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sábado, 16 de julho de 2011

A casa de Deus



A ilusão de habitar na "casa de Deus", como costumamos apelidar os templos, alimenta a hipocrisia no meio cristão. Isto, porque quando atravessam porta adentro, alguns se vestem com a roupa do esteriótipo da perfeição e camuflam a humanidade, inseparável da nossa condição. E quando estão fora, esquecem-se de que de Deus nada se encobre, nem mesmo o mais íntimo sentimento.

Deus não habita em paredes, mas em corações contritos que o desejam, que se reconhecem e que não negam sua imperfeição.

Igreja, é o ajuntamento humano, congregados no Nome de Jesus, a Perfeição. Seja no templo construído, na praia, na praça ou sob o viaduto. E ser cristão é uma postura de vida, seja dentro ou fora do prédio, seja às vistas de todos ou no silêncio do quarto.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Me leve pela mão











Nas veredas desta vida
quando perder a direção,
Paizinho, me leve pela mão.

Que sua doce voz,
me guie na escuridão
Paizinho, me leve pela mão.

Não permita que eu me perca
enganoso é meu coração.
Paizinho, me leve pela mão.

Me ensine à entender Sua vontade
no Senhor, nada é em vão...
me leve sempre Paizinho,
conduza-me pela mão.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Meus pets

Eu já não queria mais nenhum bichinho, porque a minha Safira já supre essa necessidade de integração com a natureza, nosso amor sempre foi recíproco e quando a desejei, pensava que quem cuidaria dela, seria eu. Mas assim que foi crescendo, sua personalidade foi se revelando e percebi que ela veio para cuidar de mim. Assisti ao parto e assim que nasceu, sabia que seríamos muito amigas.

Ciumenta que só, ela não permitia que outros cães se aproximassem e ao escutar o menor barulho, ia cheia de atitude fazer a guarda da nossa casa. Um pouco espaçosa, verdade, acabou dominando mais do que deveria, mas com aquela graça e sedução, foi tirando de mim toda a permissão que queria. Era meu xodozinho. O bebê da casa. Ao mesmo tempo minha companheirinha, minha amiga fiel, aquela que festejava minha chegada e ia no portão se despedir quando eu saía. Safira me olha apaixonada até hoje e basta um olhar para que entenda a ordem. Nem sempre obedece na hora que mando, mas sei que entende :)

Heis que me deu uma volta e já no primeiro cio, deu 4 crias. E no segundo cio, a volta foi escondida, porque só percebi aquele barrigão crescendo e pensava que era gravidez psicológica. Logo nasceram os 6 rebentos, sendo que um estava morto.

Começou a maratona pra encontrar donos para os filhotes, mas um deles nasceu com problemas de locomoção. Se arrastava como uma lagarticha e depois de maiorzinho, tinha as patas trazeiras esticadas nas juntas. Caminhava, mas com certo desequilíbrio. Então, encontrei donos para todos, menos para ele, o Nico.

Entreguei os filhotes, dois para Sete Lagoas e dois para meus irmãos, que moram pertinho. Mas percebemos que uma virose os tinha acometido. O da minha irmã morreu logo, com uma pneumonia e a do meu irmão, morreu pouco depois com problemas na pele e no sistema digestivo. O Nico, que estava comigo ainda, começou com os sintomas da tal virose, a Cinomose, mas eu dava um complexo de vitaminas e oferecia outros tipos de alimentação mais fácil, enfim, ele acabou passando pela virose e ficou curado.

Porém, em seguida, percebi que ela tinha comprometido o sistema neurológico e ele começou com as convulsões. A veterinária receitou Gardenal, umas vitaminas e ele passou a me ensinar a prestar atenção no tempo, porque o remédio tem hora marcada. Parece uma preocupação à mais e é. Algo que eu não desejei, não planejei...

Mas ontem, meu irmão estava medicando os cães dele contra parasitas e pensou que ele ficaria infestado, se fosse o único a não ser medicado. Deu o remédio e o bichinho entrou em choque. Quando cheguei da rua, ele me viu e saiu da casinha, mas não conseguia ficar em pé. Estava entoxicado e desmaiou. Como estava com os olhos abertos e foi perdendo a voz, ficando frio, o enrolei no cobertor, mas já esperando o último suspiro.

Então já fiquei angustiada, imaginando que não teria mais aquele olhar doce, aqueles apelos choramingados, aquela carência crônica de quem depende de mim. Meu bebezinho estava morrendo e eu não podia fazer nada. Como à noite estava ainda respirando, coloquei mais cobertinhas e deixei ele quietinho. De manhã acordei com seu chorinho e ele estava bem :) Ainda cego e surdo, cambaleando, mas aceitou comer. Durante o dia foi se recuperando e agora está brincando lá fora.

Fico pensando no propósito de todas as coisas. De como nossa postura diante da vida vai mudando.
Eu não queria, mas já que fui escolhida para cuidar, já não quero perdê-lo. Safira veio para cuidar, Nico veio para exigir cuidado. E ambos são meus companheirinhos, que fazem um fuzuê que eu adoro em casa.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Seguindo em frente

Pensei em dar um tempo de internet, pra cuidar de mim, do meu filho e de nossos problemas reais.
Mas decidi dar continuidade ao que me propus, porque o Evangelho é mais importante que minha vida e Cristo vem antes do meu filho.

Meus amigos foram filtrados, fato. Mas do meu lado, tenho os verdadeiros.

sábado, 2 de julho de 2011

Sobre a menos-valia

Uma pessoa menos-válida, não valoriza as conquistas e nem o que possui, mas fica incomodada com o que os outros conseguem, fazem, realizam, e conquistam. Possivelmente este post não receba comentários, pois não há justificativas possíveis para a absolvição da inveja.

