de se converter, todo homem é um Ismael. E Sarah a livre, é a Nova Jerusalém celestial e a Graça que nos converte em Isaque.

Enquanto não tínhamos fé, dependíamos de nosso esforço e éramos escravos do pecado que habita nossa natureza terrena. A Lei servia para apontar nossas culpas. Era como se uma grande carga estivesse sobre nosso lombo, pois jamais poderíamos cumprir todas aquelas regras.

Mas vindo a Luz do mundo, nossos olhos foram abertos pela fé. E nosso fardo foi substituído por algo leve e possível. Viver sem culpa, é incomparavelmente melhor.

A Lei em si é boa. Não podem ser más, cláusulas que dizem "não roubem, não matem, não cobicem, não adulterem". Posto que são ordenanças que protegem o homem. O problema está na nossa imperfeição. É impossível ao homem natural, cumprir toda a Lei e falhando em uma, nos tornamos culpados de todas. Assim, a Lei nos torna malditos e dignos de morte. Ela é boa, mas nela nos tornamos réus inevitavelmente.

Pela fé em Cristo, esperamos Nele a salvação. Foi Ele quem pagou a nossa dívida, se fazendo maldito no nosso lugar e riscando a cédula que nos condenava. Nele somos verdadeiramente livres da culpa e da condenação. Já não observamos a Lei, pois em Cristo, é o amor que nos aperfeiçoa.

A conversão consiste numa confissão: somos incapazes de nos justificar pelas obras e dependemos da Justiça em Cristo. É impossível se converter e ainda crer em mérito próprio.

Assim, já não somos Ismaéis debaixo da Lei, escravos de nossa imperfeição. Mas em Cristo, fomos feitos Isaques, herdeiros da promessa, livres. Um herdeiro não precisa se esforçar para herdar. Ele apenas espera, é herdeiro.

Os da Lei, abrem mão de Cristo. Julgam que a Obra Redentora é imperfeita e portanto devem completá-la guardando mandamentos. Os da Graça, simplesmente descansam e esperam Nele. Pois crêem na Sua Perfeição e na eficácia do sacrifício na Cruz, consumado de uma vez por todas, para que as benesses da Graça de Deus, alcancem Seu povo.


segunda-feira, 24 de março de 2014

Somos da Graça e não da Lei



Existem apenas duas condições para toda a humanidade: ou o homem está vivendo sob a Graça de Deus, pela fé em Cristo Jesus, herdando Nele toda promessa feita por Deus desde os tempos eternos, livre como filho, cidadão do Reino, habitação do Espírito Santo, caminhando com Jesus em toda boa obra, preparadas de antemão para aqueles que herdarão a Salvação.

Ou o homem ainda está sob a tutela da Lei, escravo do pecado, sendo julgado pelas obras que ficam por ela expostas, infantilizado, religioso, culpado, perdido em seus descaminhos.

A Lei foi dada por Deus, não para justificação do homem, mas para que o pecado nele fosse revelado e assim, o homem recebesse a consciência de sua miséria, suas doenças, suas mazelas, sua incompletude, sua deficiência e impotência para se manter de pé, por seus próprios méritos, pela sua própria força.

Em tempo nenhum, homem algum foi justificado pelo cumprimento das obras da Lei, pois homem nenhum a cumpriu, exceto Cristo, o Perfeito. Não há um justo sequer, por isto a necessidade de um Mediador que tomasse nosso lugar e a cumprisse por nós. E por meio Dele e somente Dele, somos justificados.

A Lei expõe a velha criatura, o homem almático descendente de Adão, que mesmo tendo-a escrita em tábuas de pedra e posteriormente em pergaminhos, transcritos e modificados conforme as necessidades do povo hebreu. Pois se o homem não mata, mas odeia, é assassino. Se não adultera, mas cobiça a mulher que não é sua esposa, é culpado. Se guarda o dia santo, mas negligencia no amor e na justiça, imputando culpa à quem Deus justificou por meio da fé salvífica em Cristo, peca.

Paulo é enfático ao explicar que ninguém pode viver a Lei e o Evangelho ao mesmo tempo. Pois a Lei, revelando nossa nudez, nos enche de anseio por sermos revestidos de Cristo. Revelando nossas mazelas, faz-se necessário depender da cura que vem do Senhor. Reconhecendo nossa pequenez, reconhecemos Nele a sua Grandeza. Enxergando nossa mediocridade, anseamos por ser supridos por Cristo, por meio de quem tudo foi criado.

A Lei é a sombra do que haveria de vir e já veio. Não seguimos mais ordenanças externas, mas a Lei de Deus está inscrita no coração do homem que o ama e o serve. Não há mais religião, mas relacionamento entre o Pai amoroso e seus filhos acolhidos por meio de Cristo.

O homem que confia nas obras de suas mãos, está abrindo mão da Obra Redentora. Está num caminho de loucura, pois só em Cristo há justificação. O homem que descansa no mérito de Cristo, é Dele. Para este, já não há condenação.

Quem vive pela Lei, será julgado por ela, embora ela não possa justificar, mas trazer às claras a culpa. Quem vive sob a Graça de Deus, abre mão do próprio ego. Cristo vive por meio destes, pois é o Cabeça de todo o Corpo.

A promessa de que todas as famílias da Terra seriam abençoadas por meio do descendente de Abraão, foi cumprida em Jesus. Ele é a Justiça de Deus.

A Lei que veio posteriormente, com seu propósito de mostrar ao homem sua verdadeira situação espiritual, não anulou a promessa. Ao contrário, ela revelou a necessidade de uma melhor esperança, que promete ao homem ser aperfeiçoado no amor.

A Ordem de Aarão a ninguém pode aperfeiçoar, mas na Ordem de Melquisedeque, fomos feitos Reis e Sacerdotes por Cristo, nosso Senhor e Sumo-sacerdote eterno, para cumprir neste tempo, por meio dos dons, o anúncio de que o preço impagável foi quitado e já não há escrito de dívida para aqueles que crerem.

terça-feira, 18 de março de 2014

Justificados pela fé.

