Biblicamente das crianças é o Reino dos céus. Devemos inclusive ser como elas.
Jesus foi ao templo para ser circuncidado porque era judeu e isso nada tem a ver conosco. Fazia parte da Lei esse ritual.
Por esse prisma, nem católicos, nem evangélicos praticam o que foi praticado em Jesus. É inútil essa conversa, já que a intenção de cada um é apenas introduzir a criança na prática da religião, algo que nasceu no século três.
Nem mesmo praticamos o mesmo que Jesus praticou no batismo de João Batista, quando Ele marcou o início de seu ministério, se submetendo a autoridade do profeta, que naquele tempo tinha sobre si a unção de Deus.
Jesus não tinha pecado para se arrepender e nem aceitou a si mesmo como Salvador. Apenas marcou o início de sua trajetória como Mestre de discípulos.
Conversão é o momento em que o homem reconhece a própria miséria e a necessidade de ser salvo. É a dependência da mediação de Cristo que marca a decisão de ser cristão.
Então como sinal público ele é batizado. Sem essa consciência, é só mais um banho.
O ladrão que reconhece Jesus como Senhor na Cruz não foi batizado mas teve a oportunidade de se enxergar dependente. Não é a imersão ou aspersão que transforma a realidade espiritual de alguém, é a consciência de ser transportado da morte para a vida.
Crianças não tem a consciência da condição humana, nem na igreja católica, nem nas evangélicas. O que faz um homem pecar, é deliberadamente desobedecer e isso acontece quando o ego acorda. Crianças, embora possam agir por instinto e frustração, não tem a consciência de prejudicar ninguém, então delas é o Reino.
E no momento oportuno podem escolher seguir as palavras de Jesus ou não. Isso não tem nada a ver com dogmas e rituais. Com testemunho de outros cristãos ou adoção de estatutos e agenda religiosa. E algo íntimo que Deus visita no espírito de cada um. É coração circuncidado e não espetáculo para ser visto.
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