Não tenho energia para o barulho do mundo, não me acostumo com a corrupção dos sistemas nem com a superficialidade dos conformados.
Fico esgotada de ver tanta gente correndo atrás do vento, sem se dar conta da brevidade da vida. Mortos com aparência de quem vive, desperdiçando tempo com o que não permanece.
Não me afasto porque sou orgulhosa ou me sinto inatingível pelo engano. Apenas estou zelando pelo que demorei tanto para construir em mim. Ir e deixar partir não é fraqueza de jeito nenhum, eu que sei o preço que paguei para desapegar do que me fez mal.
Muita gente me abraçou com minha mediocridade, mas na medida que evoluí soltaram minha mão. Saber e conhecer me deixou mais sozinha, mas aprendi a amar minha solitude.
Se um lugar não abraça quem me tornei, não tenho que ficar lá. Se alguém não escuta o que tenho a dizer, não tenho que insistir em conviver. Há quem escute, há quem queira estar.
Prefiro a paz e tranquilidade de ser quem sou, do que me forçar a ser outra coisa para permanecer onde não pertenço.
Quantidade não faz o menor sentido, quando as trocas deixam de ser o objetivo. A tolice está sempre rodeada dos seus iguais, a coisa mais fácil do mundo é seguir o curso do rio.
Mas a sabedoria precisa ir na contramão do corriqueiro. No silêncio do espírito ela ouve o Espírito.
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