A justificação pela fé, é a cláusula mais importante, se formos usar termos jurídicos para explicar o Evangelho.

Entendermos que Deus é justo e nós não somos, é primordial para compreender a necessidade do sacrifício de Jesus no nosso lugar. Assim, mediando nossa causa, o Cristo de Deus nos reconcilia e nos religa ao ponto de sermos tratados como justos.

Se fosse possível ao homem se justificar por suas próprias obras, Jesus não precisaria passar por nada daquilo.

Enquanto há da parte do homem, qualquer resquício de ilusões quanto à si mesmo, se ele se julga merecedor, se ele entende que obedecendo, tem acesso às benesses de Deus, se há alguma raíz de orgulho, vanglória, ego inflado, se ele supõe que pelos seus méritos, tem sido alvo de bondade e misericórdia, este ainda não está apto para o Reino de Deus. Ainda há um processo a percorrer, para que se esvazie e possa então, ser cheio pelo Espírito de Cristo.

Quando enfim o homem concebe que estava destituído do relacionamento com Deus, justamente por ser o que é, compreendendo a necessidade do Salvador mudar a situação e seu destino final, enxergando em Cristo e em seu sacrifício, a expiação da culpa, então no mérito Dele é que será justificado, entendendo que era réu, mas foi resgatado e liberto, escapando da condenação.

E uma vez comprado à preço de Sangue, passou a ter um Senhor que não só responde por ele advogando, como intercede por ele e tem sua tutela. Toda a obra realizada à partir de então, deve ser aquelas instruídas por seu Senhor, para não ser achado inútil.

Quando Deus olha o homem cujo coração se endureceu para a Boa Nova, o pecado faz uma espécie de bloqueio que não deixa o amor fluir.

Mas quando Deus olha para o homem justificado, é à Cristo que Ele contempla e toda a sua justiça, santidade, perfeição e Ele tem prazer. Há um Mediador religando o homem com Deus e por meio Dele é que as benesses nos alcançam.

Sem Cristo, nada podemos fazer, mas com Ele, podemos todas as coisas.

Assim, compreendemos que podemos dar o sangue, mas aquele que chegou por último, receberá o mesmo "salário". Porque não é o suor do nosso rosto, que nos garante uma vida abençoada, mas a dependência contínua da Graça de Deus, que se manifestou em Cristo, para que vivamos.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Dia da poesia nacional





Ele me olhava... e sorria!
Havia algo de divino
no olhar daquele menino
que de encantos me invadia.

Olhando e sorrindo,
Tocava meu interior
falava ao meu espírito
declarando amor...

A paralisia cerebral, não o aprisionava
era livre para ser e estar
não falava, mas dizia tudo com o olhar
não controlava os movimentos
mas por um momento
correu livre onde o Vento o quis levar.

Acariciei seu rostinho, sua orelhinha, seu queixinho
ele fechou os olhinhos, suspirando em cada carinho

Depois de quinze minutos de troca
me despedi do meu novo amigo
depois que ele se foi na multidão,
percebi que Deus esteve comigo.

(Para Lucas, um menino que conheci no metrô)

segunda-feira, 3 de março de 2014

Me reparto por ti




Jesus, antes de subir ao Gólgota, reuniu seus seguidores para instruir sobre o que havia de vir. Aquela última ceia, seria o modelo do que deveria ser o futuro grupo que se reuniria em Seu Nome. Onde num mesmo sentimento de comunhão, seriam unidos de corpo, alma, espírito, sendo UM conforme o Filho foi Um com o Pai.

Quando Jesus instituiu a ceia na última Páscoa, tomou o Pão e repartiu entre seus discípulos, dizendo que aquele pão representava seu próprio Corpo, que ele entregava em favor dos homens. O Senhor ordenou que a Igreja iniciada alí, fizesse o mesmo em sua memória. Ou seja, cada membro da Igreja, deve repartir-se em favor de todo o Corpo, amando-nos uns aos outros, como o Senhor nos amou.

Discernir o Corpo, é saber se todo o Corpo está bem. Estamos partindo o pão como símbolo, mas a verdade do símbolo é que você parte a si mesmo para compartilhar com o irmão.

Paulo repreende os Coríntios, justamente porque perderam o sentido da ceia. Cada um servia a si mesmo e negligenciava os irmãos. Uns comiam demais, outros nem conseguiam comer. Quando o correto seria que um cristão servisse ao outro, dando-lhe a preferência e assim, todos se serviriam mutuamente, fortalecendo a comunhão, a troca, o amor e o crescimento proporcional de todo o grupo. 

Se você discerne o Corpo, enxergando o próprio Cristo nele, entendeu perfeitamente como é viver e caminhar no amor com teu irmão. Mas se você está comendo o pão e há alguém que não come por causa do seu egoísmo, você é maldito e come morte para si.

Quem age motivado pelo egoísmo, não sabe amar e é carnal. Estes permanecem fora do Corpo, apesar de participarem religiosamente do rito.

Hoje o que é servido no lugar da ceia, é um simbolismo que esvazia o sentido da comunhão, pois um já não serve ao outro e nem dá ao outro a preferência em se servir. Muitos nem sabem que o ritual que estão praticando, é o fortalecimento do relacionamento familiar no Corpo e não apenas um memorial sobre a morte do Cordeiro em si.

A força da Igreja está no relacionamento. Quanto maior o grupo, mais difícil manter este inter-relacionamento familiar, portanto a congregação enfraquece e definha espiritualmente, pois cada um buscará o bem para o si mesmo e não para o outro, como extensão de si mesmo.

Nos grupos menores, os membros não apenas se encontram para cultuar, mas gastam tempo juntos, se relacionando, se conhecendo intimamente, para que possam ser chamados de Corpo, um organismo que desempenha uma missão, cada um completando com seu dom, o desígnio de proclamar a Boa Nova.

