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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O agir de Deus e a percepção humana

Mistérios... coisas que a mente não tem suporte para alcançar, mas que como conta-gotas de revelações no espírito, à doses homeopáticas, a verdade é testificada e absorvida pela fé.



Deus não está sujeito ao tempo que Ele mesmo criou. Todas as coisas foram feitas para Ele e mesmo o mal, não age com autonomia, mas cada coisa se manifesta com seu devido propósito.



Nós, fragmentos do pó da terra, somos vulneráveis, tanto aos ventos de doutrinas estranhas que sopram por aqui, nos lançando ao chão, quanto ao vento do Espírito, que nos lança na direção do centro da vontade de Deus. Isto depende unicamente, se somos guiados pelo Espírito de Deus, ou pelo nosso próprio umbigo.



O tempo é como um objeto nas mãos de Deus. Tanto faz o amanhã, o hoje, ou o ontem, pois para Ele, o tempo é como uma bola; Sem quina, princípio ou fim. Um dia é como mil anos e mil anos é como apenas um dia.



Qual a dificuldade de um ser que pode tudo, intervir na história de seres que nada podem? Uma vez criado um homem, seus dias são desvendados diante dos olhos de Deus. E num mesmo momento, Ele abre a boca e interfere em cada segundo. Não para tirar-lhe a liberdade, mas para Ser com ele.



Nossa mente, habituada com a sequência de fatos, não tem alcance para entender tal mistério. Mas assim se dá a evolução de cada estágio da vida, assistida simultaneamente pelo autor dela.



Já viu estes vídeos que aceleram para mostrar o crescimento e desabrochar de uma flor? Já viu que as espécies de plantas e animais criam resistências contra as ameaças do meio ambiente? E o milagre microscópico da vida intra uterina? E as células se reproduzindo... te parece razoável imaginar que essas coisas acontecem sem a intervenção de Deus em cada segundo?



Porém o agir de Deus, que aconteceu de uma vez por todas no momento em que liberou a Palavra na criação, não é assimilado pela razão de seres temporais. Só a fé, abre este portal.



A tendência do homem, é encaixar dentro de sua compreenção, tudo o que lhe é difícil entender.



Creio que a Bíblia é a revelação de Deus, mas recebida por homens corruptíveis. Para assimilar o que está escrito, é necessário desprender-se da carne e buscar comunhão com o Espírito Santo. Lendo a Bíblia com o auxílio do Espírito, é possível perceber que a revelação vem carregada de humanidade, mas repleta de mensagens inquestionáveis. Tomar a letra literalmente como doutrina, é cegueira. É preciso digerí-la e deixá-la tornar-se substância em nós.



A oração de Josué não parou o Sol, até porque quem gira é a Terra. Mas talvez a sensação de demora no curso do dia, até que se vencesse os inimigos, tenha resultado nessa percepção equivocada, além da falta de conhecimento.



À mim, não importa se Jó existiu e quem foi a testemunha que viu a reunião no céu, nem se Jonas foi engolido literalmente por um peixe, ou se Moisés narrou a própria morte. O que tem efeito em mim, não é a letra, mas a vida que ela produz.



Pra você ver o milagre que é viver em conecção com o mistério: Minha condição não me permite assimilar metáforas, insinuações, ironias, tenho tendência a entender literalmente. Se você me diz A, querendo dizer B e em meu coração tenho C, vou entender A,C ou AC e raramente conseguirei entender o B que a sua intenção propôs.



Porém, se leio um texto na Bíblia cheio de metáforas, ainda que eu não entenda na hora, meditando nele e com o auxílio do Espírito, consigo digerir a letra e depois de digerida e absorvida no meu "organismo", Deus passa a circular nas minhas veias. Entende isso? :)



O caminho Ele conhece e em mim, tem liberdade.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Intervenção Divina

Parece que é moda agora, dizer que Deus não pode intervir na história... claro, Ele é atemporal e isso torna impossível que realize uma ação com princípio, meio e fim...

Será que é muito complicado para o homem, agir como Maria aos pés do Senhor? Sentar diante dele e questionar tudo o que o coração mandar? Preferem ficar como Marta, andando de um lado para o outro, preocupados com o tempo e seus afazeres? Sim, o Senhor está logo alí, mas ocupado o bastante com quem prefere estar com ele.

Deus na minha vida, não é apenas um ser Soberano do qual ouvi falar. Ele é alguém que conversa comigo e se mostra com ações inquestionáveis. Sou uma pequena criança, que me deixo carregar, choro e durmo em seus braços. Quando erro, Ele me mostra no mesmo momento, me repreende com amor. Ele é bom e me inspira total confiança.

Num de nossos papos, Ele me explicou que toda a Sua obra foi consumada na fundação do mundo. Não, Ele não intervem a todo momento nas nossas vidas, mas toda a obra realizou na minha vida, no momento em que me planejou. Me dotou com a capacidade de escolher meus caminhos, porém sua onisciência lhe permitiu enxergar as escolhas que fiz, antes mesmo que eu tivesse nascido. Por isso, já na fundação do mundo, estava meu nome em seu livro.

A história está pronta. Cada um de nós, tomamos parte nela, dentro do tempo. O que Ele tinha que fazer, fez.

A visão de Deus, não está limitada ao nosso tempo, sua visão de todos os fatos é simultânea. No mesmo momento que corôa seus filhos, repreende Adão e amaldiçoa a Serpente. Já no Éden, promete a redenção, que em seus planos já estava consumada. A árvore da Vida, antídoto da árvore proibida, estava lá na criação. A Serpente, não pegou Deus desprevinido, colocando seus planos por água abaixo, mas foi criada com o fim de seduzir os homens, para que estes a resistam e O escolham por amor. Não sou literalista na leitura do Gênesis, mas entendo assim a mensagem daquela poesia.

Deus já sabe os que são seus, mas dentro do tempo, é necessário que sejam alcançados pela graça. E isso depende da decisão de cada homem, ser livre do próprio egoismo.

Ele não amenizou todas as dores, nem secou todas as lágrimas, nem consolou todas as frustrações... tudo isso é necessário para nosso crescimento. Mas há momentos, onde na fundação de tudo, Ele liberou do seu Poder, para que o conheçamos. Deus não quer que o tenhamos como um ser inacessível. Assim como foi com Jó, haverá o momento onde deixaremos de crer no Deus de que ouvimos falar e confiaremos no Deus contemplado pelos olhos.

Esta intervenção, já foi liberada na criação da vida de cada um, mas tomaremos parte nela, quando clamarmos com fé, dentro do tempo.

Nada tem a ver, com a idéia de que filhos de Deus não sofrem, não adoecem, não tem problemas e nem derrotas. Isso é heresia das grossas. Isto é negar as palavras de Cristo, que garantiu que teríamos aflições e passaríamos por toda sorte de provas.

Se por um lado, negam a onipotência de Deus, há também quem anda cobrando Dele, o que Ele não prometeu.
Há a onda dos atos proféticos, onde consagram cidades, países, comércios, regiões... "a partir de hoje, o mal não pode mais com este lugar"... lorota, né? Sabemos quem é o príncipe deste mundo e sabemos que Cristo não aceitou receber o seu reino, oferecido lá no deserto.

O reino de Deus não é deste mundo. Deus não reina em lugares, cidades. O reino de Deus não é um tempo e nem um lugar, mas um estado que alcançamos, quando o Espírito vem habitar em nós.

Assim como Deus não habita em templos feito por mãos humanas, não reina em cidades, mas em pessoas. A medida que cada homem recebe o Espírito Santo, o reino de Deus cresce no mundo. O reino de Deus, é dentro do homem Lc 17:21.

Também por isso, o que acontece no mundo, é da jurisdição do príncipe dele.
A rendenção consiste em se voltar para Deus e crer em Cristo.
Que cada homem cristão, possa conhecer e saber em quem tem crido!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Tsunami

Qual o ser vivo que está isento de morrer?

Para quem morre, há relevância estar só ou morrer num desastre coletivo ou numa catástrofe?

Quem estava preparado e quem não estava, seu destino eterno mudou?

Mas haviam muitas crianças...

O reino de Deus não é delas? Posso cobrar de Deus, o fato de ter tomado para si, os que já são Dele?

Por que não quero perder meu filho? É porque creio que a Terra é o melhor lugar para se estar e que não há consolo fora daqui, ou porque EU não suporto sequer me imaginar vivendo sem ele? Então, a raiz do meu sentimento é mesmo amor ou é egoismo?

Uma vez que creio que este mundo jaz no maligno e que o reino de Deus não é daqui e que minha esperança está no porvir, como posso questionar as ações de Deus, numa catástrofe natural?

A diferença entre ser atingida por uma bala perdida, sofrer um acidente, morrer naturalmente doente e estar no meio de uma tsunami, é apenas o impacto em quem fica. E se o objetivo de Deus era o impacto?

Quem tem condições de escolher o bem, sem ter noção do que é o mal?

Quem ansearia por consolo, se este lugar fosse perfeito?

Certamente que um acontecimento desses, chama a atenção do mundo e traz inquietudes internas. Uma hora estamos aqui e vinte minutos depois, podemos não estar mais.

Quando leio alguém dizer que Deus não pôde evitar aquilo, vejo a infantilidade espiritual de quem não se relaciona com Deus como filho, mas apenas tem uma idéia teórica Daquele que estudaram.

O que seria mais fácil: impedir uma tsunami ou segurar o Sol no seu devido lugar, para que a vida não se extinga na face da Terra?

Então, se Ele pode e não fez, é porque não ama... o fato de se entregar para nossa remição, já não é suficiênte pra que creiamos que Ele nos ama? Preciso cobrar mais amor?
Então se ama e pode, por que não quis evitar a catástrofe?

