Tem horas que paro pra refletir em como as pessoas se deixam arrastar pela correnteza e resistem a verdade, mesmo que a Bíblia aconselhe não tomar a forma do século, ou seja, mesmo que a modernidade mude a prática das coisas, os princípios e valores cristãos são os mesmos do início da Igreja.
Um exemplo disso é a Ceia do Senhor. Alí Jesus estabelece o princípio da comunhão da Igreja, deixa instruções para que todos sejam UM com o outro, servindo-se mutuamente, se fortalecendo como um Corpo cujo cabeça é Ele. Pega o pão e vinho, não para ensinar um ritual, mas para que naquela dinâmica, os discípulos entendessem este vínculo uns com os outros. O pão é o Corpo, o vinho é o sangue, simbolizando que se Ele se entregou por nós, eles também deveriam firmar este compromisso sempre, lembrando porque estão juntos como Corpo de Cristo, um se doando ao outro, colocando em prática o amor que receberam primeiro.
Quando Paulo cita a ceia, está falando de uma mesa posta, onde um chega primeiro e se farta, enquanto o outro que chega depois fica em falta. Isto é para enfatizar que não estão discernindo o Corpo de Cristo nos irmãos, ainda não entenderam o valor do vínculo. Come maldição para si, aquele que pensa apenas em si mesmo e negligencia o irmão na fé. O correto neste momento seria um alimentar o outro, enquanto suas próprias necessidades são supridas.
O que a Igreja moderna faz? Reduz a comunhão a um ritual com apenas duas miniaturas representando carne e sangue, mistifica o ato, repetem um versículo e incentiva a Igreja a pedir perdão pelos pecados, para não comer indignamente, como se alguém alí fosse digno. E como se pecado não fosse a condição do homem. Ainda cerceiam a escolha de quem quer participar do ritual, se este não for batizado, não fizer curso, ou tiver algum impedimento imposto pela comunidade.
Em que momento a interpretação de um ato, como se fosse uma peça de teatro, substituiu o significado de trazer à memória aquilo que nos dá esperança, fortalecendo o compromisso uns com os outros?
Porque na maioria dos lugares isto acontece todo mês, as pessoas reforçam o compromisso e não cumprem porque a maioria o faz de costa um para o outro e depois dali, continuam sem se envolver com o irmão e suas demandas. Voltam para casa achando que a benção está no ritual em si e não na verdade ensinada por Jesus quando falava de comunhão, de entrega, de compromisso.
Ah, mas você acha que está certa na sua análise e as igrejas erradas? Queridão, pense em duas coisas: No antigo testamento, quando Deus levantava um profeta para repreender o povo, era um homem contra uma nação inteira. O Senhor falou sobre os sacrifícios que não pediu, falou do verdadeiro jejum, falou dos desvios, falou da prostituição com ídolos, falou sempre por uma boca só. E eu não estou sozinha nisso não, inúmeros remanescentes vão guardar a fé até o final. Outra coisa, Lutero quis resgatar a verdade bíblica, quando a Igreja estava completamente prostituída. Parecia ter funcionado no início, mas as filhas seguiram o caminho da mãe e até hoje estão se dividindo e cada vez mais corrompidas. Então não tenho receio nenhum de dizer que está tudo errado e que tradição religiosa nunca substituirá o Evangelho de Cristo.
É lamentável ver incautos comendo comida podre em cada esquina, se vendendo em troca de promessas vazias e mentirosas, borbulhando de ódio de tudo o que não pertence ao seu mundinho de ilusões e tão, tão distantes do que de fato vale a vida.
Aí de mim se enxergar e ficar calada. Se Deus me deu uma visão panorâmica não foi atoa. Vou falar sim e quem tem ouvidos que ouça.
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