A última ceia do Senhor, foi para preparar a Igreja a encorajar-se na continuidade. Comer e beber juntos, significa compromisso um com o outro. O banquete sacia a fome, mas também alimenta a alma. O que come discernindo o Corpo, festeja a alegria de sermos UM, fortalecendo assim a nossa esperança, até que Ele venha.

sábado, 1 de março de 2014

Sementes

Todos nós sabemos como funciona  um corpo natural. Nascemos, crescemos, na maioria das vezes reproduzimos e depois morremos. Este é o curso natural físico.

Mas a revelação da vida espiritual, foi feita  por meio de metáforas, para que seja possível assimilar com nossa mente. Muitas vezes, os autores bíblicos falam de sementes, árvores, frutos, para demonstrar a nossa situação espiritual. E é sobre este aspecto que eu gostaria de refletir com vocês.

Deus usa materiais e situações que conhecemos, para revelar o que não podemos provar com nossos sentidos, como forma de encher nosso espírito com percepções acerca  do que está oculto.

A semente é a figura representativa de tudo o que a natureza produz. Cada semente dá a forma a um corpo, ou fruto, ou obras.

Nossas obras, boas ou más, são semeaduras que fazemos no chão da existência, o qual no seu tempo colheremos de acordo com o que plantamos.

Vamos relembrar o que aconteceu no Éden. Ambos foram seduzidos pelas palavras da Serpente, que dizia que eles seriam como Deus, conhecedores do bem e do mal, despertando-lhes a cobiça. Assim, a natureza em Adão foi corrompida, estava inaugurado o "si mesmo". A partir do ego despertado, o homem se colocou no centro para satisfazer sua cobiça, por isso desobedeceu a lei. Percebe que antes da desobediência, houve todo um processo?

Paulo diz que o homem é tentado pela própria cobiça. E que o pecado é como uma gravidez, que começa a ser gestada na alma, até ser dada à luz quando é consumado.

Eva, primeiro ouviu as palavras sedutoras da Serpente, depois observou a beleza do fruto e para isto, se demorou a observá-lo, depois foi-lhe despertado o paladar e o desejo de prová-lo e por fim, ela viu que o fruto era bom para dar-lhe o conhecimento, para que fosse como Deus. Assim, ambos deram a luz ao pecado da desobediência à única lei que havia no paraíso.

Assim como foi no pecado original, é conosco. Para praticá-lo, tiramos Deus do centro e nos colocamos lá, pois preferimos nossa vontade, em detrimento à vontade de Deus.

Mas eu quero chamar a atenção para a sentença que eles receberam:

Gênesis 3:15 E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. 

Deus faz referência às duas naturezas que carregamos em nosso ser: uma herdada em Adão, corrompida pela Serpente. E outra herdada em Cristo, regenerada.

Apesar das duas naturezas militarem entre si, a natureza do homem natural fere, mas a do homem espiritual, domina. Se o Semeador lançou a semente do Evangelho e sua terra era boa, você domina sua carne. Se não tem dominado, é porque nem tem lutado. De maneira nenhuma a carne pode subjugar o espírito de um cristão verdadeiro.

1 Co 15:45 a 49 diz assim:

"Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual."

(O 1º Adão era a semente para o homem natural. Era esperado que ele produzisse no reino natural. Mas o  último Adão, esperava-se dele que produzisse no reino espiritual)

"O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu."

(Então Ele tem uma semente, Adão e todos os que procedem de Adão, são uma extensão de Adão, são homens naturais, com obras da carne. E todos os que procedem de Cristo, quando creram, se tornaram uma extensão de Cristo, são espirituais e produzem o fruto do Espírito.)

"Qual o terreno, tais são também os terrestres; e, qual o celestial, tais também os celestiais.

E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial."

(Todo aquele que crê, se torna participante da natureza divina. Já não procede como o velho homem, mas se torna nova criatura)

Vimos como se processa um pecado e as consequências dele, também são revividas pela descendência do homem natural. Ele se envergonha e se esconde da  presença de Deus, mas perde o poder de confessar o pecado, antes faz como Adão que acusou a mulher, que por sua vez acusou a Serpente. Um homem natural, tenta justificar a si mesmo.

Os homens espirituais são livres e quando por uma desventura pecam, se arrependem e confessam, esperando que Cristo os justifique.

Deus sempre quis um povo para si e Jesus veio semeá-lo. Haverá o grande dia da colheita. Toda semente produz segundo a sua espécie, portanto o povo de Deus produzirá as mesmas  obras de Jesus. Sabe porque ele falou que realizaríamos obras maiores ainda? Porque cada um de nós produzirá a cem, a sessenta e a trinta por  um. 

Se o velho homem era capaz de produzir à imagem de Adão, então nós seremos capazes de produzir à imagem de Cristo. Nosso objetivo, é ficar cada vez mais parecidos com ele.

João disse, que se alguém permanece na presença de Deus, não peca. Por que será que Jesus nos deu  o livre acesso à  presença de Deus? Foi apenas para que soubéssemos disto, ou foi para que habitássemos lá? E se permanecendo em Sua semente não pecamos, pois quem permanece no amor não pode pecar, então por que esta não é nossa realidade?

É preciso vigiar e orar para que o  pecado não aconteça deliberadamente, pois temos a consciência no Evangelho.

O que impede o homem de cumprir o propósito pro que foi criado, é o apego demasiado ao ego. na medida em que se desapega do si mesmo e da própria vontade, ele cresce mais um pouco em Graça; o propósito de Deus, é um povo com a  plenitude do Espírito Santo. Então, não se contente em ser um cristão meia boca, busque mais, pois Ele tem pra dar.





quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Vasos para honra e vasos para desonra




Amados, eu evito discutir doutrinas, por experiências que tive em fóruns de discussões apologéticas. O Evangelho é simples, a mensagem bíblica é global, mas estes pormenores só servem para separar o povo de Deus, pelo menos os que insistem em se fixar na letra e não permitem que o Espírito os conduza no ensinamento da verdade.

