Seja música...
alegre corações,
una vozes,
cause emoções,
dê prazer,
seja suave,
chame atenção,
faça falta,
inove sempre,
receba elogios,
faça a festa,
traga sorrisos,
promova alegria,
embale sonhos,
fortaleça romances,
arranque palmas,
acolha lágrimas,
aqueça almas,
incremente a vida,
marque momentos,
provoque saudades,
leve pensamentos,
relaxe corpos,
amenize a dor,
espante a solidão,
se permita tocar,
se deixe sentir,
fale de amor,
faça sucesso
e honre o Compositor!
Seja música...
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Mais que vencedores!
Ainda de dentro do túnel tenebroso, eis que surge a luz, que meu coração anseia... Ainda há um tempo, para percorrer na escuridão, mas sinto-me aproximando da saída, finalmente!
Romanos 8: 35 e 37
" Quem nos separará do amor de Cristo?
A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?"
" Mas em todas as coisas, somos mais que vencedores, por aquele que nos amou."
Romanos 8: 35 e 37
" Quem nos separará do amor de Cristo?
A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?"
" Mas em todas as coisas, somos mais que vencedores, por aquele que nos amou."
sábado, 16 de junho de 2007
De dentro do túnel
O coração angustiado, a cabeça trabalhando continuamente, procurando soluções para os problemas que tem me tirado a tranquilidade... estava eu num ônibus, no início da semana, mais olhando para dentro de mim, do que ao redor...
Mas vi uma garotinha (as crianças sempre me prendem a atenção) passei a observá-la.
Era pequenina, não aparentava mais de dois anos. Brincava e sorria, sentada no colo do pai. De vez em quando, olhava para ele, para garantir que ele a olhava também. Ficou de pé sobre os joelhos dele, sentou novamente, estava feliz...
Mas o ônibus entrou num túnel e a luz do Sol desapareceu; ela ficou imóvel e arregalou os olhos. Sentada do jeito que estava, ficou. E o medo era evidente em seu semblante.
Quando o ônibus saiu do túnel, a luz do Sol tocou-lhe de novo e imediatamente ela sorriu e voltou a brincar como antes...
Nessa hora também sorri. Me vi naquela criança!
Estou em plena escuridão do túnel; me sinto vulnerável; tenho os olhos arregalados; estou com medo sim, porém, estou nos braços do Pai!
E agora, a certeza me consola: Quando enfim acabar de passar pelo túnel, o Sol me tocará como antes!
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Questão de escolha...
Eu poderia escolher vestir o silêncio...
Como se nada houvesse acontecido,
conservando a silhueta admirável.
E se escolhesse vestir a omissão, tão em moda?
Como se só à mim importasse...
Receberia os mais calorosos elogios.
Talvez se escolhesse vestir a mentira,
Quem sabe, seria aceita,
pelos que me hostilizam...
Mas escolhi vestir a verdade,
já um tanto demodê... batida, descorada,
porém, me garante um sorriso no espelho...
A verdade é meu sobretudo!
Ainda que os olhos críticos me ridicularizem,
ainda que eu chame a atenção desaprovadora,
ainda que achem graça, quando eu passar,
a verdade é e sempre será,
o que vou preferir vestir!
Como se nada houvesse acontecido,
conservando a silhueta admirável.
E se escolhesse vestir a omissão, tão em moda?
Como se só à mim importasse...
Receberia os mais calorosos elogios.
Talvez se escolhesse vestir a mentira,
Quem sabe, seria aceita,
pelos que me hostilizam...
Mas escolhi vestir a verdade,
já um tanto demodê... batida, descorada,
porém, me garante um sorriso no espelho...
A verdade é meu sobretudo!
Ainda que os olhos críticos me ridicularizem,
ainda que eu chame a atenção desaprovadora,
ainda que achem graça, quando eu passar,
a verdade é e sempre será,
o que vou preferir vestir!
quinta-feira, 7 de junho de 2007
O menino e a vitrine
O menino pobre ainda sonha
com os olhos fitos na vitrine...
Os brinquedos movem-se sozinhos
para ele, uma visão sublime!
Mas sua inocência é pouca,
já aprendeu o que todos sabem:
que entre o brinquedo e ele,
somente os sonhos cabem...
Não pode avançar um passo, pois,
o vidro frio, separa os dois...
Mas seus olhos não desistiram,
horas à fio, encantados...
Até que desperta e de uma vez, cresce!
A caixa de balas, espera ao lado...
com os olhos fitos na vitrine...
Os brinquedos movem-se sozinhos
para ele, uma visão sublime!
Mas sua inocência é pouca,
já aprendeu o que todos sabem:
que entre o brinquedo e ele,
somente os sonhos cabem...