Há poucos dias atrás, anunciei que daria um tempo de internet, porque às vezes cansa. Estava decepcionada e frustrada por ter acreditado no bom caráter de pessoas que se revelaram inimigos. Mas depois revi minha posição e resolvi tentar mais um pouco. Não desisto fácil das minhas coisas e primo pelo meu espaço. E principalmente, exijo verdade dos que convivem comigo, porque de mim, conhecem o avesso.

Em se tratando de uma opositora, aparentemente melhor posicionada que eu, como justificar que alimente um sentimento de menos-valia com relação à mim? Chegando inclusive à declarar que copio o que digo e não digo o que penso. Evidentemente os elogios que assistiu durante anos, foram afrontas que teve que engolir. Uma pessoa que afirma que outra confunde elogios com cantadas, possivelmente não receba nem uma coisa, nem outra.

À partir de um problema particular que ela pescou no ar, sem conhecer os detalhes, como uma semente que vem no vento, durante anos ela veio regando, com doses diárias de sarcasmos e manipulações, de forma que o tempo deu crescimento. Assim ela ajudou à perpetuar a sombra de um problema que eu nem levava mais em conta, porque no tempo necessário, foi resolvido, da forma que a vida decidiu.

Sua vida confortável não a supre, pois sempre quer mais. Mas não entende que o vazio espiritual, não se preenche com coisas, destaques, aparências. Por causa disso, minha satisfação com apenas o básico, faz com que se enxergue medíocre.

Me sentir bem conhecendo minhas imperfeições, ter paz no travesseiro e satisfação no espelho, a deixa desconcertada, porque não consegue isso nas clínicas de plásticas, nem nos salões de beleza e nem nas alegrias sintéticas encapsuladas para camuflar suas frustrações, tampouco na auto-estima que busca no poder virtual dos fóruns.

Eu, livre para proclamar minha fé sem rédeas. Ela, decorando o que ouve e se apoiando, não numa experiência de vida com Deus, mas na fé de uma pessoa amada e falecida que lhe serviu de referencial.

Portanto, não se conforma que eu seja tão bem resolvida, tanto com minha liberdade, quanto com meus pensamentos e prazer na simplicidade.

Pois sua menos-valia, não permite que encontre prazer na própria vida. E a integridade dos outros, lhe ofende. Nada que construa pode suprí-la, porque o bem do outro, é mal para si. 

Será sempre cega para o que recebe de bom, porque está ocupada em fazer o mal, camuflada sempre numa linguagem sedutora e na encenação daquilo o que não é. Assim confunde os aliados e é assim que joga uns contra os outros. É liberando micro doses diárias de veneno, que ela encontra função para a própria existência. 

E por mais conquistas que tenha, não valoriza, seu prazer consiste em destruir sorrisos. Assim se vinga por ser infeliz, nua e vazia. Talvez agora entenda o que eu disse: Quando alguém tenta me calar, transbordo pelos poros. E se quero me livrar de pesos, porque não vou seguir carregando isso, escolhi este espaço para deixar minha indignação.

Definitivamente nossos caminhos são inversos. Contudo, Cristo me consola dizendo: "Não temas, Eu Sou a Verdade e venci".


sábado, 25 de junho de 2011

Parábola do Filho pródigo


A parábola do filho pródigo fala ao meu coração, mas desta vez, com um novo olhar. 


O filho que se rebela, mergulha no mundo, planta e colhe, acaba ganhando uma bagagem de experiência que lhe dá o crescimento. Vejo a trajetória de um cristão, que além da consciência de ser filho, recebe da vida o desejo de também ser servo.


É interessante observar que o filho que se distancia e obedece a própria carne, se torna miserável, vazio e sem noção do amor do Pai, que tudo o que mais quer, é tê-lo perto para suprí-lo. 

Mas nada acontece ao filho, enquanto olhava para si e tudo muda quando volta a olhar para o Pai.

Quando voltou arrependido, disse: "Pai, pequei contra o céu e contra ti, já não sou digno de ser chamado teu filho, trata-me como um dos teus empregados". O pai, não levou em conta as palavras, mas o sentimento do filho. O reconhecimento de sua condição foi suficiente para recebê-lo.

Ele volta arrependido, mas o principal, é que traz consigo o sentimento de conhecer sua verdadeira condição. Diz "não sou digno" e apesar dessa consciência, percebe que para o Pai, isto é motivo de festa.

O outro filho que ficou, aparentemente fiel e obediente, não conheceu o Pai realmente. Ficou indignado, porque se sentia merecedor do melhor. Não havia sentimento de gratidão, porque sentia que usufruia de um direito seu. Se ofendeu com as ações de Amor e grande Misericórdia e achou que o irmão mais pecador, não merecia ser perdoado. Até aquele momento, não se enxergou. Não viu a bondade do Pai, não reconheceu seu favor. 

Só é possível enxergar o amor de Deus, à partir da consciência do que nós somos. Conhecendo nossa miséria, é que conhecemos a Grandeza do Deus que se deu por nós! 


Ele andou encarnado entre nós e sabe o material com o que fomos feitos, conhece nossas fraquezas, sabe o peso que carregamos nessa terra. Aquele que foi errante pelo mundo, que reconheceu seu fracasso, que viu sua condição miserável, este recebeu honra, festa e favor. Mas ao contrário do que muitos pensam, é ele o espiritual. O outro, que se deu o direito de julgar até o Pai, é carnal. 


A verdadeira submissão, provém da humildade, adquirida com o crescimento espiritual. 


Creio que por isso mesmo Jesus disse: O que mais ama, é o que tem a maior dívida perdoada.


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dando um tempo

Decepcionada com muitas coisas, resolvi dar um tempo de internet, pra desintoxicar um pouco a cabeça, já que os problemas do cotidiano, já ocupam boa parte dos meus pensamentos.
Mas amo vocês e assim que der volto, neste blog ou em outro. beijão

sexta-feira, 10 de junho de 2011

No guarda-roupas



Quando eu era criança, meus traços autistas eram mais evidentes, lógico.

