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sábado, 20 de abril de 2013

O Cordeiro imolado antes da fundação do mundo




Ah, os líderes que socam feijoada garganta adentro de recém-nascidos... quando não os matam imediatamente, acabam causando danos irreversíveis em sua fé. Sim, meu post hoje começa com um lamento, pois tenho visto uma postura estranha, onde líderes encorajam e fazem apologia ao pecado, distorcendo a liberdade oferecida por Cristo.

Um jovem vocifera: "Deus está de  bem com o mundo, posso fazer o que eu quiser!" E de fato pode, tem livre arbítrio. E nas andanças, de proclamador do Evangelho, se converteu em destruidor de esperança. Já tem em sua conta contabilizadas, algumas almas tão desoladas e infelizes quanto a sua. Estes, espero eu, ainda terão nova oportunidade de entender a Graça, assim que se tirarem do centro. E então, experimentarão a vida abundante, baseada e fundamentada no amor.

O que me preocupa, é a liderança que eles estabeleceram para si. Quantos jovens estes homens ainda vão ludibriar pelo caminho? Quantos meninos serão encorajados a pular no abismo do próprio ser onde só há ilusão?

Pra iniciar nossa conversa, tente não fixar seus olhos, apenas nos 33 anos de Jesus Cristo homem, afinal Ele é o Deus Eterno. Jesus, o Deus encarnado, foi temporal. Teve sua concepção, vida e morte, tudo devidamente cronometrados para consumar dentro do tempo, o que já havia no coração de Deus de eternidade à eternidade. E quando ressuscitou, já estava com um novo corpo glorificado.

Veja estes textos bíblicos:


Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; 
Efésios 1:4

“O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós;”  (I Pedro 1 : 20)

Apocalipse 13:8, que diz: "E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo".

Mat_25:34  Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;


A reconciliação de Deus com o mundo, aconteceu antes que houvesse o mundo. Ele amou a causa da humanidade, antes que houvesse criatura alguma. Expiou o pecado dos homens, quando nem havia homem e pecado. O tempo não tem domínio sobre o Criador do tempo, assim é mais fácil assimilar que a Graça, assim como Deus, não está sujeita ao tempo cronológico.

E mesmo com o Amor evidenciado nestes versículos, mesmo imolando a primícia de toda a criação, mesmo com a Porta aberta desde a eternidade, mesmo com a reconciliação oferecida desde sempre, etc. Eva quis conhecer o bem e o mal, Adão quis ser como Deus, Caim assassinou seu irmão, Cão desrespeitou seu pai, a humanidade se perverteu, Israel foi idólatra e rebelde, a humanidade foi destituída da Glória de Deus, os fariseus condenaram Jesus à morte, Hitler exterminou pessoas consideradas racialmente inferiores, os políticos continuam corruptos, homens continuam matando e destruindo, você e eu continuamos responsáveis pelos nossos pecados.

Percebe que a Graça chegou, mas parece que o mundo  é o mesmo? Aliás, vai de mal à pior... Há como manter o argumento de  que "Deus está de bem com o mundo"? É o mesmo que dizer que Deus é conivente com as escolhas dos homens e não está nem aí pra infelicidade que cada escolha ruim gera por consequência.

A revelação bíblica está aí para nos dar as respostas. Mas estes, saqueados em sua fé, já não conseguem discernir a verdade. Extinguem o Espírito Santo e definham em seu egoísmo. A maioria deles, fica agressivo e revoltado quando há qualquer tentativa de persuasão de esclarecimento. Estão blindados contra o bem e o amor e quanto mais colhem destruição, mais frios e barulhentos ficam. 

Os líderes alimentaram neles o ódio pelo outro extremo, sobre o evangelho corrompido pela avareza, sem alertá-los para guardar o que tinham.

Se o alvo do primeiro grupo de corrompidos, é escravizar o homem ao medo, o alvo do segundo, é encutir uma liberdade falaciosa, que resulta em nudez, fome e abandono. Quando Deus sai do centro dos nossos corações, qualquer escolha que fazemos, gera a morte.

Paulo advertiu como seriam os últimos tempos em 2Timóteo3:1 
“Sabe, porém, isto: Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis; pois líderes religiosos serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, antes amigos dos prazeres que amigos de Deus”.

O Evangelho é simples...
Há quantos anos se prega isso? Que resultado negativo se pode ter na vida, em amar e respeitar o outro, ser gentil e leve no proceder? Que prejuízo ao amor próprio, pode levar o agir com justiça e que deformidade ao ser, pode causar o fruto do Espírito?

Tudo depende de uma coisa só: Entender que o Cordeiro imolado na eternidade é Jesus Cristo homem, sacrificado no nosso lugar para expiação de nossa  culpa. Amando essa Boa Notícia, naturalmente observaremos seus ensinamentos e teremos prazer em praticá-los.

Ele por sua vez, prometeu estar conosco, ajudando, auxiliando, convencendo dos nossos erros, consolando, para que cada um persevere  Nele até o final, guardando em suas promessas a esperança.

Sim, o Evangelho é simples, mas para assimilar a verdade, precisamos ser simples. 

Segue o link de outro texto, onde falo sobre a mudança de postura.

http://janetecardoso.blogspot.com.br/2012/05/metanoia.html

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Dando, nós recebemos.




Um conhecido, que outrora congregou e se batizou professando a fé cristã, hoje completamente afastado de qualquer coisa que o lembre da existência de Deus, argumenta: "Não creio mais em Deus, dizem que ele é bom, mas eu não acredito mais, porque ele nunca me deu nada."

Deus se revela, à medida que nos doamos. Se alguém não percebe Deus, é sinal de que é um egoísta. Numa pessoa cheia de si, não cabe mais ninguém, principalmente Deus, porque quando o homem se torna egocêntrico, usurpa o lugar da divindade.

Deus escolheu ser amado nos encontros dos homens.

O isolado, o egoísta, o que coloca as expectativas nos alvos errados, estão fadados ao ateísmo.

Mas ao que se entrega, ao que se doa, ao que busca intimidade com Jesus, este Ele chama de amigo e anda junto.

"Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles." Mateus 18:20


Significa que se estou só, se oro só, se trabalho só Jesus não está? Sim, Ele está. Mas no encontro com os outros em Nome Dele, oramos e intercedemos uns pelos outros, servimos uns aos outros, nos envolvemos com os problemas e os testemunhos de cada um, enfim, a presença de Jesus é evidenciada.

É fácil observar que aquele que vai ao ajuntamento de cristãos com o intuito de cumprir um protocolo, fazer sua parte, marcar presença, "servir" a Deus, passa anos estagnado e infrutífero. Mas o que se dispõe doar de si, fazer seu melhor, estar disponível aos outros, estes tem crescimento e aperfeiçoamento nos passos de Jesus.

O que aconteceu ao meu conhecido, é a frieza que o egoísmo produz. E é visível à olho nú, que ele não tem se importado com mais ninguém, além de si mesmo. Tanto que ele já não é grato sequer pela salvação imerecida. Homem nenhum poderá algum dia argumentar que não recebeu nada de Deus, porque o Pai ofertou o Filho em nosso favor.