Tudo o que há de ser dentro da história, já foi determinado desde a fundação do mundo e nada há neste mundo, que pegue Deus de surpresa. O que eu não consigo entender, certamente é problema meu e não de Deus.

Uma coisa eu sei: é impossível para uma mente caída e temporal, entender um ser que é Eterno e Infinito.

Tudo o que temos é uma Bíblia, com o mínimo de revelações. Um homem não consegue definir o outro inerrantemente, quanto mais um curso de Teologia e mais alguns devaneios, serão capazes de nos remeter à um décimo do que Deus É.

Definí-lo como Onipotente, Transcedente, Onisciênte, etc. É o máximo que vamos conseguir com nossa sabedoria medíocre.

Dizer que Ele, uma vez que se esvaziou de Sua divindade, jamais voltou à Seu estado original, é maior loucura ainda, porque isso nos privaria de um relacionamento estreito com Ele e esta, é a ÚNICA forma de conhecê-lo. Nenhuma teoria, falará mais alto que a própria experiência. E para se ter experiências verdadeiras, o filho de Deus, precisa viver pela fé e na prática do amor.

Aqueles que não conseguem sequer enxergar o que são, jamais chegarão perto da verdade sobre Deus. Sem se desprender de sua carne, não discernirão as coisas espirituais.

Amor é a senha. Sem ele, viver 100 anos é desgraça maior que morrer numa tsunami.


Jeremias 29:13 "E buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração."
Mateus 11:27 " e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar."
Jeremias 9:24 "Mas o que se gloriar glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR"

sábado, 11 de julho de 2009

A fita métrica do amor

De Martha Medeios

Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Oásis

Depois de uma longa caminhada num deserto, em meio à tanto cansaço, fome e sede, nenhum pensamento substitui a ânsia pelo mergulho nas águas de um oásis. Bem nenhum tem valor alí.

Em meio à tantas miragens que se revelam falsas, que enchem os olhos e aguçam a sede, mas logo se dissolvem diante de meus olhos, deixando no lugar da sensação de alegria, a decepção.

Eis que finalmente as águas sonhadas surgem. Alí eu mergularia, beberia e me deliciaria. Alí eu me revigoraria, me supriria, descansaria... mas até quando?

Ninguém permanece no oásis. É preciso voltar a caminhar, é necessário sair do deserto e almejar campos floridos.

Felicidade é encontrar o oásis e por causa dele, dar continuidade à vida. Sem ele, a caminhada não tem sentido, a vida acaba, os sonhos morrem. Mas por causa da existência dele, a vida é perpetuada, a esperança continua viva e o caminhante segue revigorado.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Abismo

Eu tinha a ilusão de que o amor era o elo que unia os homens. Achava que era capaz de me doar, despretenciosamente, incondicionalmente pelo simples fato de ter sido amada primeiro, pelo meu Deus. Achava que aquele sentimento que nascia livremente em mim, me traria mais benefícios ao encaminhá-lo, do que ao que recebesse. Mas em mim, esse sentimento se converteu numa doença corrosiva, que dissolveu o que eu julgava ter de mais valioso. Hoje, o que chamei de amor, me causa dores insuportáveis, que me fazem amanhecer o dia chorando e dormir do mesmo jeito.

E no outro, refletiu como algo repugnante, como um mal contagioso, que afasta e cria resistência. O que tive como amor, nada mais foi que vontade de amar. Vontade egoista de receber em troca. Não... não sou capaz de sentir amor. Amor que dá sem pensar em receber, amor que simplesmente ama e se entrega. Não sei amar, não sou capaz de me doar sem esperar retorno. Existe abismo mais fundo que esse? Tem como descer mais que isso?

Sexo pra mim, sempre foi algo sagrado e sublime. Tão puro, que passei a vida inteira me dominando para não profaná-lo. Não existe momento na vida de um ser humano, onde a entrega seja mais completa. Onde literalmente, um corpo entra no outro e se tornam um. Pra mim, sexo é mais que corpo, é enlace de almas, é algo imenso. E eu não consigo desvincular o prazer, do sentimento, da troca de afeto. Porém, desejo alguém que não quer estar comigo. Existe abismo mais profundo? Ainda há como descer mais?

Sim, já estive aqui em outras ocasiões, mas naquele tempo, reivindiquei apoiada numa suposta condição de filha. Num suposto direito adquirido. Talvez essa ilusão tenha me beneficiado. Eu fazia parte do grupo que acha que é, que acha que pode, que acha que sabe. Mas hoje, pela primeira vez me vejo nua, sendo nua. Me vejo só, sendo só. Me vejo miserável, sendo miserável. Me vejo doente, sendo doente.

Tem como rastejar mais que isso? Cheguei no fundo do abismo? Ou ainda pode haver alguém mais miserável ainda, que use minha carcaça como degrau e assim minha vida ganhe algum propósito? O único anseio que consigo ter, é a cova como abrigo e a terra como consolo. Não há força em mim para reagir, nem esperança para encontrar sabor nas coisas. Não sou digna do espaço que ocupo. Não mereço a vida. Estou perdida. Descobri que esse é o inferno e que não há esperança... não há nada adiante.

Em que consiste a boa notícia?Cristo dizia aos fariseus, que se fossem cegos não teriam pecado, mas como viam, eram imputado o pecado à eles. Estou vendo... antes, era cega e achava que o mal não me tocava. Era feliz. Mas agora vejo que não há o que fazer.
Meu desejo é contra mim. Meu sentimento mais puro, é doença.
Não, não há como descer mais que isso.

domingo, 5 de abril de 2009

A respeito do que eu não sabia

Você sabia que foi apenas no ano 190 d.C. que a palavra grega ekklesia, que traduzimos como igreja, foi pela primeira vez utilizada para se referir a um lugar de reuniões dos cristãos? Sabia também que esse lugar de reuniões era uma casa, e não um templo, já que os templos cristãos surgiram apenas no século IV, após a conversão de Constantino? Você sabia que os cristãos não chamavam seus lugares de reuniões de templos até pelo menos o século V? Você sabia que o primeiro templo cristão começou a ser construído por Constantino, sob influência de sua mãe Helena, em 327 d.C., às custas de recursos públicos, e sua arquitetura seguia o modelo das basílicas, as sedes governamentais da Grécia e, posteriormente, de Roma, e dos templos pagãos da Síria? Você sabia que as basílicas cristãs foram construídas com uma plataforma elevada acima do nível da congregação e que no centro da plataforma figurava o altar, e à sua frente a cadeira do Bispo, que era chamada de cátedra? Você sabia que o termo ex cathedra significa “desde o trono”, numa alusão ao trono do juiz romano, e, por conseguinte, era o lugar mais privilegiado e honroso do templo? Você sabia que o Bispo pregava sentado, ex cathedra, numa posição em que o sol resplandecia em sua face enquanto ele falava à congregação, pois Constantino, mesmo após a sua conversão ao Cristianismo, jamais deixou de ser um adorador do deus sol? Você sabia que o atual modelo hierárquico do Cristianismo, que distingue clero e laicato, teve origem e ou foi profundamente afetado pela arquitetura original dos templos do período Constantino?

Você sabia que Jesus não fundou o Cristianismo, e que o que chamamos hoje de Cristianismo é uma construção religiosa humana, feita pelos seguidores de Jesus ao longo de mais de dois mil anos de história? Você sabia que o que chamamos hoje de Cristianismo está profundamente afetado por pelo menos três grandes eras: a era de Constantino, a era da Reforma Protestante e a era dos Avivamentos na Inglaterra e nos Estados Unidos? Você sabia que é praticamente impossível saber a distância que existe entre o que Jesus tinha em mente quando declarou que edificaria a sua ekklesia e o que temos hoje como Cristianismo Católico Romano, Protestante, Ortodoxo, Pentecostal, Neopentecostal e Pseudopentecostal?

Você sabia que os primeiros cristãos se preocuparam em relatar as intenções originais de Jesus com vistas a estender seu movimento até os confins da terra? Você sabia que este relato está registrado no Novo Testamento, mais precisamente nos Evangelhos e no livro de Atos dos Apóstolos? Você sabia que o terceiro evangelho, Evangelho Segundo Lucas, e o livro dos Atos deveriam formar no princípio uma só obra, que hoje chamaríamos de “História das origens cristãs”? Você sabia que os livros foram separados quando os cristãos desejaram possuir os quatro evangelhos num mesmo códice, e que isso aconteceu por volta de 150 d.C.? Você sabia que o título “Atos dos Apóstolos” surgiu nessa época, segundo costume da literatura helenística, que já possuía entre outros os “Atos de Anibal” e os “Atos de Alexandre”?

Nesse emaranhado de coisas que eu não sabia, três coisas eu sei. A primeira é que a crítica que o mundo secular faz ao Cristianismo institucional tem sérios fundamentos, ou como disse Tony Campolo: “Os inimigos estão parcialmente certos”. A segunda coisa que sei é que nesta Babel que vem se tornando o movimento evangélico brasileiro, está cada vez mais difícil identificar a essência do Evangelho de Jesus Cristo, nosso Senhor. A terceira coisa que sei é que vale a pena perguntar aos primeiros cristãos o que eles entenderam a respeito de Jesus, sua mensagem, sua proposta de vida e suas intenções originais. Vale a pena voltar à Bíblia. Não há outra fonte segura de informação e formação espiritual, senão a Bíblia Sagrada, especialmente o Novo Testamento.