Quando algo me angustiava, eu não titubeava. Corria pro meu esconderijo secreto: dentro do guarda-roupas dos meus pais e ficava sentadinha no fundo dele, no escuro, no silêncio, sozinha com meus pensamentos, me distraía e logo esquecia a angústia...

Sei que num momento como este que estou passando, entraria e esqueceria de tudo.

A gente cresce e não cabe mais dentro guarda-roupas e nem as aflições desta vida cabem dentro de nós. Parece que são maiores que o peito.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Limites...

Como eu lamento não ter aprofundado mais ainda na amizade com essa moça...

A gente não sabe o que o futuro traz e pensa que tem todo o tempo do mundo.

Imagine uma pessoa presa numa cadeira de rodas, com cada parte de seu corpo deformados. Desde o rosto, orelhas, tronco, membros, mãos e pés. Tudo isso compacto num corpo de pouco mais de um metro. Dependendo de pessoas para mudar a posição desconfortável na cadeira, dar banho, fazer curativos nas feridas que a cadeira e a cama deixavam.

Agora imagine que essa pessoa teve os melhores 30 anos que uma pessoa naquela condição poderia ter. Saía com frequência com os muitos amigos, não perdia um lançamento de filme no cinema, conhecia tudo de música, lia todos os livros, amava poesia, estudou e se formou em Jornalismo, esbanjava sentimentos pelos poros, conquistava à todos que a cercavam, inclusive amigos virtuais como eu.

Iza era líquida.
Não poupou esforços para alcançar e ultrapassar os limites que a vida lhe impôs.

Transpôs barreiras, enfrentou preconceitos e não aceitava a pena das pessoas. Foi guerreira e escrevia com uma lucidez que poucas pessoas ditas normais, conseguem.

Se foi cedo, verdade. Mas deixou uma legião de admiradores. Lições que carregaremos pra sempre.

Nós, que nos limitamos por vontade própria e deixamos de fazer coisas que são possíveis, até com certa facilidade, agora vemos na Iza, alguém que Deus pôs em nosso caminho, pra ensinar que o limite, nós determinamos com nossas escolhas.

Iza sugou da vida tudo o que era possível. Foi plena e feliz. 
Não pensei que fosse sentir tanto a ausência de alguém que não cheguei a abraçar, mas ultimamente vinha acompanhando mais de perto as coisas maravilhosas que ela escrevia. Ela entornava para todos os lados, parecia um espelho meu. Mudou minha forma de ver a vida, meu vício de me conformar com o limite, com o difícil, com a falta de garra.

Só a morte conseguiu deter a sede de vida daquela moça.
Exemplo que carregarei no coração enquanto viver.

Este aí na foto, é o Fernando Anitelli, nosso amor em comum. Foi através da banda dele que nos conhecemos e trocamos figurinhas. Mas ele foi apenas o canal, porque a Iza era especial em todos os sentidos e não entrou na minha vida por acaso. Saudades demais!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Peça tipicamente evangélica



Ontem na escola dominical, após um café da manhã coletivo e agradável, fomos convidados à assistir um filme. Se tratava de uma peça teatral, muito impactante e até chocante no início. Algumas crianças até se retiraram assustadas e foram brincar em outro ambiente.

Até a parte onde o diabo trazia pessoas acorrentadas pelo pescoço como coleiras, que mesmo ouvindo a boa notícia do Evangelho, recusavam dizendo não crer no amor de Jesus, por causa das circunstâncias que Ele permitia que elas passassem, dava pra ter uma noção do que há por trás do mundo que enxergamos, das coisas espirituais das quais não alcançamos, das limitações que o diabo impõe no entendimento de quem sofre.

Intercalando com cada episódio de calamidade: fome, discórdias, drogas e promiscuidade, uma jovem deficiente física anunciava a Salvação por meio do sacrifício de Cristo, falava de amor, de solução e libertação. Alguns debochavam dela, por ser anã e ter pernas tortas, mas ela acabava mostrando que a deformidade da vida deles era a pior e oferecia a cura. Até alí, havia até algum sentido, mas comecei a me preocupar.

O diabo sempre presente, caricaturado por um jovem que fazia comédia com situações do cotidiano e prometia estar presente no enterro daquelas pessoas levando "floooreeeeeesss".

Porém, num certo momento da peça, ele passou à direcionar as acusações à Igreja de Cristo, denunciando os problemas ainda corriqueiro na vida de crentes. Daí, minha atenção se redobrou e eu vi que embutido numa mensagem que poderia ter parado naquele exato ponto, havia acusação para os que servem à Deus.

Dalí em diante, o diabo praticamente condicionou a Salvação às obras humanas, condicionou a Fidelidade de Deus à fidelidade humana, fez uma salada do que é Lei e o que é Graça, citou versículos isolados e acoplados à outros que não pertencem ao mesmo contexto e a ameaça do inferno alcançou à Igreja. E quando me refiro à Igreja, estou incluindo cada pessoa de cada povo, língua, nação espalhados por toda a Terra, congregados ao Nome de Jesus. Para estes, nenhuma condenação há, é o que diz a Palavra.

Cá do meu lugarzinho eu identificava cada erro evangélico, cada vício de pregação, cada mentira deslavada, digna mesmo do enganador.

Sei que muitos irmãozinhos saíram dalí impactados e com medo do inferno. Eu saí um pouco mais decepcionada com a falta de discernimento dos que escolheram a peça. Na verdade crêem assim, mas eu não.

O dever da Igreja é anunciar o Evangelho ( a Boa Notícia de que o preço foi pago e a dívida riscada). Já não há escravidão para os que crêem. Pregações com ameaças de condenação são completamente anti-bíblicas, porque o Preço eficaz, foi pago por Alguém Perfeito. Não é no nosso mérito que somos alcançados, mas por causa da Perfeição de Cristo. Ameaçar a Igreja com o inferno, é colocar cabresto em quem Jesus comprou.

