Estamos aqui como cartas vivas portando uma boa notícia e só isso. Ninguém foi chamado a viver em função de igrejas e seus entretenimentos, mas fomos chamados para viver em função de uma novidade, algo mais valioso que qualquer tesouro, dado de Graça pra quem desejar, uma vida em abundância porque quando se sabe que existimos com um propósito, tudo se amplia. Viver pela fé é ter a mente na eternidade, enquanto os pés continuam nesta atmosfera.
Embora os religiosos tomem para si a alcunha de juízes de tudo, não é permitido a ninguém, meter o dedo sujo nas feridas alheias. Cada um que a Graça alcança, começa seu próprio processo e Deus não abandona nada pela metade. À nós foi confiado anunciar, o resto é com o Espírito Santo.
Até mesmo aqueles crentes que mais parecem filhos do inferno, que parece que se infiltram só pra testar nosso 70x7. Não cabe ao homem separar o joio do trigo.
Quanto a religiosidade, como pode ser o caminho perfeito, algo que se desprendeu da mentira e do engano? A Igreja romana deu cria e passou adiante sua genética.
Até 380 d.C. os cristãos eram perseguidos, mas preservavam a pregação da verdade. Depois se corromperam com o decreto do imperador romano proibindo outras crenças que não fossem a criada por ele, com ídolos renomeados, com dogmas novos, com permissão para construir templos, com apócrifos em suas bíblias, com sucessão papal, com proibição da leitura bíblica pelo povo, com inquisição para julgar e condenar quem insistia em viver a fé sem essas invencionices sob acusação de heresias, etc.
Daí em 1517 vem a reforma protestante que embora tenha tentado reescrever a história da Igreja, acabou seguindo os mesmos passos. Até hoje, qualquer um que traga uma novidade que a maioria rejeita, abre sua nova denominação e sempre vão ter uns tolos pra dar ouvidos.
Tem como consertar um sistema inteiro? Tem como fundar uma religião correta que seja exatamente como era o espírito da Igreja primitiva? Ou só nos resta esperar que a grande Babilônia seja condenada e lançada no lago de fogo e enxofre? Porque os cegos continuam guiando os cegos para o abismo, reforçando suas falsas doutrinas em pregações e músicas.
Não estou dizendo que não se pode reunir, ou que não se pode organizar, ou que não se deve divertir, o que estou dizendo é que é necessário resgatar a seriedade que é pertencer a Cristo, ouvir sua doutrina sem a contaminação da religiosidade e viver em sua Lei.
Se submeter a estrutura pode ser muito cômodo e serve de maquiagem pra muita gente, mas viver a piedade é de fato tomar nossa cruzt.
As pessoas se preocupam demais com os desigrejados, mesmo que estes estejam mais firmes do que os ratos de igreja, apoiados no vício de cumprir regras. Estes nada questionam e engolem o que os líderes mastigam. Derrepente ficar livre desses cabrestos, é o que vai dar a chance da pessoa servir com entrega.
Ser Igreja é para fora dos portões, sem ativismos, apenas sendo o que foi chamado para ser, com os dons recebidos para edificar e no lugar que for possível estar. O resto é engodo.
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