Aprendam a mergulhar além da letra, pois ela mata. Mas o Espírito vivifica e nos abre os olhos para a revelação de Deus, que é Amor. Raciocínio é atributo da alma, mas o Espírito se revela à espíritos. 

Então, não permitam ser persuadidos pela mente de outras pessoas. Não há um livro mais importante que o outro, então, não se fixe em Romanos. Tentarei ser bem sucinta na forma como o leio, não para discutir opiniões, mas para compartilhar minha fé.

"Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?" (Romanos 9: 21)

Para entender o princípio que Paulo está usando, é preciso voltar lá em Jeremias, para entender a analogia que Deus usa sobre o Oleiro, o barro e o vaso.

Jeremias recebe a incumbência de observar um oleiro trabalhando. Este pega o barro e trabalha nele para que se torne um vaso. Mas vendo que o vaso quebrou-se em sua mão, o oleiro o amassou e o refez perfeito. Tudo o que o oleiro realizou, era conforme o seu parecer.(Jr 18:1-4)

Paulo fala da mesma massa, ou seja, do mesmo vaso que antes era para desonra, Deus pode refazê-lo para honra. Este é o princípio de todo o Evangelho, onde Deus nos alcança perdidos e mortos nos nossos delitos e pecados, para nos aperfeiçoar no seu amor, até que alcancemos a estatura de varão perfeito.

Não há aqui nenhuma menção, de homens criados para honrar e outros para desonrar. Se formos honestos conosco mesmos, saberemos que nossa carne milita contra o espírito, ora vencendo e ora perdendo. Ora honrando e ora desonrando nosso Deus, até que o processo chegue ao fim.

Se alguém foi criado para a desonra, tem que ser um monstro do início ao fim. Se foi criado para honra, deve ser santíssimo, porque o plano de Deus não pode ser frustrado. Percebe a loucura desta acepção?

O Profeta Isaias complementa o exposto por Jeremias: "Ai daquele que contende com o seu Criador! O caco entre outros cacos de barro! Porventura dirá o barro ao que o formou: Que fazes? Ou a tua obra: Não tens mãos?" (Isaías 45: 9).

A loucura de contender com Deus, se resume num ponto:  Ele sabe o que faz, mas para nós, seus desígnios são inescrutáveis. A criação não sabe porque foi criada, mas o Criador sabe o porque a fez. E tudo o que for necessário fazer para nos refinar, nos moldar, nos aperfeiçoar, nos desenvolver, será feito, entendendo isso ou não.

Voltando à Jeremias, note o que Deus lhe disse: "Então veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? Diz o SENHOR. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel" (Jeremias 18: 6- 7)

Todos nós sabemos que o povo de Israel foi eleito para que o Messias nascesse no meio deles. Mas Paulo em romanos, diz que Israel foi endurecido para que o Evangelho alcançasse também os Gentios e nós fôssemos enxertados no Ramo. Percebe que o agir de Deus tem um propósito eterno? Primeiro escolheu, depois endureceu, com o propósito de sermos todos iguais. A Justiça para todo o homem é Cristo.

Alguns achavam que Deus havia falhado com Israel. Para rebater os judeus contradizentes, Paulo usou esta figura do Oleiro, o barro e o vaso.

"Mas agora, ó SENHOR, tu és nosso Pai; nós o barro e tu o nosso oleiro; e todos nós a obra das tuas mãos" (Isaías 64: 8). Agora entendemos que o homem é feito à partir do barro e moldado pela Graça de Deus, até tomar a forma perfeita. Se quebrar, será amassado e refeito.

Neste processo, desde nossa criação, todos nós passamos por imperfeições, porque antes vivíamos pela natureza de Adão. Todos já fomos vasos de desonra, mas refeitos por meio da Graça, segundo a natureza incorruptível que é Cristo. Deus usou a mesma massa, pra  fazer vasos diferentes.

O homem não honra a Deus, quem honrou foi Cristo. E nós, por meio da fé Nele. Dizer que uns foram criados para honra e outros para desonra, seria o mesmo que dizer que alguns homens nasceram com a natureza de Adão e outros com a natureza de Cristo. Sabemos que não é assim, pois a carne e o espírito militam entre si, enquanto formos carne. Mas a mesma massa produziu dois vasos distintos: antes, inclinados para o pecado, agora, livres.

  • Deus exerce o seu poder sobre o barro para fazer vasos (homens), diferente da idéia de que Deus exerce poder sobre os vasos; Obs.: o senhorio do pecado ou da obediência sobre os homens vincula-se respectivamente a Adão e Cristo, visto que, a quem o homem se oferecer por servo para obedecer, será servo de quem obedecer: ou do pecado ou da obediência (Romanos 6: 16);
  • Adão vendeu-se ao pecado, e com ele todos os seus descendentes (humanidade).
Todos que crêem em Cristo, conforme diz as Escrituras, são vasos para honra, visto que, em Cristo todos são feitos participantes da natureza divina, contados como filhos de Deus. E consequentemente, todo homem que rejeita a Cristo e seu Evangelho, permanece no mesmo estado de antes, vaso de desonra.

Cristo morreu pelos pecados do mundo inteiro, é o que diz a Bíblia. Portanto, o que passar disso, é interpretação humana, baseada na acepção que Deus não faz, mas nós fazemos.





sábado, 22 de fevereiro de 2014

Moradas





Jesus estava indo até a Cruz, preparar-nos lugar espiritual. O lugar que Cristo foi preparar, chama-se  Corpo.

É o único lugar entre o céu e a Terra, onde Deus e o homem podem habitar juntos. O homem no Corpo como membro e Deus no homem que guarda e pratica a Palavra.

As muitas moradas onde Deus habita, são seus filhos, Sua casa. Ele nos edifica para a eternidade.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Evangelho nos encontros




O Evangelho é Cristo. Quem está em Cristo, vive o Evangelho. Jesus não ia ao encontro de todos os doentes para os curar, nem se sentia o tutor de todos os desequilibrados, mas todo aquele que vinha ao seu encontro em busca de socorro, cura, libertação, recebia.