Se observarmos o homem mais idoso, o mais sábio, o mais rico, o mais poderoso, ainda assim veremos nele imperfeição e incapacidade de se justificar por obras. Não há ser humano que não dependa de passar por Cristo para chegar à Deus. E o aperfeiçoamento é durante a caminhada, todos temos coisas a serem tratadas, mudanças quase imperceptíveis, mas que acontecem quando cremos.

Fora a mistureba entre velha aliança e nova aliança que as igrejas fazem, confundindo ao invés de dar crescimento. O povo perece por falta de conhecimento, porque não tem quem ensine a verdade. Tomam as promessas feitas à Israel e promessas feitas à homens específicos, como se Deus agisse por atacado. Não! Deus tem um relacionamento com cada um de nós, promessas e bênçãos que dependem da nossa aceitação. Um Deus pessoal, que cuida de cada indivíduo artesanalmente.

Enfim, no final, pra mim foi apenas ficção. Mas pra muitos, uma sentença pesada demais para carregar.




Estes são alguns trechos da peça. Como entretenimento, tem até certa graça, mas como verdade bíblica, pouca Graça tem.

sábado, 28 de maio de 2011

Os cegos

Ontem na reunião, eu levantei uma questão que temos conversado durante todo este mês de maio, sobre um mal que tem assolado nossa congregação. Uma frieza que impede a realização de maravilhas, como se ouvia falar há algum tempo e que eu mesma provei na minha carne.

O Leirson, aquele jovem que está se recuperando da cirurgia de apendicite, só começou à exercitar a fé, depois de ouvir o que Deus fez por mim, quando passei por uma situação semelhante. Então,  enquanto trabalhava, eu perguntava à Deus no meu íntimo, o que aconteceu para que hoje, as curas, libertações e intervenções sejam cada vez menos experimentadas pela igreja.

Um dos pastores comentou sobre o caso de um paralítico que saiu do Brasil, para receber oração de um coreano e voltou à andar. O que há então? Deus é o mesmo e Nele não há sombra de variação. Deus gosta tanto de brasileiros, quanto de coreanos. A Bíblia deles não tem sequer um ítem à mais que a nossa. Onde está a falha então?

E Deus ia me ensinando, enquanto eu trabalhava e meditava, na situação de dois cegos.

Imaginei meu tio Eudes, que vem na minha casa todos os anos e fica sempre no mesmo quarto. Se ele deseja usar o banheiro, sabe que se seguir pelo corredor, é a primeira porta à direita. Se quiser dormir, sabe que basta seguir reto e chegará na cama e encontrará o cobertor sobre o travesseiro. Sabe onde está a geladeira, a mesa, o sofá e tem liberdade e autonomia para usar a casa sem depender de outras pessoas o tempo todo. Uma vez ou outra, pede um café, porque sabe onde está a mesa, mas pode errar a xícara e sujar a toalha.

O outro cego, seria alguém de menor intimidade, que se eu recebesse na minha casa, ou teria que ir com ele para lá e para cá, ou teria que dar coordenadas tipo: à direita tem um banheiro, se você quiser dormir, é só seguir reto, lá tem cobertor, travesseiro, é só esticar a mão. Aqui na sala não tem erro, basta seguir pela parede, até chegar num sofá. Na cozinha é assim e assado... mas mesmo com as coordenadas, ele ainda as esqueceria de vez em quando, ou deixaria de fazer algo por insegurança, ou ainda dependeria de mim para levá-lo de um lado para o outro.

Então entendi perfeitamente o que Deus falava ao meu coração. A diferença está única e exclusivamente na fé, essa confiança e intimidade que meu tio Eudes tem e o cego estranho não tem. Ambos tem a mesma ausência de visão do que é mistério aos homens, ambos tem as coordenadas nas mãos, que é a Palavra, a Bíblia, mas um tem segurança e o outro não. Um usa a fé e o outro é dependente.

Usei o Leirson de novo, porque bastou ouvir que Deus me curou em quatro dias e já no dia seguinte, começou à se formar uma membrana que fechou a ferida e a carne começou à regenerar. 

A fé é o elo que nos liga à Deus e à Sua intervenção. Sem fé não o agradamos e não temos condições de percebê-lo. Sempre que Jesus curava, libertava, dizia "sua fé te salvou" porque mediante a fé, tudo acontece. O justo vive pela fé. Às vezes o braço do Senhor está estendido na nossa direção, mas como não confiamos, não esticamos também nosso braço para receber. Estamos cegos, com as coordenadas nas mãos e ainda assim desorientados.

Concluí o raciocínio e creio que todos alí na reunião entenderam a analogia. Ao invés de pedir isso ou aquilo, peçam fé. Senhor, acrescente fé, aumente a fé, injete fé, me faça crescer na fé. Porque é por meio da fé, que apesar das nossas limitações, encontramos em Deus a segurança para usufruir do que Ele já nos deixou disponível, quando na Cruz, Jesus disse "Está consumado".

"Sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam" (Hebreus 11:6).


Marcos 9:24 "Imediatamente o pai do menino exclamou: creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade!"



Invasores

Queridos, deu tilt aqui.
Não estou conseguindo acessar e estou tentando salvar o blog com outra conta.
Infelizmente não posso ainda responder os comentários, mas espero que tudo volte ao normal.
Afinal, este aqui é meu "Samuel", o filho que gerei, mas consagrei pra servir à Deus.
beijos em todos e até breve, se Deus permitir.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Deus é o mesmo!


"Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação. " Tiago 1:17

Estou chegando de mais um culto no lar. 
Durante todo este mês de maio, estivemos visitando a casa dos irmãos.
Foram encontros muito agradáveis, mas principalmente de comunhão na dor e na alegria. Onde tivemos oportunidade de interceder pelas causas uns dos outros de forma mais íntima. Faltam apenas 2 lares à serem visitados, portanto até aqui o Senhor nos ajudou.

Mas o que eu queria comentar, compartilhar com vocês, é sobre um caso de um jovem que operou às pressas de apendicite. Como descobriu um pouco tarde, a cirurgia foi de risco e o corte maior que o habitual. Além disso, durante a recuperação, um dos pontos abriu e virou um buraco, por onde dava pra ver o interior do corpo dele. Isso o deixou deprimido, é apenas um adolescente e por este orifício saiam secreções, foram necessários drenos e as medicações não davam resultado. 

Na semana anterior, eu havia comentado sobre uma situação semelhante que passei. Foram 10 meses de luta sem resultado, mas depois de uma oração e por meio da fé, fui curada em 4 dias.

A tia do rapaz contou meu testemunho à ele, que já estava desejando passar por nova cirurgia pra fechar aquele orifício. Ele creu e ela contou que estávamos intercedendo por ele.

Hoje ela testemunhou que a ferida está cicatrizando, que em apenas um dia, já não dá para ver o interior, mas se formou uma membrana e a carne começou à fechar. 

Fico emocionada, porque sabemos que nosso Deus é o mesmo e não muda. O que muda, é nosso foco diante das circunstâncias. O medo, a insegurança, a nossa condição mesmo, não nos permite uma entrega plena, um descanso completo no colo do Pai. E tudo o que nos falta é crer Nele.

Bastou o menino crer que aconteceria com ele o que aconteceu comigo e já no dia seguinte houve uma resposta. O menino está confiante e logo estará de volta à comunhão da igreja.

Deus não muda e tem o braço estendido na nossa direção.
Basta que estendamos para Ele também o nosso braço, para que Ele nos conduza à Sua Vontade.
Temos provado de Deus nesses dias ainda mais intensamente, mas Ele nos atrai com Seu Amor o tempo inteiro. Em cada situação, em cada momento difícil. Quando nos colocamos diante Dele como dependentes, Ele responde, porque tem prazer na nossa alegria!

domingo, 22 de maio de 2011

Homenagem

Há duas semanas Belinha comemorou seus 30 anos.
Um pouquinho dela pra você sentir o quilate da menina: http://www.belinha.art.br/
Ontem, foi ter com o Papai do céu, deixando saudades em uma multidão.

"Menina, vou te guardar comigo!" :'(

http://www.youtube.com/watch?v=rnjnXK1uwiA&feature=player_profilepage

http://twitter.com/#!/IzaFreitas

Reconstrução



Sinto que tudo aquilo o que começou a ser destruído desde meus tenros tempos de infância, veio abaixo definitivamente. Hoje retirei os entulhos.

Encontrei ouvidos que me ajudaram a limpar o terreno. Estou pronta pra começar uma nova construção, mais forte e gloriosa que a primeira.
Deus é Bom!

sábado, 14 de maio de 2011

Por que Jesus morreu por você?


Em verdade, em verdade mesmo, Jesus veio nos enxertar no Ramo. Para concluir o plano de Salvação que existe desde antes da fundação do mundo. O alvo de Deus sempre foi a humanidade. A demonstração de amor ao imolar o Cordeiro, nos prova que verdadeiramente Ele nos amou primeiro. Mas primeiro meeeeesmo, antes que houvesse homem ou pecado. Porque o tempo é problema nosso, não de Deus, que conhece todas as coisas.

A Lei foi entregue aos judeus, para mostrar a incapacidade humana de se justificar por obras e a necessidade de uma nova aliança, para que tanto gentios como judeus pudessem ser justificados mediante a fé em Cristo. Essa passou a ser a Justiça de Deus. Deus não foi pego de surpresa no Éden, muito menos rejeitou os outros povos escolhendo Israel. Cada estrangeiro que desejou servir ao Deus de Israel foi recebido e cuidado. Inimigos eram apenas os que tinham outros deuses diante de si.

Por que digo que a obra redentora existiu antes do pecado? Porque a morte de Jesus na Cruz foi planejada fora do tempo conforme (I Pedro 1 : 20).
Em todo o AT, Deus nunca prometeu o céu à Israel. As promessas de Deus para Israel sempre foram terrenas (aliás, os adeptos da teologia da prosperidade, usam basicamente o AT para basear essa heresia, como se as promessas à Israel, fossem pra Igreja).

Sem se dar conta que o NT é uma nova aliança, com promessas especificamente espirituais e a promessa do céu à Igreja (gentios e judeus convertidos à Cristo), as igrejas hoje fazem essa mistureba que só causa confusão e divisão.

Da mesma forma que os dons espirituais e a habitação do Espírito Santo no homem, pertence à Igreja e não à Israel, as promessas de prosperidade e triunfo mediante a fidelidade pertencia à Israel e não à Igreja.

O que não significa que um crente não possa ser próspero, mas tem a mesma chance e possibilidade que o ímpio, o incrédulo. Não há promessas nesse sentido para a Igreja. Nem garantia de que teremos sempre vitórias. Aliás, fomos muito bem preparados por Cristo, para suportar as perseguições, as aflições, as afrontas do mundo, etc. Nossa esperança está no porvir. 

A Ira de Deus recairá apenas sobre os que rejeitarem a Salvação, dada por Ele gratuitamente. Mas é tanta versão, que realmente, ninguém fala coisa com coisa.
De uma coisa eu sei: DEUS AMOU O MUNDO DE TAL MANEIRA, QUE DEU SEU FILHO UNIGÊNITO, PARA QUE TODO AQUELE QUE NELE CRER, NÃO PEREÇA, MAS TENHA A VIDA ETERNA. 