Autor: Ed René Kivitz
Fonte: [ www.ibab.com.br ]
Extraido do blog bereanos

sábado, 14 de março de 2009

Ser pão

Dois momentos me sugeriram uma auto-análise ontem: O primeiro, onde eu achava que a vida me pertencia e portanto, as escolhas eram minhas. Eu não conhecia o dono dela, senão de ouvir falar e como as rédeas estavam em minhas mãos, avançava por caminhos tortuosos, inconsequentemente e sem peso na consciência.

Depois da conversão, caí no outro extremo: Meus olhos me viam como alguém inatingível pelas garras do mal. A santarrona inabalável. Porém, estava apoiada nas minhas próprias forças. Convicta, porém inexperiênte, não sabia até onde podia ir, mas estava acima do bem e do mal. Livre da linguagem do mundo, mas presa em meus devaneios.

Eu dizia pra Deus ontem... quantos tombos são necessários até que um homem se enxergue?
No primeiro estágio, fui massacrada por todos os lados, até reconhecer que era completamente necessitada de socorro. Eu era incapaz, era miserável e estava nua.

No segundo estágio, precisei levar uma bela de uma rasteira, para voltar à realidade e reconhecer que continuava sendo pó.

Eu não precisava daquela postura equivocada, daquele orgulho infeliz, da falta de humildade que resistia...

Ao longo da vida, a massa é sovada, cada vez que o vaso sai errado. Quanto mais deformidades, mais severidade no toque. Quanto mais resistência, mais açoites.
Meditava ainda à noite, quando reencontrei o texto "O pão que se esfarela", do antigo blog do Alysson Amorim.

Celestiano não se encontrou na política, nem na poesia.
Mas se encontrou quando se reconheceu "um nada". Vazio de tudo aquilo que foi um dia, mas repleto da sabedoria acumulada pelas experiências, se limitou à ser o pão que se esfarela e alimenta cães barulhentos, sujos e desavergonhados. Tão sujo e engordurado quanto eles. Nada mais, além do afeto nos olhos.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Cristianismo

"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro odiou à mim.
Se fosseis do mundo, o mundo amaria o que era seu. Mas como não sois do mundo,
antes, dele vos escolhi, é por isso que o mundo vos odeia." Jo 15:19

Verdade, amor, perdão, renúncia, abnegação, desprendimento, humildade, mansidão, bondade, domínio próprio, paciência, etc. São virtudes que causam repugnância na maioria das pessoas que não crêem, ou crêem de forma distorcida. A "doença" chamada cristianismo, é a única que mata o corpo e salva a alma.

domingo, 8 de março de 2009

Aborto e ex-comunhão.

Desde que este caso veio parar na mídia, temos discutido no webservos, sobre a decisão da ICAR de ex-comungar todas as pessoas envolvidas.
Esse assunto é sem dúvidas muito pesado. Envolve não apenas o aborto, mas a pedofilia, o estupro, a degradação da família, o despreparo da instituição pra lidar com vidas, um futuro comprometido da menina e dos familiares, etc.

Tanta coisa, que a gente toma pra si essa situação, se coloca no lugar das pessoas e muda conceitos.

Sempre fui defensora da vida e contra o aborto. Meu post mais movimentado, foi justamente sobre este tema. Mas diante deste caso específico, fico me questionando, o quanto a igreja é medieval e despreparada para lidar com o problema alheio.

Sim, pois permitir que esta gravidez percorresse seu curso, seria loucura, já que a menina às 15 semanas, sentia fortes dores já. Corria risco de vida, poderia na melhor das hipóteses, romper o útero, que é infantil e portanto não suportaria uma gravidez gemelar. Sabe o que é ter 33 kilos e nove anos de idade?

Pois é... impossível salvar as três vidas.

Sim, aqui entra o assunto fé. Mas podemos cobrar isso de uma família que está prestes à perder sua filha e tem nas mãos a chance de optar por salvá-la?

Sim, o aborto é repugnante! Mas diante de um caso de extrema delicadeza, fui favorável. Infelizmente.

Mais detalhes: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1031362-5598,00.html

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Felicidade

Uma vez li um texto de um amigo, que comparava a felicidade, com uma galinha d'angola.

Tenta agarrar uma e vai saber que é praticamente impossível!

É assim a felicidade segundo o mundo: alegria constante, um estado de satisfação plena, ausencia de problemas, vida satisfatória em todos os aspectos.

Como isto é utopia, pois sempre teremos aflições, a sensação é de que felicidade não existe, ou se existe alguém que tenha tudo isto, apresente aí.

Segundo a Bíblia, feliz (bem aventurado) é o que é perseguido, o humilde, os que choram diante de Deus, os mansos, os que tem fome de justiça, os misericordiosos, os pacificadores, os puros de coração, os perseguidos.

E felizes por que? Por causa da fé em Deus! Por causa da confiança de que quem fez as promessas, é fiel para cumprí-las!

Esta é a razão da nossa felicidade! Crer em Deus!

Segundo a Bíblia, nós somos felizes, por causa das promessas confiáveis de Cristo, não importa as circunstâncias que vivemos.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Dom desperdiçado

Tenho sonhado muitas vezes que estou amamentando.

Às vezes amamento uma criança, outras vezes várias. E acordo sempre intrigada, pois meu primeiro pensamento, é que os sonhos nada mais são do que desejos ocultos, que vem à tona enquanto dormimos, ou descargas noturnas do inconsciênte, uma espécie de faxina.
O problema, é que não desejo ter mais filhos, então, o que justificaria tantos sonhos consecutivos, sempre com cenas parecidas? Leite materno é o alimento mais rico e necessário aos que estão nascendo...
Ontem, não sonhei que amamentava, mas no sonho, meus seios estavam cheios e vazando leite.
Então peguei um balde e comecei a retirar aquele leite. O balde ficou pela metade e meus seios machucados.
Acordei com uma sensação horrível. Como se tivesse desperdiçando um dom, deixando de fazer algo por alguém. Como se estivesse em minhas mãos, o dom de alimentar o próximo e eu não tenho feito isso como deveria. Talvez esteja canalizando mal o dom de amar.
Folheando a Bíblia, buscando de Deus uma resposta, encontrei dois textos que associam o amor de Deus, com o cuidado materno:

"Todavia, eu ensinei a andar Efraim, tomando-o pelo braço; mas não conheceram que eu cuidava deles.
Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor; fui para eles como os que tiram o jugo de suas queixadas, e lhes dei mantimento." Os 11: 3 e 4

"Jerusalém, jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados, quantas vezes eu quis ajuntar teus filhos, como a galinha ajunta seus pintinhos debaixo das asas e tu não o quiseste?" Mt 23:37

O amor de Deus é incondicional como o amor das mães.
Que Ele me ensine à amar assim!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Paulão

Não podia deixar de registrar aqui: Paulão está curado!
Louvado seja o Nome do Senhor Jesus!
Pra quem não conhece a história dele, visite o blog

http://paulovinha.blogspot.com/

Sem fé, a vida fica muito pequena!


Caio Fábio



Quem não crê em espírito, em eternidade consciente, em poderes invisíveis, no diabo, em anjos, em cuidados sutis e invisíveis, em milagres, em Principados e Potestades espirituais, em fantasmas-projeções do ódio em vida; em profecias bíblicas, e em todas as promessas não racionais da fé ou não factíveis dela — é como um ser “moderno” que diz que o homem nunca foi a Lua, que física quântica não existe, e que buracos negros são uma invenção de Físicos em laboratório.

Para este sobra o obvio!

O obvio, porém, é quase nada, posto que as grandes realidades da existência sejam invisíveis aos olhos!

Sinto muita compaixão dos cristãos que somente crêem no que não é preciso ter fé para crer!

Quem não discerne o mundo invisível jamais viverá com largueza e liberdade no mundo visível.

É isto que a Palavra ensina, e quem desejar viver de outro modo, terá tudo, menos a vida conforme a Promessa e o Entendimento segundo o Evangelho.

Então, não vendo o invisível, nada mais verá, pois, até o obvio se explica em essência naquilo que os olhos não alcançam.

Repetindo pela milionésima vez:

“Sem fé é impossível agradar a Deus!”

Você duvida?

Viva sem fé e veja se você agradará a Deus!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

A Verdade vos libertará...

Não é difícil chegar à conclusão, de que não há liberdade nessa vida.

Entre a escravidão do pecado e a escravidão do fanatismo, há ainda a escravidão do egocentrismo, da auto-suficiência, das inúmeras ideologias, etc.

Cada homem se escraviza à sua própria verdade e defende seu algoz, como se ele fosse um bom senhor.

Até nossa maneira de perceber o Evangelho é equivocada muitas vezes.
Dia desses, um forista se justificava por ter tentado afogar um gay na privada de um shopping aqui em BH, dizendo que Jesus foi agressivo em alguns momentos... Isso ocorre nas igrejas!
E acredite, minha correção política, foi mais atacada que a atitude dele...

Ousei dizer que o sangue de Jesus, foi derramado também por aquele.

A impressão que tenho, é que é tão difícil nos libertar de nossas "verdades", que convertemos a imagem da Verdade, conforme nossas imundícies. Assim, temos a ilusão de sermos livres.