Não pode avançar um passo, pois,
o vidro frio, separa os dois...
Mas seus olhos não desistiram,
horas à fio, encantados...
Até que desperta e de uma vez, cresce!
A caixa de balas, espera ao lado...
sábado, 26 de maio de 2007
Liberdade
Quero a liberdade...
Mas não a liberdade distorcida
rejeito terminantemente
o que me tira a autonomia
quero vencer, não ser vencida!
Sonho com a liberdade
de dispor de mim e ter paz
e não apenas nostalgia...
Não quero a liberdade
que faz-me sujeitar
às vontades do meu corpo.
Quero a liberdade
de conseguir dizer não!
Dizer sempre sim à carne,
não passa de escravidão!
Não quero ser dependente do meu ser,
viciada no meu próprio prazer,
cativa dos meus desejos,
prisioneira dos meus anseios,
oprimida pelas minhas paixões...
Aparentemente livre,
trancada em internas prisões!
Penalizada pelas consequências
do mal uso do livre arbítrio,
que de todos, é o maior bem!
Quero a liberdade genuína
que no Espírito posso encontrar;
que somente em Cristo, se tem!!
Mas não a liberdade distorcida
rejeito terminantemente
o que me tira a autonomia
quero vencer, não ser vencida!
Sonho com a liberdade
de dispor de mim e ter paz
e não apenas nostalgia...
Não quero a liberdade
que faz-me sujeitar
às vontades do meu corpo.
Quero a liberdade
de conseguir dizer não!
Dizer sempre sim à carne,
não passa de escravidão!
Não quero ser dependente do meu ser,
viciada no meu próprio prazer,
cativa dos meus desejos,
prisioneira dos meus anseios,
oprimida pelas minhas paixões...
Aparentemente livre,
trancada em internas prisões!
Penalizada pelas consequências
do mal uso do livre arbítrio,
que de todos, é o maior bem!
Quero a liberdade genuína
que no Espírito posso encontrar;
que somente em Cristo, se tem!!
sábado, 19 de maio de 2007
Violência
Uma situação atinge todas as classes sociais.
Nisto, conseguimos ser iguais:
A violência alcansa desde o milionário sequestrado,
até a senhora humilde que apanha do marido bêbado!
Nisto, conseguimos ser iguais:
A violência alcansa desde o milionário sequestrado,
até a senhora humilde que apanha do marido bêbado!
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Surpresas do cotidiano
Lucas me olhava...e sorria!
Havia algo de divino naquele olhar,
vidrado em meu rosto,
como se me invadisse o interior
e se comunicasse com meu espírito...
A paralisia cerebral, não o impediu de oferecer amor,
de demonstrar seu carinho, de me conquistar...
Não falava, mas se declarava com o olhar.
Não controlava os próprios movimentos,
mas entrou com tudo, no meu coração!
Acariciei seu rostinho, sua orelhinha, seu queixinho...
ele fechou os olhinhos, aproveitando cada carinho!
Apenas quinze minutos de troca,
mas depois que o vi sumir na multidão,
Senti que Deus esteve frente a frente comigo!
Lucas,obrigada!
Havia algo de divino naquele olhar,
vidrado em meu rosto,
como se me invadisse o interior
e se comunicasse com meu espírito...
A paralisia cerebral, não o impediu de oferecer amor,
de demonstrar seu carinho, de me conquistar...
Não falava, mas se declarava com o olhar.
Não controlava os próprios movimentos,
mas entrou com tudo, no meu coração!
Acariciei seu rostinho, sua orelhinha, seu queixinho...
ele fechou os olhinhos, aproveitando cada carinho!
Apenas quinze minutos de troca,
mas depois que o vi sumir na multidão,
Senti que Deus esteve frente a frente comigo!
Lucas,obrigada!
terça-feira, 1 de maio de 2007
Tua Palavra
Tua Palavra, Senhor
é o que me sustenta
Nela encontro a verdade
que dia a dia me orienta
Posso todas as coisas
se o Senhor me fortalecer...
Sim, eu verei tua Glória,
se tão somente eu crer!
Eu sou mais que vencedor
Se eu estiver em Ti!
Nada será impossível
se te buscármos aqui!
Tua verdade é refúgio
e ilumina meus pés,
para que eu prove um pouco
de tudo aquilo o que És!
é o que me sustenta
Nela encontro a verdade
que dia a dia me orienta
Posso todas as coisas
se o Senhor me fortalecer...
Sim, eu verei tua Glória,
se tão somente eu crer!
Eu sou mais que vencedor
Se eu estiver em Ti!
Nada será impossível
se te buscármos aqui!
