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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Higiene Israelita



Nem tudo na Lei mosaica se tornou obsoleto. 
Haviam leis que separavam o povo com práticas que os outros povos desconheciam, mas livrava o povo de propagar doenças entre si.

Água parada era ambiente de propagação de germes, contaminação e infertilidade. Águas correntes eram fertilidade, saúde e limpeza.

Roupas contaminadas eram queimadas, pessoas doentes isoladas, fezes enterradas fora do acampamento e cada pessoa tinha sua própria pá. Onde eram preparados alimentos tudo era limpo e esterilizado.

Ninguém podia oferecer culto sem se purificar, a higiene era um ato de adoração. Escovam os dentes com um graveto que continha substâncias antissépticas naturais. A barba não raspada evitava infecção corriqueiras na pele. Lavar as mãos era sagrado e constante.

Tudo o que as outras culturas desconheciam sobre higiene, está na Lei como instrução que os judeus não tinham como saber por si só, mas essas leis sanitárias purificavam o corpo e santificava o povo para o uso de Deus.

O sangue é o meio de transporte para todos os tipos de patologias. Na circulação espalham-se toda sorte de viroses.

Para comer uma carne, era necessário tirar todo o sangue, salgar toda a carne e cozinhar muito bem. No mundo antigo sem refrigeração, tudo estragava muito fácil, mas os israelitas não misturavam alimentos, utensílios, não se comia animais encontrados mortos, tudo que propagasse bactérias era proibido.

Era proibido desmatar e realizar queimadas. Havia lei que protegia árvores frutíferas. Era costume de todos os povos queimar tudo inclusive território inimigo, Israel não.

As leis se aplicavam a todos: reis, servos, livres, ricos e pobres. As regras sanitárias eram comunitárias. Os moinhos eram lavados constantemente e isso evitava fungos. O pão era assado e consumido no mesmo dia. Quando a refeição terminava, todos os utensílios tinham que ser limpos. Metais esterilizados no fogo e vasos encrustados tinham que ser quebrados.

Fluidos, sexo, menstruação e parto eram tratados com muita seriedade. Todos esses períodos recebiam atenção especial. Era a opção antiga de higiene corporal para evitar todo tipo de propagação de doenças. E depois desses períodos um banho em água corrente. As roupas sujas precisavam ser lavadas imediatamente. Depois das relações sexuais, ambos tinham que se lavar e os ambientes serem limpos. O período de purificação pós parto, protegia a mulher de se expor a febres puerperais e morte comuns naquela época.

Até o descanso sabático supria o sistema imunológico. Não era apenas espiritualidade, era prevenção também. Todo um sistema de saúde pública que funcionou e fez israelitas se multiplicarem. Enquanto a mortalidade diminuía, o povo se fortalecia e vencia guerras.

Hábitos transmitidos geração após geração. Sem nenhum conhecimento de saúde pública, esse povo desenvolveu um modo de vida que os preservou.

Um mistério que merece respeito. Com toda a nossa tecnologia, ainda não aprendemos tudo. E esse povo medieval aprendeu tudo em pergaminhos escritos a penas e tinta.

O antigo testamento não serve como doutrina para a Igreja de Cristo, mas contém ensinamentos úteis para todas as gerações.

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