A Porta foi aberta desde sempre (e por AMOR). Só não entra por ela quem não quiser.



terça-feira, 10 de maio de 2011

Mordaça e grilhões

A falta de reação, enfraquece o agressor, dizia Gandhi. Os hindus sabem disso, alguns cristãos não. Atacam primeiro por via das dúvidas, mesmo aprendendo de Cristo que dar o outro lado da face, representa renunciar ao ego. "Evangélicos" patifes, tem aos montes!

Só sei que de monstro, fui promovida à santa, por causa da resignação em meio às agressões de alguns "cristãos". Primeiro a exclusão era por repulsa, agora para que a poesia triunfe, afinal, todos saímos inteiros dessa situação. Eu, porque não me deixei abater e perseverei, eles porque enfim descobriram os equívocos do início ao fim.

Mas por falta de coragem, covardia mesmo, tudo ficou por isso mesmo. Continuamos sem contato, embora agora, à léguas de distância, eu mereça o respeito deles.

Tudo o que eu queria, era poder ser o que sou, mostrar virtudes e defeitos e ainda assim poder dar e receber amor. Minha vida é pela metade, porque pra mim, nada se resolveu :(

Jamais conseguirei entender mordaça e grilhões como algo necessário. Irmãos em Cristo que não se falam, não se olham, nem repartem o pão.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Intolerância



Tenho um amigo que diz "Não me envergonho do Evangelho, só dos evangélicos" e a cada dia assimilo mais essa frase. Oh raça de víboras!

Não me refiro aos que se reconhecem necessitados da graça, dos que anseiam pela presença de Cristo, mas aos santarrões que julgam o mundo.

Os que impõem aos berros suas leis distorcidas e negligenciam no amor, na tolerância e na justiça. Anunciam condenação e não a boa Notícia!

Nossa missão é anunciar a salvação, congregar pessoas ao Nome de Jesus, não tentar mudar o sistema do mundo, pois estamos nele, mas não somos dele.

Vivemos sob o Reino de Deus e temos que fazer diferença.

sábado, 30 de abril de 2011

Da morte para a vida

Joã 3:16-18 "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus".

Considerando que o homem já está julgado (condenado) por natureza, existe só uma opção para ele: ser salvo. E Deus tornou essa opção o caminho mais fácil, já que Cristo fez tudo o que precisava ser feito. Havia um preço e ele pagou na cruz. Agora vale o que está aqui:

Joã 5:24 Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, ecrê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Trilha





Esse é um daqueles momentos em que o silêncio grita e acusa.


Me sinto como uma trilha no meio do mato. Tanta gente passou por aqui, usufruiu, largou lixo, foi direcionado, mas na verdade, ninguém ficou.


Talvez eu não tenha nascido pra fazer falta, mas jamais esqueci quem passou por mim.

sábado, 9 de abril de 2011

Lendo com o espírito

Os textos bíblicos, relatam histórias com essência espiritual.
Não são textos escritos para serem entendidos pela lógica humana, mas revelados para serem discernidos espiritualmente. São inspirações que edificam a fé, ainda que a lógica se surpreenda.

Quem lê e tenta entender com a mente apenas, além de não conseguir alimentar o espírito, tentará desvirtuar o sentido das escrituras. Ou dirá que Deus em outros tempos agia de outra forma, o que não é verdade, porque Deus é o mesmo, sem sombra de variação. Ou ela considerará as metáforas como algo próprio da tentativa humana de engrandecer seu Deus. De qualquer forma, fará uma leitura superficial. Por isso pessoas carnais, são céticas diante deles.

É nesse sentido que a letra mata.
O texto deve ser saboreado, absorvido, digerido, metabolizado. Então passa a ser vivificado dentro de nós, pelo Espírito de Deus. Essa intimidade com o Autor, é primordial para uma compreenção espiritual.

Dessa forma, precisamos nos esvaziar de nossos suportes teológicos, se quisermos absorver o ensinamento à partir de dentro, onde o Espírito Santo habita.

Quanto mais o homem tenta conhecer de Deus, através de estudos sistemáticos, mais confuso fica.
É impossível para a mente humana, compreender um Ser Eterno, Infinito, Ilimitado, Atemporal...
Só é possível conhecer de Deus, por meio da humildade de se achegar à Ele.

Quanto menos de nós, mais do Reino (esse modo de vida que Jesus nos ensinou).
Para que Ele cresça (em nós), é necessário que diminuamos. Deus se revela aos pequenos.

Alguém poderá pensar, que é assim que nascem heresias, mas é justamente o contrário.
Quando tentamos interpretar textos com a lógica, acrescentamos nele a nossa imperfeição, anulamos a essência espiritual do ensinamento.

Deus não é lógico, Deus é Mistério!
Ele se revela a quem Ele quer, porque sonda corações.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Imagem e semelhança

Genesis 1:26 "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança..."

Deus criou o homem perfeito, mas com a imperfeição advinda da queda, passamos a criar Deus conforme nossa imagem e semelhança.

É possível conhecer as pessoas, quando falam de sua fé, ou da falta dela. Mas principalmente quando constrói Deus, com seus atributos falhos.

Não é difícil identificar a covardia, autoritarismo e acepção, em alguém que supõe ser vaso de honra, quando sabe que é desonra como todos.

Não é difícil identificar a falta de confiança, o dedo em riste, a arrogância, em quem recebe algo imerecido e acha que não é suficiente.

Não é difícil identificar superficialidade, insegurança e incredulidade, em quem come a letra, mas a vomita em seguida, antes de digerir.

Enfim, nenhum de nós tem acesso à verdade lógica, plena, sem resquícios do mal, como supôs Drummond. Qdo a Verdade encarnou, nós a matamos.

Louvado seja Deus, porque a justificação é confirmada no mérito de Cristo, fora de nós.




