Conviver é escolha, quando quem te ofende demonstra que se arrependeu, reconhece onde te magoou e te estima tanto que muda por você. Quer tanto sua presença na vida, que revê as próprias atitudes. Precisa do seu perdão para tirar de si o peso da culpa
Não necessariamente devemos conviver com quem não se arrependeu ou distorceu a situação para transferir a culpa para nós ou minimizar a dor, como se o cristão tivesse que alternar os lados da face eternamente e não pudesse sentir ou se proteger.
Tem gente que não se constrange em apunhalar, mas não quer ouvir gemidos e esguicho de sangue. O apunhalado acaba sendo culpado pelo golpe que recebeu, na boca de quem não enxerga a própria responsabilidade.
Libere e deixe ir.
No lugar onde você foi ferido, não volte para forçar nada. A pessoa que não enxerga seu valor, não merece conviver com você, nem com o desgaste que te provoca, porque vai fazer de novo. Você perdoa 70x7 e ela te pisa 70x7,50. Não vale o esforço.
O perdão de que Cristo fala, é concernente a condição humana. Muitas vezes o pecado que está na nossa carne prevalece e atinge o próximo. Mas à medida que o espírito nos eleva para a justiça, amor e misericórdia, reconhecemos e o arrependimento provoca a mudança de atitudes.
Porém, se a carne prevalece, somos incapazes de nos colocar no lugar do outro e fazer por ele o que queremos que nos façam. É necessário vida com Deus, não só para saber que precisamos perdoar, quanto para reconhecer a necessidade do perdão dos outros.
Que ninguém traga o próximo acorrentado pela culpa atrás de si. Muito menos esteja amarrado ao outro por dever. O melhor travesseiro que uma pessoa pode ter é uma consciência limpa.
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