Se precisava de cura, era cura que recebia, se procurava edificação, recebia. Jesus dava o pão conforme a fome, dava a água conforme  a sede, supria a necessidade que havia.

Para isto, ele precisava ser mais que o Salvador do mundo, era necessário caminhar junto, olhar nos olhos e conhecer a carência de cada um.

Jesus tinha tempo com as pessoas, amava nos encontros, sentava-se para comer juntos, servia a cada um, conforme suas próprias expectativas. Com o mesmo amor que ensinava nos montes, à uma grande multidão, ensinou à Maria, sentada aos seus pés. Ele tanto pregava à multidão, quanto respondia a cada questão que surgia.

Jesus é o Bom Pastor, mas também é o Mestre, mas também é o Médico, mas também é o amigo íntimo. Seu ministério era no tete a tete, nos encontros, nas andanças, com gente cheia de mazelas. Era atento à quem o procurava.

Hoje os homens se ensoberbecem em seus ministérios e não se preocupam em olhar para o exemplo de Cristo. São pastores que pregam às multidões, mas não apascentam rebanhos. São discursos cheios de "eu sou, eu sei, eu tenho, eu faço, eu conheço" mas cegos com relação à quem caminha a um palmo de distância.

Quanto mais espetáculo e performances, melhor. Mas as multidões seguem vazias, sem o conhecimento do Evangelho genuíno.

Não há como amar a Deus, se negligencio meu irmão. Ou me torno o Evangelho na vida das pessoas, se é que Jesus vive em mim, ou sou um sino que retine, frio e barulhento.

Ou estou atenta à necessidade dos que caminham comigo, ou sou uma farsa, mascarada de cristã. Não basta um discurso na ponta da língua. A Graça que recebi, precisa emanar na direção do meu próximo. E não é apenas nos momentos em que eu separo "para Deus". É na vida, o tempo todo.

Se meu ego não existe mais, se o "si mesmo" está mortificado pela minha consciência no Evangelho, não posso praticar apenas quando me convém. Nem posso acolher os de fora, porque vão alimentar meu status de líder, se negligencio os de dentro da minha casa, porque para estes, é mais difícil interpretar um personagem. Não é possível arrumar a casa dos outros, enquanto a minha desmorona.

Ser cristão é antes de tudo, andar na verdade. Não só de língua, não só com palavras vazias, mas na prática constante de amar.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Confiabilidade bíblica




Tanto se discute sobre a autenticidade dos textos bíblicos. Tanto se questiona e põe em dúvida a veracidade dos fatos... penso que diante da atual mornidão que assola as igrejas, esta seria a gota d"água que desanimaria de vez a alguns que sobrevivem mais por medo do que por amor.

Assisti a uma palestra sobre a escolha do Cânon bíblico. e se meu coração não ardesse de amor por Jesus, a dúvida poderia encontrar pouso. Mas algo no meu íntimo testifica que é exatamente do jeito que precisava ser. Tudo tem propósito e vivemos pela fé.

Meus amados, pra início de conversa, Jesus não escreveu nada, senão na areia. Para crer que o testemunho daqueles homens é verdadeiro, só posso fazê-lo por meio da fé e esta é dom.

Se preciso de fundamentos palpáveis e sólidos, se tudo precisa se encaixar na minha lógica humana, para crer no Evangelho, onde está a fé? Se o processo que a Bíblia sofreu para chegar nas minhas mãos for mais importante do que a vida que recebi ao ser Evangelizada, que fiasco de cristã eu seria...

Evangelho é o que salta da letra e se torna vida no espírito. E pra que isto aconteça, a mensagem não pode ser filtrada pelo meu crivo intelectual. Deus não é lógico, Deus é mistério. A revelação é espiritual. Só se eu fosse louca, para negar cada uma das experiências que tive com Deus, porque minha mente não compreende o que meu espírito intui.

Conheço a Lei, os profetas e os apóstolos por meio da fé. Se creio na inspiração deles, por que duvidaria da sabedoria dos copistas? Por que Deus não cuidaria para que recebêssemos a Bíblia tal como é?

Os critérios para a seleção dos livros, os acréscimos, a rejeição dos apócrifos... nada fugiu do controle de Deus. Importa menos a letra, do que a vida que o Espírito concede por meio do conhecimento de Cristo. O muito saber, incha. Mas o amor edifica.

Se de fato o Evangelho se resume no amor e se o serviço mútuo nos interliga pela prática de amar, basta! É a Graça que realiza todo o trabalho. Estes pormenores não podem abalar a fé daqueles à quem o Pai chamou de filhos.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Negar-se




Quem não tem estrutura para lidar com a condição humana, precisa ir viver entre os querubins e serafins, para ouvir continuamente "Santo, Santo, Santo". Porque enquanto estivermos encerrados em carne e sangue, haveremos de lutar diariamente contra nossa própria natureza, que mesmo domada, não deixa de ser.

Sou uma cristã que de fato vivo o que prego. A consciência do Evangelho me acompanha desde a hora em que acordo, até a hora em que durmo e não há o que eu faça, que não seja sabendo que Deus está dentro de mim.

Mas tem coisas que não faço, porque perderam o lugar na minha vida e já não são. Outras, não faço, porque não me convém, embora eu ainda as perceba como vontades. E algumas, ainda não consegui mortificar, embora saiba que preciso.

O domínio próprio é um dos atributos do fruto do Espírito. Mas ele só existe, porque há o que ser dominado. Então, alguns podem pensar que minha carne não está subjugada pelo espírito, mas creio eu, que se a carne prevalecesse, eu não estaria confessando, mas praticando o que ela pede. Sou tranquila neste quesito, vivo um dia de cada vez.

Não sou uma pessoa andando sem rumo, eu tenho um alvo. Tudo o que mais desejo é alcançá-lo e ser cada vez menos parecida comigo mesma, e mais parecida com Cristo. Foi para seguí-lo que fui chamada e para praticar seus ensinamentos. Esta é a razão da minha vida, é o que me motiva, é meu maior bem.