A verdade dividida
Carlos Drummond de Andrade




A porta da verdade estava aberta
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só conseguia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia os seus fogos.
Era dividida em duas metades
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era perfeitamente bela.
E era preciso optar. Cada um optou
conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Guardar a fé

"Ora a FÉ é a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem" Hebreus 11.1

Vivemos num mundo corrompido, habitado por homens destituídos, cheios de si e frios com o próximo. Mas o justo de Deus vive pela fé.

Duas coisas minam a fé do homem: Fixar os olhos no próprio umbigo (queda certa) ou perder o foco por causa das circunstâncias.

Se a convicção é de fatos que não vemos, por que questionamos o que vemos? Tentar sondar os desígnios do Eterno é loucura e tombo certo.

Conseguir guardar a fé nesse mundo, é um desafio diário. O alvo é Cristo e a esperança no cumprimento de suas promessas, nossa segurança.



sábado, 26 de março de 2011

Deus não mudou

Apesar de discordar dessa busca incessante por vitórias, bênçãos e milagres, e de toda a distorção que transforma cristãos em iludidos, sou uma pessoa que jamais poderá afirmar que Deus não intervem na causa daqueles que se colocam como crianças diante Dele.

O sentimento de dependência, impotência, vulnerabilidade e reconhecida fraqueza, é o aval que dá espaço para que Deus se revele.

O homem que nutre auto suficiência, autonomia e exclui Deus de suas causas, como poderia ter qualquer experiência com Ele?

Só posso concluir que cada homem percebe Deus de forma distinta, afinal relacionamento é bilateral. Deus escolheu se revelar aos pequeninos.

O Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo, quando não havia homem, nem pecado. O futuro não é mistério para Deus.

Dentro do tempo esvaziou-se, mas Vive de eternidade à eternidade e não muda.



sexta-feira, 25 de março de 2011

Apostasia

Diante de tantas catástrofes, guerras e insegurança, o sentimento de vulnerabilidade pode começar a minar nossa fé. Afinal, o homem é ambíguo por natureza. Diante do medo, vacilamos e permanecer de pé é um desafio.

Mas temos lido a declaração irresponsável de alguns líderes, que tem nas costas o peso de formar a opinião de jovens. Pessoas que se deixaram levar pelas circunstâncias de tal forma, que não foram capazes de ter na Bíblia seu manual de fé. E entre tantos questionamentos e aflições, acabam negando Deus.

Assumir nossa inquietude diante de fatos que não entendemos, é perfeitamente aceitável. Mas tentar moldar Deus dentro de conceitos humanos é loucura.

O coração é enganoso, principalmente quando nos convence que somos tão bons, que consternados, seríamos um deus melhor que Deus, porque agiríamos diferente do que Ele tem agido.

Deus é insondável e Seus desígnios são inescrutáveis, já dizia o Apóstolo Paulo.

As revelações bíblicas nos prepararam tanto para a crise, quanto para a apostasia. Como essa gente ainda encontra discípulos entre cristãos?

Não percebem que a raiz de tanta vaidade e orgulho, é a mesma que transformou anjo em diabo?

domingo, 20 de março de 2011

Um sorriso que causou dor

Hoje descobri que podemos ferir até com um sorriso. 
Carne é miséria... até sem sentir, algo que fazemos involuntariamente é mal interpretado.

Claro que meu sorriso não teve a intenção de ferir ninguém, mas a pessoa alimentou essa inquietação por pelo menos umas 3 semanas. E hoje me disse que se sentiu profundamente magoado porque duvidei da palavra dele.

Fiquei arrazada, porque este senhor é uma das pessoas que mais respeito na igreja. 
Jamais faria qualquer coisa para magoá-lo, tanto que nem sabia que tinha feito isso. Se ele não me falasse, eu jamais saberia que o feri.

Importante é que num abraço e no reconhecimento mútuo, tudo foi devidamente esclarecido. No final, lágrimas para brindar a unidade.

Estranho não? Lágrimas unem o que um sorriso separou.

domingo, 6 de março de 2011

Quero amar

Como explicar à religiosos, que se é cristão na vida, durante todo o tempo e não em momentos "separados" pra Deus? E que não me sinto culpada, mesmo que me chamem de negligente, de estar à uma hora dessas, no domingo à noite, sentada diante de um computador e não na igreja?

É que já fui ao templo hoje de manhã e me sinto suprida na minha necessidade de comunhão. Já estudei a Palavra, já refleti, já cantei, já compartilhei, então não sinto essa necessidade de me deslocar de novo. 

Alguém dirá que na EBD é diferente e que no domingo à noite é o período que reservamos para cultuar à Deus. Mas discordo plenamente. Se cultua à Deus em espírito e em verdade, o tempo inteiro, em cada atitude, em cada relacionamento, na submissão aos ensinamentos de Cristo, no amor e assistência aos que precisam de nós. Não num ritual dominical.

Algumas pessoas dizem zelar por sua vida espiritual e eu entendo que minha vida é uma só, ao mesmo tempo secular e espiritual. Desde que comecei essa caminhada, muitas mudanças houveram, muitos conceitos mudaram, amadureci na fé, mas tudo isso reflete na minha vida e nas minhas atitudes o tempo todo.

Estou pensando em Deus no trajeto ao trabalho, durante os dilemas do dia, pedindo sempre orientação. À noite, quando chego em casa, já que não gosto de TV, uso meu tempo no computador para discutir apologética, twittar, pra administrar este blog, que não tem a pretensão de formar opiniões, mas é um espaço que uso pra falar sobre fé. Enfim, é meu jeito de cultuar meu Deus.

Quero a liberdade de ir quando desejar, quero poder visitar outras comunidades, quero contribuir com tudo o que sou e com o que tenho, mas da forma que entendo que Deus fala comigo, quando envia pessoas que precisam de mim. Não quero compromisso com paredes, não quero compromisso com regras, não quero compromisso com obrigações espirituais.