Saberemos o quanto somos desprezíveis, quando enfim vier a "verdadeira" Verdade.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Esperança para Marcelinho

Um de meus alunos da escola bíblica, de 8 anos, entrou na classe perguntando: Hoje só veio a gente? Que bom, a aula vai ser tranquila...
Eu disse então: É mesmo, vamos ficar mais a vontade hoje!
Falávamos sobre os 10 mandamentos, enquanto coloríamos um livrinho com figuras do cotidiano, que lembravam cada mandamento.
Derrepente, Marcelinho começou a desabafar: Meu pai brigava demais com minha mãe. Acredita que ele jogou uma cadeira dessas pesadonas em cima dela e até quebrou o braço da minha mãe?
Uma outra aluna interrompeu: Seu pai é nervoso, hein! Ele está numa jaula?
Marcelinho deu um sorrisinho e respondeu: Tá pensando que meu pai é um leão? Ele está numa cela! Vai ficar lá cinco anos e seis meses...
Numa idade em que os meninos vêem um herói no pai, fazem dele referência, exemplo a ser seguido, coube à mim a missão de proteger a esperança de Marcelinho.
Ele continuava: Meu pai deu um tiro na cabeça de um homem... mas ele não está lá por causa de tiro não! Ele tá preso só porque fumou maconha...
Então, o fiz entender que seu pai agiu mal, mas nem por isso ele deveria deixar de amá-lo. Pois Deus tem poder para fazê-lo agir diferente.
Eu disse que iríamos continuar orando juntos e também que falaríamos de Jesus para o pai dele. Quem sabe, se ele desejar muito e se comportar bem, pode até voltar pra casa antes...
O menino brincava aliviado e meu coração chorava.

domingo, 9 de novembro de 2008

Envelhecer é ruim?

Terça é meu aniversário e eu acabo fazendo um balanço nessas datas. O que fiz, o que pretendo fazer, o que quero, no que preciso mudar...
O melhor nessas datas é minha casa cheia, pois disso não abro mão. Amigos sempre me trazem seu carinho todos os anos. E sempre os recebo com quitutes pra lá de deliciosos! hehe
Mas não deixo de pensar no lado esquisito da coisa... Pai, 37 anos!!!! Tudo bem que nem aparento... rsrsrsr mas me assusta envelhecer...

...

Difícil tarefa é encarar o espelho...
quem fugirá do inevitável?
Constatar que o rosto perdeu o viço
e os cabelos perderam a cor;
Tintas, plásticas, cremes;
Nada devolve a juventude...
Mas se negar a envelhecer,
é desejar o lugar do outro, o que nasce.
É negar a esperança, o recomeço, o novo...
Por que envelhecer significa perder o lugar?
Não é a noção de nossas limitações
que nos impulsiona à andar pra frente?
Saber que logo morreremos,não alimenta a pressa de saber?
Ler, buscar, viver intensamente, aprender,
tudo isso não é consequência dessa consciência?
Se é o que há de mais natural,
por que rejeitamos a velhice, a doença e a morte?
Não é compensação suficiente,
ser eternos diante de Deus?

sábado, 1 de novembro de 2008

É preciso dizer

"Demonstrar o amor é uma forma de deixar a vida transbordar dentro do próprio coração.
A maioria das pessoas estabelece datas especiais para manifestar o seu amor pelo outro : é o dia do aniversário, o natal, o aniversário de casamento, o dia dos namorados.
Para elas, expressar amor é como usar talheres de prata : é bonito, sofisticado, mas somente em ocasiões muito especiais.
E alguns não dizem nunca o que sentem ao outro.
Acreditam que o outro sabe que é amado e pronto.
Não é preciso dizer.
Conta um médico que uma cliente sua, esposa de um homem avesso a externar os seus sentimentos, foi acometida de uma supuração de apêndice e foi levada às pressas para o hospital.
Operada de emergência, necessitou receber várias transfusões de sangue sem nenhum resultado satisfatório para o restabelecimento de sua saúde.
O médico, um tanto preocupado, a fim de sugestiona-la, lhe disse : pensei que a senhora quisesse ficar curada o mais rápido possível para voltar para o seu lar e o seu marido.
Ela respondeu, sem nenhum entusiasmo :
-- O meu marido não precisa de mim. Aliás, ele não necessita de ninguém. Sempre diz isto.
Naquela noite, o médico falou para o esposo que a sua mulher não queria ficar curada.
Que ela estava sofrendo de profunda carência afetiva que estava comprometendo a sua cura.
A resposta do marido foi curta, mas precisa :
-- Ela tem de ficar boa.
Finalmente, como último recurso para a obtenção do restabelecimento da paciente, o médico optou por realizar uma transfusão de sangue direta.
O doador foi o próprio marido, pois ele possuía o tipo de sangue adequado para ela.
Deitado ao lado dela, enquanto o sangue fluía dele para as veias da sua esposa, aconteceu algo imprevisível.
O marido, traduzindo na voz uma verdadeira afeição, disse para a esposa :
-- Querida, eu vou fazer você ficar boa.
-- Por que ? Perguntou ela, sem nem mesmo abrir os olhos.
-- Porque você representa muito para mim. Você é a minha vida !
Houve uma pausa.
O pulso dela bateu mais depressa.
Seus olhos se abriram e ela voltou lentamente a cabeça para ele.
-- Você nunca me disse isso.
-- Estou dizendo agora.
Mais tarde, com surpresa, o marido ouviu a opinião do médico sobre a causa principal da cura da sua esposa.
Não foi a transfusão em si mesma, mas o que acompanhou a doação do sangue que fez com que ela se restabelecesse.
As palavras de carinho fizeram a diferença entre a morte e a vida. É importante saber dizer : amo você!
O gesto carinhoso, a palavra gentil autêntica, a demonstração afetiva num abraço, numa delicada carícia funcionam como estímulos para o estreitamento dos laços indestrutíveis do amor. É urgente que, no relacionamento humano, se quebre a cortina do silêncio entre as criaturas e se fale a respeito dos sentimentos mútuos, sem vergonha e sem medo.
A pessoa cuja presença é uma declaração de amor consegue criar um ambiente especial para si e para os que privam da sua convivência.
Quem diz ao outro : eu amo você, expressa a sua própria capacidade de amar, mas também, afirmando que o outro é amado, se faz amar e cria amor ao seu redor.
Não basta amar o outro.
É preciso que ele saiba que é amado ! "

Autor desconhecido

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Papel ao vento


Uma lágrima cai

depois do bocejo...

Os olhos vagueiam tediosos...

olham e não acham,

mas também não sabem

o que procuram

Papel ao vento

destino incerto

Ele chega, me olha e não enxerga

seu coração também é míope

troquei o tédio pela frustração

domingo, 12 de outubro de 2008

Lavando os pés


Estamos limpos, assim disse Cristo.


Mas não somos nós que o traímos com nossas concupiscências, o negamos quando não nos convém assumí-lo e o abandonamos, quando ele diz que são poucos os trabalhadores?


“Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado” disse ele.


Todo o que caminha, carrega nos pés, o pó da jornada e cabe à nós, lavar os pés uns dos outros.


Nisto está minha justiça: Sigo limpa, apesar de ainda sujar os pés e não há homem que não os suje na caminhada.


O serviço mútuo é o maior sinal de humildade, não o ritual com água e toalha.


Assim, o significado do lava pés é imenso dentro do universo da graça, no qual todos estão limpos a não ser os pés. Deste modo olho para meu irmão como alguém que está limpo e caso seus pés estejam sujos eu não julgarei o corpo por isso, antes lavarei-lhe os pés.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Mazelas


To sentindo algo que não quero definir.
Não acho que o que eu sinto deva ter um nome;
Nem preciso definí-lo como algo que já exista.
Até porque não sei se quero o que os outros querem, quando sentem algo parecido.
Não me vejo fazendo promessas, tampouco cobrando outras,
só uma sede incontrolável, uma fome insaciável, um vazio que outra coisa não preenche... desejo de trocar, só isso.
Só queria viver um dia de cada vez... hoje, amanhã, depois... cada dia com sua ocupação, sem preocupação. Não tenho o direito de querer mais.
Li uma frase agora que dizia: "Duas coisas indicam fraqueza: calar-se quando é preciso falar, e falar quando é preciso calar-se."
Acho que não há forte nessa história! :(
Forte, só minha dor.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Metamorfoseando



Não quero me encaixar em padrões, esses malditos grilhões; Nem seguir cegamente tradições ou qualquer definição pré estabelecida.




Também não sinto necessidade de transgredir todas as normas, leis e estatutos. Não preciso desta auto afirmação. Não busco reconhecimento, nem estima alheia.




Quero apenas a liberdade de ser o que quiser, na hora em que decidir e mudar quantas vezes julgar necessário, sem ter que carregar na testa o rótulo de insana.




A voz que me molda, vem de dentro.




Para mim, o ser não é humano.




quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Tal como sou


Gosto de verdades nuas

gosto de palavras cruas

Máscaras são bonitas

mas nenhuma cabe em meu rosto...

Gostem ou não do que eu digo,

quem quiser andar comigo

vai me ver tal como sou

e vai provar do meu gosto:

às vezes mel e doçura,

às vezes fel e amargura,

fria ou quente, morna nunca.

Não perdi tempo

nada foi tarde ou cedo

tudo foi necessário

para no meu crescimento diário

aprender à lidar com o medo.

Errar, errei mais que tudo

mas não mudaria o enredo.