Do início ao fim, a Bíblia trata do mesmo tema: ego X amor. À medida que um vence, mortifica o outro e é isso o que diferencia nossa percepção do Sagrado.

É dando que se recebe, é escolhendo e plantando a melhor semente, que colhemos os frutos mais saudáveis. Faça esta experiência! Procure pessoas que precisam de você e sirva-as.

É impossível ao homem que não ama o próximo que vê, amar a Deus, que não vê. Ao passo que é impossível ao homem amoroso, deixar passar despercebida, a presença de Jesus.

sábado, 6 de abril de 2013

O esvaziamento que não aniquila a Glória.




 "Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei."  Isaís 55:11


Há alguns anos, ouvi pela primeira vez a expressão "kenosis" que em teologia, significa o esvaziamento de Jesus de toda a sua divindade, para personificar o amor, para andar em carne. 

Segundo alguns cristãos pós-modernos, ao se esvaziar para encarnar em nosso meio, Jesus teria perdido seus atributos divinos eternamente. Aniquilando sua transcendência com os homens, se tornando nada mais que uma sombra, não mais onipotente, onisciênte, onipresente. Converteu-se no Espírito que habita no homem  e tudo o que pode fazer é consolarnos.

À partir desta teologia assombrosamente estranha pra mim, descobri o porque não conseguia assimilar nada do que aquelas pessoas diziam. Vim da simplicidade evangélica, onde presenciei coisas grandes, testemunhos de transformações, curas, libertações e eu mesma, já provei tantas vezes da intervenção divina, como poderia aceitar aquela teologia tão distorcida, onde a principal característica das pessoas, era a falta de fé? Parte do que sou, são minhas próprias experiências com Deus, como eu poderia negá-las?

Observando conhecidos que enveredam por este caminho, percebo que vão-se esvaziando, atrofiando, apagando o Espírito, até se tornarem pessoas que não se constrangem em viver em pecado. Não se constrangem na verdade, com o amor de Jesus, aquele que para eles, é a eterna imagem da miséria, vazio, pobreza, solidão, etc. Um deles chegou a dizer que à Jesus, não cabe mais o status de "Deus".

Eu lamento ter que assistir essa cegueira, porque a maioria deles, investem suas energias atacando a Igreja, religiosos, líderes, como se aquilo que perderam em sensibilidade e intuição, deveria ser aniquilado também nos outros. O que crêem ser uma ilusão, deveria ser destruído, assim como sua fé, sua esperança no porvir, seu relacionamento com Deus e a dependência diária.

O discurso é sempre o mesmo e já fazem anos que observo essas pessoas. Ora se desgastam atacando e acusando pessoas, ora urram suas auto comiserações. Mergulham em obras literárias (não que isso isoladamente cause algum dano, mas o alvo passa a ser o status cultural que os diferencia do resto do mundo) que os livram da realidade, do contato, do encontro, da convivência e assim se afundam cada vez mais em seu orgulho. O negar-se para seguir Jesus, é substituído pela lustração do ego diariamente.

O Verbo de Deus se tornou carne e a Sua Palavra não volta vazia. Jesus retomou sua divindade e recebeu a Glória de vencedor, porque foi Perfeito e cumpriu o propósito de Deus, para o que foi enviado. Jesus é Deus e o é, de eternidade à eternidade. Não perde seus atributos, é o mesmo eternamente.

Mas à quem abre mão da fé, só lhe resta a desolação, porque é por meio dela, que o Espírito de Deus, continua intervindo em nosso favor.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Cristãos sem Cristo



O Evangelho é a Boa Nova que revela Deus através do Filho Jesus, a própria Palavra encarnada, a manifestação do amor de Deus aos homens.

1 Coríntios 13, deveria ser o texto Áureo para todo aquele que professa a fé cristã, já que o que caracteriza um cristão, não são suas obras, mas o amor, descrito com tanta propriedade pelo Apóstolo Paulo. Sem amor tudo é vão. Sem amor, nem o "bem" tem valor e se torna mal.

O amor é entrega, é renúncia, é doação em favor do outro, muitas vezes prejudicando nosso próprio bem estar. O amor não camufla erros, mas cobre pecados, como unguento restaurador.

Amor não é sentimento, mas a essência de Deus que transcende no homem e emana através dele, como canal na direção de todos os outros. Esta essência divina cura, restaura, perdoa, transforma, purifica, dá crescimento, alimenta, instrui, tudo isso em mútua e perfeita troca, como num organismo, funcionando saudável, cada parte em sua função.

Quando há algo errado, o impulso do amor é a restauração. Quando há algum tipo de distúrbio, desordem, o amor age em benefício do todo.

O homem que ama, não visa o próprio bem, não age com egoísmo, não faz nada por vanglória, não se sente superior. O amor é sempre na direção do outro, de forma que é o outro que também nos beneficia.

A palavra amor está vulgarizada. Se usa amor como forma de tratamento, ou como sinônimo de paixões e até para justificar fraquezas e desvio de caráter. Pessoas se tornam coniventes com os erros umas das outras, em nome do amor, mas o amor não age inconvenientemente. Ele entraria neste campo devastado, limpando, orientando, organizando, se doando, plantando bons sentimentos. Mas no ambiente onde o amor se esfria, tudo o que importa é que seus iguais prevaleçam e os outros percam a força.

Aconteceu comigo: Embora a culpa e o desconforto de consciência tenham persistido, três irmãos acreditando que eu me afastaria, se uniram em defesa de um deles. Embora nenhum deles pudesse justificar a ojeriza e hostilidade, se defendiam argumentando que era direito deles não querer a restauração das relações. Se fosse roubo, assassinato ou outro crime bárbaro, seriam ainda coniventes em nome de um amor que sufoca o bom senso, a moral e o bem. Agiram como se a calúnia, difamação, constrangimento ilegal e tortura psicológica não fossem nada, afinal eram irmãos e deveriam se apoiar, mesmo que fossem injustos comigo, que não era nada deles. Como eu estava ainda de pé, tentando aproximação, dizendo que os amava, a irmã mais nova me disse: "Vá amar quem precise do seu amor, quem queira ser amado por você!"

Talvez ela pense que o amor funciona como um dispositivo acionado  pelo desejo consciênte. Se quero amo, se não quero amar, simplesmente abandono. É assim que o mundo enxerga o amor, como algo sem valor, descartável. Mas amor é espiritual. É como o sangue para o corpo ou o impulso do ser para a alma. Para o ser que ama, é natural e vital amar.

Onde há parcialidades não há amor, mas ego. Onde há ego dominando, há Adão, velho homem, visão egoísta e não Cristo, renascimento, renúncia da própria vontade para buscar a Boa, Perfeita e Agradável Vontade de Deus.

Vê-se tanta gente lutando pelas próprias causas e ouve-se tantos falando de Evangelho, pregando o amor. Mas quem está disposto a ser o Evangelho? Quem está disposto a sair do centro com seus iguais, para amar e se doar ao que não pertence a seus guetos, sem acepções?

Amor é o que nos liga uns aos outros e nos religa a Deus e sua essência amorosa. 

