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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

B12, cocô e massaneta quebrada



Esse post não é fruto das minhas divagações, intuição ou nada que vá contribuir com seu crescimento. É apenas uma desopilação do meu fígado.

Hoje o plano era acordar e ir ao posto de saúde cedo, porque em BH está fazendo muito calor esses dias. Eu precisava buscar meu remédio de controle do colesterol e tomar uma injeção de vitamina B12, porque amanhã trabalho, fim de semana não abre e segunda já quero fazer o exame de sangue pra dar tempo de buscar antes da consulta.

Fiz tudo certinho, mas quando entrei no posto, cadê minha identidade? Ninguém ia liberar remédio pra mim sem documento. Voltei tudinho, o calor já intenso, o pé doendo porque resolvi colocar uma sapatilha nova... Enfim, cheguei em casa.

O Tito, meu cachorro, tinha feito cocô no lugar errado. Ele faz isso de picardia toda vez que saio e deixo ele dentro de casa. 

Limpei a bosta, troquei o calçado e peguei o documento. Lá fui eu fazer o percurso todo de novo, o contador de passos está marcando quase 9 mil, pelo menos gastei calorias. Ok, peguei meu remédio e estava aguardando me chamarem pra tomar a injeção.

Depois de séculos me chamaram na sala de observação. A mulher com cara de poucos amigos murmurou alguma coisa que não entendi. Depois falou mais alto que era pra eu encostar a porta.

Vi que tinha um tijolo segurando a porta, achei que era um improviso pra porta se manter aberta. E era, porém depois que bati a porta, percebi o porquê dela não poder fechar. Estava sem massaneta e eu nos tranquei naquele cubículo.

A mulher mais azeda ainda, não parava de reclamar. A injeção que normalmente já queima, ela aplicou que parecia um tiro. A agulha entrou no músculo e ela apertou o conteúdo de uma vez. Parecia uma injeção de pimenta na minha bunda.

Depois ela ainda murmurando pediu pelo computador, para alguém vir abrir a porta por fora. Demoraram horrores para ler o recado, mas finalmente o segurança veio e abriu.

Vim torrando no Sol e ao abrir a porta deparei com um pedaço da minha cortina no chão, é a terceira que o Tito rasga tentando escapar pela janela.

Ainda são 11 horas, tá? E eu já gastei toda a minha dose de intercorrências diárias.

Tô fazendo almoço, depois vou sentar no sofá e esquecer que tem vida lá fora.

Se a vida não é um morango pra ninguém, a minha às vezes capricha. Isso aqui tá parecendo crônica de stand-up.

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