Sou a soma dos "sins" e "nãos"

nem as dores foram em vão

houve tempo de rir,

tempo de chorar

tempo de vencer e ser vencida

tempo de unir, tempo de se ausentar

não há atalhos para a vida!

sábado, 6 de setembro de 2008

21 anos de saudades, para meu pai

Tanto tempo se passou e a saudade me venceu
enraizou-se e cresceu dentro do coração
e alí, eternizou tua lição.
Ah, se o tempo voltasse...
te beijaria muito mais;
Demoraria em ser criança
para caber nos teus joelhos;
Contemplaria cada traço,
acariciando seus cabelos;
Ouviria e plantaria no peito
cada um dos teus conselhos;
Ah, se de novo adolescesse!
Não te sonegaria a atenção...
Nunca esqueci tua voz
nem as risadas, que pra nós,
brotavam até sem razão...
O que me leva é a esperança
que guardei no coração:
Um dia estaremos no céu
e a cena, já posso ver:
alí não haverá pressa
pra terminar as conversas
que hei de ter com você...
Haverá uma eternidade,
para esquecer a saudade
e passear segurando sua mão;
Debaixo de uma árvore
engrandecer nosso Deus
duetando uma canção...
Te olhando tão lindo,
louvando e sorrindo
dedilhando o violão!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Ágape

O amor eros e philos são meramente humanos, porém o Amor ágape, é o Amor com que nosso Deus amou o mundo.

Mesmo perdidos nas nossas concupiscências e pecados, Ele nos amou incondicionalmente e nos ensina através de suas palavras e atitudes, que é possível ao homem, amar desta forma.

O fruto que o Espírito produz é este, não o philos, que é o amor com que amamos nossos amigos e familiares, nem o eros, que é o amor entre homem e mulher.

Mas o ágape, que é o Amor incondicional, aquele que não busca retorno, aquele que não requer recompensa, aquele que apenas os filhos nascidos do Espírito, são capaz de sentir, porque provém do Senhor.

É este que nos estimula à servir ao próximo, ser útil na obra e colocar Cristo no centro de nossas vidas.
É este que nos permite perdoar setenta vezes sete, mostrar a outra face para ser esbofeteada, assim como Cristo sofreu toda a espécie de tortura, permanecendo firme no seu propósito.

Qual o proveito de amar nossos próprios amigos? Há algo extraordinário em amar aqueles que demonstram amor por nós? Os que convivem conosco ou à pessoa pela qual sentimos desejo físico?
O ágape, nos permite amar nossos inimigos, aqueles que nos perseguem e injuriam. Que recompensa há, em amar apenas os que nos amam? Qualquer perdido age assim.

Para sermos perfeitos, como perfeito é nosso Pai, temos que receber Dele essa capacidade.

1 Co 13 explica detalhadamente o Amor, de que Cristo estava falando: O Amor que se submete ao sofrimento, que não busca os próprios interesses, que busca a justiça, que suporta as falsas acusações, que crê e que sabe esperar... este é o amor que não falha. É o Amor que o Senhor recompensa.

Amor incondicional, é aquele que não depende de reciprocidade para existir. É aquele que de tão grande, ninguém consegue definir. O próprio Deus é Amor. Puro Amor ágape e somente os que são Dele, possuem como herança esta capacidade.

Quem não é nascido de novo, não consegue identificar o Amor ágape. Foi por isso que condenaram o próprio Deus encarnado à morte, foi por isso que os próprios cristãos se omitiram e Pedro negou a Cristo. Visaram seus próprios interesses, porque o Espírito Santo ainda não havia descido sobre eles, portanto, não reconheciam nem produziam este tipo de Amor.

Infelizmente a maioria dos que se dizem cristãos, não tem a mínima noção do que Paulo está falando, em 1 Coríntios 13.

Amém


Hoje, meu despertador foi minha própria voz, dizendo um sonoro Amém!

Ainda sonolenta, percebia sumir aos poucos, a doce voz que sussurrou no meu ouvido;

"Se você perseverar, me buscar e quiser dar frutos,

te abençoarei com cor, sabor e perfume!"

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O amor maior

Hoje, o relato da criação falou comigo como nunca.
Já o li trocentas vezes, porque dou aula pra crianças há alguns anos e sempre tenho que falar da criação.
Mas hoje, estava observando, o amor de Deus, enquanto fazia com que o homem reconhecesse seu erro.
Primeiro Adão. Alguém consegue se esconder da onipresença de Deus? Porém Ele pergunta: Onde estás? Pergunta, para que o homem caia em si e confesse seu erro, mas o homem, se justifica.
Quando Deus vai direto ao assunto, Adão põe a culpa em Eva e Eva na serpente... ninguém se arrependeu!
Mesmo assim, Deus tem um gesto de amor, quando faz para eles roupas de pele...
No caso de Caim, aconteceu a mesma coisa.
Deus o perguntou por seu irmão, para que ele confessasse, mas ele se esquivou, como Adão, ao invés de se arrepender.
Mesmo assim, por misericórdia, Deus o protegeu com um sinal, para que ninguém o matasse.
Lembrei das mães que visitam filhos presos.
Repararam a humilhação que elas passam, mas fazem por amor aos filhos?
Independentemente do que o filho seja, os pais não desistem deles.
E ainda que desistam, o Pai jamais desiste!
Depois lembrei que há um ano, aqui em Belo Horizonte, uma mulher tentou abortar aos 6 meses de gestação. A criança resistiu. Após várias doenças curadas, depois de dois meses de encubadora, recebeu alta e a mãe a levou...
Na Lagoa da Pampulha, apesar de bonita, quem passa perto tem que tampar o nariz, pois parece um esgoto à céu aberto.
E a "mãe", que premeditou o crime, colocou o bebê num saco de lixo e lançou na água poluída.
A madeira que ela amarrou no saco, para que ele afundasse mais depressa, funcionou como bóia e o saco veio pra perto da margem, onde um vigilante assustou-se com o chorinho da bebezinha, que estava na água fria e conseguiu trazê-la e salvá-la.
Alguém tem dúvida que essa menina vai ser uma bênção?
Deus ama seus filhos e os ampara, mesmo quando ninguém os quer.
No caso do pecado, Ele deu chance de arrependimento, mas o homem quando peca, nega, se esconde, sente culpa e vergonha, mas só confessa quando não tem pra onde escapar e nem sempre se arrepende.
Será que se houvesse arrependimento, a árvore da vida seria o antídoto pra consequência do pecado?

sábado, 26 de julho de 2008

Quando se reconhece um irmão

Digo te amo, sem esperar eco.

Me basta ler-te para receber

gotas da tua alma, que dão sabor

ao que consigo ser.

Em um momento qualquer,

nossas linhas deram nó,

meu sangue ganhou um irmão.

DNA distinto do meu,

embora o Pai seja um só.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Quem pode definir Deus?






















domingo, 20 de julho de 2008

Diga quem é teu pai, te digo quem és.


Congregam-se alí, vários filhos, que testemunham sobre seus pais.

Alguém, com olhar arrogante, chega-se com pose de eleito, dizendo que seu pai é tão soberano, que decide até onde ele vai errar. Escolhe suas palavras, seus atos, seus desejos, como se ele fosse um robô programado. É tão amoroso e misericordioso, que não pensa duas vezes, antes de castigar quem contraria a família, pode parecer cruel, talvez parcial, mas acreditem, é amor.

Pergunto então: Se você erra, quem tem culpa? Ele diz: Eu!
Sério? Chama isso de soberania? Seu pai não é mais que um tirano, um ser cruel e orgulhoso. E você, por que se esconde atrás desse espírito covarde?

Alguém, concorda comigo. Vem com pose irreverente. Se diz dono de sua liberdade, pois seu pai pagou sua fiança... hoje decido o que faço, onde vou, o que quero, mesmo que meu pai diga não, mesmo que as escolhas dele sejam diferentes, eu já sei o que é melhor pra mim. E se ele mesmo pagou a fiança, é porque bem sabe que posso fazer minhas escolhas.

Eu digo então... seu pai deve ser mesmo um trouxa! Onde está sua autoridade? É você quem determina seus passos e ele paga sua fiança?
Onde está sua gratidão? Onde está o esforço para mudar de vida? Você não ama seu pai, ama seu próprio umbigo.
Seguramente, seu pai é um panaca, gerou filhos indisciplinados, sem noção de amor e justiça!

Os dois vieram à mim, perguntando sobre meu pai:

Meu coração se encheu de prazer, meu amor e gratidão são tão intensos, que preciso respirar fundo para descrevê-lo.

Meu pai é maravilhoso! Ele é bom, ele é justo, ele é grande e forte!
Me ensinou tantas coisas, que hoje sei que fazem toda a diferença! Eu errei e ele me abraçou, eu chorei e ele secou meus olhos, errei de novo e ele me mostrou, que minhas feridas só poderiam ser curadas, se eu evitasse aqueles caminhos.

Com muita paciência, ele me orientou, me recompensou, quando acertei. Me chamou a atenção, quando escolhi voltar atrás. Ele me fez colher o que eu plantei, para que eu pudesse escolher melhor minhas sementes.

Sei o quanto meu pai é justo e sei o quão grande é seu amor. Venho à ele e ele me ouve, me responde com sabedoria inigualável. Confio na sua verdade e justiça, sei que julga com imparcialidades. Entre meus irmãos, não há acepção.

Nosso pai tem prazer em nós, nós o amamos com gratidão e obediência.