Há algo que aprendemos em Mateus 7:22 e 23 - Sem amor, toda obra em nome de Cristo é apenas religião vazia. Quem ouve e não pratica, não é reconhecido como cristão. Ainda mais importante do que conhecer a verdade, é ser conhecido por Jesus, a Verdade. De que vale ser um Cristão sem Cristo?

Amor é o selo que recebemos como penhor da salvação. É assim que seremos reconhecidos.

quinta-feira, 28 de março de 2013

A história da Páscoa



Uma feliz Páscoa a todos vocês que acompanham este blogue! :)

terça-feira, 26 de março de 2013

O amor é o elo


Num momento da história, um menino deu sabor à vida.


Olhando o mapa, é possível calcular a distância física que nos separa. Olhando o calendário, é possível constatar que pertencemos a gerações bem distintas.

Talvez alguns de nossos interesses sejam diferentes, embora tenhamos muito em comum. Mas o que é a distância física ou cronológica, quando o amor é o elo?

Você é um desses presentes que a vida traz, para mostrar que nem tudo está perdido. Quando a alma se identifica e a troca é prazerosa, sentimos que não estamos sozinhos.

Você é inteligente, talentoso, carinhoso e alegre. Uma companhia que jamais cansa, porque tem sempre algo novo para mostrar. Dono de uma voz doce e afinada, emociona quando canta. Sensibilidade para transformar palavras simples em poesia e traços delicados em desenhos mágicos. Versatilidade e personalidade para dar vida aos personagens e principalmente, temor à Deus, que dificilmente se vê nos jovens de hoje.

São tantas virtudes e talentos... mas o que me encanta mais, é sua lealdade com seus amigos. Sua capacidade de olhar as coisas pelo lado bom e as pessoas com compreensão. Ameniza os erros ressaltando o que as pessoas tem de melhor. Você exala amor!

Foi com amor que me acolheu, sem levar em conta a opinião de ninguém. Você me faz rir de bobagens e já secou minhas lágrimas. Sei que posso contar com sua amizade e presença, mesmo na distância. Ainda vamos trocar muitas receitas!



Ah, amigo, como desejo que você seja usado com todo o seu potencial, encontrando na vida o caminho que te conduza à um futuro feliz, abençoado, cheio de realizações!

Que você nunca tire Jesus do Centro.

Grandioso és Tu! (acessem para ouvir a voz linda do Sam!)

Um dia, quem sabe o abraço sele esta amizade bonita. Quero estar na plateia no dia da sua estreia! kkkk Mas se não for possível, saiba que te amo e este amor, é o elo que nos torna UM. Sou grata ao Senhor por sua vida e por permitir que eu caminhe contigo.

Felicidades, Sam! Beijos (risos)

Para Samuel Selves, meu amigo querido, pelo seu aniversário :)

sexta-feira, 22 de março de 2013

Homossexuais X Evangélicos


Nunca foi tão explícita a antipatia mútua, entre ativistas gays e evangélicos fundamentalistas. E como o diálogo por direitos e deveres baseados no respeito e bom senso, tem perdido lugar para a discussão agressiva e à perseguição de ambas as partes, dividindo a opinião dos brasileiros, resolvi fazer uma explanação.

Começando pelo argumento evangélico, que gira em torno da Lei Mosáica, que qualificava como "abominação" a prática homossexual, com pena de morte para os envolvidos. Alguns ativistas gays e simpatizantes, argumentam que muitas outras coisas que a Lei proibia, foram ab-rogadas com o estabelecimento da Nova Aliança, baseada no amor. Esta é a raíz de toda a confusão, porque tanto os fundamentalistas, quanto os ativistas, vão advogar em causa própria, até se matarem.

Em Jesus, tudo se fez novo. Ou não praticamos a Lei, ou vamos ter que ressuscitar as 613. E será bem esquisito, ter que matar nossos adolescentes teimosos apedrejados ou ser considerados imundos quando menstruar ou ejacular, por exemplo.

O foco é outro: segundo Paulo, o homem é entregue à própria concupiscência quando se torna  idólatra. O pecado toma forma em nós, cada vez que tiramos Deus do centro, para colocar lá outra coisa, criatura ou a nós mesmos. A confusão está aí, pois quando o espiritual está desorganizado, a carne vence fácil. E se olhar e não conseguir se enxergar dentro do próprio gênero, é apenas mais uma dessas confusões criadas pela alma. A base é Romanos 1.

Se este argumento não bastar para que um homossexual entenda que há algo errado com ele, os evangélicos devem bater o pó das sandálias.  O Evangelho entra na vida do que crê, sugerindo uma nova postura e mudança de mente. Logo, se uma pessoa quiser aprender com Cristo, vai conseguir vencer a carne. Isto se aplica na vida de qualquer um, mas um dia de cada vez.

Da mesma forma  que luto contra minha concupiscência diariamente, ora vencendo e ora perdendo, um gay que deseje colocar Deus no Centro, vai ter que  estar consciênte de suas batalhas diárias. Se negar dói mais que o preconceito.

Não é algo simples, pois uma coisa é rejeitar o que desejo, à partir da consciência de que é um pecado. Outra coisa é controlar o que desejo, sem saber a raíz de tudo. Ninguém escolhe o que vai desejar.

Segundo Jesus, há os que nascem eunucos (sem libido) e os que se tornam eunucos por causa do Reino (controlam-se para não pecar). Posso conjecturar e dizer que algo acontece ao que nasce sem o desejo pelo sexo oposto, fazendo com que ele substitua o desejo, distorça o sentimento e passe a não se reconhecer, isso baseado em sua história de vida, que nos relatos que ouvimos, é comum registrar abuso, rejeição e violência. Assim, as causas ficam registradas no inconsciênte e muitas vezes ninguém se preocupa em ajudar a pessoa a se reestruturar. Claro que é teoria, mas seria coerente.

Alguns gays argumentam que Deus não exigiria dos homens, algo como abrir mão da felicidade. Para mim, isto é mais uma distorção, primeiro porque a "felicidade" é um conceito utópico. Embora seja possível estar satisfeitos em várias áreas da vida, terá sempre lacunas de infelicidade, crescendo junto ao que se chama felicidade. Não há plenitude nesta vida. Segundo, porque se há alguma, ela não depende do outro, mas de uma sintonia do homem com Deus. Felicidade é gratidão, amizade e prazer em andar com Cristo. O resto é ilusão e este mundo é cheio delas.

Minha posição a respeito da homossexualidade:
- É pecado e é desordem que começa na alma e se manifesta no corpo.
- É mais complexo do que uma simples constatação para mudança. É necessário uma busca sincera diante de Deus, para mortificá-la. Se não houver ânsia pela vontade de Deus, nossa vontade sempre prevalecerá.