Tua verdade é refúgio
e ilumina meus pés,
para que eu prove um pouco
de tudo aquilo o que És!
sábado, 28 de abril de 2007
Quebra cabeças
Formar a figura num quebra cabeças, requer vontade e paciência. Cada pedacinho é fundamental, pois a peça errada, ainda que pareça acerta, pode atrapalhar e atrazar todo o resto, pondo em risco o desfecho do trabalho.
Atenção, perseverança e cuidado... pronto, lá está a figura formada, proporcionando alegria pra quem conclui e admiração dos outros.Assim é a FELICIDADE!
Ela é feita de pedacinhos... e formar esta figura não é fácil. Nem todos perseveram com gana e por isso não conseguem conquistá-la... ser feliz não é tão simples!
Abandonar a figura pela metade é perder... desistir de completá-la é fracassar!
O desafio da vida é este: Que cada um faça bem a escolha de seus pedacinhos, se quizer ter a figura da felicidade completa!
Sejamos felizes nas nossas escolhas!
Sobre a Maria Poeiras
Tudo referente ao relacionamento entre mãe e filho, me toca muito.
Deus concedeu que eu concebesse por duas vezes. Na primeira vez, com muito êxito, tive um filho lindo, saudável e enorme! Na segunda gravidez, não fui feliz... durou apenas 70 dias e sofri um aborto espontâneo. Experimentei o desespero de ver meu filho formadinho, porém sem vida
As duas experiências, me trouxeram sentimentos inexplicáveis: Tanto o amor para receber o Guilherme, quanto a dor por saber que Rafael não nasceria mais. Amor e dor, imensos e indescritíveis!
Estive visitando o blog da Maria Poeiras e a vi desabafando sobre uns comentários de críticas sobre seu blog. Acho que o que uma mãe se dispõe a fazer por seu filho, é sempre louvável e digno do nosso apoio!
Divulgar a deformidade, arrecadar fundos para seu tratamento, foi a forma que ela encontrou para receber apoio, afinal, imagino o quanto deve ser dificil conviver com a deficiência de um filho...
Quando se refere à um filho, tudo ganha proporções gigantescas!
Por um filho, nós mães, damos até a própria vida!
Deus concedeu que eu concebesse por duas vezes. Na primeira vez, com muito êxito, tive um filho lindo, saudável e enorme! Na segunda gravidez, não fui feliz... durou apenas 70 dias e sofri um aborto espontâneo. Experimentei o desespero de ver meu filho formadinho, porém sem vida
As duas experiências, me trouxeram sentimentos inexplicáveis: Tanto o amor para receber o Guilherme, quanto a dor por saber que Rafael não nasceria mais. Amor e dor, imensos e indescritíveis!
Estive visitando o blog da Maria Poeiras e a vi desabafando sobre uns comentários de críticas sobre seu blog. Acho que o que uma mãe se dispõe a fazer por seu filho, é sempre louvável e digno do nosso apoio!
Divulgar a deformidade, arrecadar fundos para seu tratamento, foi a forma que ela encontrou para receber apoio, afinal, imagino o quanto deve ser dificil conviver com a deficiência de um filho...
Quando se refere à um filho, tudo ganha proporções gigantescas!
Por um filho, nós mães, damos até a própria vida!
sábado, 21 de abril de 2007
Leia-me
Tudo o que sinto e sou,
está diante de você...
Saiba ler!
Está tudo exposto
em meu rosto,
não vou me esconder...
Meus olhos transparentes,
janelas do interior...
Leia-me!
E nas entrelinhas,
descobrirás quem sou!
está diante de você...
Saiba ler!
Está tudo exposto
em meu rosto,
não vou me esconder...
Meus olhos transparentes,
janelas do interior...
Leia-me!
E nas entrelinhas,
descobrirás quem sou!
Memórias
Estampidos no alto do morro...
A mãe deitava sobre os três filhos, como a galinha faz com seus pintinhos. Passado o susto, as crianças voltavam a brincar...
A menina do meio era estranha... cabelos lisos desgrenhados, pés descalços e pernas perebentas (porque os insetos daquele lugar eram contaminados pelo esgoto a céu aberto). Era estranha... ora encabeçava as traquinagens, ora se isolava no quarto, por horas à fio, perdida em seu mundo imaginário, onde era feliz.
Esse jeito tímido entre os estranhos, a tornavam uma excluída. Na escola, não participava de nada, não se enturmava, estava sempre com o pensamento longe, não conversava nem sobressaía. Só de ouvir a professora dizer seu nome, dava-lhe um frio no estômago! E a qualquer dificuldade, lágrimas inundavam a classe... às vezes, no meio da aula, recortava bonequinhos de papel e viajava...