Todos se calaram...

domingo, 13 de julho de 2008

Fiel


Obrigada, obrigada, obrigada!
Eu sei de onde vem meu socorro,
agora, ele também sabe!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

O desafio que tenho recebido


Não me bastam minhas dores?
Pedi para tornar-me cega,
Pedi para tornar-me surda,
mas o Senhor não me atendeu...
Presciência pra que, se continuo impotente?
O Senhor disse: acorda e ora, eu orei.
O Senhor disse: vai lá e fala, eu falei.
Quantas vezes ainda, terei que alternar
os lados da minha face?
Quantos perdões ainda terei que liberar?
Não me bastava saber que ele despencaria?
O vi subir, elevar-se e perder-se no próprio orgulho.
O vi negar-te, apontar-me e enganar-se.
Precisava eu ter visto o tombo?
Precisava testemunhar tua confirmação?
A vergonha dele, foi revelada no meio dos teus.
Se não pude impedir, por que me contastes?
Ele está nú e já não sustenta as máscaras.
Ele está só e ainda rejeita meu amor...
Nunca poderia vangloriar-me,
porque serei sempre pó!
Nada que eu tente, surte efeito algum
porque ele não quer me ouvir.
Se a dor que eu sinto agora,
servisse para aliviar a dele,
eu regozijaria e passaria por este corredor
sombrio, ainda iria louvando...
Se as lágrimas que embaçam meus olhos,
servissem para regar sua fé,
eu não cessaria mais de chorar.
Se fosse possível dividir com ele,
o que de Ti recebi...
repartiria, Pai, sem titubiar!
Se eu pudesse atrair para mim,
a sombra que sufoca aquele coração,
chamaria aquela dor, atrairia o vazio,
porque sei de onde vem meu socorro!
Mas ele não sabe... não sabe!
Derrete o gelo, Senhor!
Devolve-lhe o coração de carne.
Mostra-te à ele,
para que volte à viver!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Homenagem à um grande amor!

Minha eterna avozinha!
Ah, que saudade!


Mais perto quero estar,
Meu Deus de ti,
Inda que seja a dor
Que me una a ti.
Sempre hei de suplicar,
Mais perto quero estar,
Mais perto quero estar,
Meu Deus de ti.

Andando triste aqui,
Na solidão,
Paz e descanso a mim,
Teus braços dão.


Sempre hei de suplicar,
Mais perto quero estar,
Mais perto quero estar,
Meu Deus de ti.
Minh'alma cantará A Ti Senhor,
Cheia de gratidão,
Por teu Amor.

Sempre hei de suplicar,
Mais perto quero estar,
Mais perto quero estar,
Meu Deus de ti.
E quando , Jesus, enfim,
Me vier chamar,
Com Serafins nos céus,
Irei morar.
Sempre hei de suplicar,
Mais perto quero estar,
Mais perto quero estar,
Meu Deus de ti.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

O amor se esfriará da maioria...

Sempre soube que tem pessoas, que não conseguem demonstrar amor.
Nunca atinei para o fato, de que tem aqueles que não sabem nem receber.
Que triste!

sábado, 7 de junho de 2008

Exemplo de sucesso na vida!

Vale a pena, conhecer essa história! :)


Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Como na história de Jonas


Escolheu o Senhor, me chamar entre os servos, para pregar o arrependimento à Nínive. Cidade grandiosa, cuja maldade subiu até Deus. Mas fugi do Seu propósito, desejando ir para Tarsis.

Embarquei na vontade da minha própria carne, quando confundi o amor fraternal, com uma paixão descabida, uma ilusão infundada e quando esqueci o verdadeiro motivo, pelo qual fui designada. Ainda não tinha pisado em Tarsis, mas sofri as consequências da desobediência.

Tudo parecia normal. Já havia falado aos marinheiros, coisas que pesavam no meu coração. Desci ao porão e alí, dormi profundamente. Me interiorizei, à ponto de enxergar apenas o que eu sentia.

O Senhor enviou um grande vento, interferindo na minha vontade, mudando o rumo da minha viagem. Ainda assim, alheia à tudo, continuava dormindo meu sono de ilusão, de idealizações falsas. Em meio à tempestade que ameaçava aos marinheiros, houve um rebuliço; ninguém desejava morrer.
Começaram a questionar, se a culpa não seria minha...

Veio à mim, o Capitão, trazendo palavras fortes. Ele indagava-me: Vai continuar dormindo? Quem é o teu Deus? O que fizeste?

O Capitão me encorajava à buscar a Deus e clamar pela Sua piedade. Então, confessei minha culpa e num consenso, os marinheiros decidiram me lançar ao mar.

Sozinha, no meio do mar enfurecido, envolvida pelas águas agitadas, cercada pela correnteza, meu coração se quebrantou, desejei estar em Nínive... O grande peixe me engoliu e levou para o abismo, onde senti que iria morrer.

Alí, clamei ao Senhor, que passou a falar comigo, à mostrar a gravidade do meu erro. Tudo o que antes era mistério, foi-me revelado. Pedi uma nova chance e Ele me concedeu. Ordenou ao grande peixe, que vomitasse em terra firme e segui para Nínive.

Era uma cidade preciosa, a qual o Senhor amava e tinha misericórdia, apesar de sua maldade e de seus pecados de morte. Estavam ligadas à ela, milhares de vidas, importantes para o Senhor e também muitos rebanhos.

Então, percorri as terras de Nínive, pregando a mensagem que o Senhor me deu: "Daqui à determinado tempo, Nínive será destruída".

Porém, Nínive creu nesta palavra e voltou para Deus, arrependida do seu mau caminho. O rei de Nínive, proclamou um jejum e vestiu-se de pano de saco.

Então o Senhor abandonou Sua ira, desistiu de destruir a cidade e a abençoôu grandemente!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Seria uma poesia se não fosse uma sentença

Encontrei esta sentença, numa comunidade de direito alternativo.

Libertação de Edna, a que ia ser Mãe
por João Batista Herkenhoff
Eis, pois, o despacho:"A acusada é multiplicadamente marginalizada: por ser mulher, numa sociedade machista; por ser pobre, cujo latifúndio são os sete palmos de terra dos versos imortais do poeta; por ser prostituta, desconsiderada pelos homens mas amada por um Nazareno que certa vez passou por este mundo; por não ter saúde; por estar grávida, santificada pelo feto que tem dentro de si, mulher diante da qual este Juiz deveria se ajoelhar, numa homenagem à maternidade, porém que, na nossa estrutura social, em vez de estar recebendo cuidados pré-natais, espera pelo filho na cadeia. É uma dupla liberdade a que concedo neste despacho: liberdade para Edna e liberdade para o filho de Edna que, se do ventre da mãe puder ouvir o som da palavra humana, sinta o calor e o amor da palavra que lhe dirijo, para que venha a este mundo tão injusto com forças para lutar, sofrer e sobreviver. Quando tanta gente foge da maternidade; quando milhares de brasileiras, mesmo jovens e sem discernimento, são esterilizadas; quando se deve afirmar ao Mundo que os seres têm direito à vida, que é preciso distribuir melhor os bens da Terra e não reduzir os comensais; quando, por motivo de conforto ou até mesmo por motivos fúteis, mulheres se privam de gerar, Edna engrandece hoje este Fórum, com o feto que traz dentro de si. Este Juiz renegaria todo o seu credo, rasgaria todos os seus princípios, trairia a memória de sua Mãe, se permitisse sair Edna deste Fórum sob prisão. Saia livre, saia abençoada por Deus, saia com seu filho, traga seu filho à luz, que cada choro de uma criança que nasce é a esperança de um mundo novo, mais fraterno, mais puro, algum dia cristão.Expeça-se incontinenti o alvará de soltura".

sábado, 10 de maio de 2008

Rafael


A dor física, não era pouca,

Mas a alma, doía mais...

Diante de mim, meu pequenino,

vitorioso, cumpriu o destino

e voltou para os braços de Deus Pai!


Quizera eu, também ir contigo,

para que hoje, não vivesse ao léo!

Meu peito pulsa, dizendo teu nome_Rafael...

Nos meus sonhos, ainda te vejo,

ali, eu pude te dar um beijo;

_Vai, filhinho...me espera no céu!


Não me cabe, entender os desígnios,

Daquele que sabe de tudo e de todos...

Um dia, estaremos no mesmo espaço...

Quem sabe, ali o nosso Deus permita,

que na morte, eu encontre a vida,

e te tenha, enfim, nos meus braços!!!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Minha Mãe


Pensei em homenagear minha mãe, uma pessoa que é meu maior exemplo de força e sabedoria. Foi excelente como filha, como mãe e como mulher. Em cada fase de sua vida, foi vencedora. Foi e continua sendo. Hoje, a vida é mais tranquila, os filhos são adultos e os netos a cercam cheios de amor. Eu não encontraria palavras que traduzissem, tudo o que ela representa pra mim... jamais!

Só sei amar... suspirar de orgulho... agradecer à Deus!

Quem é essa mulher maravilha? Deixarei que a própria se defina:


Segundo Zenilda mais especificamente: Quem sou eu? Eu penso que sou alguém, igual a todos e diferente de todos. Eu penso que penso também, que manipulo, convenço, argumento, tento persuadir (mas não sou boa com emoções, só com a razão!). Mas que também sou manipulada, persuadida, seduzida...Gosto de definir coisas, qualquer coisa, acho que deu pra perceber né? Adoro definir na verdade! Acho que isso vem a confirmar o conhecimento que temos sobre aquilo que venhamos a definir, sei também que para todas as coisas deve haver várias definições, e isso depende do ângulo que se tenha. Aqui por exemplo, eu estou me definindo sobre um determinado ângulo apenas, sobre coisas que penso e que são fundamentais para a minha formação como pessoa que sou, falo do que me compõe, do que penso, do que gosto. Pode ser besteira ou não, entendível ou não, lógico ou não.Retomando a minha definição sobre mim... eu gosto de ler, escrever, pensar, e pensar muito, sobre muitas coisas da minha vida, e das pessoas que integram o meu universo. Eu gosto de ameixa fresca. Eu gosto muito da minha cama, mesmo que não seja pra dormir. Gosto de ouvir música, em todos os momentos, prestando ou não atenção na letra, tem músicas que me animam e tem outras que me desanimam, é incrível o poder da música! Quando gosto de um texto eu gosto de ler e reler por várias vezes, gosto de anotar na agenda, tudo, se eu pudesse, eu tinha uma agenda do tamanho do mundo! Pra por todas as fotos, todas as músicas que gosto, todos os textos que li e que marcaram minha vida, tudo o que escrevi sobre todas as coisas, tudo que vivi, todas as pessoas que conheci e que não lembro mais, e também todas as pessoas que amo, as que não amo entrariam também numa seção lá atrás! E também eu anotaria todas as coisas que pensei, que quis fazer e não fiz, e as que não quis fazer e fiz. Os lugares onde quero ir também estariam lá... enfim, já deu pra notar o quanto eu gosto de anotar né? Definir quem sou eu, também não me compete completamente, porque tem aquela “eu” que eu sou e que nem mesma eu sei quem é, que só os outros enxergam em mim, tem também aquela que me aparece de vez em quando e depois logo vai embora, mas da “eu” que está no meu domínio é que falo um pouco agora através desse aspecto abordado nessas breves palavras.Alguém que pensa, logo existe pra este mundo onde ganha quem fala mais alto... Alguém que sente a necessidade de expressar sua opinião sobre várias coisas... Alguém que gostaria de compartilhar algumas coisas com pessoas que pensam também!