Mas esta consciência não me anula como ser humano. Não nutro a ilusão de que minha carne vá deixar de ser, clamar, gritar e lutar para ditar suas exigências. Sem sombra de dúvidas, eu a reconheço diariamente e sei de cada uma das suas investidas. Só não lhe dou essa confiança e ela perde espaço nos meus pensamentos, ações e escolhas.

Embora eu saiba que não posso escolher o que vou desejar, posso escolher com o que vou ocupar meus pensamentos. Buscando as coisas do Alto, tudo o que é concernente à mim mesma, diminui.

Não tenho muito pudor em falar à respeito do que sinto, sou e vivo. Às vezes me calo, por perceber que alguém não tem alcance para compreender a dualidade do nosso ser. Quando começam com "não penso, não faço, não toco" a santarrice já me faz entender que não é um coração receptivo a acolher. Mas se lido com gente madura na fé, nos confessamos mutuamente e nos ajudamos em oração.

Já houve tempo em que eu achava que era imune e não exercia misericórdia com cristãos que pecavam. Era uma evangélica imatura e cheia de mim. Depois, fui ensinada à duras penas, que ainda sou pó e que o mérito nunca foi meu. Me reconhecer e saber o que sou, é render à Cristo e sua Graça, todo o mérito por me sustentar.

Prefiro ser julgada pelos homens, à ser achada hipócrita diante de Deus. Porque quando me interiorizo para orar, minha alma se apresenta nua. Eu não tenho como esconder Dele as minhas imperfeições. Ele me vê, tal como sou. E enxergando minha alma do jeito que é, jamais a desprezou. 

Então, falo sem o menor constrangimento, que aquilo o que antes fazia porque gostava, continuo gostando, mesmo que não faça. Porque viver no Espírito, não é sofrer um estado de amnésia ou dormência da carne. Ela continua sendo e continua lutando para prevalecer.

É diferente a experiência de quem sempre viveu dentro dos padrões e a de quem viveu à margem. Sou uma privilegiada, no sentido de conhecer meus limites e saber muito bem do que sou capaz. Minha vida poderia render um testemunho lindo, se não fosse escândalo para gente infantilizada no Evangelho. 

Lembram que Jesus falou sobre o maior amor ser o daqueles que receberam o perdão da maior dívida? Isso depende mais da consciência da impotência do que pelo tamanho da dívida em si. Eu não me justifiquei, apenas reconheci minha miséria e diante do perdão, não me resta outra alternativa, senão amar Jesus com todo o meu coração.

Deus tem me dado Graça e eu tenho dominado a carne. Não por medo de ser cortada fora, mas porque o amor de Deus me constrange e me move à buscar Sua Vontade e negar a minha.

Eu conheço a Misericórdia de Deus. Eu sei o que é cometer o que os homens abominam, sei o que é padecer por consequência de meus erros. Contudo, o Senhor, me sondando e sabendo do material de que sou feita, me acolheu. Não me desprezou, secou meus olhos e revelou-se ainda mais. Porque a Misericórdia com que me recebeu, deu-me-a como dom, para acolher quem está em pecado. Me reconhecer, foi como cair pra cima. Me humilhei e fui exaltada.

Portanto, se escolho me negar, não é porque deixei de ser quem fui. Mas estou em Cristo e é a Seiva Dele, que me vivifica, me impulsionando à diminuir, para que Ele cresça.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Falsos cristos, geram falsos cristãos




Quando consigo, tento conversar com pessoas que pregam um evangelho distorcido, mas sempre ficam sem argumentos e acabam agressivas, mostrando qualquer coisa, menos o caráter de Cristo.

Jesus ensina que a Igreja tem o dever de suprir as necessidades dos pobres. Mas nestes templos monumentais, são os pobres que sustentam o templo, intimidados com um discurso treinado para extorquir. Entre a acusação e a ameaça do inferno, exploram a miséria e o sofrimento alheio, convencendo o homem, que ele é abençoado por Deus, se possuir os bens da terra. Amados, nas palavras de Jesus, estes são loucos que servem à Mamon e não a Deus.

As benesses da Cruz alcançam os que estão em Cristo. É Graça, é favor e não tem preço. Com Deus não se barganha, porque é Dele todas as coisas. O que você tem para dar, que antes não tenha recebido Dele? Que estupidez é esta, que faz com que o homem carregue a Bíblia e não a conheça? Pescam versículos isolados e os distorcem, como se Deus falasse de dinheiro, do Gênesis ao Apocalipse. Tudo fora do contexto, sem compromisso nenhum com a verdade.

O Reino de Deus não tem nada a ver com o sistema monetário do mundo. O Evangelho, uma vez crido e instalado no ser, estabelece o Governo de Deus dentro do homem e é lá que ocorrem as mudanças provenientes de um novo nascimento, uma nova mentalidade, um novo caráter, uma nova postura diante da vida, que mortifica o que antes conspirava contra nós, à saber, nossa própria carne, desejos, vontades, ambições, corrupções, doenças da alma, maldade. Tudo isso é crucificado para dar lugar ao caráter moldado pelo Espírito Santo.

E por meio dessa mudança de mente e consciência no Evangelho de Cristo, passamos a viver e experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Recebemos dons e somos fortalecidos diariamente para edificar a Igreja e vivermos como irmãos, nos amando e servindo mutuamente.

O que estas teologias diabólicas tem a ver com o Evangelho? As pessoas entram e saem desses ajuntamentos, mas permanecem sem vínculo umas com as outras.

Amados, as promessas de Deus são para a Igreja. Quem não vive sob a mente de Cristo, o cabeça da Igreja, não faz parte do Corpo, está fora, necrosando. Só há Vida no Corpo!

E isso nada tem a ver com frequentar templos, ter o nome arrolado num rol de membros e cumprir um protocolo. Tem a ver com a fé e com a esperança que guardamos na ressurreição dos filhos de Deus. Tem a ver com a sintonia com a vontade de Deus, que na maioria das vezes é contra a nossa.