Em casa era a "ovelha negra". Induzia os irmãos a praticarem as artes mais cabeludas... era agressiva, tinha unhas felinas. Num só golpe, três ou quatro fios de sangue! Era a prova do crime, o castigo era certo e quase diário.
Era agressiva... mas a vida também a agredia!
As brigas em casa eram cotidianas por causa do adultério do pai. A avó querida, sofria de uma doença incurável e a própria situação deprimente do lugar...tanta coisa junta!
Se perdia quando recebia carinho... parecia um gato! Tanto por ser arisca, quanto por ser chameguenta.
Os pais davam conta de dar-lhes o básico, mas não de realizar-lhes os sonhos, por isso, sonhavam pouco...improvisavam seus brinquedos.
Ela criou o péssimo hábito de fuçar no lixo dos vizinhos, catava cacos de brinquedos, principalmente bonecas. Foi punida várias vezes, mas não parou de procurar... no fundo, nem ela sabia o que buscava.
À noite, dormia ouvindo o miado dos gatos. Tinha medo do barulho, medo do escuro, medo das vozes internas... amanhecia gelada na cama molhada de urina... não sabia se explicar...
Menina estranha... não se encaixava no contexto! O mundo não a aceitava, ou ela não aceitava o mundo?
...
O espelho reflete uma balsaquiana de olhos tristes... pedacinhos de sua história, vêm como flashs involuntários... ela tenta encontrar a origem de seus medos, sua insegurança, sua dificuldade de se encaixar no mundo que a cerca... sua facilidade de se contentar com o pouco, de se conformar com o lixo...
As lembranças resistem, devem ter um propósito!
O tempo passa... a menina não cresce... continua estranha...
sábado, 14 de abril de 2007
Maratona
Lá vai ele...longe...
Meu sonho corre,
como um maratonista experiênte,
à passoa largos,
ganhando distância,
à minha frente...
quando dobra a esquina,
o perco de vista,
mas mesmo cansada,
continuo na prova,
até vê-lo de novo!
Não vou parar,
hei de alcansá-lo!
Meu sonho corre,
como um maratonista experiênte,
à passoa largos,
ganhando distância,
à minha frente...
quando dobra a esquina,
o perco de vista,
mas mesmo cansada,
continuo na prova,
até vê-lo de novo!
Não vou parar,
hei de alcansá-lo!
terça-feira, 10 de abril de 2007
A Rosa vermelha e eu
A gota de orvalho, ressalta tua beleza...
Mas não seria uma lágrima de tristeza?
Sim, porque nesse momento,
te vejo como um espelho me refletindo...
é estranha a comparação,
mas é o que estou sentindo...
sua imagem transmite dor!
Que olhar não foi seduzido por sua cor?
Quem não se declarou,tocando suas pétalas aveludadas?
Quem não se perdeu sentindo seu perfume?
parece que ouço teus queixumes...
serei hoje, teu divã!
Quantas vezes o Sol te beijou pela manhã
e no entardecer te abandonou?
Quantas visitas te fez o beija-flor,
sugou seu nectar e depois se foi?
Quantas vezes o vento te tocou
e sem olhar para trás, seguiu sua trajetória?
Parece minha história...
Não há como negar!
Aprendemos a seduzir,
mas não sabemos conquistar!
Enquanto a Orquídea
simboliza o Amor, que sempre fica,
Você é símbolo da paixão,
que consome e logo se dissipa...
Seus espinhos, que te envolvem
somente para te proteger,
machucam e afastam
quem vem tocar em você!
Quantos sorrisos...quanta admiração...
tudo passageiro, como a paixão!
Todos se encantam, desejam tê-la
mas continuas só...como eu,
que ainda espero a chegada do amor!
Nos resta a visita descompromissada
do beija-flor!
Triste sina une a gente...
uma gota de orvalho,
desce no meu rosto quente...
Mas não seria uma lágrima de tristeza?
Sim, porque nesse momento,
te vejo como um espelho me refletindo...
é estranha a comparação,
mas é o que estou sentindo...
sua imagem transmite dor!
Que olhar não foi seduzido por sua cor?
Quem não se declarou,tocando suas pétalas aveludadas?
Quem não se perdeu sentindo seu perfume?
parece que ouço teus queixumes...
serei hoje, teu divã!
Quantas vezes o Sol te beijou pela manhã
e no entardecer te abandonou?
Quantas visitas te fez o beija-flor,
sugou seu nectar e depois se foi?
Quantas vezes o vento te tocou
e sem olhar para trás, seguiu sua trajetória?
Parece minha história...
Não há como negar!
Aprendemos a seduzir,
mas não sabemos conquistar!