Feliz dia das Mães!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Egoísmo urbano

Hoje, ao chegar no ponto de ônibus, uma moça, portadora de deficiência visual, me pediu ajuda para embarcar, era justamente o ônibus que eu esperava. Quando ele veio lotado, entramos e como o corredor estava cheio, não conseguimos passar dos degraus. Olhei ao redor, esperando que alguém desse lugar à moça, mas os cidadãos todos, se mantiveram imóveis, pra variar, olhando pra rua ou sei lá pra que... fiz um esforço pra chegar ao cobrador e pedi à ele: _O senhor poderia pedir à alguém, que cedesse o lugar àquela moça, deficiênte visual?

Esperava que ele atendesse prontamente, mas ele me olhou com olhar de pouco caso e disse: _Aquela escurinha alí?

Respondi: _Aquela que está de frente pra porta.

Ele olhou as pessoas sentadas... olhou a moça... somente depois de vários minutos, pediu à duas meninas "distraídas", se alguma poderia dar lugar à moça. As duas se olharam com cara de insatisfação e uma se levantou. Finalmente a moça conseguiu sentar-se.

Misericórdia, Senhor!

sábado, 19 de abril de 2008

Cultura Guarani


Nós os Guaranis Mbya estamos em várias regiões da América do Sul. Há aldeias na Argentina, Paraguai e Bolívia. Estamos na região do litoral do Brasil, nos estados que vão do Rio Grande do Sul até o Espírito Santo. Há também aldeias no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins. Somos no Brasil a maior etnia indígena,somando aproximadamente 35 mil Guaranis.
Acreditamos que o planeta foi feito por Nhanderu, o nosso deus. Ele fez muita coisa bonita; a mata, as aves, os animais, as águas, a terra em que plantamos, tudo o que criou foi para que usufruíssemos. Nhanderu também criou o Sol, e para nós, ele não é só uma simples estrela de luz própria, como é para os juruas. O Sol é um ser muito representativo para nós, porque foi ele quem criou o primeiro Guarani. É ele que ilumina a Terra e fornece a energia para que o planeta tenha essa energia positiva que dá a vida.
Somos um povo bastante religioso. No nosso dia a dia, o guarani está sempre em busca ou ligado a essa força espiritual de Nhanderu, do Sol. Todas as coisas que fazemos - nosso trabalho, as brincadeiras das crianças - são voltadas para essa busca.
Nosso calendário não é como o do jurua, ele é dividido em ara pyau, tempo novo e ara ymã, tempo velho. Essa divisão está ligada à trajetória que o Sol faz. O ara pyau para nós é o período de primavera e verão, quando o dia é mais longo e o sol faz uma caminhada maior, e o ara ymã é no outono e inverno, no período de frio, nesta época em que o dia é mais curto.
Todos os dias nós nos encontramos na Opy, a Casa de Reza, para cantarmos e dançarmos, para rezar a Nhanderu e os mais velhos ensinam as crianças o nosso conhecimento ancestral. Na aldeia nossa principal liderança é o xeramoi, o nome do pajé Guarani. Aprendemos, no nosso cotidiano, a importância de todos os seres e que cada elemento da natureza tem um espírito. O Guarani acredita muito nesses seres porque são eles que dão a vida para nós. Nos manda a chuva, a água e tudo que precisamos para nos manter vivos. Desta forma, estamos muito ligados à natureza. Se este ambiente acabar o Guarani ficará sem estrutura, então lutamos para manter tudo isso que Nhanderu criou.
Com a vinda dos portugueses e a colonização, tivemos que nos fixar em territórios pequenos onde não podemos mais caçar e realizar outras atividades tradicionais. O Guarani vive porque mantêm essa força espiritual que faz com que ele fique em harmonia com a natureza e o faz se sentir forte.
Hoje, nós Guarani Mbya, buscamos parceiros para defendermos nossos espaços, que mesmo demarcados, sofrem algum tipo de pressão. Parceiros que possam nos ajudar em mantermos tudo que foi nos deixado de bom. O jurua está acabando com o planeta Terra e nós estamos preocupados com isso. (Marcos Tupã da aldeia Krukutu) www.culturaguarani.com.br


...
Antônio e Joana, meus bisavós.


Sou Janete, filha de Zenilda, filha de Francisca, filha de Joana, filha de Carlota, filha de Mariquinha, que foi uma indiazinha pega a laço lá na fazenda Guandú, onde habitava a Tribo dos botocudos, antigos Purís, que viviam fabricando alí, cerâmica de todo jeito. Eram mansos e recebiam todos os brancos com muita hospitalidade. Os índios acabaram todos mortos dizimados pelo surto de varíola, doença trazida pelos brancos. Daí, Vovó Mariquinha andava pelas matas sozinha e, teve a sorte de ser pêga a laço e, criada numa fazenda; e mais tarde se casou tendo uma larga descendencia de onde resultou nós estarmos aquí.
Toda essa história aconteceu em São Bento, Rio da Cobra interior de Afonso Cláudio no Espírito Santo.




"Todo brasileiro, mesmo o alvo, de cabelo louro, traz na alma, quando não na alma e no corpo, a sombra, ou pelo menos a pinta, do indígena e/ou do negro"

segunda-feira, 31 de março de 2008

Poema sem nome

Por Renato de Azevedo


Era tão pequeno que ninguém o via.

Dormia sereno enquanto crescia.

Sem falar, pedia - porque era semente -

ver a luz do dia como toda a gente.

Não tinha usurpado a sua morada.

Não tinha pecado. Não fizera nada.

Foi sacrificado enquanto dormia,

esterilizado com toda a mestria.

Antes que a tivesse, taparam-lhe a boca

- tratado, parece, qual bicho na toca.

Não soltou vagido. Não teve amanhã.

Não ouviu "Querido"... Não disse "Mamã"...

Não sentiu um beijo. Nunca andou ao colo.

Nunca teve o ensejo de pisar o solo,

pezito descalço, andar hesitante,

sorrindo no encalço do abraço distante.

Nunca foi à escola, de sacola ao ombro,

nem olhou estrelas com olhos de assombro.

Crianças iguais à que ele seria,

não brincou com elas nem soube que havia.

Não roubou maçãs, não ouviu os grilos,

não apanhou rãs nos charcos tranquilos.

Nunca teve um cão, vadio que fosse,

a lamber-lhe a mão à espera do doce.

Não soube que há rios e ventos e espaços.

E invernos e estios. E mares e sargaços.

E flores e poentes. E peixes e feras

as hoje viventes e as de antigas eras.

Não soube do mundo. Não viu a magia.

Num breve segundo, foi neutralizado com toda a mestria.

Com as alvas batas, máscaras de entrudo,

técnicas exactas, mãos de especialistas

negaram-lhe tudo ( o destino inteiro...)

- porque os abortistas nasceram primeiro.


Renato de Azevedo

sábado, 8 de março de 2008

Imagens...




quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Em algum lugar...



Estampidos no alto do morro...
A mãe deitava sobre os três filhos, como a galinha faz com seus pintinhos. Passado o susto, as crianças voltavam a brincar...
A menina do meio era estranha... cabelos lisos desgrenhados, pés descalços e pernas perebentas (porque os insetos daquele lugar eram contaminados pelo esgoto a céu aberto). Era estranha... ora encabeçava as traquinagens, ora se isolava no quarto, por horas à fio, perdida em seu mundo imaginário, onde era feliz.
Esse jeito tímido entre os estranhos, a tornavam uma excluída. Na escola, não participava de nada, não se enturmava, estava sempre com o pensamento longe, não conversava nem sobressaía. Só de ouvir a professora dizer seu nome, dava-lhe um frio no estômago! E a qualquer dificuldade, lágrimas inundavam a classe... às vezes, no meio da aula, recortava bonequinhos de papel e viajava...
Em casa era a "ovelha negra". Induzia os irmãos a praticarem as artes mais cabeludas... era agressiva, tinha unhas felinas. Num só golpe, três ou quatro fios de sangue! Era a prova do crime, o castigo era certo e quase diário.
Era agressiva... mas a vida também a agredia!
As brigas em casa eram cotidianas por causa do adultério do pai. A avó querida, sofria de uma doença incurável e a própria situação deprimente do lugar...tanta coisa junta!
Se perdia quando recebia carinho... parecia um gato! Tanto por ser arisca, quanto por ser chameguenta.
Os pais davam conta de dar-lhes o básico, mas não de realizar-lhes os sonhos, por isso, sonhavam pouco...improvisavam seus brinquedos.
Ela criou o péssimo hábito de fuçar no lixo dos vizinhos, catava cacos de brinquedos, principalmente bonecas. Foi punida várias vezes, mas não parou de procurar... no fundo, nem ela sabia o que buscava.
À noite, dormia ouvindo o miado dos gatos. Tinha medo do barulho, medo do escuro, medo das vozes internas... amanhecia gelada na cama molhada de urina... não sabia se explicar...
Menina estranha... não se encaixava no contexto! O mundo não a aceitava, ou ela não aceitava o mundo?
...
O espelho reflete uma balsaquiana de olhos tristes... pedacinhos de sua história, vêm como flashs involuntários... ela tenta encontrar a origem de seus medos, sua insegurança, sua dificuldade de se encaixar no mundo que a cerca... sua facilidade de se contentar com o pouco, de se conformar com o lixo...
As lembranças resistem, devem ter um propósito!
O tempo passa... a menina não cresce... continua estranha...


