Cuidar nem sempre é fazer muito.
Às vezes, é ficar.
Ficar quando o outro se desmonta,
quando a fala sai confusa,
quando nem ele mesmo sabe o que precisa.
Cuidar é não apressar o tempo do outro
só porque o nosso pede pressa.
É segurar o silêncio sem tentar preenchê-lo,
é oferecer presença sem exigir resposta.
Tem cuidado que não resolve,
mas sustenta.
E, no fundo, é isso que salva:
alguém que não vai embora
quando a gente não está fácil de amar.
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