Enquanto a Orquídea
simboliza o Amor, que sempre fica,
Você é símbolo da paixão,
que consome e logo se dissipa...
Seus espinhos, que te envolvem
somente para te proteger,
machucam e afastam
quem vem tocar em você!
Quantos sorrisos...quanta admiração...
tudo passageiro, como a paixão!
Todos se encantam, desejam tê-la
mas continuas só...como eu,
que ainda espero a chegada do amor!
Nos resta a visita descompromissada
do beija-flor!
Triste sina une a gente...
uma gota de orvalho,
desce no meu rosto quente...
sexta-feira, 6 de abril de 2007
Corredor
Estou presa num kilométrico corredor
repleto de portas trancadas...
de um lado e do outro...
me sinto impotente, desorientada,
correndo de ponta à ponta
procurando incansavelmente a saída...
me sinto privada da vida,
não consigo esperar mais nada!
Ah! Se uma dessas portas
enfim abrisse pra mim...
sem titubiar entraria,
me arriscaria! Por que não?
O que eu perderia?
me livraria dessa prisão!
Não me importo
com o que há por tráz
pra mim, tanto faz...
Só penso em sair desse lugar
estar aqui é a morte!
Se tiver sorte,
uma delas se abrirá...
e por tráz dela, quem sabe...
seja eu livre, para ser e estar!
repleto de portas trancadas...
de um lado e do outro...
me sinto impotente, desorientada,
correndo de ponta à ponta
procurando incansavelmente a saída...
me sinto privada da vida,
não consigo esperar mais nada!
Ah! Se uma dessas portas
enfim abrisse pra mim...
sem titubiar entraria,
me arriscaria! Por que não?
O que eu perderia?
me livraria dessa prisão!
Não me importo
com o que há por tráz
pra mim, tanto faz...
Só penso em sair desse lugar
estar aqui é a morte!
Se tiver sorte,
uma delas se abrirá...
e por tráz dela, quem sabe...
seja eu livre, para ser e estar!
sábado, 24 de março de 2007
Dilema Cruel
Se ouve dizer que cada panela tem sua tampa... nesse caso, me sinto uma frigideira!
Se sou uma costela perdida, por onde andará o tal homem desnorteado?
Na minha idade, seria cômico, se não fosse tão trágico, essa busca incessante, por alguém que nem sei se de fato existe!
Às vezes aparecem umas figuras... só rindo!
Os da minha idade, já estão casados...
Os separados, estão sedentos por curtir sua reconquistada solteirisse...
Os muito novos, acham que depois dos 30, não passamos de professoras...
Os muito velhos... esses querem! ...Ah, mas esses eu ainda não quero!
Talvez o tal homem se dê conta e quem sabe, queira encontrar sua "costela perdida"!
Se sou uma costela perdida, por onde andará o tal homem desnorteado?
Na minha idade, seria cômico, se não fosse tão trágico, essa busca incessante, por alguém que nem sei se de fato existe!
Às vezes aparecem umas figuras... só rindo!
Os da minha idade, já estão casados...
Os separados, estão sedentos por curtir sua reconquistada solteirisse...
Os muito novos, acham que depois dos 30, não passamos de professoras...
Os muito velhos... esses querem! ...Ah, mas esses eu ainda não quero!
Talvez o tal homem se dê conta e quem sabe, queira encontrar sua "costela perdida"!
sábado, 10 de março de 2007
Saudades de José Paulino
Uma viajem repentina,
te levou de volta pra Deus!
Não deu tempo de te abraçar...
Não deu tempo de dizer adeus...
Acordei e já não tinha meu pai
meu herói, meu abrigo
meu galã, meu orgulho,
o melhor de meus amigos.
Cada fato,cada momento
que formam sua história,
cada gesto, cada palavra,
se torna imensa na memória...
O tempo até trouxe consolo
e amenizou a dor...
mas não controlou a saudade
tampouco apagou o AMOR!
Não apenas porque é meu pai
que te eternizo em meus versos;
mas você se sobressai
entre os pais do Universo!
Saudades de sua filha Janete...
domingo, 4 de março de 2007
Maternidade
Uma noite, dormi menina e acordei mulher...mulher e mãe! O resultado positivo no teste foi um susto! Esse sonho, furou a fila...veio inesperadamente, mas foi um marco que dividiu minha vida em duas. Antes e depois de Guilherme!
Tinha apenas 19 anos. Trabalhava, estudava e construía meus sonhos...logo vi meus planos irem por água abaixo. Haviam outras prioridades.
O espelho não refletia mais a menina sonhadora... agora, era uma mulher marcada, cheia de barreiras para transpor... gerava um ser distinto de mim... alguém que seria meu dependente por muito tempo!