Quero amar.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Ter conhecimento ou viver Cristo?


Algumas pessoas espiritualmente, são parecidas com um pedaço de queijo suíço: sólidos em seus conceitos, mas com lacunas impreenchidas. Um vazio que não permite sua plenitude. Quanto mais conceitos sólidos, mais buracos impreenchidos. Ele não consegue se permitir moldar por Deus. São rígidos demais para entrar em formas. Mas são "queijo suíço" e nisso se vangloriam.

Outros são líquidos como o leite mais vulgar. Assim, tomam a forma que Deus quiser que tomem, conseguem ser acrescentados a qualquer tempo e penetram nas pessoas com mais facilidade, por serem acessíveis à qualquer que precise deles. Não podem se vangloriar pelas formas adquiridas, porque dependem da vontade de Deus. Nem podem se orgulhar do seu valor, porque nasceram para servir e alimentar à qualquer que os solicitem.

Entendo que mais importante que estudar as Escrituras sistematicamente, é ser o próprio Evangelho na vida de todo aquele que Deus nos dá a oportunidade de encontrar.


Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.

Tiago 1:22

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

As muitas teologias

A impressão que tenho, é que muita gente discute e estuda e busca, algo que só a intuição pode responder. As palavras não apreendem Deus.

Desta forma, para saber Deus, não para explicá-lo, basta sensibilidade p/ absorver na poesia, parábolas, metáforas. Linguagens que penetram.

E por mais que haja revelação nessas linguagens, é impossível sistematizar em palavras, conceitos que definam e expliquem a Divindade Eterna.

A Bíblia é muito clara, quando diz que são aos pequenos que Deus escolheu para se revelar. Não ao que se gloria pelos seus muitos anos de estudos, discussões, mas ao que simplesmente ama.

Todo o ensino que a Palavra tráz, só tem efeito na vida de quem percebe Deus através do espírito. Estes tem os caminhos iluminados, andam na luz.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A Boa notícia!

Evangelho é a boa notícia personificada em Cristo.
Por nós mesmos,  já estaríamos condenados. Isso porque o bem que queremos fazer, não conseguimos, mas o mal que odiamos, acabamos fazendo porque nossa carne nos puxa pro chão, igualzinho a lei da gravidade.

É impossível que por mérito próprio, consigamos "evoluir" ao ponto de aniquilar com nossa culpa diante de Deus, isso porque não há um justo sequer.

E porque ninguém foi justo (e Deus conhece a humanidade inteira, de todos os tempos), foi que Ele enviou Jesus para morrer no nosso lugar. Esta é a boa notícia! Já não devemos mais nada.

Agora temos um único Mediador entre Deus e nós. Quando Deus nos olha, já não é mais a nossa deformidade que Ele vê, mas vê Aquele que está antes de nós. A perfeição do Filho amado, no qual Deus tem prazer.

É só pelo mérito de Jesus que receberemos a redenção. Nada conseguiremos por nós mesmos, porque sozinhos nada podemos fazer.

Não é que você está fadado ao inferno. Mas a Porta pra eternidade com Deus é Jesus. Só quem entra por essa Porta, encontra a Vida. Depende de cada homem essa escolha. Ela é livre e o convite é universal. 



Entrar pela Porta e ser livre, ou continuar devendo algo que jamais conseguiremos pagar.


Seguir os passos e ensinamentos de Jesus, é consequência natural na vida de quem aceita o convite. Mas o simples fato de reconhecer em Jesus o Salvador, faz de nós co-herdeiros com ele.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O Corpo de Cristo

As pregações centralizadas nas necessidades e anseios humanos, denunciam uma mentalidade distorcida e doente da igreja.

A Ceia do Senhor, é uma oportunidade de fazer contato com a verdadeira visão do evangelho, que consiste em lembrar a morte do Senhor e Sua ressurreição, para que pudéssemos ser um no Senhor.

O Corpo é formado com a mente de Cristo, na dependência e amor mútuos entre os membros.

Somos o Corpo de Cristo na Terra, chamados para levar a mensagem que reconcilia o mundo com Deus.

Chamados para amar. Não para buscar a satisfação do nosso ego.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Pra onde tenha sol

http://letras.terra.com.br/jota-quest/305576/


Ei, dor, eu não te escuto mais. Você não me leva à nada! :)


Quando cuidamos da dor do outro, o nosso próprio sofrimento parece se aquietar.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Confidenciando

A vida me propôs uma situação, onde me pôs diante de uma família que não cheguei a conhecer pessoalmente. Os encontrei casualmente e não apenas uma vez. Coisa que já é mistério por si só.

Mas virtualmente, sei muito sobre cada um deles. O suficiente para amá-los com tudo o que há em mim.
Nunca consegui explicar esse amor completamente sem fundamento e sem causa. Mas o fato é que cada um deles desperta em mim um interesse profundo, um cuidado quase maternal e um sofrimento mais profundo ainda, porque eles não tem alcance para me compreender.

Algo como reconhecer alguém importante, que não faz a menor idéia de quem seja você. E aí você se desmancha, se vira do avesso, se entrega por inteiro e recebe indiferença.

Juro que isso não me aconteceu antes. E por isso eu também não soube lidar com tanto sentimento junto. Acho que provoquei nessas pessoas um misto de compaixão e pavor, curiosidade e aversão.

O tempo passou e a vida resolveu nos separar definitivamente, me deixando a sensação de ter doado até o que era vital pra mim. Restou dor e vazio. Saudade e angústia. Como ser arrancado à força dos braços de alguém muito amado e nunca mais poder voltar.

Esse amor tem raíz no mistério e certamente essas, foram pessoas que mudaram o rumo da minha vida. Me ensinaram muitas coisas, inclusive, que o melhor de mim é desprezível.