...


A menina presa no tempo

No mundo que existe dentro

tempo que não acompanha o relógio

mundo que não acha o futuro


O choro, se ouve no silêncio

do escuro da noite fria...

pequena no meio da cama,

tentando apagar as lembranças


Menina presa na história

história que não muda a página...

Menina que não acorda

do sonho ruim interminável...

Por fora, o tempo não pára,

por dentro, o tempo não passa...

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Nasceu Júlia!


Minha família está em festa!

Nasceu minha sobrinha Júlia e tudo indica que seja a última dessa geração...

Estamos todos apaixonados por ela!!! :)

Bem que a tia aqui, planejou assistir o parto, mas nossas agendas não coincidiram... rsrsrsrs

bom, melhor assim... acho que a tia daria trabalho pros enfermeiros!

Que Deus guie seus passos, princesa. Que você se permita ser guiada!

Toda sorte de bênçãos, sobre sua vida!

Seja bem vinda! beijinhos

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Tu me sondas


Só Tu sondas o mais íntimo do meu ser,

sabes que ainda que eu não consiga,

tudo o que mais almejo é te agradar...

Ah, pai... se meus pés vacilarem,

permita que eu consiga voltar!


Oh, Deus... não permita

que eu me perca nesses laços...

pois o bem que desejo, não posso fazer

e o mal que desprezo, esse faço.


Teu amor me constrange,

bem sei que não o merecia...

Presciente das minhas obras

desde o momento em que me tecia

no ventre, onde eu ainda não era

e alí, informe, já me escolhia...


Nenhum outro terei diante de mim

para render louvor e adoração,

pois somente em Ti, encontrei salvação

de graça, me favoreceu...

Deus tremendo que amou

um pequenino como eu!

sábado, 12 de janeiro de 2008

Poema para a Vida


Me encanta a beleza da Vida!

Esses olhos de inocência...

janelinhas abertas com cortinas azuis.

Lá dentro, a alma de anjo mirando o que a cerca,

adorando a escolha que fez...

Nasceu no meio de um sonho,

embalada nos braços de uma boneca!

Dorme ao som doce da flauta

e desperta com o aplauso de multidões!

Crescerá num palco de magia,

viverá a poesia, será parte das canções...

Vida...tão tenra e já tão querida...

Que te abençôe o Autor da Vida!!


sábado, 8 de dezembro de 2007

Haja luz



"Haja luz", disse Deus e houve luz...


Este milagre da criação repete-se na nossa vida passo a passo.


A permanente comunhão com Deus, dar-nos-á a direção certa.


Mesmo que em volta, haja trevas, o Pai iluminará suas passadas.


Neste momento, feche os olhos e pense no itinerário luminoso que o céu lhe dá!!


"Lâmpada para meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho." Salmo 119:105

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Dia de faxina


Quando se começa uma arrumação, demora bastante para as coisas tomarem formato. Aparentemente, tudo se transforma numa bagunça!


Mas assim como num dia de faxina, quando é necessário arrastar as coisas do seu lugar, jogar fora as tralhas e limpar tudo, para depois arrumar e deixar tudo perfumado...começar requer uma dose de coragem.

O prazer de ver tudo no devido lugar, é maior do que a dor no corpo... a paz pelo dever cumprido, é melhor que a angústia de ver tudo errado... a alegria de estar num ambiente agradável, supera o medo de não dar conta...

Faxinar a alma, é mais que necessário. Abrir mão de tralhas antigas, que só fazem o peso aumentar, dificultando a caminhada e deixar vir as coisas novas, para o ambiente ficar leve e agradável...

Estou num momento desses... feliz... de alma lavada!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

22/11


Hoje, já amanheci chorando...
Mas desta vez, por outro motivo.
Não foram lágrimas desperdiçadas como as últimas,
Falaram mais que todas as palavras juntas
E lavaram a dor da minha alma!

Quisera voltar no tempo
E vir consertando os erros, um à um...
Quisera ter sido sua rainha,
Porém, consciênte da impotência,
Me camuflei atraz de um figurino;
Escolhi mal as palavras;
Não pesei as atitudes
Fui menos do que poderia ter sido.

Ah, filho! Quanto amor é possível sentir?
Às vezes acho que esse, é maior que o peito...

Se a vida se retirar de mim
E o último suspiro for hoje,
Fecho os olhos com paz
E sem relutar, me entrego...

Ainda que essas lágrimas
Deformem meu rosto
E confundam quem me vê,
Meu melhor sorriso, dá leveza à alma!
Hoje, ele me abraçou...
E me disse com todas as letras
que um olhar sabe dizer:
Te perdôo... e ainda:
Eu te amo, mãe!

domingo, 18 de novembro de 2007

O homem que vendia laranjas


O pastor Wanderley Miranda, certa vez contou uma estória no seu programa, que não esqueci e gostaria de compartilhar. :)


Um jovem viajava em seu carro e numa cidade do interior, passou numa estrada de terra, empoeirada e ali avistou um outro homem, de aparência bem simples. Este homem, vendia laranjas na estrada e o jovem parou o carro, comprou algumas e puxou conversa com o homem.


_ Que laranjas docinhas, deliciosas! Por que você não vende no centro da cidade?

_ Pra quê?

_ Porque lá, você vai vender mais, vai ganhar mais dinheiro.

_ Pra quê?

_ Daí, você pode comprar uma carroça e vender muito mais...

_ Mas, pra quê?

_ Ora, ganhando dinheiro, logo você compra um caminhão e vai poder vender para indústrias de sucos e vai ser rico, vai poder comprar o que quizer e quem sabe, vai exportar suco para outras cidades e até para fora do país.

_ Pra quê?

_ Porque ganhando bastante dinheiro, quando você for bem velhinho, vai poder desfrutar das coisas que conquistou com tanto sacrifício... vai poder viver tranquilo, em plena paz e...

O jovem foi interrompido...
_ Pra quê, meu jovem? Não é o que vivo hoje?


As pessoas correm atráz do vento, tentando conquistar coisas materiais, quando na verdade, precisamos de tão pouco para viver tranquilamente!


Nossa missão é conquistar pessoas!

As coisas, Deus nos concede à medida que necessitamos.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

"Em espírito e em verdade"



A adoração a Deus, envolve palavras de louvor, atitudes de vida, reverência ao Senhor e serviço ao próximo.



Adoração cura o sentimento de insegurança - Is 6:8 (Envia-me a mim)
Adoração cura o sentimento de culpa - Jo 3:5 (novo nascimento)
Adoração cura o sentimento de solidão - Lc 10:25-27 (ser útil no serviço ao próximo)
Adoração cura o sentimento de ira - Salmo 100 (Servi com alegria)
Adoração cura o sentimento de superioridade - Fp 3:3 ( A glória é Dele)
Adoração cura o sentimento de inferioridade - Sl 16:2 (Ele é a nossa riqueza)
Adoração cura inclusive, males físicos - Lucas 8:43-48 (prostrada, tocou-lhe e foi curada)



"Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e me buscar e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra." 2Cr.7:14

terça-feira, 23 de outubro de 2007

O Gemido da Terra


Vivemos num vale de lágrimas, onde a cada dia, contemplamos a dor, as desgraças e a morte. O responsável? Paulo afirma ser o próprio homem (Rom 8:20). Não só aquele lá no Éden, que fez a terrível opção pela vida alienada, mas também nós, com nossas escolhas, porque não somos melhores que Adão. Transformamos a criação em dor.


Visite um leprosário, um hospital de câncer, um manicômio; Olhe as desgraças desnudas nas ruas, em crianças indigentes, desnutridas, sem referencial de vida. Seres humanos disputam comidas putrefatas, com ratos e aves de rapina, nos lixões das grandes cidades.


Pense na extensão do pecado, que é reinventado e aprimorado a cada dia. Imagine o que acontece fora do alcance dos olhos, dentro dos corações, nas mentes. Nos ódios dissimulados, nas traições, na incapacidade de perdoar, nas perversidades que acontecem às escondidas.


Medite na extensão do pecado... tudo isso produz dor na criação e sobretudo no próprio Deus, o Criador, que não a projetou para os descaminhos do homem.


Deus há de restaurar toda essa desgraça e nos tirar desse vale de lágrimas, como Paulo pregou (Rom 8:21 e 22).


O projeto original de Deus, aniquilado pela opção humana, em breve será reconstruido. Será um projeto de bem-estar eterno. Essa é a esperança de todo Cristão!


"Ora, a esperança que se vê, não é esperança: pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos (Rom 8:23 a 25)


Esperamos um mundo melhor, pois esta é a única razão de sorrirmos neste vale de lágrimas. Não devemos sucumbir diante das tragédias. Mas precisamos nos permitir ser contagiados pela esperança redentora do nosso Deus.