Minha posição com relação ao fundamentalismo sobre o assunto:
- A homossexualidade não pode ser vista como barreira que impeça o amor e o respeito pelas pessoas.
- A punição dentro de Israel era aplicada aos homossexuais israelitas e não aos outros povos. Logo, é um pretexto desonesto, atacar pessoas em nome de Deus, se essas pessoas não professam a fé cristã. Desde que um homossexual não tente impor sua preferência dentro da Igreja de Cristo, não temos nada a ver com as escolhas deles.
- O político trabalha por todos. Não puxa a  brasa pra própria sardinha. Lugar de pastor é apascentando suas ovelhas e não lutando contra a carne e sangue em outra jurisdição.
- Tão anti-natural quanto a homossexualidade, são outras práticas sexuais muito bem aceitas dentro do casamento de vocês e disso ninguém quer abrir mão.
- Não há maldição que tenha resistido à Cruz. Quem está em Cristo, já não olha a condição humana com impiedade e acusação. É absurda toda e  qualquer discriminação contra indivíduos, por causa deste ou daquele pecado. Ainda que tenhamos algum conceito sobre esta ou aquela prática, o amor deve ser o caminho escolhido para trilhar. Só ele cobre multidões de pecados e só ele te caracteriza como cristão.

Minha posição com relação ao pecado em geral:
- Todas as tendências humanas tem o mesmo valor diante de Deus. Não há graduação de pecados, embora as consequências deles sejam diferentes.

Tanto o que pratica a homossexualidade, quanto o que pratica a promiscuidade, a mentira, o adultério, a inveja, hipocrisia, enfim, qualquer um que se coloca no centro para atender a carne, se levanta contra Deus e se torna maldito. Foi assim desde Adão.

Por causa disto, precisamos de Jesus para advogar nossa causa e mediar nossa  culpa. Dizer que o pecado do outro é mais grave que o seu, é desonesto e cruel. Antes, busque de Deus a cura para suas próprias mazelas e fraquezas. Uma pessoa que observa o que Jesus ensinou, não tem tempo para atacar pessoas. E uma pessoa que estuda a Bíblia e sabe que estávamos destituídos da Glória de Deus, entende que a maldição estava sobre todos e Jesus se fez maldito por todos. Ninguém mais é abominação.

Aos que acham que a homossexualidade é natural:
- Não pode ser chamada de natural, algo que precise de apetrechos artificiais para acontecer, como lubrificantes e  próteses por exemplo.
- Sabemos que a função do ânus é a excreção, não precisa ser religioso pra saber que se não forem tomadas precauções, a prática improvisada sexual usando este orifício, causa desconforto e consequências futuras. Não foi idealizado para o sexo, embora seja praticado inclusive por héteros.
- Embora se crie um status sexual a cada dia, continuam nascendo apenas meninos e meninas.
- Se a vontade de Deus fosse esta, cada ser nasceria com os dois sexos e escolheria o de sua preferência na idade adulta. Se não é assim, há uma desordem que impede que o homem ou a mulher, se assimile dentro de seu gênero e viva sua sexualidade sem conflitos.

Homofobia e preconceito:

Todos temos direito à liberdade de opinião e expressão. Direito à escolher nossa filosofia de vida, criar e seguir conceitos. Mas é nosso dever respeitar as escolhas dos outros, mesmo não sendo coniventes com elas. O direito de um termina, onde começa o direito do outro.

Perseguir, tratar mal, depreciar, ofender, agredir com palavras e ações, são práticas reprováveis e absurdas contra pessoas que Deus amou. Nada disso representa o Evangelho, nada disso é o que Jesus faria.

Se professamos a fé cristã, precisamos ser coerentes com ela. Podemos julgar atitudes, mas jamais condenar pessoas.

Os preceitos de Deus não mudam, o Evangelho não acompanha as mudanças do mundo, os cristãos não se conformam com o século, Deus não faz acepção mas também não abre exceção.

O homem é que precisa de metanóia e não a Bíblia que precisa de releitura. O Evangelho não vai mudar para satisfazer o ego de ninguém. Ou a Graça nos alcança, ou não. A Boa Nova é a Vida, porque a morte nós já temos.

E acima de qualquer moralismo, senso de ética e cultura (almáticos) está o amor (espiritual) que deve emanar de nós em TODAS as direções.




sexta-feira, 15 de março de 2013

Diferenças?





Fatiamos a humanidade para ter um pretexto para viver divididos, mas Deus alcança à todos, sem nenhuma acepção.

Você escolhe seu gueto, tribo, facção, família, amigos, pessoas preferidas, ideais em comum, ajuntamentos de gentes... mas Ele escolhe todos.

Deus olhou a humanidade de todos os tempos e não viu um justo sequer. Todos pecaram e por causa do pecado, ficamos destituídos da Glória de Deus, precisando de um Mediador para nos reconciliar. 

Toda a humanidade está no mesmo patamar. Todo o tipo de preconceito, destoa do Evangelho que é agregador.

Deus amou o mundo, a causa humana porque não viu diferenças. Enquanto você não entender a Graça, não será grato.

João 3:16 "Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu filho unigênito para que todo aquele que n'Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."




quinta-feira, 14 de março de 2013

Conceitos

Observando o que a religião fez com alguns conceitos, acoplando à sã doutrina algo insuportável de ser carregado, resolvi registrar aqui uma nova proposta para sua reflexão, baseada num vídeo que assisti do meu amigo Roberto. 

Para quem quiser saber mais, procure no You Tube, a série de vídeos "O Evangelho Vive". 

Igreja -> Pessoas chamadas de uma condição à outra, os que recebem uma nova oportunidade de mudança de mente, um novo nascimento. Ela é formada por pessoas habitadas pelo Espírito de Deus e chamadas para levar a mensagem do Evangelho.

Evangelho -> A Boa Notícia que diz que o homem não termina quando morre. A Eternidade é para todo aquele que reconhece Jesus como seu Libertador, Salvador, Senhor, pois é  por meio Dele que se alcança a Vida após a vida. Antes, o homem nasce, cresce, reproduz e morre. Agora, quando crê no Evangelho, a ressurreição é o novo estágio, acrescentado ao destino do homem que segue Jesus.

Seguir Jesus -> Fazer o caminho que Ele fez, ouvindo e praticando o que Ele disse, morrendo com Ele para então reviver, com Ele.

Inferno -> Sepultura. O inferno não prevalece contra a Igreja, significa que a sepultura não pode mais reter o homem na morte, à partir do momento que ele se torna Igreja.

Lago de fogo -> Onde o inferno e a morte serão aniquilados, junto aos inimigos de Deus e as almas que não desejaram a eternidade. Deus é o fogo consumidor. Isto significa que todas estas coisas deixarão de ser.

Salvos -> Após a ressurreição, receberão um novo corpo incorruptível. Uma nova essência puramente amorosa, porque Deus é Amor. E serão UM com Ele.

Se você acha que tudo o que viver do nascimento à morte, basta pra você, é o que você terá. Se você acha que já alcançou toda a sua plenitude, tem todo o direito de não querer mais nada além disso. Deus não te obrigará a ser eterno e te dará justamente o que deseja seu coração. E assim que descer a sepultura, será como um ponto final na sua existência. 

