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domingo, 25 de outubro de 2026

Semear

O coração é como um campo, e nós somos como agricultores. Colheremos aquilo que nele semearmos. Existem sementes que alimentam a carne e sementes que alimentam o Espírito. Nossa colheita dependerá, portanto, de onde plantamos e do que escolhemos cultivar.

Como esperar colher o fruto do Espírito semeando para a carne? Se cultivamos nossas próprias paixões, cobiças e concupiscências, não é natural que acabemos produzindo as obras da carne, manifestações da nossa natureza caída?

As sementes são, principalmente, nossos pensamentos e atos. Tudo aquilo que passa pelo filtro da consciência e permanece em nós, mas que, ainda assim, decidimos abrigar, acolher, acariciar, permitir, tolerar e acalentar, encontrará condições para criar raízes e produzir segundo a carne, tornando-se um obstáculo à santidade.

Semear para o Espírito é ocupar a mente e orientar a vida pelas coisas do alto, e não pelas coisas da terra. É alimentar aquilo que nos aproxima de Cristo, em vez de nutrir aquilo que nos afasta dele. Porque, se semearmos para a carne, colheremos corrupção; mas, se semearmos para o Espírito, colheremos vida eterna.

Para colher santidade, duas coisas são necessárias: cultivar as coisas do alto e arrancar as ervas daninhas que começam a brotar em nossa natureza terrena. Enquanto nos edificamos em Cristo, mortificamos aquilo que, em nós, pertence à velha natureza.

Não basta arrancar o que é mau; é preciso cultivar o que é bom. Não basta abandonar as obras da carne; é necessário produzir o fruto do Espírito.

Santidade não é apenas deixar de fazer determinadas coisas, mas permitir que a vida de Cristo governe nossos pensamentos, desejos, escolhas e atitudes.

Crucificar a carne e andar no Espírito. Semear para o Espírito e mortificar a natureza terrena.

É nesse cultivo diário, entre aquilo que renunciamos e aquilo que escolhemos alimentar, que amadurecemos em santidade.

Não há colheita sem semeadura, nem fruto sem cultivo.

Santidade é cuidar do que plantamos no coração, arrancando o que alimenta a carne e cultivando o que faz florescer a vida de Cristo em nós.



Referências para acompanhar a reflexão: Gálatas 6:7-8; Gálatas 5:16-25; Colossenses 3:1-5.

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