Enquanto a barriga crescia, crescia junto o medo e insegurança. O pai, bem que tentou me apoiar, mas metia os pés pelas mãos e no final, trazia mais problemas que soluções! nenhum dos dois tinha estrutura, mas uma coisa, nasce antes nas mães, que nos pais: o amor! Ah... em meio a tantos sentimentos controversos, o amor me enchia de coragem! Sentir os movimentos fetais, era tudo o que eu precisava para relaxar e deixar acontecer.
Fisicamente, correu tudo bem, até passei do tempo estimado... precisei fazer uma cesariana, porque o bebê era grande demais e não encaixou na posição normal para nascer. Não entrei em trabalho de parto, por isso o médico resolveu me operar.
Durante a cesariana, tive momentos muito lindos com Deus! Orava, chorava e Ele me consolava... agradecia, pedia e Ele respondia... até que ouvi um chorinho meio engasgado, que virou um choro forte e sentido...
Quando aquele bebê robusto, saiu de dentro de mim, com 4 kilos e 53 cm, senti que quem nascia era eu! O enfermeiro encostou seu rostinho no meu e ele calou o choro sentido...e eu, quase me afoguei nas minhas próprias lágrimas...nunca havia sentido um amor tão grande assim! Seu cheirinho era pra mim, o melhor perfume e a pele, mais aveludada que um pêssego. Tudo o que até alí chamei de "amor", num instante ficou tão pequeno, diante do que estava sentindo por aquele serzinho!
Alimentá-lo no meu seio, era tão gratificante, que apesar da dor dos primeiros dias, quando as rachaduras arrancam lágrimas e gemidos, insisti e não consegui parar antes dos 3 anos e meio!
A cada dia, minha "torinha" me enchia de orgulho... vê-lo crescer, se desenvolver, aprender coisas novas a cada dia, incentivá-lo, amá-lo, apoiá-lo...tudo valeu muito a pena!
Houveram momentos de fraqueza, de dúvidas, de medo, de impotência e muito erros da minha parte; Mas as vitórias foram tão saborosas, que quando olho para trás, tenho certeza... foram muito mais sorrisos, que lágrimas!
Te amo pra sempre, Guilherme!
Por você, pra você (Guilherme Arantes)
Por você
Dei o melhor de mim o tempo todo
Com a garra e o tesão
de quem nunca se arrependeria
Por você
Eu apostei tudo o que eu tinha
Nem olhei pra trás
Fiz questão
de só escutar
o que a emoção dizia
E como resistir
Se há algo muito especial
Quando é pra acontecer
o amor
Vem
ao primeiro encontro
Você surgiu
no momento em que eu mais precisava
Sempre fui muito só
Não me abro com ninguém
mas com você não tem nenhum problema
Em você
Pude achar tudo o que eu quis
E saber que o amor existe
e a coisa que me deixa
mais feliz.
sexta-feira, 2 de março de 2007
Palavras
Quero suas palavras!
Palavras que despertam
e acendem meu corpo...
palavras que acertam
o que quero ouvir...
palavras quase vivas,
que tocam, que envolvem,
como se você estivesse aqui!
Palavras que alegram,
apoiam, incentivam...
palavras que ensinam
e me ajudam a ser melhor...
mas por vezes repreendem,
se calam, castigam,
e até me assustam
me deixando tão só!
Meus ouvidos te buscam,
preciso ouvir tua voz!
Algo em mim se perdeu,
quando você se calou...
O silêncio incomoda
e a saudade me dói...
Vem, de novo, sussurrando
palavras quentes de amor!
Palavras que despertam
e acendem meu corpo...
palavras que acertam
o que quero ouvir...
palavras quase vivas,
que tocam, que envolvem,
como se você estivesse aqui!
Palavras que alegram,
apoiam, incentivam...
palavras que ensinam
e me ajudam a ser melhor...
mas por vezes repreendem,
se calam, castigam,
e até me assustam
me deixando tão só!
Meus ouvidos te buscam,
preciso ouvir tua voz!
Algo em mim se perdeu,
quando você se calou...
O silêncio incomoda
e a saudade me dói...
Vem, de novo, sussurrando
palavras quentes de amor!
domingo, 25 de fevereiro de 2007
Rafael
A dor física, não era pouca,
Mas a alma, doía mais...
Diante de mim, meu pequenino,
vitorioso, cumpriu o destino
e voltou para os braços de Deus Pai!
Quizera eu, também ir contigo,
para que hoje, não vivesse ao léo!
Meu peito pulsa, dizendo teu nome_Rafael...
Nos meus sonhos, ainda te vejo,
ali, eu pude te dar um beijo;
_Vai, filhinho...me espera no céu!