Mas se você deseja ser UM com Deus e viver com Ele eternamente, precisa buscar as coisas do Alto. Ninguém vai ao Pai, se não for por Jesus, o Verbo encarnado. Aí está a sua responsabilidade, o carregar sua Cruz é justamente viver para levar às pessoas a Boa Notícia de que elas não precisam mais morrer, porque o preço foi pago para que vivam eternamente.

terça-feira, 12 de março de 2013

Jesus é o Alvo

Em tempos onde o amor já se faz frio e as igrejas se desviaram à outros alvos em suas pregações... em tempos onde não se busca mais a Deus, mas se usa o Evangelho para alcançar coisas e benefícios, tenho escutado aqui e alí, com a ajuda de amigos, algo que gostaria de compartilhar com vocês.

Não é novidade para ninguém que ao longo dos séculos, a Igreja como Corpo de Cristo, unido e sem máculas, se converteu numa prostituta, que troca favores por algo que lhe beneficie. Agregou em si costumes pagãos, idolatria e ostentação e passou a ensinar mentiras. Mesmo com a reforma protestante que acabou denunciando algumas doenças estabelecidas, não houve plena restauração. Prova disto, é que a Igreja nunca parou de se dividir e até hoje ela agrega mentiras dia após dia.

Escatologia não é um assunto onde tenho liberdade de mergulhar, até pelo risco de interpretar erroneamente tantas metáforas e mistérios. Sou cautelosa quando leio algum estudo sobre, mas esta semana algo me chamou muito a atenção.

Alguém dizia que as cartas às Igrejas, representavam os períodos da História e descrevia fatos que ocorreram, sempre com bastante coerência. Se antes as promessas eram feitas ao Corpo, ao conjunto que se reunia como cristãos, nas últimas cartas, a promessa era dirigida aos remanescentes, aos que perseverassem até o fim, aos vencedores, aos que guardavam o que tinham.

Pela opinião de alguns estudantes, estamos no último período da História, onde o Espírito já não se revela  à comunidades, mas à pessoas separadas fisicamente, mas unidas ao Nome de Jesus. E é através dessas vidas, que o Evangelho continua avançando, sem enxertos, entulhos, mentiras acopladas. Confesso que lamentei muito, pois isto significa que a doença estabelecida, não tem mais cura. E o número dos que tem compromisso com o Evangelho puro e simples, está reduzido à uma minoria. Mas basta olhar ao redor e constatar que é a mais pura verdade.

As religiões que se dizem cristãs, pregam coisas para quem busca preenchimento, solução de problemas,  curas, bênçãos específicas, estão ocupadas ensinando pessoas a adquirir bens e se estabelecer na Terra, ajuntando tesouros corruptíveis. Ou encucando a mentalidade de que os evangélicos são uma raça privilegiada num mundo de perdidos.

Buscar coisas é religião vazia e enganosa. Fazer de Jesus um meio para alcançar benefícios e bens é patético. Religião é a busca egoísta pela satisfação da própria alma, aquilo que deveria ser mortificado para não nos destruir.

Jesus não é um meio, um instrumento para chegar a algum lugar. Jesus é o alvo, Ele é o próprio destino dos Cristãos. Nossa busca deveria ser estar cada vez mais parecidos com Ele. O que ocupa nossa mente, deveria ser cada palavra dita, cada ensinamento, cada promessa acompanhada de seus conselhos. Deveríamos estar buscando Seu Reino e Sua Justiça, assim nossas necessidades seriam supridas naturalmente. Mas ao invés disso, buscamos o suprimento das coisas terrenas e por consequência, continuamos negligenciando no Amor e na Justiça, como os religiosos que Ele reprovou.

A Graça basta. Basta ao Evangelho a promessa da ressurreição para a eternidade. Jesus é Deus. É essa a certeza que nos faz transcender para a eternidade. Tudo o que é efêmero, temporal, passageiro, não deveria ocupar nosso tempo, muito menos  tirar nossa paz.

Vejamos o que sucedeu à Paulo e acontece constantemente conosco: "E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim. E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo." 
2 Coríntios 12:7-9

Percebe que o "espinho" foi enviado para a carne, a parte mais vulnerável, fraca e sem serventia? Percebe que seu incômodo porém, atingiu a plenitude de Paulo? Como Paulo se sentiu quando foi assolado pelo tal espinho? Era algo de que Satanás o lembrava como se fosse esbofeteado, ao ponto de Paulo desviar a atenção de suas orações para este fim, com insistência. Até que ouviu de Deus, que estando fraco ou seja se reconhecesse sua fraqueza, seria então aperfeiçoado. Pode ser doloroso para nossa carne passar por constrangimentos neste mundo, mas a Graça, que é a fé na ressurreição para a eternidade, continua bastando para que nossa paz não seja abalada. Só o sentimento de dependência, fez com que Paulo visse a dor com outros olhos, passando então a se gloriar na própria condição.

Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. Não chegamos ao Pai através de seus benefícios, mas através de uma intimidade, uma dependência e de perseverança em suas palavras.

Não se permita ser mais um religioso. Seja verdadeiramente um filho de Deus.

quinta-feira, 7 de março de 2013

O Moço





Pra que novelas, se já são tantas emoções... O Moço é um desses conhecidos virtuais, que se valem da distância para dar vazão à toda deformação de seu caráter adoecido.

Eu o encontrei armado com quatro pedras nas mãos, empenhado numa tal revolução contra a Igreja, naquela ocasião onde um líder chamou o outro de "bundão". Naquela época, os chamei  de "Messias mal ressuscitados", porque já estava cansada de ouvir choramingos. Era muita lamentação pra pouco Jeremias, afinal, só Jesus apanhou calado, não?

Bom, o Moço me confundiu com uma revolucionária e me adicionou, cuidando pra me lançar numa de suas listas. Sorri e vi que era mais um daqueles que saem dos templos para apedrejar as janelas do lado de fora. Mais um vândalo levado pelo discurso de guerra, camuflado de Evangelho.

Meu primeiro contato com ele, foi tentando mostrar sua humanidade falha, que não deveria anular sua fé. Ele falava sobre masturbação e eu dizia que até o fim seremos carne e que Deus sabia disso. Ele passou a me observar e acompanhar o blog. A admiração que ele dizia sentir, aos poucos foi se distorcendo e virou um tipo de vício, doentio e possessivo.

Quando eu dizia coisas pessoais, não mostrava interesse algum. Nunca quis de fato me conhecer, saber quem sou. Seu único interesse era saber o que eu pensava à respeito da fé. No início parecia concordar com tudo e até começou a fantasiar, idealizar uma perfeição impossível, que logo veio abaixo, no primeiro contato com minha pouca paciência e impulsividade para responder à altura.

A admiração se foi, quando deixei claro o direito do religioso ser o que quisesse. Sua revolta parecia exceder ao limite do bom senso. Se referia aos evangélicos com palavrões e ofensas gratuitas, sempre com argumentos muito fracos. Sem dúvidas chamava a atenção. Passamos a nos confrontar.

Deixei claro que não faço parte de revolução nenhuma. Ao contrário, defendo que algumas pessoas precisam dessa dinâmica para vivenciar o Sagrado. E cada um é livre para escolher como se relacionar com Deus, até porque, cada homem o percebe de forma distinta.

Com o tempo percebi que a agressividade dele, era disparada à todas as direções. Era como se a vida conspirasse contra ele e por isso buscasse um culpado. Não demonstrava afeto e usava suas relações para atingir seus interesses. Manipulava os amigos, que por fim mostraram ter o mesmo perfil.