É negar-se, tomar a cruz e seguir Àquele que nos dá as coordenadas para a Vida. É desanimador, ver que a grande maioria dos que carregam o rótulo de "evangélicos", continuam sendo cisternas rotas, amando com conta-gotas, porque vivem segundo o próprio ventre.

Os filhos são aqueles que quanto mais comem do Pão Vivo que desce do céu, mais desejam se alimentar Dele. Aqueles cujas torrentes de águas vivas fluem do interior e emanam na direção do próximo. É amor que quanto mais se dá, mais se tem, porque a fonte é inesgotável. Aqueles que se tornam jardins plantados pelo Senhor. Regados pela Graça continuamente, para abençoar o outro. Lugares preparados para receber os que sofrem, dando-lhes refrigério à alma. Separados pelo Senhor para levar as Boas Novas, libertar cativos e aliviar os sobrecarregados.

E assim, o Reino de Deus crescerá, não com ostentações e aparências suntuosas. Mas em grandeza interior, que nos faz ser diferentes e reconhecidos por exalar o bom perfume de Cristo.

Acorde! Deus não é teu servo. Se é que você faz parte da Igreja de Cristo, tome nela a sua responsabilidade e abandone todo o engano, toda a astúcia diabólica de doutrinas falsas. E seja quem você foi chamado para ser em Cristo. Cumpra o propósito para o que foi criado, para quando estiver diante de Deus, sejas chamado bendito.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Viver na presença de Deus




Alguém dizia que ao orar, já não era como antes. Suas palavras saiam maquinalmente, automaticamente, sem aquele sentimento de acolhimento, sem perceber a presença de Deus, sem emoções, sem manifestações, enfim, experimentava uma frieza e um vazio que queria entender.

Minha experiência com a oração, mudou muito com o tempo. Conhecendo que Deus me sonda e sabe o que sinto, muitas vezes me achego em silêncio e oro lágrimas, antes que saiam de mim qualquer palavra, já o sinto me acolhendo. E mesmo que não consiga dizer tudo o que sinto, sei que Ele já me entendeu, posto que Ele mesmo me motivou a orar. Isto quando separo um momento específico, porque geralmente, nos falamos o tempo todo, seja no ônibus, no trabalho, em casa, em determinadas situações, durante os desafios, durante as alegrias e sensações de prazer, durante as  provas, durante tudo. 

Quando Deus é o centro, se torna natural o orar sem cessar. É hábito incluí-lo em tudo e falar com Ele o tempo todo. E até mesmo nos momentos onde a carne grita, tentando prevalecer, é esta cumplicidade de filho diante do Pai, que nos freia o impulso. Por isso, quem de fato vive o Governo de Deus, não vive em pecado, antes se domina e tem paz.

O que acontece com estas pessoas então? A religiosidade ensinou-lhes, que devem separar uma fatia de seu tempo para Deus. Que devem preparar um momento de oração, onde "entram" na presença de Deus, como se antes estivessem fora dela.

Deus é alguém distante, que só participa do que é convidado. Então, se está na internet, Deus não está com eles, se está se relacionando, Deus não está. Se está trabalhando, não pensa em Deus. Se está com problemas, a orientação não vem de Deus. Se está tomando decisões, não pensa na revelação de Deus. Enfim, Deus está de fora o tempo todo, por que seria percebido no momento da oração, vazia de vínculos, vazia de relacionamento, vazia de cumplicidade entre Pai e filho?

O Governo de Deus é dentro do homem. Lá está Ele o tempo todo. Deus não pediu o domingo de ninguém, o Reino é uma realidade na vida, sem intervalos para cultuar. Uma vez decidido viver sob a revelação divina, há que se ter a consciência do Evangelho, norteando tudo o que acontece. Entrar na presença de Deus, já não é  necessário, pois habitamos Nela. Moramos diante Dele. Ele em nós.

Assim, orar não é uma manifestação sobrenatural, para ser medida através de arrepios e fortes emoções. Uma pessoa que entenda que sua vida é um culto racional, ama estar na presença de Deus e faz isso naturalmente. É amor e submissão e não algo pra medir sua espiritualidade.

Muito mais importante do que as palavras que formulamos, balbuciamos, repetimos, é aquilo o que Deus sondou, mesmo antes de abrirmos a boca.

O que precisa mudar é a postura. Ou se vive o Governo de Deus, ou se vive segundo a própria carne. E assim, feliz, triste, angustiado ou cheio de sonhos, conversar com Deus é estar diante do seu melhor amigo, aquele  que antes de conhecer suas palavras, conheceu seu coração e o que as motivou.



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Sobre músicas mal escolhidas




"Sobe, sobe,
Sobe o meu louvor
E acerta o alvo
O coração do amado meu
Ao som do meu louvor
Do meu louvor (3x)
Sinto cheiro de glória..."

Não, irmãos, não é apenas meu senso crítico aguçado, é dor na alma mesmo. Ver que as pessoas congregam há décadas e não podem ainda discernir, me causa inquietação. O que aconteceria nesses casos, onde as pessoas tem olhos e não vêem, tem ouvidos e não ouvem, a Mensagem que dizem amar?
Um passeio pelo Novo Testamento seria o suficiente e não é questão de interpretação, porque os textos são claros. Não havia um justo sequer, por isso Jesus se fez nosso Mediador e nos reconciliou com Deus, pelos seus méritos e sendo Perfeito, ofereceu-se como sacrifício que encheu o Pai de prazer e saciou a Justiça de Deus. Por meio Dele, fomos reconciliados e viveremos e sem Ele, estaríamos perdidos, por isso a honra é toda Dele, a Glória é toda Dele. Pois não há outro que seja digno de ser chamado de Senhor e Salvador, posto que nos comprou com alto preço num mercado de escravos.
Com relação a esta música, ela sugere que o meu louvor é tão agradável à Deus, que Ele responde derramando sua Glória. É unção demais, não? É praticamente a retribuição do meu mérito. O louvor sobe e a Glória desce, com cheiro e tudo.
Amados, não vivam de ilusão. Nada que o homem faça, o torna merecedor de algo vindo da parte de Deus. Por isso Graça é Graça.
Não amado, a aliança de Deus não foi com você. Caso fosse, você já a teria quebrado com sua inconstância. Deus fez pacto consigo mesmo, antes da fundação do mundo. As benesses da Cruz, você recebe, SE estiver em Cristo.