Não me cabe, entender os desígnios,
Daquele que sabe de tudo e de todos...
Um dia, estaremos no mesmo espaço...
Quem sabe, ali o nosso Deus permita,
que na morte, eu encontre a vida,
e te tenha, enfim, nos meus braços!!!
Mas a alma, doía mais...
Diante de mim, meu pequenino,
vitorioso, cumpriu o destino
e voltou para os braços de Deus Pai!
Quizera eu, também ir contigo,
para que hoje, não vivesse ao léo!
Meu peito pulsa, dizendo teu nome_Rafael...
Nos meus sonhos, ainda te vejo,
ali, eu pude te dar um beijo;
_Vai, filhinho...me espera no céu!
Não me cabe, entender os desígnios,
Daquele que sabe de tudo e de todos...
Um dia, estaremos no mesmo espaço...
Quem sabe, ali o nosso Deus permita,
que na morte, eu encontre a vida,
e te tenha, enfim, nos meus braços!!!
Minha idade
Gosto da minha idade
tempo bom para viver.
Hoje, já não faria,
o que fiz, para aprender,
mas faria outras coisas
que já deixei de fazer...
Tempo de recordar
velhos fatos, sentimentos,
tempo de planejar
novos acontecimentos,
hoje tenho experiências
e sede também de saber...
Retrospectivas, perspectivas,
tantos feitos, tanto à fazer!
O passado não me poupou,
mas me alimentou e me fez crescer,
O presente é o que sou:
Alguém com sede de viver...
E o futuro, chega sorrindo,
de longe, parece tão lindo!
É bom... parece... há de ser!!
tempo bom para viver.
Hoje, já não faria,
o que fiz, para aprender,
mas faria outras coisas
que já deixei de fazer...
Tempo de recordar
velhos fatos, sentimentos,
tempo de planejar
novos acontecimentos,
hoje tenho experiências
e sede também de saber...
Retrospectivas, perspectivas,
tantos feitos, tanto à fazer!
O passado não me poupou,
mas me alimentou e me fez crescer,
O presente é o que sou:
Alguém com sede de viver...
E o futuro, chega sorrindo,
de longe, parece tão lindo!
É bom... parece... há de ser!!
sábado, 24 de fevereiro de 2007
SolidãoII
Alguém encontrou meu sorriso?
devolve, porque preciso
voltar para fora de mim!
A corrida segue, lá fora,
muito embora,
eu não veja o pódium, no fim!
Como a luz que não brilhou,
como terra seca, que abafou o grão,
como a flecha que errou o alvo,
sigo a vida, sem razão...
Tenho companhia...
...quando tiro os pés do chão!
devolve, porque preciso
voltar para fora de mim!
A corrida segue, lá fora,
muito embora,
eu não veja o pódium, no fim!
Como a luz que não brilhou,
como terra seca, que abafou o grão,
como a flecha que errou o alvo,
sigo a vida, sem razão...
Tenho companhia...
...quando tiro os pés do chão!
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007
Sequidão de Estio
Quando te conheci,
estava tão vazio!
O coração angustiado,
turvo como um rio...
Minha vida era árida,
como sequidão de estio!
Mas agora, sou feliz,
porque em Ti confio!
Quando vêm as provações,
em Ti me refugío!
estava tão vazio!
O coração angustiado,
turvo como um rio...
Minha vida era árida,
como sequidão de estio!
Mas agora, sou feliz,
porque em Ti confio!
Quando vêm as provações,
em Ti me refugío!
sábado, 17 de fevereiro de 2007
Morte de um ente querido
Em nossa pequenez, sem a menor noção do que nos espera, a única certeza que podemos ter, é a de que vamos morrer! Mas quem se prepara para receber a morte? Quem consegue pensar na morte de um ente querido, sem sofrer por antecipação?
Quando eu contava meus 15 anos,tinha uma vida simples, cheia de sacrifícios e lutas, porém regados com muito amor. Éramos seis em casa. Minha mãe, forte, centrada, nos apoiava e acompanhava. Meu pai, se esforçava ao máximo, para nos dar uma vida digna. Homem cheio de qualidades e defeitos, como qualquer outro pai, mas se destacava dos outros, com seu jeito singular de moleque. Belo exemplo de ser humano! Se por um lado, batalhava em dois empregos, na tentativa de tornar nossa vida mais fácil, por outro lado, parecia mais jovem que a gente, talvez por não ter tido infância,(era o mais velho de uma enorme prole) ele se deliciava no meio de nossos amigos adolescentes, como se fosse um deles! Jogava vôlei... mais fazia a gente rir do que jogava! Esse é apenas um, de tantos momentos que guardo no coração, como tesouro valioso.