Fantasiou uma paixão e quando viu que eu não o correspondia, decidiu que minha amizade também não queria. Era tudo ou nada. E passou a responder cada vírgula minha, sempre com ofensas, xingamentos e descontroles emocionais, seguidas de mais declarações fantasiosas.

Já não "ouvia" meu pensamento. Parecia me seguir e perseguir, tão somente para não perder as oportunidades de rebater. Diariamente, vivia em função do que eu escrevia.

Longe de mim tentar definir o amor, mas era óbvio que aquele sentimento nada tinha a ver com a descrição bíblica sobre a doação, a entrega, o serviço, enfim. Era um sentimento inverso, carregado de egoísmo, carência e tirania. Resolvi não conservar nenhum contato, porém continuei observando.

Em um ano ele aderiu à um visual bizarro e tirou fotos sensuais. Passou a corresponder as cantadas gays que sempre recebeu. Parecia querer afrontar e me parecia muito infeliz. Só demonstrava certa alegria, quando estava evidentemente bêbado. Depois voltava ainda mais deprimido, num misto de culpa e ataques contra todos.

O moço acaba de assumir sua homossexualidade.

Quantas vezes criticou o que eu escrevia, mas não conseguia parar de ler? A palavra que o confrontava, era a mesma que o consolava. Ao mesmo passo que se sentia afrontado, era obrigado a se avaliar.

Ele me atacava, como se eu fosse a autora do Evangelho e guerreava comigo, como se eu fosse o próprio Deus. Uma associação doentia, que ele usava para justificar tanto ódio. 

Reivindicava meu amor gratuito, apesar de jamais ter reconhecido suas agressões. E se ofendia quando eu declarava meu amor ao dono dele.

Era como se eu o devesse. Ele tinha ânsia de acertar as contas e espelhava em mim o objeto do seu ódio. Era consumido por conflitos internos e minha fé afrontava sua infelicidade.

Apesar de estar vazio, cego e nú, é a primeira vez que vejo verdade no Moço. Uma vez que seu maior conflito está revelado, já é um passo na direção de Cristo, que veio para salvar quem deseje Salvação.

sábado, 2 de março de 2013

A Salvação dos homens (continuação)

Quando cremos que Jesus é nosso Salvador e entendemos nossa dependência constante do seu ensino, percebemos que também não ficamos livres de pecar. Há uma luta constante em nosso ser, que oscila entre fazer a nossa vontade e fazer a Vontade de Deus, esta que Ele nos revela. É que apesar de pertencermos à Ele, continuamos com nossa liberdade de escolha preservada e em nosso interior, ainda há o ego que precisa ser mortificado.

Aquele que te libertou, para que verdadeiramente você fosse livre, não te imporá Sua Vontade. Ele te fará conhecê-la, mas quem vai se dominar é você.

Mas quem segue Jesus e entende Seu grande amor, se torna imitador de suas obras. Podendo ferir, escolhe curar. Podendo acusar, escolhe perdoar. Podendo prevalecer, escolhe sustentar, auxiliar, colaborar. Podendo mentir, escolhe a verdade. Podendo viver a partir da escravidão ao ego, escolhe amar. Estas são as veredas estreitas que Deus preparou para que andemos nela. Não é nada confortável nos negar para seguir Jesus.

Contudo, a caminhada cristã dura enquanto peregrinarmos por essa Terra. Vez ou outra fracassaremos e escolheremos nos atender. Mas o Espírito Santo nos auxiliará à reconhecer nossa falha e nos guiará de volta ao Caminho reto. Isto é verdadeiramente ser livres, poder escolher o mal, mas escolher o bem, dominando assim nossas cobiças e desenvolvendo, aprimorando, aperfeiçoando o que recebemos de Graça. Deus dará o crescimento quando escolhermos o bem, mas não interferirá nas nossas escolhas.

Não há em toda a Terra, um homem que já tenha alcançado o Alvo, que esteja pronto, embora tenha recebido a Salvação. Somente seremos plenos, quando recebermos um novo corpo glorificado. Mas perseveraremos e chegaremos vencedores, desta luta diária contra nós mesmos.

"Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus." Filipenses 3:13-14

A Salvação dos homens

Salvação é Graça, é dom de Deus, é favor imerecido que recebemos independente de qualquer esforço. É o resgate do meio das trevas, através do preço pago por Jesus, o Cordeiro Perfeito de Deus, dado em Oferta pelos nossos pecados, levando sobre si a nossa culpa, riscando então a cédula que havia com nossa dívida impagável.

E embora não haja obra nossa que a possa comprar ou que nos faça merecedores dela, desenvolvê-la depende de nossas escolhas. Mas como? Quem não foi capaz de salvar-se por méritos, poderá desenvolver, crescer, acrescentar algo à Obra Redentora?

No sentido de completá-la, nada podemos fazer. Jesus não pagou a primeira parcela e deixou para nós as prestações. Ser Perfeito era a condição para que seu Sangue fosse eficaz de uma vez por todas. Não fomos perdoados simplesmente de nossas culpas, elas tiveram um preço, um altíssimo preço. E por ser Perfeito, sem máculas, sem pecados, o Sacrifício foi único e suficiente. Portanto, quem começou a Boa obra em nós, há de completá-la. Então o que Paulo chamou de "desenvolver a Salvação"?

Primeiro, precisamos trazer à luz algumas questões: Fomos salvos por que? De que? Pra que? Assim entenderemos qual a nossa parcela de responsabilidades, qual a consequência de sermos salvos e quando seremos plenos.

O homem foi criado livre para fazer escolhas. E para ser bem sucedido, precisa entender que o Centro de nossas vidas é Deus e não há outro que seja digno de ocupar este lugar. Quando o primeiro homem pecou, tirou Deus do Centro e se pôs no lugar Dele, fazendo sua própria vontade (ainda que induzido pela Serpente e por Eva) e desobedecendo a única Lei que havia no Éden. Assim provou quem era o primeiro lugar de sua vida, seu próprio ego. O desejo de ser como Deus o fez pecar e pecar contra um Ser Eterno, tem consequências eternas.

À partir dalí, todo homem ficou incapaz de vencer sua própria cobiça, ainda que amasse a Deus. Vemos no Velho Testamento, a história de um povo que Deus escolheu e muitas vezes não entendemos sua rebeldia, sua desobediência e até sua idolatria. Esta é a figura do homem antes da conversão. Apesar de ter uma ideia sobre a divindade, não consegue se vencer. Está entregue ao seu próprio ego. O pecado é gerado dentro de nós. São nossas concupiscências que muitas vezes decidem nossas atitudes e vencê-las, antes era impossível.

Então, fomos salvos de nós mesmos, da nossa capacidade de auto destruição. Se não éramos capazes de nos dominar e se nossos méritos eram incapazes de nos purificar, estávamos mortos em nossos delitos e separados de Deus, que é Puro e Santo. O Sacrifício de Jesus nos religou, reestabeleceu nossa comunhão e nos deu livre acesso à Deus pela Sua Mediação.

