Povo infantil demais... Em vez de avaliar com seriedade o que é melhor ou pior para o país, prefere alfinetar amigos e parentes, romper relações e perseguir até religiosos que ousam pensar por si mesmos.
É uma eterna quinta série, uma disputa mesquinha, desprovida de consciência crítica, em que cada um parece mais preocupado em derrotar o outro do que em compreender a realidade.
Enquanto isso, questões que realmente afetam a vida de todos ficam em segundo plano. Falta reflexão, sobra hostilidade. Falta disposição para o diálogo, sobra necessidade de vencer discussões.
E o mais lamentável é ver pessoas que se dizem guiadas por valores morais e espirituais se deixarem consumir por disputas tão rasteiras.
Uma disputa interminável para decidir quem come a cabeça de quem.
Que náusea!
Colocam uma camisa e juram que estão fardados para lutar do lado do bem. Empunham uma espada de plástico, seguem um capitão imaginário e marcham, orgulhosos, em direção à própria derrota: “Vou ali perder mais alguns direitos.”
Depois, quando a conta chegar, chorarão por terem que escolher entre a vaga de emprego e o próprio direito. Só então talvez percebam que, enquanto acreditavam lutar contra o inimigo, estavam ajudando a construir a própria prisão.
O povo sempre pereceu por falta de conhecimento. Não porque Deus deixasse de levantar quem lhe abrisse os olhos, quem denunciasse os enganos e apontasse outros caminhos, mas por pura obstinação.
Porque há quem não queira enxergar a verdade; queira apenas que a verdade confirme aquilo em que já decidiu acreditar.
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