Naqueles dias, meu pai gozava de férias prêmio do Corpo de Bombeiros e aproveitava para trabalhar mais como taxista, durante todo o dia. Naquele dia, especificamente, acordou dizendo que não estava com vontade de ir cedo; queria ficar conosco, a parte da manhâ... Depois, ficamos todos na janela do apartamento, olhando ele limpar o carro, coisa que não era nosso costume. Quando entrou no carro, acenou. Jogamos beijos... ele pôs a cabeça pra fora da janela, acenou de novo; achamos até engraçado e ficamos vários minutos acenando, rindo, até ele sumir de nossas vistas.
Foi o último adeus... nunca mais vi meu pai com vida!
À noite, como ele não tinha horário fixo, todos já haviam se recolhido. Apenas eu, assistia a TV. Eram mais de 22hs, quando a campainha tocou... através do olho mágico, vi que era um homem estranho. Antes de abrir, acordei minha mãe. O homem perguntou se aquela era a casa de meu pai. Ele pediu que ficássemos calmas, porque meu pai estava bem, mas havia pedido que ele fosse buscar minha mãe em casa, para que ela levasse roupas limpas para ele, pois havia se ferido no braço e precisou ser socorrido. Achamos aquilo muito estranho. Fui depressa acordar minha irmã e fomos as três com o tal homem. Há dois quarteirões da nossa casa, estava o carro do meu pai, com o vidro estilhaçado. Era o estacionamento do super mercado. A tensão
era tanta que nem percebemos o estrago da rua, do poste, dos cabos elétricos, etc. A rua estava sem energia, o semáforo não funcionava, mas nada percebi, só queria ver meu pai. Fomos ao pronto socorro e chegando lá, minha irmã e eu, ficamos do lado de fora, enquanto minha mãe tentava localizá-lo. Veio uma enfermeira ao seu encontro e disse a seguinte frase: _Infelizmente, ele acabou de falecer!
Só podia ser engano! Ele estava ali, apenas por causa de um ferimento no braço; foi o que o homem disse...
Minha mãe entrou no necrotério, para ter certeza de que se tratava dele...e a cena foi terrível!
Depois do choque, ela se revestiu de uma força descomunal! Primeiro para nos dar a notícia que transformaria nossas vidas e depois, para nos conduzir ao caminho do bem... viúva aos 36 anos, com 4 filhos para terminar de formar.
A história não foi aquela!
Meu pai estacionou no supermercado, passou na padaria e de volta, enquanto abria a porta do carro, foi arrastado por um ônibus, que invadiu a calçada e o emprensou contra o poste; Tudo porque o sinal fechou e o ônibus perdeu o freio. Para não atropelar as pessoas que atravessavam, o motorista jogou o ônibus para o estacionamento, onde meu pai estava, há dois quarteirões de chegar em casa. Aos 40 anos, fim da linha para ele.
Nossa vida mudou terrivelmente. tivemos que nos adaptar... minha mãe foi uma heroína, pois assumiu o papel de pai, sem deixar de ser mãe.
Cada um de nós, reagiu de forma diferente. Uns amadureceram precocemente, outros tiveram mais dificuldades.
Em mim, tudo isso teve consequências desastrosas... ao longo da minha vida, tive depressão várias vezes... os motivos até mudam: Algumas vezes por amores não correspondidos, outras frustrações, perdas, saudades, mudanças, enfim, os motivos mudam, mas a sensação é sempre a mesma: me sinto abandonada, sozinha e vulnerável.
É muito difícil conviver com a saudade, mas ter bons momentos para recordar, me enche de orgulho. Está certo que fui uma jovem inconstante, melancólica e o poema que segue, revela o que dominava em meu coração: tristeza! Mas o tempo se encarrega de curar as dores mais profundas, e sentir saudade, às vezes pode ser bom.
Sou grata! Muito grata, pela união que até hoje, faz de nós, uma família admirável!
Em 27.01.89
Minha vida é triste
Dizem que a vida é repleta de prazeres,
Mas eu, não sei em que, o prazer consiste.
Meus dias são secos e não vejo poesia
Não sei porque, mas minha vida é triste!
Às vezes, me sinto perdida,
Minha alma triste, vai andando à toa...
Lenta como uma folha caída
nas águas calmas de uma lagoa.
Minha vida é triste como a flor que seca,
tendo à frente o rio e acima a brisa...
Minha alma murcha e ninguém percebe,
que a pobre alma, só de amor precisa!
Dizem que há gozos na juventude,
mas eu, não sei em que o prazer consiste!
O mundo brilha, sonha, ama e vive...
...tudo sorri, só minha vida é triste!
Assinar:
Postagens (Atom)