Não fomos salvos do mundo, mas para o mundo. É aqui mesmo que devemos ser luz e sal. É no meio do lamaçal de pecados, que devemos cuidar para nos manter limpos. É convivendo com quem ainda não se domina, que devemos mostrar ser diferentes. Não é excluindo, nos sentindo maiores e privilegiados, não é alimentando a arrogância, nem apontando o dedo em riste. Precisamos saber que somos representantes Daquele que pagou por nós e se fez Senhor. É por isso que falamos no "Nome de Jesus". É isto o que nos identifica, somos Dele.

Continua no próximo post.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Espelhos




O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus.
Era como um espelho, refletindo a imagem da pureza.
Era cópia fiel dos traços da essência divina.
Exceto naquilo que um espelho não reflete.

No íntimo, a cobiça, a ambição,
O desejo oculto de prevalecer e ser senhor de si.
O homem quis conhecer o bem e o mal. Conhecemos.
Hoje o espelho distorce a  imagem.

Conhecemos o bem, mas fazemos o mal.
Queremos resgatar a pureza do início,
mas a carne é ímã que corre para a imundície.
Já não vemos nitidamente, o espelho reflete o inverso.

No dia eterno, todo espelho será restaurado.
Refletiremos a imagem real do Criador.
Reduzidos a grãos de areia, para conhecer a unidade
Seremos um povo só... seremos um com Deus.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Maranata, oh vem, Senhor Jesus!

Ultimamente não tenho sentido vontade de escrever. Geralmente quando vem a inspiração, é como se eu entornasse o que está dentro de mim e isso acontece naturalmente, como um impulso incontrolável. Mas neste momento, minha necessidade é ser instruída. Então, silencio para ouvir.

Neste período de carnaval, meu retiro foi dentro da minha casa. Nem na igreja eu quis aparecer. Tudo o que busquei, foi fazer contato com meus próprios sentimentos. E me vi completamente insatisfeita com a vida, com as pessoas e com a ilusão que ronda os que se chamam pelo Nome de Cristo.

Habitualmente, o que se ensina nas igrejas, é que decidindo por Jesus, automaticamente recebemos bênçãos de todos os lados. E o rebanho, composto por uma maioria que se recusa a pensar, é levado pela ilusão dessas palavras hipnotizantes. Carregam à partir deste instante um sorriso de plástico e agem como se não houvesse dor por todos os lados.

Se o desejo de Deus é que sejamos UM, é evidente que este egoísmo foi enxertado por outro. Jesus tomou sobre si, uma dor que não lhe pertencia. Padeceu e se entregou sem merecer, motivado por amor. Como pode os membros de seu Corpo, não sentirem a mesma empatia? Como alguém pode ser de fato feliz, vendo o sofrimento do próximo?

Jesus era um homem que chorava. Chorou por causa da dor de uma família, lamentou a cegueira de um povo e desejou aconchegá-los debaixo de suas asas, como uma galinha. Até no Getsemani, onde o terror da morte o assombrou, ele foi fortalecido quando pensou na importância de sua morte em favor de muitos.

Na medida em que o Evangelho de Cristo, é subtituído pelo que as pessoas desejam ouvir, na proporção em que o capitalismo toma as rédeas da Igreja e adquirir bens passa a ser sinônimo de vida abençoada, é a medida que nos tornamos tão egocêntricos quanto qualquer outro que rejeita Jesus.

Quando Jesus disse que o amor se esfriaria da maioria, não estava falando da frieza que rege o mundo. O sistema deste mundo, nunca foi movido pelo amor, mas pela cobiça, pelo egocentrismo, por Mamon... É a Igreja que tem se corrompido e caído aos pedaços. É o interesse pessoal que tem roubado a consciência de sermos Um Corpo só.

A ausência do amor, tira da Igreja qualquer vínculo espiritual com o propósito à que fomos chamados. Se cada um é por si, o que professamos é uma mentira. E só se habitua com mentiras, quem nunca conheceu a Verdade.

O mundo já vive em completa frieza, porque a fonte de amor é Deus. Quanto mais distantes da luz, maior a escuridão. Quanto menor a sintonia com o Amor, maior a frieza espiritual.

Não chamo de mundo quem está fora da instituição. E não chamo de Igreja quem vive em função de um templo. Tanto mundo quanto Igreja é um pensamento, um espírito, uma força que nos conduz ou por vias que o próprio Deus preparou para que andássemos por elas, ou por vales tenebrosos que insistimos em escolher à partir da cobiça e ânsia por satisfação.

O amor já se esfriou da maioria. E isto, aconteceu por meio de um movimento sutil, um falso evangelho infiltrado com uma camuflagem  convincente, que infla o ego e corrompe os que nada entenderam.

Mas ainda existem os remanescentes. Estes que anseiam e clamam: Maranata, oh vem, Senhor Jesus!


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O Nome de Jesus



“Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome, que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, e dos na terra, e daqueles que estão sob a terra”  Fp 2:9-10


Embora a Bíblia oriente  ao cristão usar o Nome de Jesus para realizar grandes obras e alcançar a benevolência de Deus, há uma distração sobre o tema, que deveria ser  algo tratado pela Igreja, mas não é.

Sabemos que cada país traduz o Nome de Jesus para seu próprio idioma, logo, não é o simples fato de usar o Nome  que surtirá alguma mudança na situação de alguém. 

Alguns religiosos afirmam que o Nome em si, é milagroso e que não importa quem use. Mas não é verdade, caso fosse, teríamos que usar a forma original, o qual Jesus era conhecido quando encarnou: Yeshua Hamashia. E não a forma aportuguesada que o Nome recebeu.

Quando a Bíblia orienta usar o Nome, está dizendo  que falamos da parte do único que é digno, aquele que pagou o preço de sangue pelo nosso resgate. Usando o Nome de Jesus, estamos reconhecendo nossa incapacidade de alcançar qualquer favor por nossos próprios méritos, reconhecendo que somente Jesus foi perfeito.

Alcançamos o favor de Deus, através da Mediação de Jesus Cristo e não basta usar o Nome, mas ao proferí-lo, é necessário conhecer Jesus e sua obra redentora, consumada na Cruz.

Ou Jesus não teria reprovado os religiosos que teriam usado seu Nome para realizar toda sorte de obras, sem de fato ter um relacionamento com Ele: Mateus 7:22 "Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres?"

Assim, não importa se usarmos:

`Isà عسى / Yesū`(a) يسوع
Español Jesús - Josué
Euskera Josu - Iosu
Griego Ιησούς (Isoús) pronunciado /iisús/
Hebreo Yeshúa [יֵשׁוּעַ ] - Yehoshua [יְהוֹשׁוּעַ]
Inglés Jesus /ˈdʒiːzəs/ - Joshua
Irlandés Íosa
Italiano Gesù
Noruego y Polaco Jezus (Iezus)
Rumano Iisus (Iisus)
Ruso Иисус (Iisus)

e etc...

Importa crer que Jesus é o Filho de Deus, enviado por Amor, para o resgate de muitos. Temos livre  acesso à presença de Deus, não apenas pelo Nome, mas pela pessoa de Jesus, o Cristo.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

É Natal constantemente





Ele andou entre nós.
O Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo e dentro do tempo, encarnou, morreu e ressuscitou. Não permaneceu em cronos. É Deus. 