Não amado, Jesus não é seu vingador pessoal. Com o mesmo amor que morreu por você, morreu pelo seu inimigo. A medida usada por você, será usada para você.
Não amado, Deus não se preocupa mais com sua conta bancária, do que com as necessidades do teu próximo. Quando Ele abençoa UM FILHO, é porque sabe que este vai dividir com quem não tem.
Não amado, religião não muda a vida de ninguém. Ou você ama a vida, ou a Vida que há em Cristo.

O que viermos a receber, é por bondade e misericórdia, porque não merecemos. Nosso louvor é gratidão pelo que Deus é e nos concede porque é Bom. O que recebemos é favor e não pagamento. É Graça e não resposta às nossas atitudes.
Nem o que chamamos de culto, é de fato um culto, porque o sacrifício que agradou à Deus, foi consumado em Cristo. A motivação para nos reunir, não é realizar mais um culto, mas dar à Cristo toda, toda, É TODA honra e Glória, pois se deu em nosso favor e por isso estamos alegres. Não fizemos nada, nada dependeu dos nossos esforços. Nada!
Esta é apenas uma das músicas que não gosto. Tem muitas outras que são auto-ajuda, ou judaizantes ou heréticas mesmo. E lamentavelmente, eu só posso me calar, assistindo as pessoas entoarem bobagens enquanto dançam e batem palmas, sem entendimento.
E aí eu sonho com o dia em que entoaremos consciêntes do que recebemos em Cristo, cânticos símples e suaves, que apenas exaltam e engrandecem o Nome de Jesus ou nos conscientizam de que somos a própria mensagem na vida daqueles a quem encontramos pelo caminho. Algo deste tipo:

Fale de amor (Jorge Camargo)

Fale de amor
No espelho d'água dos teus olhos,
abra os portais do teu abraço,
se for preciso, use palavras

Fale de amor
Trocando o som pelo silêncio
Tornando voz em gesto e atos
se for preciso, use palavras

Proclame a vida
Em seu singelo explendor
Cantando ao vento 
a música do seu amor

Fale de amor, 
livre de amarras e de pesos
com suas lágrimas, sorrisos,
se for preciso, use palavras

O sol, o mar e as estrelas,
mulheres, homens e animais
irmanados na riqueza
suprema que é viver em paz

Proclame a vida
em seu singelo explendor
cantando ao vento
a música do seu amor

Fale de amor
no espelho d'água dos teus olhos
abra os portais do teu abraço
se for preciso, use palavras

Isto é ser Evangelho, isto é ser a Mensagem. Não mais nós, mas Cristo em nós!


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Sobre a Sabedoria




Existem dois tipos de sabedoria: uma que é natural e consiste na habilidade de aprender com as próprias experiências e vivências, lições para serem usadas, evitando novas dores, novos desgastes, novos motivos para se arrepender, etc. É um registro que vai te proteger no futuro, porque quem não o tem, repete os mesmos erros e nunca aprende nada.


O outro tipo de sabedoria, é dom de Deus e consiste na habilidade de sistematizar a intuição que é espiritual e transformá-la em ideia para edificação de muitos. Deus fala ao seu espírito e você consegue transmitir ao outro em mensagens sintonizadas com o Evangelho, de forma à "robustecer" o outro e formar Cristo em seu caráter.

Quem não tem a sabedoria natural, tampouco terá a espiritual.

Tiago: 3:17 "Mas a sabedoria que vem do alto é antes de tudo pura; depois, pacífica, amável, compreensiva, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera."

sábado, 4 de janeiro de 2014

O Reino de Deus É





A Graça É antes de todas as coisas, porque antes que houvesse homem, pecado e culpa, ainda antes da fundação do mundo, O Cordeiro de Deus foi imolado, inaugurando o Reino de Deus, que é Amor, Justiça e Misericórdia. 

O favor imerecido, veio antes que se manifestasse no chronos, o impulso do homem para independer. O Reino de Deus é de eternidade à eternidade, ele É, porque Deus É, porque a Graça É.

A Lei mosaica, foi apenas uma necessidade cronológica. Ela não é, apenas estava com um propósito dentro do tempo. Jesus veio manifestar o Reino de Deus aos homens e cumprindo-a, manifestou outra Ordem, mais excelente e suprema, fundamentada no Amor, que É.

Os filhos gerados em Graça, são aqueles que procedem no Amor, em Cristo, considerando tudo o que é corruptível e circunstancial, infinitamente de menor valor, do que o tesouro encontrado e crido como algo que dá razão à existência. 


O tesouro oculto do mundo, é revelado aos que crêem e passa a desenvolver grandeza de dentro para fora, fluindo em atitudes e sentimentos nobres. Em uma das parábolas, é comparado ao valor das pérolas, pois assim como elas estão acolhidas pela ostra, o Reino está no âmago do homem, invisível no mundo dos comuns.


Jesus dizia que o Reino não era um lugar geográfico a ser alcançado, nem um tempo vindouro a ser manifestado, mas o Reino de Deus não se manifesta com aparência exterior, está dentro do homem, está dentro daqueles que aceitam ser governados pelo Espírito Santo de Deus. É antes de tudo a disposição em viver conforme a pregação de Jesus, num processo de esvaziamento de si mesmo e crescimento em Graça.

O Reino de Deus está dentro daqueles à quem a Graça alcançou e o amor é nossa marca.

E na consumação de todas  as coisas, no dia de Cristo, os escolhidos serão os que dentre tantos foram chamados, mas por causa do amor, serviram. Estes que amaram menos a própria vida, porque a Graça de Deus, é infinitamente melhor do que a vida.