Para o cristão, o marco não é o nascimento, mas a morte de Jesus na Cruz. É este o memorial que fortalece a fé: a lembrança da obra redentora. É interessante, mas Jesus instruiu a Igreja a lembrar sempre de sua morte, não do seu nascimento.

De fato o Eterno não aniversaria, mas esta é uma das oportunidades de nos reunirmos em Nome de Jesus, ao redor de uma mesa, em verdadeira comunhão, sem excluir aos que não tem os mesmos privilégios. É oportunidade de por em prática tudo o que sabemos a respeito da paz, amor, perdão, união, altruísmo...

Saber que Deus caminhou com os homens nos enche de alegria, viver o que Ele ensinou, nos aproxima Dele em relacionamento.

Mais importante do que lembrar da cena humilde num estábulo, é saber que aquele menino era a promessa de Deus, enviado ao mundo para nos resgatar, por amor. E que após a consumação de sua obra redentora, passou a nascer no coração dos homens cansados e sobrecarregados.

Jesus nasce a todo momento no coração de quem deseja a Vida. E nos convida a dar sentido à nossa caminhada junto à Ele.

Quem imagina que ser cristão é seguir um conjunto de doutrinas religiosas, não entendeu ainda o que é caminhar com a pessoa de Jesus. Não fomos chamados para viver em função da Igreja, mas a Igreja foi instituída por Ele, em função da Vida.

A instrução, é para sair anunciando que o preço foi pago, acolhendo quem deseje se agregar em nome da fé, socorrendo quem necessite de amparo, buscando sempre  aprender com o Mestre na vida, nos encontros, nas relações.

Se Jesus já nasceu em você, esta noite tem sabor diferente. O verdadeiro sentido do Natal é a certeza de que Ele nos fez Um com Ele, para que fôssemos todos Um, a família de Deus. 

Muitas pessoas não sabem verdadeiramente o que estão comemorando. Talvez para alguns, o Natal ainda não tenha chegado. Cabe à você e à mim, dizer que Deus conosco, é muito mais do que uma festa religiosa, Natal é o início de uma caminhada na companhia de Deus.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Meu justo, viverá pela fé

Algo que só traz confusão à mente do homem, é  a associação que ele faz entre bênção e merecimento. Não há homem que não peque, por isso, todos foram destituídos da presença gloriosa de Deus e nenhum merece coisa alguma da parte Dele.

Porém, houve da parte do próprio Deus, uma ação que possibilita ao homem viver melhor, mediante a fé, que é um atributo espiritual, dado ao homem quando Deus soprou-lhe as narinas. Não há homem que não possua fé, embora a maioria deles não a usem ou a distorçam.

Eu mesma, um dia passei por turbulência que quase me fez sucumbir, pois não conhecia e nem usava a fé. Mas no momento em que alguém me ensinou sobre ela, as coisas ao redor mudaram.

Não, não creio que Deus entrou na minha história naquele momento e resolveu me estender a mão. Creio que Ele fez isto por toda a humanidade, antes que houvesse mundo. Deus não age dentro do tempo, entrando e saindo a todo momento. Nossa percepção é que assimila assim.

Jesus Cristo homem, consumou o plano de Deus dentro da história. Disponibilizou à quem cresse, a autoridade para mudar as coisas ao redor, desde que nossa vontade esteja em sintonia com a Vontade de Deus, estabelecida desde a eternidade.

Assim, quando fui curada de uma infecção que me afligia por quase um ano, minando minha paz, autoestima, alegria, confiança... não foi porque Deus me preferiu, privilegiou, viu algum merecimento em mim, etc. Fiquei curada, quando usei a fé que muitos rejeitam ou simplesmente desconhecem. Bastou que alguém estimulasse minha fé e 4 dias foram suficientes para que a secreção parasse, as dores sumissem, a cirurgia fechasse, a qualidade de vida voltasse.

A Boa Notícia consiste numa salvação integral. Não apenas vislumbrando um tempo futuro, na consumação de todas as coisas. Mas uma Salvação na vida, em cada um dos seus aspectos, que só acontece mediante a fé. Uma vida verdadeiramente abundante.

Se o homem não usa a fé, o mundo o engole. Usando-a, as bênçãos o perseguem. 

Isto, sem que haja privilegiados, escolhidos, grupos seletos de gente perfeita. Deus não faz acepção de pessoas e basta que  o homem entenda a Cruz, para que em sua vida se concretize o que Jesus prometeu: Ao que bate, abre. O que busca, encontra. O que pede, recebe.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Meias verdades




Como sondar o Espírito? Como definir o Mistério?
Se Deus é insondável e seus caminhos inescrutáveis, o mais coerente é analisar o que sou. Só assim posso compreender a impotência da condição humana e alcançar o mínimo que minha mente pode entender sobre o Eterno.

Quer ver só uma coisa?
Se não sou capaz de alcançar a salvação por mérito próprio, tampouco sou capaz de me manter salva. Logo, o justo mesmo é que Deus me mande pros quintos (cai o arminianismo). Mas porque a Justiça de Deus é Cristo, minha imperfeição não é imputada para condenação. É da Perfeição de Cristo que preciso como mediação.

Sou livre? Veja:
Se desejo o bem, mas não consigo realizar. Se não quero fazer o mal, mas acabo fazendo, onde está a liberdade? Posso fazer escolhas, mas ainda dependo da direção de Deus para acertar. Logo, Deus jamais deixou de intervir no meio dos homens. Nisto está nossa constante dependência, apesar da livre escolha. Sem Ele, o homem está à mercê de sua própria incapacidade de fazer o bem.

Isso é escravidão? De forma alguma, já que cada homem escolhe se vai ou não se relacionar com Deus (cai o calvinismo). Dessa forma, a afirmativa de que um ateu seja recebido no colo de Deus, como alguém disse ontem, é incoerente. Seria uma violência, uma tirania, se Deus impusesse a própria presença eternamente, à quem nunca desejou estar com Ele. E a liberdade de escolha? E a Justiça? Isso é amor? (cai a teologia relacional ou seria o universalismo?).

"Se Deus é amor, não há inferno". É o mesmo princípio que os calvinistas usam quando dizem "Se Jesus é Senhor, não há liberdade, livre arbítrio". Conceitos limitados à mediocridade humana. Deus não é lógico, é Mistério!

Viu como é fácil viajar na maionese, construir e desconstruir conceitos humanos, fundamentar crenças à partir da nossa limitação? O fato é que nossa imperfeição é empecilho para uma perfeita revelação. Passamos muito mais tempo discutindo opiniões, do que vivenciando o Evangelho na vida das pessoas. Gastamos nossas vidas entre julgamentos e condenações, esquecemos que o selo dado como penhor, é o amor.

Ainda bem que Jesus simplificou as coisas para nós, pois quem amou, cumpriu a Lei de Cristo. Todo o tempo que gastamos discutindo correntes teológicas, é egocentrismo e sede de prevalecer.

Drummond escreveu um poema que ilustra bem o que penso à respeito:



VERDADE
Carlos Drummond de Andrade

A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.